Notas iniciais
Semana de provas, resolvi adiantar o cap porque não vou poder postar durante essa semana.

Eram onze horas da noite e Irlanda do norte ainda estava acordado. Ele esperava por sua irmã. Ela nunca tinha ficado fora tão tarde e sem dar notícias. Ele já tentou ligar para o celular dela, mas ela o tinha esquecido na mochila quando entregou a ele para que levasse para casa.

O ruivo estava aflito. Ele se levantou do sofa, saiu de casa e bateu à porta de seus irmãos mais velhos. Não obteve resposta e continuou batendo até ser atendido por Gales e Inglaterra.

– Charlie? O que faz aqui e há esta hora? – Perguntou Gales, o caçula dos mais velhos.

– Eu queria ver se vocês viram a minha irmã ou sabem onde ela pode estar. Ela ainda não voltou para casa.

– Eu não vi. – Disse Inglaterra.

– Escócia também não voltou para casa. – Comentou Gales.

– Sabe como é o Scott. Deve estar em um bar ou em um motel qualquer.

– Em todo caso, Irlanda não é como Escócia. Charlie, você não tem ideia de onde ela possa estar?

– Nenhuma. Ela só me pediu para trazer a mochila dela e disse que iria para casa logo, mas até agora não chegou. Talvez Espanha saiba. – Disse indo para a porta da frente.

– Are you insane?! Vai bater à porta do Bad Touch Trio?

– Arthur, eles não têm nada de mais. – Disse batendo na porta.

– Ou você é corajoso ou você é louco e de nós, você é o mais medroso que conheço, então é louco. – Disse Gales aparecendo ao lado do caçula.

– Vocês não têm vergonha de baterem na minha incrível porta há essa hora e atrapalhar o sono do incrível eu? – Disse Prússia, que tinha acabado de abrir a porta.

– Minha irmã ainda não voltou e queria saber se o Espanha sabe onde ela pode estar.

– Só um segundo.

Ele foi até o quarto de Espanha, o acordou. Espanha foi ver o que Gales e Irlanda do Norte queriam. Os dois explicaram a situação ao espanhol.

– Eu não a vi. Já tentaram ligar para Tino ou Bella?

– Não, vou tentar. – Disse o ruivo indo pegar o celular da irmã.

Os outros estavam na sala dos Kirklands. França tinha acordado e estava com eles. Irlanda do Norte voltou com uma cara péssima.

– Nenhum deles a viu. Onde será que está a minha irmã?! – Disse quase surtando.

Enquanto estavam presos, Irlanda e Escócia não pararam de implicar um com o outro até encontrarem uma passagem secreta.

– Quem diria, uma passagem na escola. – Disse Escócia.

– Há várias delas na escola.

– E como é que você sabe?

– Ártico e Antártida me mostraram algumas que poderia usar como atalhos.

– Ártico e Antártida? Você deveria beber menos, Irlanda.

– Escócia, você mais que ninguém sabe nada é impossível. Eles existem, só é difícil encontrá-los.

– Que seja. Vamos sair logo daqui.

Os dois usaram a passagem e saíram da redação. Eles tentaram sair pela porta principal, mas estava trancada. Procuraram por outras alternativas e encontraram uma janela destrancada. Eles abriram a janela, a pularam e saíram nos jardins da escola. Eles andaram e viram luzes fora dos jardins.

– Droga, meu pai deve estar patrulhando. Ele vai nos dar uma bela bronca.

– Mas se explicarmos a situação...

– Você conhece o meu pai. Até que a gente tenha essa chance, vamos tomar uma bela bronca, ainda mais se tratando de nós, que deveríamos ser mais responsáveis por sermos os mais velhos e blábláblá.

– Ah é, eu me esqueci desse detalhe. Então, o que faremos?

– Pelo jeito vamos ter que dormir por aqui.

– Que ótimo.

Os dois foram procurar por árvores robustas para que pudessem passar a noite e não serem pegos por nenhum funcionário quando o dia amanhecesse. Eles encontraram uma que poderia esconder Escócia, que era o maior e tinha ombros mais largos que Irlanda, porém seria preciso que um dormisse em cima do outro.

– Nem pensar! Eu vou é procurar outra árvore.

– Pare de reclamar, Irlanda. É só por uma noite. Agora, deita logo, cale a boca e vá dormir. – Disse se encostando à árvore.

