Gakuen Hetalia 2.0
21 Capítulo 21
No dia seguinte, na Classe África, Seychelles estava com Madagascar, Zâmbia, Quênia, Zimbábue, Uganda e Botsuana.
– Que bicho mordeu a Argélia? – Perguntou Uganda, um garoto careca e de pele negra.
– É que você não viu o pequeno barraco de ontem. – Disse Zâmbia. – O França estava bêbado embaixo da janela da Argélia, da Líbia, da Nigéria e da Chade. Espanha, Prússia e Irlanda tiveram problemas para tirá-lo de lá.
– Como você sabe, Zâmbia? – Perguntou Seychelles.
– Eu moro abaixo delas. Eu vi toda a confusão e nunca escutei tanto palavrão na minha vida!
Na Classe Ásia.
– Vocês não parecem muito bem. – Disse Vietnã vendo os gêmeos coreanos com cara de zumbi.
– É que a nossa vizinha de porta Argélia fez o maior escândalo ontem, com direito a França peladão em frente ao prédio e tudo. – Disse Coréia do Norte impaciente.
– Eu nunca ouvi tanto palavrão na minha vida. – Disse Coréia do Sul.
Na Classe Oriente Médio.
– Omanita, você perdeu o maior barraco ontem! Eu ouvi da minha cobertura!
– Jô, eu não gosto de me meter na vida das pessoas.
– Mas era impossível de não ouvir! Tinha um cara pelado brigando com a namorada.
– Ex-colônia, Jô. – Interveio Qatar.
Enquanto elas conversavam, Iraque conversava com Irã e Afeganistão.
– Caralho, ontem teve o maior barraco no meu prédio. O maldito do França resolveu aparecer peladão e brigar com uma ex-colônia.
– Ainda morando com a Jordânia? – Disse Afeganistão. – Pensei que você tinha se mudado.
– Hei, Jô é a minha prima preferida. Se eu me mudar pode aparecer um cara na cobertura dela.
– É verdade. – Disse Irã. – Jocasta nunca foi muito certa da cabeça desde criança.
– Infelizmente sou obrigado a concordar.
– Como assim desde criança? Vocês conheciam o Irã?
– Nossas mães tiveram que trabalhar para a Pérsia quando suas cidades caíram e foram tomadas por ela, mas não porque elas queriam ou foram obrigadas, mas sim por nós seus filhos. Pérsia é mãe do Irã e por isso nos conhecemos e crescemos juntos.
– A Pérsia é a tua mãe?!
– É.
Na Classe Oceania.
– Z, você já ouviu falar do barraco de ontem? – Perguntou Cook.
– Que barraco? – Perguntou Nova Zelândia do Sul.
– Ora, o de ontem. – Respondeu Marshall.
– Que barraco de ontem?
– Vocês dois vão tomar no cu! – Exclamou Kiribati.
– Calma, Kiri. Só estávamos perguntando. – Defendeu Marshall.
– Você e Cook não prestam. Odeio lembrar que o meu território está entre os territórios de vocês.
– Moa, que barraco foi esse? – Perguntou Zea.
– Ah, foi só o maluco do França peladão que apareceu na frente do meu prédio e a Argélia começou a brigar com ele. – Respondeu Samoa Americana.
– Espanha, Prússia e Irlanda tiveram problemas para tirá-lo de lá. – Complementou Samoa.
– Big sis está aqui?! – Espantou-se a garota, mas ao mesmo tempo estava animada.
– Big sis? – Perguntou a classe inteira.
– É uma longa história. – Disse Nova Zelândia do Norte. – Alice, aonde você vai?!
– Para a Classe Europa, Te Ika-a-Māui! – Disse indo para a porta.
– Já disse para não me chamar assim!
– Que porra é essa?! – Perguntou Austrália.
– É o provável nome maori dele que poderá ser oficializado pela comissão de língua maori. Te Ika-a-Māui significa o peixe de Māui. O meu poderá ser Te Wai Pounamu, que significa as águas da pedra verde.
