Fugue
2 Capítulo 2
Não pela primeira nos últimos dias, Emma não sabia o que sentir ou pensar. Ingrid, a mulher que ameaçara todas as pessoas que ela amava, desaparecera para sempre, mas a mais nova finalmente percebia que, de fato, amara sua antiga mãe adotiva. Apenas quando não mais poderia tê-la, e quando ela não mais poderia ferir aqueles que Emma mais amava. Era uma vitória doce-amarga.
A Salvadora observou Elsa e Anna se abraçando com emoção e se perguntou como elas, que acabavam de perder uma tia, se sentiriam. Não conhecia a história completas do relacionamento das irmãs com Ingrid, mas o que sabia já era o bastante para Emma ter certeza de que não podia ser algo fácil.
O rosto de Anna era pura felicidade, e Emma pôde perceber imediatamente como a outra mulher se sentia. Elsa, por outro lado, era um enigma; muito embora a outra mulher pudesse ver felicidade no rosto de sua amiga, era claro que havia mais ali, algo ilegível.
Elsa se separou de sua irmã e voltou-se para Emma, abraçando-a com força. Tanta coisa acontecera! Elas ainda não haviam conversado sobre o que ocorrera na noite anterior, preocupadas com o que aconteceria na cidade; e Emma também não tivera a oportunidade de contar a Killian que os dois não podiam continuar juntos.
Naquele momento, entretanto, nada daquilo tinha importância; não quando Ingrid acabara de morrer e Emma ainda não sabia como se sentia a respeito disso, não quando Elsa talvez fosse a única pessoa que entendesse como ela se sentia. Portanto, a Salvadora se deixou levar pelo abraço, afundando seu rosto no ponto entre o ombro e o pescoço de Elsa; completamente tomada pela emoção, ela deixou as lágrimas deslizarem de seus olhos.
Ingrid estava morta; Ingrid, a única figura materna que ela tivera. Muito embora amasse Mary Margaret, ela e Emma tinham a mesma idade e eram iguais; sempre seriam amigas, mas Emma nunca seria capaz de encará-la como sua mãe. A despeito de seus erros, Ingrid fora a mãe que ela conhecera. E estava morta.
"Emma!" Exclamou Elsa, afastando-se levemente e segurando o rosto dela entre as suas mãos, passando os dedos lentamente pela sua face em uma carícia que enxugou as lágrimas. Emma percebeu que os olhos da rainha de Arendelle também se enchiam de lágrimas.
Emma sentiu o impulso de romper a distância entre as duas e se perder nos lábios de Elsa; apagar, nem que fosse apenas por alguns segundos, todos os sentimentos confusos. Mas a Salvadora sabia perfeitamente que aquilo só a faria imergir temporariamente em um estado de torpor que se seguiria quase certamente a sentimentos ainda mais confusos.
Porque Emma não fazia a menor ideia do que faria a respeito dos sentimentos por Elsa. Agora que haviam encontrado Anna, era difícil prever o que a rainha de Arendelle faria a seguir; se ela desejasse retornar ao seu reino, isso inevitavelmente impediria que as coisas entre as duas funcionassem. Emma não podia deixar Storybrooke, e também não seria capaz de pedir a Elsa que abandonasse o seu reino.
Antes que pudesse mergulhar ainda mais a fundo em seus pensamentos sobre a rainha de Arendelle, esta rompeu a distância entre as duas e a beijou nos lábios. A Salvadora sentiu a magia do amor verdadeiro a preenchendo por um momento, antes que o arquejar de Anna fizesse com que uma Elsa muito corada se separasse rapidamente dela.
"Elsa. Por que você a beijou? Ela é a sua namorada? Quero dizer, está tudo bem em ela ser a sua namorada, apesar dela ser mulher. Não que namorar uma mulher seja algo errado, quero dizer, é isso que eu estava dizendo: tudo bem se você quiser namorar uma mulher."
"Anna," interrompeu Elsa enquanto sua irmã recuperava o fôlego, visivelmente para continuar a falar. "Eu e Emma não somos namoradas, mas fico feliz que esteja tudo bem para você que eu namore um mulher se um dia eu quiser."
