Fúria da Nerd
24 Thalia Grace POV
Notas iniciais
Thalia Grace POV
Ainda não estou acreditando.
Sai da escola, após a diretora falar comigo e com Nico, Bianca me avisou que a Annie não viria conosco e então fomos embora, mas passamos antes no Mc Donald's porque sim. Chegando no prédio eu guardei meu carro como de costume e subi pelo elevador.
***
Chego no meu quarto e nem acendo a luz, apenas joga a mochila no chão e me jogo em minha cama que sabia exatamente onde era, porém sinto algo embaixo de mim.
Respirando fundo e devagar eu vou até a luz, havia coisas no chão, eu estava ouvindo o barulho quando andava.
Quando eu acendo a luz, vejo várias, milhares de baratas.
— AHHHH! — grito.
Corro para a porta, o único lugar onde não havia nada e ouço ela sendo trancada.
— JASON! JASON! — grito, eu sabia que ele estava ali. Só podia ter sido ele a trancar a porta.
Eu estava chorando muito e vi elas se movendo, algumas até voavam. Me encolho junto a porta, peguei algumas roupas e veneno no guarda-roupa ao meu lado, comecei a tacar veneno e espanta todas que se aproximavam de mim.
Já estava tendo uma crise de pânico. O Nico sempre soube que eu tenho pavor de baratas desde um péssimo episódio quando eu era criança.
E ali, no meio de um dos meus maiores medos, eu comecei a lembrar do episódio enquanto soluçava de chorar.
Flashback ON
Eu com os meus sete anos, estava com meus amigos, Nico e Percy, no parquinho, brincávamos de balanço e em um negócio estranho de subir e descer pelo meio como se fossemos um bombeiro.
Nico estranho como sempre, gostava de ficar onde havia um matinho vendo os animais. Eu já tinha fobia de inseto e Percy era lerdo, ficava mais tempo parado pensando do que brincando.
— Vamos para casa! — chamou a mãe de Percy.
Nós fomos resmungando.
— Eu faço biscoitos quando chegarmos. — disse Tia Sally.
Na hora nós nos animamos e fomos embora calmamente.
Chegando em casa o Nico foi ver seus animais estranhos, acontece que um deles escapou. E ele estava no meu apartamento, ou seja, o bicho estava lá.
— Fica calma Lia, é só uma barata. — diz ele a mim.
— Eu tenho medo. — falo.
— Não precisa, eu tô aqui. — diz o menino indo ao lado dela.
— Ela deve estar aqui embaixo. — diz meu pai descendo as escadas. — Vão se aprontar lá em cima que eu a acho aqui embaixo.
Fui tomar banho primeiro pois Percy sempre enrola para sair da água e Nico não gosta de água, estava tudo bem, até que eu vejo uma sombra imensa de um animal.
— PAI! — grito. — PAI! PAI!
Abro a cortina e vejo um bicho imenso voando perto da luz, pego a toalha e me enrolo:
— PAI! PAI! — grito mais desesperada que antes.
— Thalia! O que foi? — pergunta do outro lado da porta.
— O bicho, papai! Tá aqui! — falo já começando a chorar.
— Abra a porta Thalia! — pede ele. — O papai tira ele daí.
— Ele tá perto da porta. — falo vendo-o voar acima da fechadura.
— Faz assim... — começa a dizer. — Pega uma peça de roupa e espanta o bicho.
— Eu tô com medo. — falo, o bicho é incrivelmente grande.
— Não precisa ter medo, o bichinho não vai fazer nada, joga uma peça de roupa nele. — diz com a voz o mais calma possível.
Eu pego uma blusa e jogo, então o bicho vem em minha direção.
— AH! — berro.
Corro embaixo dele e vejo que a fechadura está emperrada.
— PAPAI! — chamo.
— Abre a porta, Thalia! — pede ele.
— Eu não consigo.
— Aguenta aí, eu já volto.
— Pai? Pai? PAI? Pa... — começo a chamar e então vejo o bicho vindo em minha direção novamente.
Começo a chorar desesperada e sem reação nenhuma o bicho para na ponta do meu nariz.
— AH! — grito ao vê-lo, ou melhor, vê-la.
Ela voa e eu choro mais ainda, até que meu pai consegue arrombar a porta.
— Papai. — chamo chorosa o abraçando.
— Fique ali com os meninos, eu vou pegar o bichinho.
— Você tá bem, Lia? — pergunta Nico. — Desculpa.
— Vem cá, vamos pegar biscoitos pra você. — diz Percy.
— Vou trocar de roupa antes. — falo indo em direção ao meu quarto.
Saio de lá e vou com eles até a cozinha e ficamos comendo biscoitos, mesmo eu não estando com apetite eles faziam de tudo para me alegrar.
— Pronto. — diz meu pai descendo com o pote de Nico. — Aqui está.
Eu me encolho e vou na outra direção.
— Eu vou levar isso, falar para o meu pai colocar em uma floresta que achar. — diz Nico.
Flashback OFF
Só para vocês entenderem, ele tinha a maior espécie de barata do mundo, ou seja, ela era imensa.
Após um tempo ali a porta se abre e eu corro lá para baixo, antes fechando a porta. E chamo o dedetizador. Enquanto isso ligo para as meninas, precisávamos armar um plano contra eles.
Ele mata todas, mas o meu quarto fica inabitável, fazendo com que eu brigue com o Jason, meu pai chegue gritando nos fazendo calar a boca. Ficou decidido que eu dormiria no quarto de Jason e Jason na sala, e era para ele deixar o quarto limpo.
Fiz uma reunião com as meninas quando o Jason saiu e depois fui ao jantar onde infelizmente também estavam presentes Nico e Percy. E felizmente Annabeth.
Percebi os olhares de Annabeth para Percy e o contrário, teria que tentar juntar eles. Não é porque estou brigada com o Nico que a Annabeth tem que pagar, ela ainda é nova aqui.
Termino de jantar e fico conversando com Annabeth, na hora de ir embora eu teria que subir apenas um andar e Nico descer um, como o elevador estava com nossos pais, fiquei com medo do excesso de peso, Jason está gordinho, e decidi ir de escada puxando Nico junto.
— Olha eu detesto você... — comecei a falar antes que ele reclamasse. — E agora mais ainda pelas baratas, aquilo não se faz com ninguém, mas eu preciso que me ajude.
— Thalia Grace pedindo ajuda, o que eu ganho com isso? — pergunta cruzando os braços.
— Não é para mim, ou nós, é para Annabeth e Percy. Precisamos juntá-los. — digo.
Ele pensa um pouco até que assente.
— E o que quer fazer?
— Não tenho ideias, vamos pensar com calma, Annabeth é meio cabeça-dura e Percy lerdo, vai ser difícil ela admitir algo e ele entender algo.
— Amanhã a gente fala com a Piper, ela pode ajudar. — sugere Nico.
— Pode ser, até amanhã. — digo subindo.
— Preciso levar outra muda de roupa amanhã? — pergunta ele.
— Talvez. — digo e subo as escadas, vendo-o descer.
"Até que as escadas não são ruins, quando são poucas." — penso. — " A Annabeth é louca de subir vários andares, posso ter medo de elevadores, mas se não tem ninguém neles eles não vão cair."
Chego em casa, arrumo minhas coisas e escondo o que vou levar amanhã.
Sendo assim, durmo naquele quarto todo branco, horrível de Jason.
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