– Mas o nome de vocês não era Aotearoa?!
– Sim, mas esse se refere a nós dois, estou falando nos nossos prováveis futuros nomes individuais, se forem aprovados pela comissão de língua maori. Fui. – As correndo da sala.
– Zealand! – New vai atrás da irmã.
Na Classe América.
– Dude, que bom te ver novamente! – Exclamou América. – Por que não veio falar comigo quando entrou?
– Prefiro ficar no meu canto. – Respondeu Groenlândia de cabeça baixa, como era o seu habitual. – Você está sempre cercado de pessoas.
– Não precisa ter medo dos outros, não é Matthew?
– Sim, os outros são legais, Green.– Disse Canadá.
– Eu já disse que tenho a melhor seleção! – Exclamou Brasil para Argentina.
– Não tem nada. Sua seleção está uma merda.
– Foi mal, mas quem ganhou a Copa das Confederações? Fui eu!
– Grandes merdas. Você só tem títulos no futebol, mas no IDH, na saúde e na educação você está atrás de mim.
– Droga!
– Esquece o que eu disse. – Falou Canadá.
– Mas Brasil e Argentina são legais. – Disse América. – Só loucos por futebol, mas são legais. Groenlândia?
– Ela sumiu de novo.
– Oh shit, em que armário ela se trancou dessa vez?!
Na Classe Europa.
– Nossa Emily, você está péssima! – Exclamou Finlândia.
– Tive uma noite difícil e estou com um pouco de ressaca.
– Você me rendeu uma bela matéria. – Disse Bélgica se sentando em cima da mesa ao lado.
– Bom saber.
– Irlanda, pode me fazer um pequeno favor?
– Não.
– Mas eu preciso muito! Minha vida depende disso! – Dramatizou a loira.
– Ta, fala.
– Você pode ajudar o editor chefe na redação? Eu fiquei de ajudá-lo hoje, mas esqueci que tinha um compromisso importante.
– Ta, que seja. – Abaixa a cabeça.
– O que deu nela?
– Só está cansada. – Respondeu o finlandês.
New corria atrás de Zea para impedi-la de alcançar a Classe Europa. Não que ele tivesse algo contra algum dos alunos de lá, mas sua irmã teria e podia arrumar uma bela confusão.
– Alice, volte aqui!
– De jeito nenhum!
– Está tudo pronto, vice-diretor? – Era a voz de Grécia Antiga.
Os irmãos neozelandeses se esconderam em um corredor.
– Sim. Deu trabalho, mas consegui fazer o que aquele incompetente estava para fazer há séculos.
– Você quer dizer...
– Isso mesmo. Consegui abrir a Classe das Micronações. Agora só falta receber os uniformes e convidá-los.
– Isso é ótimo! Algumas micronações moram aqui com outros países, será mais fácil.
– Pois é.
– Vai chamar Sealand também?
– Ninguém o reconhece como nação.
– Isso é maldade com o coitadinho!
– Está bem, eu chamo o Sealand.
– Quem será o professor deles?
– Acredite se quiser, consegui convencer Escandinávia a isso.
– Sério?!
Os dois foram andando e conversando sobre a nova classe. Os irmãos esperaram eles se distanciarem voltar ao corredor principal.
– Kaelin vai adorar saber disso! – Disse Zea rodopiando pelo corredor. – Vamos falar para ela!
– Era para estarmos em aula! – Exclamou New.
– Imagina quando ela souber?! Wy vai ficar tão feliz!
– Zealand, você não está me escutando!
– Não grita comigo caralho! – Ela mudou para o estado de fúria.
– Eu não... Ah, esquece. Vamos voltar para sala antes que a gente se meta em problemas.
– Me obrigue!
– Faça o que quiser. – Toma o caminho para a sala.
– Dick, espera! – O abraça por trás e enterra o rosto na camisa do irmão. – Desculpa! Eu sou uma irmã horrível! Ah, eu fico te metendo em problemas o tempo inteiro, eu sou uma péssima irmã! Sou muito irresponsável!
