Islândia e Seychelles estavam nos jardins do colégio, que graças a Babilônia podiam ser chamados de jardins. Para alguns eles poderiam ser considerados o éden, o céu, o nirvana, qualquer personificação do o paraíso na Terra.

Seychelles tinha esvaziado o barril inteiro, agora estava bêbada e começou a correr feito uma criança em uma brincadeira. Islândia teve que ir atrás dela porque ele tinha levado o barril e agora era responsável pela bagunça. Foi quando ela adentrou nos jardins e ele teve que ir atrás ou ela teria sérios problemas.

- Seychelles, onde você está? – Chamou ele. – Se Babilônia nos pegar aqui, vamos estar encrencados.

Babilônia podia ser amável e gentil, mas amava seus jardins acima de tudo e se alguma coisa acontecesse a eles, o melhor a se fazer era correr para o outro lado do mundo. Islândia andou um pouco mais e encontrou Seychelles rodopiando que nem uma doida até ficar tonta, cair de costas no chão e começar a rir.

- Ah, você está aí. – Disse ele se aproximando.

- Ice! Por que há três de você?

- É melhor eu levá-la para casa antes que alguém apareça e estejamos encrencados.

- A chave está com a Hungria. Por que não senta e vê os pontinhos brilhantes rodando?

- Você quis dizer as estrelas, não?

- Sim, elas são tão pequenas e tão bonitas, não são?

- São sim. – Disse se sentando ao lado dela e olhando para o céu.

- As árvores e as plantas também estão bonitas. Estamos no paraíso?

- Não estamos. Babilônia fez um ótimo trabalho ao cuidar dos jardins da escola.

- Esses são os jardins da escola? Estão muito mais bonitos. Espero que a Babilônia continue cuidando deles.

- Eu também.

Nenhuma palavra mais foi pronunciada, o único som que ouviam era o da brisa suave contra as folhas, o cheiro das plantas mescladas ao sereno da noite impregnava o ar, as estrelas brilhavam no céu e apesar de a lua estar em quarto crescente, não retirava a beleza da noite.

Islândia nunca foi de quebrar regras e sabia que eles não deviam estar ali, ainda mais àquela hora da noite, a paisagem convidativa e o clima ameno faziam com que ele não quisesse sair de lá. Ele deitou ao lado de uma Seychelles adormecida e ficou apenas apreciando o momento até pegar no sono.

Canadá, que novamente estava transparente, tinha acabado de chegar em casa. Ao abrir a porta, ele viu a sala toda bagunçada e destruída, a porta do seu quarto aberta e um buraco enorme na parede que dava para a casa do Austrália.

- Passou um tornado por aqui?

- Hei você, sabe quem fez isso?

- Quem disse isso? – Disse ele procurando de onde vinha a voz.

- Fui eu. Estou aqui.

- Aqui onde?

- Do outro lado do buraco.

Ele foi para frente do buraco e olhou para a casa do Austrália e não viu ninguém.

- Não tem ninguém.

- Não diga que eu sou ninguém, porra! – Gritou uma garota se materializando do outro lado do buraco.

- AAAAAAAAAAAAHHHHHH! Um fantasma! – Gritou Canadá assustado e pulando para trás.

- Fantasma o caralho! Eu sou um país!

A garota tinha características da Alice do jogo American McGee’s Alice e era a imagem cuspida da Alice da continuação, Alice Madness Returns quando estava no País das Maravilhas, seus olhos eram de um verde brilhante, seu cabelo era preto e ela vestia um vestido branco e azul, um curto colete preto, um curto avental rendado branco e botas marrons.

Canadá estava tão transparente e amedrontado com o que via, que só despertou quando ela falou com ele.

- Quem é você?

- Você pode me ver?

- Claro que eu posso! Estudo em uma Classe com um monte de países assim e eu mesma fico desse jeito. Quem é você? – Exigiu ela.

- Eu sou o Canadá.

- Prazer, eu sou Nova Zelândia do Sul. Desculpe se fui rude. Ah, por que isso sempre acontece? – Agora a voz dela estava manhosa e preocupada. – Austrália não vai gostar nada disso.

Canadá tinha capotado e tinha uma gota na cabeça. Em parte ele estava aliviado pela garota não querer arrancar o couro dele.

- Nova, posso chamar você de Nova, certo?

- Não, mas você pode me chamar de Zea. – Respondeu ela mais calma.

- Zea?

- Meu irmão, Nova Zelândia do Norte é conhecido como New e deixou para mim o apelido de Zealand, mas os meus amigos me chama de Zea porque é mais curto e legal. – Disse alegremente.