– Você não manda em mim. Ei! – Tem o cabelo puxado novamente e cai em cima de Escócia. – Mas que merda Scott!

– Você não consegue parar de reclamar em nenhum minuto?! Puta que pariu.

Os dois ficaram em silêncio por vários minutos até que Irlanda começou a abafar o riso.

– Ta rindo de que? Tenho cara de palhaço por acaso?!

– Não é isso. Eu me lembrei de quando éramos crianças e brigávamos muito. O vovô mandava a gente se matar lá fora.

– Eu lembro. Tinha vezes que ele nos jogava para fora de casa ou pela porta ou pela janela.

– Eu sinto falta do vovô. Espero que a gente o veja novamente.

– Eu também Emi, eu também.

Irlanda arregalou levemente os olhos. Fazia tempo que não era chamada por esse apelido ainda mais por Escócia, que nunca a tinha chamado por ele. Ela não disse nada, pois os momentos que eles se davam bem eram muito raros, mas aconteciam e não deveria ser quebrados por um ataque infantil. Irlanda se ajeitou de forma que ficasse confortável em cima de Escócia, que afagou o cabelo dela. Os dois adormeceram desse jeito.

Enquanto isso, Irlanda do Norte estava quase surtando. Ninguém sabia onde Irlanda estava. Espanha e França ligavam para todo mundo em busca de respostas, Prússia tentava dormir, Inglaterra não sabia se ficava feliz por Escócia e Irlanda não estarem em casa ou se ficava preocupado com a situação e Gales estava começando a se preocupar com o caçula. Inglaterra levou o mais novo para o seu quarto para dar um calmante a ele. O mais novo estava sentado na cama do mais velho e parecia que o calmante tinha surtido efeito.

– Está mais calmo?

– Yes, buíochas a ghabháil leat. (buíochas a ghabháil leat: obrigado em irlandês)

– Você poderia parar de misturar inglês e irlandês?! Isso me dá nos nervos!

– Desculpe, mas não consigo evitar.

Ele fez uma cara tão fofa que não tinha como o mais velho brigar com ele. Inglaterra se perguntava quando foi que seu meio-irmão caçula tinha se tornado tão fofo. Talvez fosse por esse motivo que Escócia e Irlanda mantivessem os olhos abertos sobre o caçula o tempo inteiro. Inglaterra se aproximou de Irlanda do Norte e segurou seu queixo, deixando o mais novo vermelho.

– A-Athur...

– Apenas relaxe, está bem? – Disse com uma voz rouca e sexy.

O ruivo não teve tempo para responder porque o mais velho tinha selado seus lábios com um beijo desejoso. O inglês se pôs de joelhos sobre a cama, ficando em cima do colo do outro, pois como era baixinho precisava parecer maior para o outro e mostrar quem estava dominando naquela situação. Ele retirou a mão do queixo do outro e a levou para a nuca enquanto seu outro braço enlaçava o corpo do mais novo, fazendo-o se aproximar e colar seus corpos. O mais enlaçou a cintura do mais velho, segurou sua nuca e aprofundou ainda mais o beijo, surpreendendo o mais velho. Ambos se separaram por falta de ar.

O inglês começou a beijar o pescoço do norte irlandês, arrancando-lhes gemidos, enquanto levantava a blusa do pijama dele. Depois que retirou a blusa do mais novo, ele a atirou em algum canto e o deitou melhor na cama para olhá-lo. O mais novo estava corado, afinal, era a primeira vez que alguém o encarava quase sem roupa, na verdade, era a primeira vez algo assim acontecia.

– O-O que está olhando?

– Você. – O mais novo ficou mais vermelho ainda. – É mais bonito do que eu imaginava.

O menor voltou a beijar o maior ao mesmo tempo em que desabotoava a sua blusa e a jogava para um canto qualquer. Eles não notaram que a porta foi aberta e novamente fechada. Alguém tinha retirado a própria camisa, a atirado longe e começou a beijar os ombros e a nuca de Inglaterra enquanto uma das mãos brincava com um dos mamilos dele e a outra agarrava o membro do inglês.

– F-Frog, o que está fazendo aqui?! – Perguntou o inglês quebrando o beijo e olhando para trás extremamente corado.

– Eu vim ver como vocês estavam, mas vi que estavam fazendo uma “festinha”, então resolvi me juntar. – Disse apertando o membro do outro, o fazendo gemer. – Algum problema, mon chère? (chère: querido em francês) – Perguntou olhando para Irlanda do Norte.