Emma admirou a velocidade com que Elsa se recuperara do choque. Seu rosto já perdera muito de sua vermelhidão anterior, e ela falava com uma firmeza que Emma não sabia se conseguiria sentir perto de Anna em um futuro próximo. A ruiva era agora a única pessoa no mundo que sabia que alguma coisa estava acontecendo entre ela e Elsa.
"Vocês não são namoradas? Então, por que você a beijou? Achei que você só pudesse beijar alguém que é seu namorado. Ou namorada, no caso."
"Anna, é complicado," respondeu Elsa, com um sorriso triste. "Eu tenho um dever para com Arendelle e Emma tem um dever para com Storybrooke. Até que eu e você possamos conversar sobre o nosso reino, é melhor que eu e Emma não nos envolvamos muito."
"Oh, Elsa!" Exclamou Anna, se adiantando para segurar as mãos da irmã. "Você não deve deixar nada ficar entre você e o verdadeiro amor. Presumindo que Emma seja o seu verdadeiro amor, o que provavelmente ela é se você a deixou entrar no seu coração. Sem ofensas, mas mesmo Kristoff, que é uma ótima pessoa, demorou para conseguir ganhar a sua confiança."
"Emma é muito importante para mim, Anna, mas Arendelle é mais importante do que a felicidade de uma única pessoa. Mesmo se essa pessoa for eu mesma," disse Elsa, voltando-se para Emma com um olhar de dor.
Emma deixou escapar um suspiro e olhou para os próprios pés por um momento, tentando se recompor. Ingrid se fora, Elsa talvez partisse para sempre; mas Emma precisava fazer o que aprendera em seus anos crescendo sozinha: permanecer forte enquanto o mundo em volta dela se desconstruía, enquanto as pessoas que ela amava a deixavam.
"Vamos, precisamos verificar os danos provocados na cidade," disse a Salvadora, erguendo os olhos com determinação. Tudo ficaria bem, ela ainda tinha Henry, David, Mary Margaret e Regina; talvez, mesmo Killian a entendesse e permanecesse como um amigo. Tudo ficaria bem, mesmo se Elsa a deixasse.
Elsa encarou Emma por um momento, mas por fim concordou que deviam ver se todos estavam bem antes de prosseguir com aquela conversa. Lentamente, a rainha de Arendelle se voltou para a saída do refúgio de Ingrid, e Anna se apressou para acompanhá-la, cruzando o seu braço com o da irmã.
Emma sorriu. Ela gostava do jeito honesto de Anna, e entendia porque Elsa amava tanto alguém tão diferente dela. A mais nova irradiava alegria e leveza, algo do qual sua irmã precisava desesperadamente após os longos anos de isolamento. Elas se completam.
A Salvadora se apressou para alcançar as irmãs, e Elsa enlaçou o seu braço livre ao de Emma também enquanto as três rumavam juntas até a cidade.
Perceberam rapidamente que vários e diversos objetos estavam espalhados na rua e que havia também alguns edifícios quebrados ou pichados, mas não notaram ninguém seriamente ferido, o que era um alívio. A família de Emma estava do lado de fora da delegacia, e a Salvadora ficou tão feliz em vê-los bem e vivos que se esqueceu naquele momento de seu pesar por Ingrid.
Desvencilhando-se de Elsa, ela correu para abraçar os seus pais com força; eles nunca seriam o que Ingrid fora para ela, mas Emma os amava ainda assim. Depois, Henry se aproximou e a abraçou, e a Salvadora ficou aliviada em constatar que ele estava bem; ela não tivera muito tempo para se preocupar com Henry e apenas confiara que Regina o havia deixado em um lugar seguro.
Quando ela e Henry se separaram e o garoto se voltou para abraçar a sua outra mãe, Emma percebeu que seus pais se beijavam e se viu desejando poder fazer o mesmo com Elsa. Ela se voltou para a rainha de Arendelle, que estendeu o braço como quem pedia para que Emma voltasse para o lado dela, algo que a Salvadora não teve forças para recusar.