– Você não é uma péssima irmã. – Disse se virando e enxugando as lágrimas dela. – Só não é certo matar aula. Você pode falar com Kaelin depois da escola.
– All right! Vamos voltar para a sala!
Zea simplesmente pegou o pulso de seu irmão e saiu correndo como um foguete, cheia de determinação, para a sala. New às vezes não sabia como lidar com sua irmã mais nova. Apesar de serem gêmeos, eles eram muito diferentes tanto na aparência física quanto na personalidade, tanto ninguém diz que são irmãos.
No final das aulas, Irlanda foi até a redação. Bélgica já tinha avisado ao editor que não poderia ir e mandaria uma amiga em seu lugar. Na porta da redação, Irlanda descobriu que o editor chefe não era ninguém menos que Escócia.
– Só pode ser praga do Inglaterra! Você é o editor chefe?!
– Está descontando esse mau humor em mim por quê? Quem fez merda foi você.
– Vamos logo, quanto mais cedo terminarmos, mais cedo eu me livro de você. – Irlanda tem o seu cabelo puxado por Escócia e levada para dentro. – Meu cabelo porra!
– Pare de reclamar e vem logo.
– Porra você ainda continua com essa mania de puxar o cabelo das garotas!
– Das garotas não, só o seu.
– Por acaso tem uma placa em nos meus rabos de cavalo dizendo para puxá-los?!
– Não precisa de placa, eles já são convidativos. – Disse com um sorriso cínico.
– Quer saber, eu vou cortá-los. Assim você não os puxa.
– Não ouse fazer isso de novo!
– O que foi, não gosta de me ver com cabelo curto? – Disse irônica.
– Só não quero que pensem que ando com um traveco. Sério, você já age como um moleque e de cabelo curto, então, parece um garoto com peitos.
– Ora seu...!
– Vamos começar logo que eu quero voltar logo para casa. – Disse largando o cabelo dela.
Enquanto isso, os irmãos neozelandeses estavam em casa. A garota pegou a menor no colo e começou a rodopiar.
– O que deu em você?
– Vão abrir a Classe das Micronações! Você vai pra escola!
– Sério?
– Sim! Dick e eu ouvimos do próprio Cartago!
– Mas só quando eles tiverem os uniformes e convidarem vocês. – Disse o garoto.
O dia foi passando e Escócia e Irlanda não paravam de discutir, embora conseguissem um grande progresso no trabalho. O sol se punha quando finalmente eles acabaram e iriam sair, mas a porta estava trancada.
– Que droga! Só me faltava essa agora! – Exclamou a garota chutando na porta.
– Que azar, com tanta garota na escola e me trancam logo com você.
– Droga! – Dá uma investida. – Porcaria! – Chuta de novo.
– Não adianta. As portas foram feitas para não serem arrombadas. O jeito vai ser esperar.
– O QUE?! Isso vai demorar horas!
– Tem ideia melhor? – Disse sentando na cadeira, acendendo um cigarro e vendo que a outra não tinha resposta para a pergunta.
– Vou virar fumante passiva por sua causa. – Disse se jogando em outra cadeira.
– E o que você sugere para passar o tempo? – Perguntou com um sorriso malicioso nos lábios.
– Tarado. – Bufou e o encarou furiosa.
– Só estou brincando. – Agora ele tinha um sorriso divertido e cínico. – Com tanta garota gostosa na escola, por que eu escolheria justamente você?
– Pode até ter um monte de garotas gostosas na escola, mas nenhuma delas consegue te aturar tanto quanto eu. – Disse encostando-se na cadeira e sorrindo mesma forma. – Quanto tempo uma garota consegue te aturar? Um mês? Uma semana? Não, até porque seus relacionamentos não passam dos três dias, isso é, se chegarem a três dias. – Ela olhou para o outro e dessa vez ele tinha uma expressão irritada.
Escócia e Irlanda adoravam implicar um com o outro, era algo tão natural quanto respirar. Eles implicavam tanto que seus irmãos não sabiam o que fazer para pará-los.
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