Fragrância de Rosas
11 Sonho Realizado
Notas iniciais
__Por que não me contou Agasha? – Repeti a pergunta.
Só ouvi um suspiro. Mantive-me ainda impassível, fitando o cenário além daquela janela.
__ Agasha! – Repeti seu nome.
Virei-me e a fitei, rosto tenso, olhar perdido, lágrimas correndo.
__ Eu não podiaaa! – Dessa vez ela gritou como resultado do desespero. – Como eu explicaria? Como? Você não entende? Eu não podia, porque não poderia ser verdade. Eu vi sua vida esvair naquela poça de sangue. Vi seu caixão ser enterrado, e visitei seu túmulo toda semana. Eu levava flores... – soluços faziam sua voz falhar. – Eu não podia Senhor Albafica.
Caminhei até onde ela estava sentada com passos firmes, a coragem me dominando.
__ Eu não quero a sua reverência. – Falei sério. – Não quero que me esconda nada. – Estendi a mão para ela, que relutantemente aceitou.
Ajudei-a ficar de pé um pouco mais rápido, e ainda muito sério, com o olhar estreito sobre seus olhos inocentes. Não soltei sua mão, e com mais firmeza, puxei-a para mim, prendendo-a ao meu corpo pela cintura. Seus olhos arregalaram numa clara reação ao susto que meu movimento causou.
__ Eu só quero o seu amor! – Acariciei suas bochechas rosadas.
Senti seu corpo relaxar, mas ela não acreditava no que falei. Lembrei-me dos desejos que inundavam minha mente nas noites em que ficava só na casa de Peixes. Eu iria realiza-los, eu queria o amor dela, queria seus toques, seus carinhos, finalmente sentir-me vivo de verdade.
Seus olhos pareciam hipnotizados, e eu podia ver suas cores perfeitas. Um castanho com manchas de cor mel, quase dourado. Senti-a tremer e corar por aqueles segundos de confronto comigo.
Chega! Não resistir mais, e me entreguei ao mais ansiado e primitivo desejo. Seus lábios se tornaram meu alvo, e não esperei nem por sua reação. Tomei-os num beijo inocente, tímido, mas caloroso. Ela cedeu, percebi rapidamente e pude sentir o gosto da boca que eu lembrava ter beijado sendo Vince. Mas agora quem aproveitava essa carícia era Albafica, o mais solitário dos cavaleiros, agora um homem realizando seus desejos contidos.
Não sei quanto tempo ficamos abraçados, nesse beijo cheio de... saudade, talvez urgência, até medo de uma separação. Mas sei que nem eu nem Agasha queríamos nos separar. Ela correspondia tão livre ao meu toque, ao meu beijo. Aquilo era o céu.
Infelizmente, nos separamos um pouquinho. Olhei para seu rosto corado, e acariciei sua bochecha enquanto ela sorria ainda com os olhos vermelhos.
__ Por que não me contou que me amava, menina Agasha? – Sua expressão mudou para irritada.
__ Eu não sou menina.
__ É verdade. – A abracei e olhei seus olhos bem de pertinho. – Os olhos são de menina, mas o restante é de uma linda mulher. – Senti sua respiração descompassar. Corou ainda mais. – Minha mulher. – Murmurei no seu ouvido.
Recomecei o beijo, agora mais seguro, mais certo da reação dela. Eu já não a apertava contra mim, mas dei liberdade as minhas mãos que desciam acariciando desesperadas, assim como eu a queria para mim.
Eu já havia tomado minha decisão. Não tinha por que relutarmos, nossas vidas deveriam seguir juntas.
Fui tateando até suas costas para desamarrar a fita que prendia a cintura do vestido. Agasha percebeu, pois senti seu tremor, mas logo voltou sua atenção aos meus toques.
Desviei dos lábios dela e desci trilhando pelo pescoço, enquanto abria as fitas trançadas na frente, que rapidamente revelaram a pele delicada dos seios de Agasha.
Não parei de beijar seu colo e toca-la enquanto se entregava a sensação que passava por ela, isso eu também já sentia.
Afastei-me para olha-la, e pela primeira vez vê-la de uma forma tão íntima. Ela estava corada, e eu maravilhado pela inocência, mas também amor daquela menina mulher.
__ Você é minha! – Sussurrei ao seu ouvido.
Voltei a beija-la enquanto a ajudava a retirar o vestido passando pelos braços e cabeça. Sua quase nudez me deixou tão ansioso, tão excitado, que tive que me controlar para não possuí-la violentamente. Tomei-a no colo ajudando a deitar sobre a cama ampla da suíte.
Subi na cama e fiquei entre suas pernas, e passei a beija-la por toda sua pele. Seus seios foram meu mais delicioso doce. Eram delicados, firmes e convidativos. Juntar essa visão, com a sensação e os gemidos de Agasha me fez ficar a beira do descontrole.
