Fragrância de Rosas

6 A Felicidade Me Sorriu?


Notas iniciais
Olá pessoal! Desculpem-me pela demora, mas estava preparando um texto para um concurso. Torçam por mim! :-) Mais um pouco da história do nosso casal lindo! Quero agradecer aos leitores que comentaram: Serena, Luna Del Rey, QueenOfSpades, Arizodiac, Carolina Escarlate, L1neh, Dhessy, Pink e Marin. E vamos para o capítulo pois devem estar curiosos! Até!

Enquanto estávamos dentro do riacho, pude ver uma nova face de Vince. Eu tentava mergulhar e me distanciar, mas ele era mais rápido e me alcançava sem dificuldade. Cada vez que ele me pegava, roubava um beijo. Por fim, eu já nem resistia, e gargalhava sempre que me alcançava.

Já era perto do meio dia quando percebemos o cansaço se abater. Vince me trouxe até a margem com um sorriso aberto.

__ Você deve se trocar. Pegue uma roupa seca na bolsa. – Ele tomou a bolsa e me deu. – Eu não vou sair daqui, prometo. – Ele deu uma piscadela.

Corei com o pensamento simples de que ele poderia me ver nua. Corri para dentro da mata, encontrando um arbusto mais denso, que me possibilitou usa-lo de esconderijo. Troquei rapidamente minha roupa, já torcendo a outra para retirar o excesso de água ainda presente. Ao retornar para a margem, Vince já estava com uma roupa seca e limpa, com as outras secando num galho próximo.

Próximo dele havia um enorme tecido pesado jogado sobre a grama. Era uma manta bem rústica que eu tinha. Sobre havia vários alimentos arrumados. Pães, queijo, algumas vasilhas com tampa que não identifiquei seu conteúdo, frutas, garrafas com vinho ou suco de uva.

Olhei para Vince como se buscasse uma explicação. Era muito mais do que imaginei. Ele apenas deu um sorriso torto e deu de ombros. Aproximei me sentando sobre uma parte da manta e Vince me serviu um copo do líquido que descobri ser suco de uva e me alcançou um pedaço de pão e creme feito à base de azeitonas. Apostaria que era coisa da dona Isolda.

Vince nada disse, apenas tomou seu alimento e começou a me acompanhar na refeição. Guardamos todos os alimentos na bolsa após terminarmos a refeição e deitamos sobre a manta aproveitando a sombra das árvores próximas. Uma brisa cortou entre as árvores tornando o local ainda mais fresco.

__ Bela despedida Vince. – Olhei de soslaio. – Aposto que teve dedo da dona Isolda por trás. – Afirmei.

__ Na verdade, ela me deu uma ajuda, mas o plano e execução foram meus. – Ele falou com certo orgulho na voz.

Sem mais uma palavra, comecei a fechar os olhos enquanto recebia um carinho no cabelo que Vince fazia sistematicamente.

Não faço ideia de quanto tempo passou, apenas senti meu corpo ser levemente remexido, e um abraço suave me envolveu. Voltei a cochilar.

***

Senti algo macio tocando meus lábios. Depois desceu meu pescoço chegando ao colo dos meus seios, quando abri os olhos e vi aquele mar de fios azuis debruçado sobre mim. Mexi um pouco, alertando Vince que ergueu o rosto com um sorriso de pura satisfação.

__ É tão lindo ver você tranquila, ressonando como se nada pudesse te machucar. – Ele me fitou como se esperasse uma resposta para a pergunta que não foi proferida.

__ Impressionantemente, me sinto muito segura com você. – Respondi calmamente.

Ele voltou a deitar me trazendo para seu peito. Coloquei a mão sobre ele, sentindo a resistência da sua musculatura. Era simplesmente aconchegante estar assim, tão próxima dele.

__ Acho que devemos ir para casa, apesar de querer ficar aqui eternamente com você, Agasha. – Vince beijou o topo da minha cabeça. – Não acredito que amanhã você irá viajar. Sinto-me tão aflito.

__ Até parece que nunca fiz isso, né. – Falei rindo dele. – Vince, tem oito anos que vivo só, me defendendo e sobrevivendo. – Suspirei lembrando-me do início dessa jornada. – Entendo que tenha esse espírito de vir em minha defesa, mas te garanto que não é necessário. – Refiz o curso que tomaria no outro dia. – Eu vou de coche até a cidade de Agioi onde há barcos que navegam até Atenas. De lá para a minha vila será rápido, irei de carroça com algum agricultor de lá. – Levantei-me e fitei-o. – Estarei de volta tão rápido que não perceberá minha ausência.

__ Não diga bobagens. Mas irei espera-la ansioso. – Ele se pôs de pé, me puxando para si. – Quando voltar conversaremos sobre nós.

Acenei com a cabeça respondendo positivamente, mas em meus pensamentos apenas uma conclusão havia: ele tinha um passado que poderia mudar tudo.

Caminhamos lentamente observando o sol fazer seu caminho final daquele dia. Eu sentia uma satisfação tão grande por estar vivendo essa nova experiência, que por um tempo esqueci minha real missão em Atenas. Não poderia esquecer aquilo que parecia sonho, poderia se transformar num pesadelo.

Em casa, fizemos um ensopado, juntos todas as tarefas pareciam fáceis animadas. Preparei minha pequena mala pensando em levar o extremamente necessário já que tudo que possuía era simples, humilde.

Ao sair do meu quarto, encontrei Vince saindo da cozinha com um tacho de água fervendo em direção ao quarto de banho. Alguns momentos depois, Vince voltou e pude ver que já havia tomado seu banho. Seus cabelos ainda úmidos caiam sobre seus ombros, e sua pele tinha uma clara textura hidratada.

Nada renova mais que água morna – pensei comigo.”

__ Já preparei seu banho. Aproveite enquanto esta quente. – Ele sorriu indecente.

Balancei a cabeça sem acreditar no descaramento dele ao piscar para mim. Se aproximou com passos lentos e hipnotizantes. Com os lábios próximos a minha orelha, pude sentir sua respiração.

__ Eu também posso te esquentar muito.

Eu quase parei de respirar, mas no momento que consegui, caminhei direto para o banheiro evitando olhar para Vince. Â Fiquei na tina por um bom tempo tentando conter todas as minhas emoções confusas. Só mais um pouco, e estaria indo atrás da resposta que mais precisava.

Troquei-me no quarto de banho, e me dirigi para a cozinha. Tive uma grande surpresa ao notar que Vince não estava deitado na sala. E tive a impressão de que estaria me esperando no meu quarto.

A porta entreaberta e as luzes projetadas nas paredes me mostravam a silhueta de Vince. Ele estava sentado na cama. Quando empurrei a porta completamente, seu olhar não era mais atrevido, mas carregado de saudade e de aflição.

__ Eu sei que estou sendo muito invasivo, mas apenas deixe-me ficar um pouco mais com você. – Sua expressão era sincera, e me deixe levar.

__ Tudo bem Vince, mas sem atrevimento. – Sorri vencida.

Ele piscou para mim concordando.

__ Venha! – Vince me estendeu sua mão e a tomei imediatamente.

Ele me trouxe para seu colo, me deu um beijo casto e me ajeitou na cama. Logo depois deitou ao meu lado e me trouxe para seus braços, se encostando às minhas costas. Após nos cobrir, Vince deu um beijo nos meus cabelos.

__ Boa noite minha Agasha.

Eu fechei os olhos com aquela frase ecoando em meus pensamentos.

Â

Notas finais
Espero os comentários. Nos encontraremos lá! bjus SA :-)