"Eu te amo," disse Elsa ao ouvido dela quando as duas se abraçaram, e Emma sentiu calafrios percorrendo o seu corpo. Ela sabia daquilo, mas o fato da rainha de Arendelle tê-lo dito em voz alta era chocante.
"Eu também te amo," falou Emma, após um momento, abraçando Elsa com mais força.
Depois de um momento, elas se afastaram e Emma se voltou para Anna, percebendo que a mulher mais nova sorria para elas, parecendo genuinamente feliz. Então, para sua própria surpresa, Emma a abraçou, sentindo uma onda inexplicável de afeição por ela. Era como se os sentimentos de Elsa por sua irmã tivessem sido transmitidos para a Salvadora.
"Não quebre o coração da minha irmã," sussurrou Anna, retribuindo o abraço com entusiasmo.
"Vou tentar," respondeu Emma no mesmo tom, muito embora não soubesse se poderia cumprir aquela promessa. Naquele momento, entretanto, depois de ver que todos estavam bem e Elsa confessar amá-la, qualquer coisa parecia possível.
Depois disso, o dia transcorreu sem quaisquer incidentes. Emma e sua família passaram as horas restantes antes do anoitecer tentando organizar as coisas na cidade.
Elsa parecia querer conversar com Emma, mas deixou de lado por um momento e usou o restante do dia para se atualizar com Anna e Kristoff na delegacia sobre Arendelle nas três décadas anteriores.
Quando finalmente anoiteceu, todos se reuniram no apartamento para um rápido jantar e, por fim, se retiraram para as suas camas, sentindo o peso dos dois dias anteriores. Emma se deitou em sua cama torcendo para que aquela noite fosse diferente da anterior, que conseguisse adormecer mais facilmente.
Não demorou muito, entretanto, antes que ouvisse uma batida na porta de seu quarto e Elsa entrasse, visivelmente ansiosa para ter a conversa que os eventos do dia haviam adiado. Emma sentiu seu coração batendo com força, possuída pelo medo do que a rainha de Arendelle a revelaria sobre sua conversa com Anna.
Elsa se deitou ao lado de Emma, a cabeça repousando no peito dela, e a Salvadora pensou que nunca se sentira tão confortável em toda a sua vida quanto naquele momento, quando o corpo da mulher estava completamente pressionado contra o dela. O conforto não durou, entretanto; Elsa fechou os olhos e respirou profundamente duas vezes antes de finalmente falar:
"Eu preciso voltar para Arendelle, Emma," ela falou, e a outra mulher engoliu seco. "Um príncipe estrangeiro chamado Hans tomou o trono, e preciso recolocá-lo nas mãos da minha família. É o meu dever como rainha assegurar que todos tenham seus direitos garantidos, inclusive os da família real."
"Certo," disse Emma, afastando Elsa e se sentando na cama. É claro que ela a abandonaria, fora tola em achar que tudo seria diferente com Elsa apenas porque as duas tinham amor verdadeiro. Amor verdadeiro só funcionava para pessoas como seus pais, príncipes e princesas.
"Emma, eu sinto muito que não possamos ficar juntas nesse momento," disse Elsa, sem encarar a outra mulher. "Mas eu conversei muito com Anna sobre as possibilidades que temos, e nós decidimos que, quando eu conseguir recuperar o trono, vou abdicá-lo em favor dela e voltar para Storybrooke. Vai ficar tudo bem, no final, eu prometo."
Emma engoliu seco novamente. Ela queria acreditar em Elsa, mas tudo o que lhe acontecera ao longo dos seus vinte e oito anos de vida a mostraram que não deveria confiar em promessas que as pessoas faziam a longo prazo.
Elsa se voltou para a outra mulher quando ela não lhe respondeu; por fim, percebendo que Emma não falaria nada, a rainha de Arendelle se adiantou e a abraçou com força. A outra mulher, entretanto, era incapaz de se sentir segura naquele abraço, pois sabia que não o teria para sempre.
Quando ficou evidente que Emma não corresponderia o abraço, Elsa se levantou e saiu do quarto, evidentemente chateada com a mulher que amava. Ótimo, levei apenas algumas horas para quebrar a promessa que fiz à Anna. Isso tem que ser um recorde: menor tempo levado para chatear a irmã da pessoa que você ama.