– Frog idiota, ele é virgem, lógico que tem problema!

– Oh, então é um momento especial. Cheguei na hora certa, afinal Arthur é muito atrapalhado como ativo.

– FROG! – Exclamou o inglês morto de vergonha.

– Ele é mais bonito do que eu imaginava. –Disse lambendo os lábios e analisando o corpo do ruivo, que corou.

– Frog guloso. Eu estava com ele primeiro!

– Ora Arthur, aprenda a dividir. Eu fico com uma metade e você com a outra, o que você acha?

– Que seja.

Os dois loiros deitaram um de cada lado do ruivo. O inglês e o francês beijavam, chupavam, lambiam e até mordiam a pele do norte irlandês. Suas mãos exploravam o corpo do caçula sem nenhum pudor. Ambos estavam competindo para ver quem arrancava mais gemidos do mais novo e deixando-lhes marcas. Irlanda do Norte não sabia o que fazer nessa situação, mas também não podia negar que estava gostando e não conseguia conter os gemidos causados por França e Inglaterra.

Ninguém notou a porta ser aberta e sombras entrarem no quarto. Ninguém notou nenhuma aproximação não até França e Inglaterra sentirem algo similar a uma armadilha de urso se fechando em seus traseiros.

– AAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!

Irlanda do Norte levantou com o susto e recuou. Ele podia ver Nessie pregado na bunda de Inglaterra e Goch pregado na bunda de França. As duas criaturas tinham mordido as bundas dos dois e não faziam questão de soltá-las tão cedo. Depois do grito, Gales, Espanha e Prússia invadiram o quarto.

– Mas que merda é essa?! – Berrou Prússia.

– Eu não acredito nisso! – Explodiram Espanha e Gales.

– Não é nada do que vocês estão pensando! – Exclamou Inglaterra completamente vermelho.

– Alguém tire esse bicho de mim! – Gritou França.

– Goch, Nessie, larguem esses dois. – Ordenou Gales e eles largaram. – O que vocês têm a dizer?

– Eu só vim ver se estava tudo bem. A culpa não é minha se eles estavam se pegando quando eu entrei.

– Mas me agarrou mesmo assim! – Exclamou o inglês.

– Arthur. – Disse o galês severo e visivelmente com vontade de matar seu irmão mais velho.

– A culpa não é minha se ele é muito fofo.

– Ele é seu irmão mais novo e sua responsabilidade.

– Ele é seu irmão também e no entanto você não tentou fazer nada?

– Não está vendo que é uma situação delicada e você tenta se aproveitar dele!

– Como se você não quisesse fazer o mesmo.

– Como se você pudesse ser o ativo, 8 cm.

– Retire o que disse!

– Ou o que? Vai contar para os nossos pais, a Celtic ou a vovó Britânia para a escola inteira ficar sabendo, incluindo Escócia e Irlanda?

– Você não teria coragem de contar a eles? Casey, se esses dois souberem vão arrancar o meu couro! Você não contaria isso para eles, pelos seus irmãos.

– Eu não acredito que vou fazer uma coisa dessas. – Disse colocando a mão na testa e logo em seguida a passando pelo cabelo. – Goch, ember!

O dragão vermelho soltou fogo na bunda do inglês, que gritou palavrões do mais diverso tipo que as paredes não conseguiram conter. Uma coisa que Escócia e Gales odiavam era que usassem Nessie e Goch como Pokémons, ordenando-lhes ataques.

– Meu Alá! Com tanto horário disponível, os vizinhos resolveram discutir há essa hora?! – Exclamou Palestina saindo do quarto.

– E depois nós é que somos barulhentos. – Disse Israel. – Por Jeová, já são meia noite?! Já não basta estar na mesma sala que Irã, Iraque e Afeganistão e vou ter que aturá-los com olheiras!

– Pare de reclamar. Ninguém te mandou se instalar no Oriente Médio. Agora aguenta judeu.

– Vá à merda, terrorista, e é bom não ter colocado uma bomba na privada de novo porque só temos esse banheiro.

– Eu não sou burro, seu ignorante. Eu uso esse banheiro também.

De volta ao apartamento ao lado, Gales tinha pegado o caçula e a blusa dele e o levado para o seu quarto enquanto Prússia foi caçar uma garrafa de whisky e Espanha olhava para os dois com cara de desaprovação, principalmente para França.

