No dia seguinte, Zeland tinha acabado de acordar. Ela percebeu que estava sem roupa alguma e quando ela olhou para o lado viu Canadá, que estava começando a abrir os olhos.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH! – Gritou ela.

– AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! – Gritou ele.

– ALICE! – Gritaram Ralph, Dick e Kaelin.

– MATTHEW! – Gritou Alfred.

Os quatro correram até a porta do quarto do canadense e a abriram. Eles viram os dois, que começaram a gritar e Zealand jogou neles tudo o que conseguiu pegar. Ela jogou o abajur, a mesa de cabeceira, o despertador e até mesmo o Kumajorou. Os outros tomaram um grande susto e fecharam a porta rapidamente.

–Sua irmã é louca e assustadora. – Disse América com a respiração apressada. – Loucamente assustadora ou seria assustadoramente louca?

– Já entendi. – Disse New, também ofegante. – Pelo menos estou aliviado por ela estar bem.

– Vem cá, esse urso estava no quarto com eles? – Perguntou Austrália.

– Ele parece traumatizado. – Disse Wy.

Enquanto isso, no quarto.

– Por que você gritou? – Perguntou a garota.

– Eu gritei porque você gritou. – Respondeu ele. – Por que você gritou?

– Não lembro. – Canadá capotou. Zealand o pegou de surpresa e o beijou apaixonadamente. – Eu me diverti muito ontem a noite, e você?

– Eu também.

– Vamos fazer de novo?

– Agora?!

– Não, outro dia, pode ser? – Perguntou com cara de cachorro sem dono.

– Tudo bem.

– Legal!

Em outro prédio, os nórdicos estavam tendo um grande problema. Islândia estava abraçado à geladeira de novo.

– Emil, larga essa geladeira e vamos para a escola. – Disse Noruega começando a se irritar.

– Não!

– Emil, qual é o problema dessa vez? – Perguntou Dinamarca.

– Ninguém me entende. Só a geladeira me entende.

– Problemas com garotas de novo. – Concluiu Finlândia.

– Como sabe? – Retornou a perguntar Dinamarca.

– Se lembra da primeira vez que o Ice queria chamar uma garota para sair?

– Se lembro! Ele achava que não ia conseguir e toda vez que ele ia tentar, acabava agarrado à geladeira novamente. Hei, Ice, que quiser podemos te dar algumas dicas.

– Não!

– O que está acontecendo? – Perguntou Groenlândia entrando no apartamento com a cabeça abaixada.

– É só o Ice e a geladeira.

– Emil, largue essa geladeira e vamos! – Gritou Noruega.

– Não!

Groenlândia suspirou. Ela avançou, pegou Islândia pela cintura, o arrancou da geladeira, o colocou por cima do ombro e saiu. Ele, Noruega e Finlândia ficaram impressionados.

– Essa é a Groenlândia. – Disse Dinamarca. – Prefere agir a dialogar.

– Sua irmã está carregando ele! – Exclamaram Noruega e Finlândia.

– Ela consegue me carregar, não vejo grande coisa.

– O QUE?! – Gritaram Islândia, Noruega e Finlândia.

– Antes de ser colonizada, eu carregava caribus, ursos e baleias. – Disse ela. – Não é difícil carregar uma pessoa.

Enquanto Noruega e Finlândia caíam duros no chão e Dinamarca e Suécia foram ampará-los, Groenlândia levou Islândia para fora do prédio.

– É sério mesmo que você carregava ursos e baleias?

– Sim. Meu povo come muita carne.

– VOCÊ COME BALEIAS?! – Ele não podia acreditar, afinal, as baleias eram suas amigas.

– Como todo tipo de carne, Ice.

– Mas por que baleias?! Elas são tão amigáveis!

– As minhas terras só têm gelo e tundra, não há árvores nelas e o solo é muito propenso à erosão, tanto que só conheci a madeira depois que conheci o meu irmão. Nossa alimentação, nossa moradia e nosso vestuário dependiam dos animais, principalmente focas, peixes, caribus, ursos e baleias.

– Como você pescava se você não podia fazer barcos porque não tinha madeira?

– Fazendo buracos no gelo.

– Mas não eram o suficiente para pescar baleias.

– Esperava uma encalhar na praia. Se minhas tribos não as pegassem, os lobos e ursos as pegariam.

– Ah ta. Er... Green.

– Sim?

– Você por um acaso... Digo, você gostaria... AAAAAAAHHH GELADEIRA! – Gritou se retorcendo e esperneando.

