Gakuen Hetalia 2.0
25 Capítulo 25
No dia seguinte, Zeland tinha acabado de acordar. Ela percebeu que estava sem roupa alguma e quando ela olhou para o lado viu Canadá, que estava começando a abrir os olhos.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH! – Gritou ela.
– AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! – Gritou ele.
– ALICE! – Gritaram Ralph, Dick e Kaelin.
– MATTHEW! – Gritou Alfred.
Os quatro correram até a porta do quarto do canadense e a abriram. Eles viram os dois, que começaram a gritar e Zealand jogou neles tudo o que conseguiu pegar. Ela jogou o abajur, a mesa de cabeceira, o despertador e até mesmo o Kumajorou. Os outros tomaram um grande susto e fecharam a porta rapidamente.
–Sua irmã é louca e assustadora. – Disse América com a respiração apressada. – Loucamente assustadora ou seria assustadoramente louca?
– Já entendi. – Disse New, também ofegante. – Pelo menos estou aliviado por ela estar bem.
– Vem cá, esse urso estava no quarto com eles? – Perguntou Austrália.
– Ele parece traumatizado. – Disse Wy.
Enquanto isso, no quarto.
– Por que você gritou? – Perguntou a garota.
– Eu gritei porque você gritou. – Respondeu ele. – Por que você gritou?
– Não lembro. – Canadá capotou. Zealand o pegou de surpresa e o beijou apaixonadamente. – Eu me diverti muito ontem a noite, e você?
– Eu também.
– Vamos fazer de novo?
– Agora?!
– Não, outro dia, pode ser? – Perguntou com cara de cachorro sem dono.
– Tudo bem.
– Legal!
Em outro prédio, os nórdicos estavam tendo um grande problema. Islândia estava abraçado à geladeira de novo.
– Emil, larga essa geladeira e vamos para a escola. – Disse Noruega começando a se irritar.
– Não!
– Emil, qual é o problema dessa vez? – Perguntou Dinamarca.
– Ninguém me entende. Só a geladeira me entende.
– Problemas com garotas de novo. – Concluiu Finlândia.
– Como sabe? – Retornou a perguntar Dinamarca.
– Se lembra da primeira vez que o Ice queria chamar uma garota para sair?
– Se lembro! Ele achava que não ia conseguir e toda vez que ele ia tentar, acabava agarrado à geladeira novamente. Hei, Ice, que quiser podemos te dar algumas dicas.
– Não!
– O que está acontecendo? – Perguntou Groenlândia entrando no apartamento com a cabeça abaixada.
– É só o Ice e a geladeira.
– Emil, largue essa geladeira e vamos! – Gritou Noruega.
– Não!
Groenlândia suspirou. Ela avançou, pegou Islândia pela cintura, o arrancou da geladeira, o colocou por cima do ombro e saiu. Ele, Noruega e Finlândia ficaram impressionados.
– Essa é a Groenlândia. – Disse Dinamarca. – Prefere agir a dialogar.
– Sua irmã está carregando ele! – Exclamaram Noruega e Finlândia.
– Ela consegue me carregar, não vejo grande coisa.
– O QUE?! – Gritaram Islândia, Noruega e Finlândia.
– Antes de ser colonizada, eu carregava caribus, ursos e baleias. – Disse ela. – Não é difícil carregar uma pessoa.
Enquanto Noruega e Finlândia caíam duros no chão e Dinamarca e Suécia foram ampará-los, Groenlândia levou Islândia para fora do prédio.
– É sério mesmo que você carregava ursos e baleias?
– Sim. Meu povo come muita carne.
– VOCÊ COME BALEIAS?! – Ele não podia acreditar, afinal, as baleias eram suas amigas.
– Como todo tipo de carne, Ice.
– Mas por que baleias?! Elas são tão amigáveis!
– As minhas terras só têm gelo e tundra, não há árvores nelas e o solo é muito propenso à erosão, tanto que só conheci a madeira depois que conheci o meu irmão. Nossa alimentação, nossa moradia e nosso vestuário dependiam dos animais, principalmente focas, peixes, caribus, ursos e baleias.