Numa grande batalha contra meu instinto, levantei-me e retirei a camisa passando pela cabeça. Deixei a cair em qualquer lugar, retirei minha calça e a roupa de baixo, revelando o tamanho do meu desejo. Eu precisava tê-la, eu precisava senti-la quente e apertada, eu queria ficar dentro dela por todo o tempo possível. Nunca pensei que a luxúria me dominaria, mas eu estava feliz por ser com a minha Agasha.
Fiquei entre as belas pernas da minha Agasha, e removi o último tecido que me impedia de vê-la nua completamente. Agasha era mais linda de verdade, do que nos meus sonhos. Fiquei mais descontrolado.
Eu precisava dela, eu queria ela, eu não estava me controlando. Voltei a beija-la. Por seu abdômen, seus seios, sua garganta, seus lábios. Ela gemia descontrolada. Seus lábios frios pela emoção.
__ Eu vou possui-la, Agasha. – Ela só balançou a cabeça.
Após esse momento meu controle foi para as estrelas, e separei suas pernas furiosamente. Era ardente, era excitante, era avassalador. A carne rosada estava inchada e molhada. Precisava sentir todo esse desejo da minha deusa. Num movimento instintivo comecei a morder e sugar seu sexo e enlouqueci de prazer ao senti-la gemendo.
Eu me posicionei entre suas pernas. Nosso encontro na cama não duraria muito. Eu por que não tinha esse contato há muito tempo, desde a adolescência, e ela, pois acreditei que era ainda pura, casta.
Por que não pude me conter mais? Eu sabia que seria um pouco doloroso para ela, mas quando comecei a penetra-la, meu membro pulsou com tanta força, que a penetrei rapidamente rompendo sua virgindade. Aquele gemido, quase um grito me tirou do prazer que sentia, e suas lágrimas me assustaram. Tentei ficar quieto e a acariciei, beijando os lábios trêmulos, limpando as lágrimas que eu causei.
__ Perdoe-me meu anjo. – Eu beijei sua bochecha. – Eu te desejei por tanto tempo, que me descontrolei. Perdoe-me. – Beijei-a mais algumas vezes.
Comecei a me movimentar devagar. Agasha me fitava feliz. Uma careta passou por sua expressão e me fez parar. Ela relaxou e senti que poderia recomeçar. Bem devagar, com muita cautela fui aumentando o ritmo, e aos poucos o prazer se sobrepunha a dor que Agasha sentia.
Aqueles gemidos, suas mãos correndo pelo meu corpo, aquele corpo quente, seu sexo apertado. Não suportei por muito tempo, e no clímax eu gritei o nome da deusa do meu prazer.
__ Agasha!!!
A sensação do prazer era melhor do eu me lembrava. Com certeza era pelo amor que sentíamos um pelo outro. Como percebi que Agasha ainda gemia forte, me mantive no movimento.
Meu corpo não resistia, mas eu queria dar prazer a ela. E me lembrei de que sensível do jeito que estava, rapidamente chegaria ao clímax.
Comecei a beijar e sugar seu sexo sensível. Ela gemeu mais forte e me implorou para não parar. A minha menina mulher estava ansiosa por prazer e eu daria esse presente assim como ela atendeu ao meu desejo mesmo sentindo dor.
Intensifiquei sugando mais sua carne avermelhada. Comecei a penetra-la com os dedos para acelerar e excita-la mais. Senti o meu líquido escorrer do seu sexo. Minha, só minha. Só eu conhecia o sabor daquela mulher.
Com aquele pensamento tipicamente instintivo, suguei a com ritmo recebendo um gemido desesperador seguido de um sussurro de alívio. Beijei seu abdômen, seus seios e por fim, seus lábios. Ela sentiu um pouco do seu próprio gosto.
Levantei-me da cama e peguei lençol num armário ao lado da poltrona. Quando retornei a cama pude ver as manchas de sangue. Fiquei me culpando pelo descontrole. Assim, me lembrei de sua expressão de prazer e os gemidos reverberando por ela. No fim das contas, ela havia apreciado também.
Abri o lençol e cobri seu corpo nu. Ela ainda se mantinha acordada com um imenso sorriso. Deitei-me ao lado dela, e a aconcheguei em meu braço, sentindo o cheirinho de camomila no seu cabelo.
__ Agasha, eu não quis te machucar. Perdoe-me! – Beijei sua fronte.
__ Albafica, você foi perfeito! Eu te amo! – Agasha ergueu a cabeça e me beijou novamente.
__ Sou o homem mais feliz do mundo! – Eu falei alto, quase gritando.
Agasha sorriu e deitou-se de lado, e pude ver seu lindo corpo nu. Encaixei-me no seu corpo e a abracei firme. Nossos corpos se encaixavam perfeitamente. Beijei seus cabelos enquanto acariciava sua mão.
E nossos sonhos agora eram reais.
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