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18 Capítulo XVIII. Merida.


Notas iniciais
PARABÉNS PARA MIM, PARABÉNS PARA MIM, PARABÉNS PARA MIM. OLÁ! Estou fazendo aniversário hoje. Legla, não? Sei que ninguém vai ler isso no dia 27 de setembro, as e dai? Quero parabéns do mesmo jeito. Digamos, eu percebi uma diminuição dos reviews, e, quero parabéns, ok? Muito parabéns. Eu sei quantos leitores eu tenho, gostaria de receber parabéns. E mesmo que você leia isso daqui a um mês, deixe seu parabéns, oras, eu gosto de receber parabéns, e mesmo eu mostrando a todos que não estava interessada hoje, estava muito, e fiquei muitíssimo feliz quando vi que as pessoas me deram abraços e parabéns, foi muito, awwwn, te amo, vem cá, então, me deem parabéns.

MERIDA DUNBROCH

A ruiva analisou o cardápio. Estava morrendo de fome. Passar a tarde toda na detenção era horrível, e em parte, a garota sentira falta daquilo. Tinha os seus amigos da detenção, e era confortável ficar com eles. A única coisa ridícula que tivera que aguentar fora ver Kaio ali.

— E ai, vão querer o que? – Soluço perguntou já com o seu cardápio. Merida observou Rapunzel encarar o cardápio e fazer uma careta com as coisas que tinham ali.

— Nem sei. – Rapunzel deu um suspiro. – Pede uma porção de batata e a gente divide. – A loira opinou colocado o cardápio em cima da mesa.

— Pode ser. – Soluço concordou deixando o cardápio em cima da mesa. Depois seus olhos verdes se direcionaram a Merida. – Pode ser Merida? – Perguntou. A menina assentiu. Se estivesse com dinheiro compraria um lanche para si, mas não estava, então, apenas assentiu.

— Merida, se você quiser um lanche, o Soluço compra. – Rapunzel falou enquanto olhava a amiga.

— Ótimo, porque eu estou morrendo de fome. – A ruiva falou soltando uma risada pelo nariz, provocando risadas nos outros dois.

(...)

— E então? – A loira perguntou da forma mais curiosa possível. Merida virou a cabeça de um lado para o outro, negando novamente. – Vamos, por favor! – A menina de cabelo louro insistiu novamente. A ruiva bufou, já estava ficando entediante aquela conversa.

— Se eu fosse você, aceitava. – O moreno deu sua opinião, já com uma bolacha na boca.

— Mas não é. – A garota respondeu sendo grossa, de uma forma proposital.

— Calma ai Merida. – A loira pediu se levantando e sentando no sofá, ao lado do moreno. – Não precisa se estressar.

— Ótimo! – Merida bufou já se levantando e pegando sua mochila. – Tenho coisas melhores para fazer.

— Como o quê? – A loira perguntou com um sorriso provocativo no rosto. A ruiva bufou, levantou-se e saiu dali o mais rápido que pode. Já não podia mais aguentar aqueles dois.

Continuou caminhando, com passos curtos e rápidos. Passara a tarde toda fora, e sua mãe não ficaria nada feliz. Agradeceu mentalmente quando lembrou que não teria prova amanhã. Poderia copiar as lições, ou fazer na escola mesmo, não eram muitas.

Aos poucos, Merida foi diminuindo os passos, e olhando para os lados. Sua casa não era muito longe da de Rapunzel, por isso, tentou admirar o que a paisagem lhe proporcionava.

Era raro Merida olhar as paisagens, ou observá-las, afinal, não se interessava muito nisso. Mas naquele momento, várias coisas lhe chamavam a atenção, e a ruiva aproveitou para descansar o pensamento.

Conseguiu visualizar um menino pequeno correndo atrás de seu cachorro; uma mãe desesperada gritando ao telefone; dois jovens andando de mãos dadas e sorrindo um para o outro; várias flores em frente á uma casa rosa; uma árvore deformada em frente à outra casa; uma família, de pai, mãe e uma menininha, saindo do carro e entrando em casa, com a menininha esbanjando alegria; conseguiu ouvir musicas vindo de outra casa e sorriu ao perceber que era The Smiths.

Continuou andando, dessa vez, chutando uma pedrinha qualquer. Sua vida estava conturbada, cheia de coisas, desafios, Mike, Jack e coisas desnecessárias para ela. Mas, mesmo assim, essas coisas insistiam em cair em Merida. A menina suspirou.

(...)

— Onde está o Jack? – A ruiva perguntou olhando para os lados. O rapaz havia desaparecido assim que chegou a escola, e ignorara a presença de todos, tanto nas aulas, quanto no primeiro intervalo.

Merida parou de olhar para os lados e encarou Soluço, a sua frente. O menino tinha um rosto malicioso, e por incrível que pareça, olhava para Rapunzel, que respondia com o mesmo sorriso. Malicia.