– Ice, você está bem?

– Não! Eu quero a geladeira de volta! Ela me compreende.

– Vou te levar para a Mesopotâmia, acredito que ela possa te ajudar.

– Mesopotâmia não! Eu quero a geladeira! GELADEIRA!

Não importava o quanto ele se retorcesse, gritasse, esperneasse, ou fizesse birra, ele não conseguia se soltar da garota. Quem via a cena ficava com uma poker face enorme e se perguntava se realmente estava vendo isso.

Inglaterra e França foram para a escola com algumas partes do corpo enfaixadas e de muletas, mas não iriam falar para ninguém porque poderiam chamar seus familiares, chamariam Escócia e Irlanda para esclarecer e não era preciso ser vidente para saber que ia dar uma grande merda.

França estava em um corredor quando encontrou Seychelles.

– O que aconteceu com você?!

– Ah isso, é que ninguém compreende o grande irmão França! Eu só quero dar amor e carinho e...

– Ah ta bom. Isso antes ou depois de fuder com a porra toda? – Disse Argélia acabando de chegar.

– Angel, tenha pena de um pobre coitado machucado.

– Pena? De você? Você deve ter sido pego na cama com a namorada de alguém! Eu devia era quebrar essa sua cara em dois.

– Não seja tão agressiva comigo, mon ange... – Leva voadora da argelina. (mon ange: meu anjo em francês)

– Son ange o caralho, seu puto pervertido da porra! (son ange: seu anjo em francês)

– Argélia, pare com isso! – Exclamou Seychelles.

– Angel, eu sinto muito.

– Sente porra nenhuma!

– Calma, Angel. – Disse Líbia saindo do além. – Vamos para a sala, Chade estava te procurando.

– Ah, como está a Chade?

– Melhor sem você, seu... Ah, pro inferno! – Disse Argélia partindo para cima de França.

– Ele também não se ajuda.

– Mas por que ela faz isso?

– Ela o odeia, Seychelles. É simples.

– Mas ela não pode perdoá-lo?

– Angel é teimosa. Ela puxou ao avô dela.

– Avô dela?

– Não sabia? Argélia é prima do Marrocos e da Tunísia. Os três são netos do Cartago.

– O QUE?! – Berrou França apanhando de Argélia.

Líbia arrancou Argélia do meio da briga. Ela teve dificuldades para levar a outra de lá, mas conseguiu. Seychelles teria muito trabalho pela frente.

Vietnã tinha encontrado com América no caminho para a enfermaria. Eles foram para lá juntos, afinal, queriam saber como estavam os gêmeos.

– Que bom que vocês vieram, daze! – Exclamou o mais novo.

– Hey, dude! Que bom que acordou. Você está bem?

– Estou melhor agora. Nós reatamos!

– Nossos superiores vão nos matar, mas não vamos deixar que nos impeçam de sermos irmãos. – Disse o mais velho.

– Fico feliz em ouvir isso. – Disse Vietnã.

Os gêmeos não iriam para a aula naquele dia. Eles se despediram dos demais e foram para casa.

– Parece que a sua dívida foi quitada. – Disse ela.

– Eu não disse que ia conseguir? – Faz pose e começa a se achar.

– Pois bem, adeus.

– O que? Como?

– Já não precisamos mais nos encontrar e planejar.

– Mas continuamos amigos?

– É, talvez.

– Good! Quer ver um filme na minha casa? É de terror e eu não quero ver sozinho.

– É melhor não.

– Por favor, Viet! Diz que sim, vai. Vai ser divertido, aceita, vai.

– Se isso vai te fazer parar de me encher.

– Uhul! Vai ser muito divertido! Na minha casa sábado às 20h.

Notas finais
Groenlândia, que é a maior ilha do mundo, só tem gelo e tundra, razão pela qual a caça e a pesca eram muito importantes para o seu povo, mas mesmo assim os inuites respeitavam a natureza. Matar um animal não era diferente de matar um humano, pois tudo possuía uma alma, uma inua. # Para mais entendimento: http://mitographos.blogspot.com.br/2013/05/a-mitologia-inuite.html#comment-form # Cartago englobava a Tunísia e o norte da Argélia e do Marrocos. # # # Kumajirou, sabemos o que você viu, filho, pode ir para a terapia sossegado. Veremos como será a consulta do Ice. França e Argélia, o neto do Roma e a neta do Cartago, lógico que os dois no mesmo corredor não vai prestar.