Pela segunda vez em dois dias, Emma se viu completamente insone e incapaz de desviar seu pensamento do fato de que, em breve, perderia o seu verdadeiro amor.
A ideia de partir com Elsa passava por sua cabeça de tempos em tempos e era muito tentadora. Lutar ao lado da mulher que amava por seu reino, conhecer o lugar onde ela nascera e crescera, o lugar que governara por alguns anos antes de tudo dar errado. Mas Henry estava em Storybrooke, toda a sua família estava ali, e ela simplesmente não podia deixá-los.
Incapaz de dormir, Emma afundou a cabeça em suas mãos, sentindo-se derrotada. Não entendia porque a vida continuava a lhe passar a perna, tirar-lhe as pessoas que amava.
Apenas algumas semanas antes, Neal morrera; agora, Elsa, o milagre que atenuara a sua dor pelo único homem que ela conseguira amar, teria que partir para o seu reino. A despeito do que ela dissera, Emma sabia o quanto era difícil viajar entre mundos. Se ocorresse o milagre de conseguirem devolver Elsa a Arendelle, e a Salvadora sabia que faria tudo possível para ajudá-la, não seriam capaz de retornar.
A noite, portanto, transcorreu lentamente enquanto os pensamentos de Emma se tornavam progressivamente mais sombrios. Quando o dia raiou, ela se levantou e vestiu rapidamente para sair de casa antes que o restante de sua família acordasse. Não estava disposta a responder por que aparentava a exaustão física, mental e emocional que sentia.
Ao passar pela sala de estar, ela percebeu que Elsa cedera o sofá onde normalmente dormia para Anna e se encontrava deitada em um colchão no chão ao lado do sofá, enquanto Kristoff estava deitado em um do outro lado da sala. Os três estavam profundamente adormecidos, para o alívio de Emma, muito embora ela percebesse que Elsa franzia a testa, o que indicava que ela estava tendo um pesadelo.
Contendo o impulso de acordar Elsa para livrá-la de seus sonhos ruins, Emma deixou o celular em cima da bancada da cozinha sobre uma nota para seus pais informando-os que saíra cedo para patrulhar a cidade novamente. Em seguida, lançando um último olhar para o rosto adormecido da mulher que amava, a Salvadora deixou o apartamento.
Ela rapidamente decidiu que podia passar no restaurante da Granny naquele horário sem ter que se preocupar em encontrar-se com alguém conhecido e resolveu que um chocolate quente seria muito bem vindo. Afinal, aquela era uma excelente bebida para os momentos mais sombrios.
Arrependeu-se rapidamente de sua decisão quando entrou no restaurante e percebeu Killian sentado próximo ao balcão com uma xícara de café diante de si. Antes que Emma mesmo cogitasse sair rapidamente dali, o pirata voltou seus olhos para ela e sorriu, convidando-a com um gesto para se sentar ao lado dele.
"Como foi a noite com os seus dois novos inquilinos, Swan?" Perguntou Killian quando ela terminou de fazer seu pedido, já sentindo que a bebida quente tinha perdido todo o seu apelo. Antes que ela tivesse a oportunidade de respondê-lo, ele continuou: "vocês deviam pedir que a Granny alugue um quarto para eles; aquele apartamento não comporta essa quantidade de pessoas."
Emma pensou nas muitas maneiras de responder àquela pergunta, mas nenhuma delas lhe pareceu adequada. Nós ficamos felizes em recebê-los era uma mentira naquele momento, pois Emma se sentia muito decididamente infeliz diante da perspectiva de ver Elsa; e eles não ficarão por muito tempo mais trazia de volta toda a dor que Killian não devia saber que ela sentia.
Durante aquela noite, Emma decidira que não contaria a ele sobre seus sentimentos por Elsa. Muito embora soubesse que precisaria terminar o relacionamento agora que se tornara evidente que ela não nutria sentimentos românticos por ele, a Salvadora achava que isso não era sinônimo de precisar enunciar seus sentimentos a respeito de outra pessoa. Afinal, Killian não precisava saber seus motivos.