- Você sabe o que aconteceu aqui?

- Se eu soubesse, acha que eu iria te chamar para perguntar?! – Gritou raivosa, mas depois se encolheu em um canto e começou a choramingar. – Eu sou uma nação horrível. Mal o conheci e já estou gritando com ele.

Foi então que ele constatou que ela era bipolar e que deveria tomar cuidado com suas palavras, pois se ofendia fácil, gritava alto e depois ficava triste e deprimida pelo que tinha feito ou dito, sem falar que ela era assustadora.

- Zea, qual é o seu nome humano? – Perguntou ele tentando mudar de assunto. – O meu é Matthew, Matthew Willians.

- O meu é Alice, Alice Liddell.

Canadá congelou e caiu duro no chão. Não bastava parecer com a protagonista dos jogos American McGee’s Alice e Alice Madness Returns, ela ainda tinha que se chamar Alice Liddell, o mesmo nome das protagonistas dos jogos e da protagonista da história Alice in Wonderland.

- Matthew, você está bem?!

- Estou sim. – Disse ele se levantando rapidamente e querendo que esse pesadelo acabasse, pois isso não podia ser real, podia? – O que faz na casa do Austrália?

- Sou irmã dele.

- Pensei que a irmã dele fosse a Wy.

- É que ele não fala de mim! É Wy isso, Wy aquilo, vez ou outra fala da Ilha do Norte, mas e a Ilha do Sul da Nova Zelândia?! Quem se lembra dela?! Ninguém fala de mim! É como se eu nem ao menos existisse!

- Eu te entendo. Pode não parecer, mas eu sou como você.

- Eu sei que é, só quem fica transparente se sente assim.

- Não é verdade.

- Filho, eu estudo na Classe Oceania, só o Austrália e o New são visíveis fora dela. Samoa, Palau, Vanuatu e outros que eu conheço nem ao menos são lembrados! – Ela mudou seu comportamento explosivo para de lamentação. – E a coitada da Fiji?! Quando é lembrada, todos pensam que ela é da Classe Ásia!

- Pois é... – Disse ele sem graça e pensando se Fiji ficava na Oceania ou na Ásia.

- Tem irmãos?

- Só o América.

- Presumo que você seja da Classe América, certo?

- Sim.

- Por que Matthew Willians?

- Eu não sei. Tive influência do Inglaterra e do França, mas fui praticamente criado pelo França. Por que Alice Liddell?

- Culpa do Inglaterra. O meu ia ser Alice Kirkland como os do Ralph e da Kaelin, mas o superior dele disse que tinha Kirkland demais no mundo e ele mudou o meu sobrenome e o do Dick de Kirkland para Liddell porque nossas terras são maravilhosas.

- Entendi. Como são suas terras?

- São divididas em duas ilhas grandes e algumas ilhas menores, as grandes têm praias paradisíacas e montanhas nevadas, florestas e cidades modernas, rios e lagos e desertos, uma diversidade única que você não vê em outro lugar. – Ela disse com os olhos brilhando como se fosse uma criança.

- Deve ser lindo. – Disse Canadá falando a verdade e pensando “Está explicado porque ela é bipolar.”.

- E é. Não é por acaso que O Senhor dos Anéis e O Hobbit foram filmados lá. – Disse cheia de orgulho.

- Pois é. – Disse tentando não transparecer a surpresa de perceber que ambos os filmes foram filmados em um só país ao invés de percorrerem o mundo ou montarem paisagens incríveis no computador.

- E as suas. Fale um pouco das suas terras.

-Bem, tem gelo, cidades, florestas de pinheiros e carvalhos e cataratas incríveis.

- Legal!

Os dois começaram a conversar diversos assuntos. Canadá adorava hóquei e tinha um urso polar chamado Kumajirou enquanto Nova Zelândia amava rúgbi e tinha uma ave kiwi (se pronuncia quivi) que chamava de Kiwi (quivi) mesmo. Eles conversaram até ficarem cansados e irem dormir. Alice se diferenciava muito de seu irmão mais velho Dick, ou como ela o chama, a Ilha do Norte. Dick era assim: http://24.media.tumblr.com/tumblr_lvjsxubpls1qmg9wro1_500.jpg enquanto Alice era muito parecida com esta Alice: http://fc01.deviantart.net/fs71/f/2011/113/b/0/alice__madness_returns_by_dajedra-d3ent89.png ambos eram Nova Zelândia, mas Alice era apelidada de Zea, pela maior parte Oceania; Z, Pelas Ilhas Marshall e Cook; e Zealand por seu irmão, e Dick era apelidado de Kiwi, por Austrália, e New, pelo resto do mundo.

