Fúria da Nerd
23 Annabeth Chase POV
Notas iniciais
Annabeth Chase POV
Depois de toda a confusão e as aulas, a diretora fez seu comunicado e vi Thalia ir atrás dela. Antes da diretora começar a falar ela disse por alto a sua punição.
Aproveitei que ela saiu e mandei mensagem para Percy perguntando se poderia voltar com ele para conversarmos e na hora ele me respondeu "sim". Avisei que não voltaria com as meninas à Bianca e fui para o refeitório aguardar Percy.
Ele apareceu e me chamou com um aceno, fomos até o seu Jeep e ele começou a dirigir.
— Quer ir comer aonde? — pergunta ele.
— Pensei que iríamos apenas conversar. — respondo olhando pela janela.
— Eu estou com fome. — diz dando de ombros.
— B.K. — digo.
— Ótima escolha, amo os lanches de lá. — fala ele.
— Eu como todos, mas os meus preferidos são os de frango. — digo entrando no assunto.
— Os de carne são melhores. — diz ele.
— Claro que você pensa assim. — resmunguei.
— Por que "claro"? — pergunta ele não entendendo minha resposta.
— Você não comeria suas amigas galinhas. — respondo.
Ele se cala, percebo que está olhando para a estrada e apenas movendo os lábios enquanto conta até 10, respira fundo e volta a dirigir como se eu não tivesse dito nada.
Ele estaciona, pedimos os lanches e nos sentamos.
— O que você queria falar? — pergunto dando uma mordida imensa no lanche.
— Vamos juntar a Thalia e o Nico. — diz ele.
— Como? — questiono.
— Bom, eles se odeiam tanto... — começa e dá outra mordida. — ...que chegam a se amar, ou se amam tanto que chegam a se odiar, não sei qual dos dois, mas eles estão de castigo e ainda tem essa guerrinha, podemos usar isso a nosso favor.
— Não sei se o senhor está se recordando, mas cada um está de um lado dessa "guerrinha". — digo fazendo as aspas.
— Melhor ainda, podemos armar coisas que ajudem também. — responde animado.
Termino de comer o lanche enquanto penso e ele se levanta.
— Onde você vai? — pergunto.
— Pegar o refil. — diz mostrando o copo de refrigerante vazio.
— Ótimo, pega pra mim. — digo estendendo o copo. — Pepsi normal e não ponha gelo.
— Okay senhorita, gostaria de algo mais de seu humilde servo? — pergunta ele.
— Não, acho que por enquanto é só. — respondo abanando a mão para que ele fosse.
E então começo a pensar, poderíamos pegar festas que vão ter, pude perceber que a Thalia adora um desafio, eles podem acabar se aproximando sozinhos durante o castigo, poderíamos colocar Nico para... Ótima ideia.
— Aqui está. — diz Percy voltando a mesa.
— Bom, pensei em algo que pode ser útil. — digo.
— Me conta. — pede ficando ansioso.
— Bom, pra começar você não poderá dizer que foi ideia minha, teremos que trabalhar juntos sem que eles vejam, e segundo, você tem que prometer, jurar juradinho que não vai se apaixonar por mim. — digo.
— Por que eu me apaixonaria? — pergunta ele após pensar um pouco.
— Então você aceita? — questiono com o dedinho levantado.
— Operação Thalico. — diz me dando o dedinho.
— Nós vamos fazer o seguinte... — começo a explicar.
— Okay, vou repassar para Nico. — diz ele.
Meu celular começa a tocar, olho no visor "Thalia", peço para Percy esperar e atendo.
Ligação ON
— Alô? — digo.
— Reunião de emergência aqui em casa em 15 minutos. — diz ela rapidamente.
— O que aconteceu? — pergunto.
— Só vem rápido. — pede e desliga.
Ligação OFF
— O que foi? — pergunta Percy quando entramos no carro.
— Nico fez algo, a Thalia estava com uma voz brava e chorosa ao mesmo tempo. — respondo confusa.
— E ela não disse nada? — pergunta.
— Não, ela desligou na minha cara. Mas mesmo se tivesse dito, não poderia te contar, estamos juntos nesta operação mas na guerra ainda separados. — digo.
— Você leva mesmo isso a sério? — perguntou ele em tom de deboche.
Olho para ele com as sobrancelhas levantadas.
— Vou fingir que não ouvi isso. — respondo e me viro, a tempo de ver um sorrisinho brotar no canto de seus lábios.