"A noite foi ótima, Killian," disse Emma após um momento de reflexão e, para a sua surpresa, o antigo pirata apenas acenou afirmativamente, sorrindo.
Granny pousou a caneca com o chocolate quente na frente de Emma e saiu para os fundos do restaurante. A Salvadora olhou para os lados e percebeu que eles estavam de fato sozinhos; talvez aquele fosse o único momento naquele dia em que teriam a oportunidade de ter aquela conversa.
"Killian, preciso conversar com você sobre nosso relacionamento," disse Emma, já se sentindo mal a respeito do que teria que fazer.
"Eis a frase que todo homem teme ouvir da mulher que ama," disse o antigo pirata com um sorriso, e Emma não conseguia entender o motivo pelo qual ele sorria.
"Eu não acho que estejamos dando certo," disse Emma, resolvendo ignorar o comentário e o sorriso de Killian. Ela precisava fazer aquilo. "Eu resolvi lhe, nos dar uma chance porque senti que havia uma possibilidade de que um dia eu sentisse por você o que você sente por mim, mas não aconteceu. Eu gosto de você, mas sinto que nunca existirá nada mais do que amizade entre nós dois."
O sorriso sumiu instantaneamente do rosto de Killian, e Emma percebeu que ele finalmente percebera que aquela conversa era, de fato, muito séria.
"Emma, você não pode estar falando sério! Entre derrotar a Rainha da Neve e ajudar nossos amigos de Arendelle, nós quase não tivemos tempo para trabalhar o nosso relacionamento," disse Killian, segurando a mão de Emma.
"Mas eu estou, Killian. Na verdade, eu tenho pensado nisso há algum tempo e sinto muito que tenha demorado para lhe dizer, mas, como você mesmo disse, tivemos outros assuntos mais urgentes para resolver," retrucou Emma, se desvencilhando dele. "Sinto muito, talvez eu simplesmente não seja material para relacionamentos."
"Emma, é claro que você é material para relacionamentos," disse Killian, segurando o rosto da mulher e a fazendo encará-lo nos olhos. "Nós fomos feitos um para o outro, Emma."
"Não, nós não fomos," disse a Salvadora antes que pudesse se conter.
Killian a encarou por um longo momento, e sua expressão facial se transformou lentamente enquanto ele finalmente começava a compreender a situação na totalidade. Emma engoliu seco, aquela conversa definitivamente não estava seguindo o rumo que ela desejava. Ela virou o rosto com força, incapaz de continuar encarando o homem.
"Há outra pessoa, não há?" Perguntou Killian, cerrando os dentes com força. "Quem é?"
"Não importa, o que importa é que não podemos continuar juntos. Sinto muito, Killian," disse Emma, deixando o pagamento para o chocolate quente ao lado de sua caneca e se levantando para sair.
Não foi rápida o bastante, entretanto, e Killian a segurou pelo pulso antes que pudesse dar um passo para longe dele.
"Por favor, Emma," disse Killian. "Talvez, se você pudesse me dar mais um tempo, eu possa…"
Eles foram interrompidos, entretanto, quando os anões entraram no restaurante para tomar o seu café matinal. Eles pararam à porta, tentando entender o que estava acontecendo ali; Leroy percebeu a expressão aterrorizada no rosto de Emma, entretanto.
"Ele está te incomodando, irmã?" Disse o anão se adiantando e lançando um olhar ameaçador para o pirata, que soltou o pulso de Emma ao perceber o que estava fazendo.
"Não está não, nós só estávamos conversando," disse ela, e se voltou para encarar o seu agora ex-namorado. "Sinto muito, eu realmente desejo o melhor para você, Killian."
Eles se encararam por um momento, e Emma viu que o havia machucado. Com um suspiro e se desculpando novamente com o olhar, a Salvadora saiu do restaurante e rumou direto para seu carro, decidida a sair da cidade por algumas horas.
Ela precisava de um tempo para si antes de encarar novamente o mundo. Portanto, rumou para o único refúgio onde achava que ninguém a procuraria: o esconderijo de Ingrid.
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