Fugindo da realidade
4 Muitas perguntas... Poucas respostas
Notas iniciais
Daniela sai do quarto de sua mãe e vai até o seu quarto. Pega sua mochila e procura seu celular. Ao achá-lo, liga para Daniel.
— Alô?
— Daniel, vai demorar muito aí?
— Não, na verdade já estou saindo.
— Ótimo. Venha o mais rápido possível.
— Deu ruim aí? Quebrou alguma coisa? Colocou fogo na casa?
— Exagerado! Não, claro que não. Só preciso te mostrar uma coisa que eu achei.
— Espero que seja importante.
— E é!
— OK, estou indo. Bye.
— Bye.
Ela desligou o celular e foi para a cozinha preparar a janta. Colocou uma música aleatória, “ Rockabye”. Nunca havia ouvido aquela música antes, mas gostou da letra.
Depois de um tempo, ela acaba e vai para seu quarto. Ao ouvir o barulho da porta, desce até a metade da escada.
— Vem, Dani!
Ela puxa o irmão até o quarto da mãe.
— O que quer me mostrar?
— Sabe essa caixa de joias da mamãe? Então, encontrei esse colar ~ ela tira o colar e o coloca na frente do irmão ~ lá dentro.
Daniel fica um pouco confuso, mas depois de um segundos, se lembra. Aquele era o colar que um cara deu para a sua irmã, quando estavam naquele mundo.
— C-como? Isso é impossível!
— Eu sei, mas estou aqui agora, segurando o colar que ganhei em um sonho.
Os irmãos se olham, pensativos.
— Está pensando o mesmo que eu?
— Aquele mundo...
— REALMENTE EXISTE!!!
Eles dizem, juntos.
— Daniel, não estou acreditando.
— Eu também não, mas é verdade.
— E como voltamos para lá?
— Não tenho ideia. Não pode ser tão difícil, pelo menos das outras vezes não era.
— Será que, se dormimos, iremos para lá?
— Podemos tentar.
— Bom, antes, vá jantar. Deve estar morrendo de fome.
— Ando achando que você é vidente.
— É coisa de irmã mais velha.
— Quatro segundos mais velha. Apenas quatro segundos.
— Continuo sendo a mais velha.
Eles riem e descem as escadas, em direção a cozinha.
Eles se servem e sentam na mesa para comer.
— Ainda isso meio estranho. Como ela sabia do meu colar? E pior, como eu me esqueci do colar?
— Temos muitas perguntas e poucas respostas. Vamos apenas, agir normalmente. E depois, vemos no que isso vai dar.
Daniel ainda estava surpreso com o fato de que aquele mundo fictício, simplesmente... não era fictício.
Como isso é possível? Como voltar para lá? Como mamãe tem o colar? Será que mamãe sabe desse mundo? Será que outras pessoas também sabiam? Perguntas, perguntas e mais perguntas. E sem respostas.
Chega a noite. Os dois agem normalmente, seguem sua rotina diária. Lavar a louça, arrumar a mesa, escovar os dentes e por fim, deitar. E assim fizeram.
Será que conseguiremos ir para aquele lugar tão misterioso?
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