***
Chegando próximo ao prédio, eu desço do carro com a minha mochila e ele espera na esquina até que eu entre em casa, quando mando uma mensagem para ele poder sair de lá. O melhor é que ninguém, repito, ninguém, nos veja juntos.
Deixo a minha mala e vejo um bilhete da minha mãe, me avisando de um jantar no apartamento dos Jackson's que eu não poderia faltar e era para ir vestida um pouco mais formal que da última vez.
"Ótimo, jantar de negócios." — penso.
Saio do apartamento e vou de escada até o andar de Thalia, eram uns quatro andares quase, e grandes andares, mas faz tempo que eu não faço exercícios e sou meio paranoica com essas coisas.
Chego na andar dela e toco a campainha.
— Por que demorou tanto? — pergunta ela abrindo a porta e me arrastando para dentro.
— Oi para você também amiga! Eu subi de escada. — falo.
— Existe o elevador. — diz a sedentária como se eu não soubesse que os elevadores existem.
— E existe a escada, qualquer dia eu apresento vocês. — falo.
Vou para a cozinha e estão Piper, Silena e Bianca conversando sentados no balcão, e ao contrário de Thalia são educadas e me cumprimentam.
— O Nico armou uma, só que ele armou enquanto eu não estava em casa. — diz ela. — E precisamos armar algo também.
— O que ele fez e por que não estamos no seu quarto? — pergunta Bianca.
— O que ele fez está lá no quarto, que também está meio destruído. Depois vocês vêem. — responde e então se lembra de algo. — O meu irmão deverá ser um dos alvos dessa vez.
— Por quê? — pergunta Piper.
— Tenho certeza que ele ajudou, ele me trancou no quarto assim que eu entrei nele, e só abriu meia hora depois. — diz ela com um olhar aterrorizado, eles pegaram alguma coisa que ela tem pavor, tenho certeza.
— Bom, dependendo do que for eu ajudo, não quero ver ele machucado. — diz Piper. — Se for algo que ele e os outros paguem mico, será engraçado até.
— Pode ser, e podemos filmar e colocar na internet. — diz Thalia.
— Eu ajudo a divulgar na internet. — se prontifica Silena.
— Podemos pegar o Charles? — pergunta Thalia.
— Dependendo do que for... — diz ela deixando a frase pairar no ar com um sorrisinho maléfico.
Confesso que as vezes tenho medo dela.
— Annie, precisamos de algo. — pede Thalia.
— Okay, eu trouxe meu caderno, bolei algumas coisas outro dia, e podemos tentar bolar outras aqui no caderno. — digo abrindo ele. — tem lápis e borracha?
Thalia pega rapidamente e me dá, levamos a tarde toda bolando planos e mais planos, até que deu a hora do jantar e eu me despedi delas.
Voltei pela minha amiga escada e me arrumei, com uma saia branca simples que ia até metade da coxa, de cintura alta e um cropped azul marinho com alguns strass, coloquei uma sapatilha pois detesto salto e arrumei o cabelo cacheado mesmo, que caia por toda as minhas costas. estava apresentável.
— Filha cheguei! — grita minha mãe ao entrar.
— Vamos? — pergunto descendo as escadas.
— Vou me trocar. — diz minha mãe.
— Vou pegar o terno, mas acho que dá tempo de um filme. — diz meu pai. — Ela ainda vai demorar.
Dou risada e começo a ver um filme qualquer, depois meu pai chega e continua vendo comigo até a minha mãe terminar de se arrumar.
— Ainda acho melhor você colocar o vestido. — diz minha mãe.
— Eu detesto aqueles vestidos ainda mais que as saias. — respondo.
— Okay, está linda. vamos antes que nos atrasemos. — diz saindo do apartamento.
— Quem sempre atrasa é você. — diz meu pai e minha mãe o fuzila com os olhos.
Seguro quase que falivelmente a risada e entramos no elevador.
***
Chegando lá, janto calada com eles, rindo de vez em quando de Percy, mas não deixando transparecer, Thalia e Nico estavam lá também, e respondendo algumas coisas que perguntam sobre mim, e quando eles vão falar mesmo de negócios, vou com Thalia até a sacada onde sentamos e ficamos conversando, eu conversando e ela reclamando, e vejo os meninos irem ver alguma série.
Até que os adultos decidem que está tarde e voltamos para casa. Amanhã seria mais um longo dia.
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