Kiwi: http://2.bp.blogspot.com/-T58kev-7B_M/USQyZzm6q8I/AAAAAAABNHI/DIi-jhRlTIk/s1600/kiwi-nz.JPG

Enquanto isso, Gales saiu do Pub carregando Irlanda do Norte nos ombros enquanto Escócia carregava Irlanda por cima de um dos ombros e arrastava Inglaterra desacordado com cacos de vidro no cabelo com o outro braço.

- Não acredito que depois que Irlanda ganhou a disputa começou a beber ainda mais. – Disse Escócia. – Me lembre de nunca mais deixar esses três beberem assim de novo.

- Os Irlandas não são o problema porque dormem, já o Inglaterra... – Comentou Gales.

- É um porre quando está bêbado.

- Só porque ele abraçou o garçom e falou da sua vida amorosa e como era odiado pelas suas ex-colônias e por nós?

- Casey, você não o viu dançar harlem shake em cima da mesa do bar, viu?

- Não, eu estava no banheiro.

- Então você não o viu dançando harlem shake pelado com o França e mostrando o pau de 8cm para todo mundo.

- Não acredito que você ainda diz uma coisa dessas e o pior, você olha.

- Casey, eu troquei as fraldas de vocês dois. Arthur usou fraldas até 1400 e cacetada e ainda media 8cm!

- Mas precisava ter batido na cabeça dele com uma garrafa vazia?!

- Claro, se estivesse cheia seria um desperdício de whisky! Você sabe que eu odeio que desperdicem whisky.

Finalmente chegaram ao corredor da casa deles. Escócia largou Inglaterra no meio do corredor e começou a procurar as chaves nos bolsos da Irlanda e do Irlanda do Norte. Quando as achou, abriu a porta do apartamento dos irlandeses e ele e Gales entraram. Eles foram ver qual quarto era de cada um e colocaram cada Irlanda em seu devido quarto. Depois eles saíram, jogaram a chave por debaixo da porta dos Irlandas, arrastaram Inglaterra para a casa deles e o jogaram de qualquer jeito na cama dele.

Eram quase 4h da manhã e todos voltavam para casa mais que bêbados. Dinamarca estava completamente bêbado e carregava Noruega, bêbado e desacordado, por cima de um dos ombros enquanto era guiado pela mão até em casa por Groenlândia, a última dos sóbrios a deixar a festa.

Ao chegar em casa, Groenlândia retirou Noruega dos ombros do seu irmão e o colocou no sofa de qualquer jeito, levou Dinamarca para o quarto dele, desfez a cama dele, o colocou sobre a cama, tirou os sapatos dele, o ajeitou, o cobriu e deu um beijo carinhoso na testa dele. Em seguida ela foi para o seu próprio quarto, botou um pijama e foi dormir.

Notas finais
New, o oficial, representará a ilha do norte da Nova Zelândia enquanto Zealand ou Zea, a oc,representará a ilha do sul da Nova Zelândia.
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A personagem foi inspirada na Alice Liddell de Alice Madness Returns, a diferença é que além de insana ela é bipolar.
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O nome Alice Liddell é o mesmo da obra de Lewis Carroll Alice no País das Maravilhas, e consequentemente do jogo.
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Sua bipolaridade é causada pelo clima e a vegetação da Nova Zelândia, criando paisagens de tirar o fôlego.
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Rúgbi é um esporte muito popular na Nova Zelândia.
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A ave kiwi é um símbolo da Nova Zelândia e só existe lá.
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A Nova Zelândia foi cenário da trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, por isso é a casa da Terra Média. Confiram o link: http://www.youtube.com/watch?v=RRA_eVAyH5c
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A Oceania é formada por 3 grandes massas de terra (Austrália, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné), um monte de arquipélagos minúsculos que mal aparecem no mapa e ilhas minúsculas que nem aparecem no mapa como o Niue. Por isso a maioria dos países é transparente que nem o Canadá.
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Fiji fica na Oceania, assim como o arquipélago do Hawaii.
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Enquanto Irlanda é especializada em cerveja, principalmente a escura, Escócia é especializado em whiskey.
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Pois é galera, nova (e última) protagonista na área! Agora temos o passe para a Classe Oceania. Vamos ver um monte de fantasmas em um lugar só.
Dormir nos jardins da escola não foi uma boa ideia. O que vai acontecer com esse povo no dia da ressaca? Tenho pena delas.