— Vamos parar com isso. – Astrid interviu na conversa silenciosa dos dois e sorriu para a ruiva, que apenas a encarou, esperando uma resposta. – Mas... Porque o interesse, Merida? – A loira perguntou, meio sorrindo, meio maliciosa.

— Oras! – A ruiva bateu a mão na mesa. – Soluço, você não está preocupado com o Frost? – Perguntou apontando para o garoto.

— Estou. – O menino assentiu.

— Viu?! – A garota retribuiu, já tendo a chance de que ganhou, mas desistiu de pensar nisso, quando o rapaz soltou um sorriso inocente, e ao mesmo tempo, malicioso.

— Mas, você ficar preocupado com alguém é raro... – O rapaz admitiu falando da forma mais inocente do mundo.

— Não é! – Merida rebateu.

— Em parte é sim. – Rapunzel admitiu, levando um pequeno tapa da ruiva, enquanto ria.

— O que estão insinuando com isso? – Merida perguntou encarando os três e esperando uma resposta convidativa e firme.

— Bem, você ficar preocupada com alguém... – Rapunzel começou, deixando a frase morrer.

— Significa que esse alguém significa para você. – Astrid terminou olhando nos olhos da ruiva. Merida não entendeu aonde os três queriam chegar.

— E se significa, é porque você gosta desse alguém. – Soluço terminou a conclusão total, olhando para Merida.

— Vocês não... – A ruiva falou encarando os três. Rapunzel assentiu mais rápido e de uma forma frenética, tentando dizer a amiga que sim. – Ah! Sério? – Perguntou com vontade de rir. – Vocês são uns idiotas. – Falou enquanto pegava sua bolsa e saia dali.

— Merida, volta aqui! – A ruiva ouviu a voz de Soluço, mas ignorou. Não conseguia pensar na possibilidade de gostar de alguém, principalmente esse alguém sendo Jack Frost. Gostava do rapaz, mas como amigos, não queria segundas intenções. Bufou e abriu a porta do colégio, voltando ao seu interior.

Andou pelo corredor sem rumo, perdida nos seus pensamentos, tentando encontrar uma solução para os seus problemas. Eram vários problemas que Merida se sentia dentro de um caderno de matemática com problemas enormes e capazes de ser resolvidos, apenas com gênios, e isso, Merida não era.

Aumentou o passo e virou indo em direção ao seu armário, tentaria fazer alguma coisa de útil antes de dar o sinal. Mas, sempre tinha um imprevisto. A ruiva bateu de frente com alguém e acabou caindo no chão. Sua testa doía, e seu coração batia de raiva e de fúria. Bufou, ainda no chão e viu uma mão a sua frente. Pegou-a, sem reclamar e se colocou em pé, passando a mão na testa, e encarando o chão, talvez, se sentindo envergonhada.

— Desculpa. – Pediu. Encarou a pessoa e bufou novamente. Seu dia piorava cada vez mais.

— Não, tudo bem. – O rapaz falou de uma forma amigável, assustando a ruiva. – Acontece. – O mesmo deu de ombros e sorriu, acenando e indo na direção oposta que a menina pretendia seguir.

Merida passou a mão sobre a testa, e fechou a boca com força, estava começando a ficar com dor de cabeça. Pelo menos, agora, já teria algo para fazer. Ir à enfermaria. Merida andou mais um pouco e parou de andar assim que viu Mike. Sorriu para o garoto e foi na direção do mesmo.

— E ai? – Perguntou sorrindo para o garoto.

— Conta-me algo de bom? – Mike perguntou terminando de guardar um livro e se virar para a menina.

— Nada. – Merida negou com a cabeça enquanto analisava o armário do menino e via várias figuras, de Star Wars, coladas. – E o desafio?

— Ah, sim! – Mike deu um sorriso divertido e retirou um papel dobrado, de dentro do seu armário, entregando a ruiva, logo em seguida.

Merida sorriu e pegou o papel. O abriu e viu a letra de Mike. Redondinha e perfeitinha, era algo escrito por um verdadeiro deus da letra. A menina começou a ler. Colocou-se ereta e assustou com o primeiro desafio.

— Já pegou pesado logo no primeiro? – Perguntou olhando para Mike que sorria de uma forma divertida e pegava um livro com capa bege de lá de dentro.

— Já sabe o que acontece se não cumprir. – O menino cantarolou enquanto fechava o armário e encarava a ruiva. – Não se esqueça.

— Certo. – Merida assentiu ainda abismada, olhou mai uma vez para o papel e o dobrou, colocando na sua calça. – Eu vou fazer.

— Uma semana. – O garoto repetiu o que estava no papel e saiu andando, seguindo na direção oposta de Merida. A menina bufou e foi em direção à enfermaria.

Notas finais
Esse capítulo também não ficou legal, na boa, perdi a minha razão de viver. E, eu percebi que vocês não falam comigo. Tipo assim, que tal responder as perguntas das notas, hein? Ninguém faz isso, mas quero que vocês me deixem parabéns, e o que vocês me dariam de presente, ok? Vamos brincar!