– Eu não acredito que você fez isso, Francis! Você tentou abusar do irmão da Irlanda!

– Abusar não, em nenhum momento ele disse “não”.

– E nem precisava dizer! Você esqueceu o quanto Escócia e Irlanda são protetores em relação ao Irlanda do Norte?

– Mas...

– Nada de “mas”, Francis. Não vê a merda que está dando entre você e a Argélia?! E quer arrumar confusão com a Irlanda também?!

– Está aí uma cena que não se vê todo dia. – Disse Prússia aparecendo com um Doril e água.

– Você não estava procurando whisky no quarto do Escócia? – Perguntou o inglês.

– Seu irmão deve ter escondido muito bem porque eu não achei e tive que me contentar com esse Doril maldito.

Enquanto isso, no quarto de Gales.

– Você está bem? – Perguntou o mais velho um pouco mais calmo.

– Sim, digo não, ah eu não sei!

– Eles te marcaram todo. – Disse analisando as marcas do outro. – Isso vai ser um problema, mas ainda bem que o pior não aconteceu.

– Aconteceu sim. – Disse o mais novo colocando rapidamente a camisa e cruzando os braços.

– Charlie, a gente faz isso porque nos importamos com você. – Disse ficando de frente para o mais novo, segurando ambos os ombros dele e o encarando nos olhos. – Você é novo nisso e nem eu, nem Emily e nem mesmo Scott queremos te ver magoado.

– Eu sei, mas... Eu não aguento mais ser tratado como criança!

Gales deu uma pequena risada que fez o menor o olhar confuso. Gales tinha a sensibilidade de uma pedra, mas perto longe de todos e perto de Irlanda do Norte, ele era um pouco mais aberto e descontraído.

– Antes de você nascer, Scott e Emily eram assim comigo quando eu fazia alguma burrada. Então, eu parei de fazer burradas e eles me deixaram em paz para seguir com a minha vida.

– Você acha que eu faço burrada?

– Bem, ir para a cama com França e Inglaterra em um apartamento cheio de gente e com Goch e Nessie de vigia é uma grande burrada.

– Ok, eu fiz burrada.

– Burrada não, foi uma grande cagada.

– Já entendi.

– É melhor dormirmos. Temos que acordar cedo amanhã para ir à aula e descobrir o que houve com a sua irmã.

– Ok.

Os dois deitaram na cama e ficaram um de costas para o outro. O mais velho rolou para fitar as costas do outro e começou a acariciar o cabelo dele, o que o surpreendeu o mais novo, mas de alguma forma o acalmava.

– Prometa que não vai fazer isso de novo.

– Casey!

– Estou falando sério, Charlie. Se você se meter em confusão de novo com Arthur na seca, eu juro que da próxima vez quem vai arrombar a porta serei eu e ainda mandarei Goch mudar para a sua forma original.

– Você sabe que Arthur caga de medo do Y Ddraig Goch.

– Por isso mesmo. Se não quiser que isso aconteça, não faça uma burrada dessas novamente.

– Está bem, mas só porque eu não quero que Arthur fique traumatizado.

– Você deve gostar muito dele. – Sua voz teve uma pontada de tristeza, mas não foi percebida pelo outro.

– Eu o amo, Casey. Disso você, Scott e Eire já sabiam.

– Tão fofo e tão ingênuo... – Disse no ouvido do menor, fazendo-o ter um leve arrepio. – Seria uma pena te ver magoado.

– Casey, eu não te entendo. Se fosse Scott ou Eire eu entenderia, mas nós nunca tivemos contato e nem agimos como irmãos. Por que você se preocupa tanto comigo?

O galês ficou rubro, parou o que estava fazendo e deitou de costas para o outro.

– Casey?

– Não é nada.

– Eu disse algo que não deveria? – Disse se sentando na cama e se virando para o outro.

– Só estou cansado. É melhor dormirmos porque começamos com a Assíria logo de manhã.

Notas finais
Goch só volta a ser o Y Ddraig Goch quando retorna à sua forma original, assim como Nessie volta a ser Loch Ness. # Gales odeia usar Goch como um Pokémon, assim como Escócia odeia usar Nessie da mesma forma. # # # Nessie e Goch, os protetores de irmãos caçulas prestes a fazer cagada! É, a coisa vai complicar e muito. Não vou poder postar essa semana (provas malditas).