Notas iniciais
Antes de tudo, Maya, se você estiver lendo isso, saiba que o Nevra é só seu, tá? O que eu escrevi é só uma história...OK? Boa leitura :)

— Miiko! Venha rápido!

— O que foi, Leiftan?

— Tem duas pessoas estranhas ali!

— Estou indo.

O som de passos indicam que alguém se aproxima.

— Eu conheço esses dois... De algum lugar...

— Miiko, estes não sãos aqueles gêmeos que vinham aqui a uns anos?

— Eles mesmos! Mais o que fazem aqui?

— Não sei, eles não vem aqui a muito tempo.

Abro meus olhos, com dificuldade por causa da luz do sol.

— Onde estou?

— Daniel, está tudo bem? Lembra de mim?

Eu me acostumo com a luz do sol em meus olhos, e então vejo com quem estou falando.

— Você é a... Mulher raposa, não?

Ela ri.

— Eu mesma. O que faz aqui?

Pera, eu estava lá... conseguimos? Eu não acredito, conseguimos mesmo?

— Daniela, acorda ~ eu chacoalho minha irmã ~ Acorda!

Ela abre os olhos devagar, se acostumando com a luz.

— Dani, onde estamos?

— Conseguimos, conseguimos!

Ela abre os olhos por completo, olha em volta com um sorriso no rosto.

— Eu não acredito, estamos aqui mesmo!

Nos abraçamos, felizes. Até que, percebi que a mulher raposa nos encarava, meio sem entender.

— Estou boiando.

— Desculpa, é que ontem minha irmã encontrou um colar que havia ganhado aqui, e aquele colar nos fez lembrar daqui!

— Vocês se esqueceram daqui?

— Não, só nunca mais conseguimos voltar ~ eu disse, me levantando e ajudando minha irmã a levantar também.

— Vocês estão enormes! ~ disse o cara que estava com a mulher raposa ~ Vou chamar o resto do pessoal ~ ele disse, saindo.

A mulher raposa sorriu e nos abraçou.

— Estava com saudades de vocês!

— Também estávamos. Mas, não entendo. Porque não pudemos mais vir para cá a uns anos?

— Não sei, mais o importante é que estão aqui! Vamos entrar!

Ela nos levou até o castelo. Igualzinho da última vez.

— Não mudou nada ~ eu minha irmã dissemos juntos .

— Não posso dizer o mesmo de vocês. Estão quase irreconhecíveis! Para melhor, claro.

Rimos, a mulher raposa havia mudado. Antes, ela era tão fria...

— Afinal, qual é o seu nome? ~ minha irmã perguntou.

— Miiko.

— Porque nunca nos contou?

— Eu contei, mas como sempre esqueciam, me chamavam de mulher raposa.

— Você... está diferente. O que aconteceu?

— O tempo passa... as pessoas mudam... Vocês me fizeram refletir sobre minhas atitudes. E quando se foram, me senti muito mal... e prometi para mim mesma que iria mudar.

— Que bom! ~ disse minha irmã.

— Sim, vocês mudaram muitas coisas por aqui.

— Nós? Que coisas?

— Explico depois. E, Daniela, tem alguém te esperando ali na frente.

Minha irmã olha para frente, com aquele olhar curioso dela, e sorriu ao descobrir quem era.

Ela vai correndo na direção... do cara que deu aquele colar para ela. Eu só tive uma reação. Risos.

Eles se abraçam.

— Daniela! Quanto tempo! Está tão grande e... linda!

— O-obrigad-da...

— Não sabe o quanto senti sua falta!

— E como sentiu, viu? ~ disse o amigo da Miiko ~ Todos sentimos falta de vocês.

— E onde está o resto do povo? ~ a Dani pergunta, soltando o carinha lá que eu não sei o nome.

— Estão em suas guardas. Só o Nevra que não, recebeu uma folga depois de tanto esforço.

— Nevra! Lembrei! ~ ela disse, eu ri junto com todos. ~ Qual é a graça?

— Voce não mudou quase nada no jeito. Sempre foi muito fofa ~ diz a Miiko.

— Espero que isso seja bom.

— E é! ~ diz o Nevra. ~ Daniel! Meu guitarrista preferido!

Ele vem para perto de mim e me abraça.

— Ainda toca, né?

— Claro! E, tem mais...

— O que?

— Daniela também toca!

— Jura?! Parece que minha menininha cresceu, não?

— E como.

— Não era para falar, Daniel!

— Desculpa, não me segurei.

Ela deu um soco no meu ombro, eu a abraçei.

— Também te amo.

Todos riram.

— Vocês nunca mudam. ~ disse Miiko. ~ Tem mais algo que ela faça e eu não saiba?

Eu olho para a Daniela, que está abraçada comigo, como quem diz : Posso contar? Ela apenas afirma coma cabeça.

— Ela também canta,

— Minha menina também canta? Que orgulho!

— Você fala como se fosse o pai dela! ~ diz Miiko.

Dani abaixa a cabeça, eu a abraço mais forte.

— O que houve? Disse algo? ~ diz Miiko, preocupada.

— Não, é só que, que...que...

Minha irmã não consegue terminar a frase.

— O que houve o pai de vocês?

— Nosso pai desapareceu a muito tempo, sem ao menos avisar. Ele e a Dani eram muito colados, e quando ele sumiu...

— ~ Ela nos abraça ~ Desculpa, não queria causar isso nela, nem em você...

— Você não sabia, só isso.

Ela nos solta, e a Dani me abraça com apenas um braço, ficando do meu lado.

— Está tudo bem? ~ eu digo, baixo.

— Sim, está.

Até que aparece outro cara, dessa vez era o Kero ( o nome dele eu não esqueci), que era metade unicórnio.

— Miiko você viu se o me... Daniel? Daniela? Quanto tempo!

— Eu sei, faz muitos anos.

— Que bom que voltaram! E, falando nisso... Querem voltar para seus quartos?

— CLARO!!!

Eu e Daniela dizemos animados.

É, conseguimos. Voltamos para o mundo que um dia tornou nossa vida mais alegre, mais leve, mais feliz... e espero poder ficar o máximo de tempo possível.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)