– Como você pescava se você não podia fazer barcos porque não tinha madeira?
– Fazendo buracos no gelo.
– Mas não eram o suficiente para pescar baleias.
– Esperava uma encalhar na praia. Se minhas tribos não as pegassem, os lobos e ursos as pegariam.
– Ah ta. Er... Green.
– Sim?
– Você por um acaso... Digo, você gostaria... AAAAAAAHHH GELADEIRA! – Gritou se retorcendo e esperneando.
– Ice, você está bem?
– Não! Eu quero a geladeira de volta! Ela me compreende.
– Vou te levar para a Mesopotâmia, acredito que ela possa te ajudar.
– Mesopotâmia não! Eu quero a geladeira! GELADEIRA!
Não importava o quanto ele se retorcesse, gritasse, esperneasse, ou fizesse birra, ele não conseguia se soltar da garota. Quem via a cena ficava com uma poker face enorme e se perguntava se realmente estava vendo isso.
Inglaterra e França foram para a escola com algumas partes do corpo enfaixadas e de muletas, mas não iriam falar para ninguém porque poderiam chamar seus familiares, chamariam Escócia e Irlanda para esclarecer e não era preciso ser vidente para saber que ia dar uma grande merda.
França estava em um corredor quando encontrou Seychelles.
– O que aconteceu com você?!
– Ah isso, é que ninguém compreende o grande irmão França! Eu só quero dar amor e carinho e...
– Ah ta bom. Isso antes ou depois de fuder com a porra toda? – Disse Argélia acabando de chegar.
– Angel, tenha pena de um pobre coitado machucado.
– Pena? De você? Você deve ter sido pego na cama com a namorada de alguém! Eu devia era quebrar essa sua cara em dois.
– Não seja tão agressiva comigo, mon ange... – Leva voadora da argelina. (mon ange: meu anjo em francês)
– Son ange o caralho, seu puto pervertido da porra! (son ange: seu anjo em francês)
– Argélia, pare com isso! – Exclamou Seychelles.
– Angel, eu sinto muito.
– Sente porra nenhuma!
– Calma, Angel. – Disse Líbia saindo do além. – Vamos para a sala, Chade estava te procurando.
– Ah, como está a Chade?
– Melhor sem você, seu... Ah, pro inferno! – Disse Argélia partindo para cima de França.
– Ele também não se ajuda.
– Mas por que ela faz isso?
– Ela o odeia, Seychelles. É simples.
– Mas ela não pode perdoá-lo?
– Angel é teimosa. Ela puxou ao avô dela.
– Avô dela?
– Não sabia? Argélia é prima do Marrocos e da Tunísia. Os três são netos do Cartago.
– O QUE?! – Berrou França apanhando de Argélia.
Líbia arrancou Argélia do meio da briga. Ela teve dificuldades para levar a outra de lá, mas conseguiu. Seychelles teria muito trabalho pela frente.
Vietnã tinha encontrado com América no caminho para a enfermaria. Eles foram para lá juntos, afinal, queriam saber como estavam os gêmeos.
– Que bom que vocês vieram, daze! – Exclamou o mais novo.
– Hey, dude! Que bom que acordou. Você está bem?
– Estou melhor agora. Nós reatamos!
– Nossos superiores vão nos matar, mas não vamos deixar que nos impeçam de sermos irmãos. – Disse o mais velho.
– Fico feliz em ouvir isso. – Disse Vietnã.
Os gêmeos não iriam para a aula naquele dia. Eles se despediram dos demais e foram para casa.
– Parece que a sua dívida foi quitada. – Disse ela.
– Eu não disse que ia conseguir? – Faz pose e começa a se achar.
– Pois bem, adeus.
– O que? Como?
– Já não precisamos mais nos encontrar e planejar.
– Mas continuamos amigos?
– É, talvez.
– Good! Quer ver um filme na minha casa? É de terror e eu não quero ver sozinho.
– É melhor não.
– Por favor, Viet! Diz que sim, vai. Vai ser divertido, aceita, vai.
– Se isso vai te fazer parar de me encher.
– Uhul! Vai ser muito divertido! Na minha casa sábado às 20h.
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