Four Seasons
2 Turn Me On
Notas iniciais
Enfim, poxaaaaa... Fiquei triste com o pouco numero de pessoas lendo, mas, tudo bem *deu de ombros* espero que aumente.
E, nos vemos lá embaixo, kiss.
[Música — Turn Me On — David Guetta]
[Link aqui]
— Você está linda — Apolo sussurrou em seu ouvido, ao ajudá-la sair do táxi. Encontravam-se agora na frente de uma das mais badaladas boates que haviam por perto do campus, a True Live, uma incrível construção de vidros e luzes coloridas, com o logotipo de maçã na porta dupla que dava acesso ao interior, de onde a musica contagiante saia e a promessa de várias bebidas para encher a cara te seduziam. Atena corou sob o comentário de seu melhor amigo, preferindo apenas assentir ao invés de falar algo enquanto adentravam na pequena fila para a entrada vip. — Ele vai adorar você, promessa de dedo mindinho.
Atena revirou os olhos, puxando, incomodada, o bojo do vestido tomara que caia colado até o meio da coxa para cima em tom vermelho e movendo-se dentro dele sob o olhar divertido de Apolo ao seu lado, para que ficasse no local certo. Quando ficara tanto tempo sem sair, pensara que as roupas de Afrodite não iriam mais lhe caber, pois só comia e estudava, mas o que aconteceu fora exatamente o contrário. A roupa estava era larga em alguns pontos, evidenciando a ela que tinha pouca bunda e seios. Quer dizer, era o que ela acreditava, garanto que não era o que Apolo pensava enquanto assistia-a mexer neles para ficarem confortáveis.
— Eu não sei é se eu vou conseguir ficar com essa roupa — Ouviu-se um arfar quando puxou a peça um pouco mais para cima — Acho que Afrodite não precisava ter dado pontos tão forte. — Fez uma careta — E eu não precisava saber que meus peitos eram pequenos, isso não é nada divertido.
— Atena. — Ajudou-a a arrumar a última parte antes de sorrir para a mesma. — Seios são seios, e homens os adoram independente do tamanho.
Atena enrugou o nariz para o comentário e ele riu.
— Acho que eu não precisava saber disso, agora me sinto exposta.
— Sinta-se sexy, pois é exatamente como você está. — Deu um tapa fraco na bunda dela. — E gostosa.
— Apolo. — Mas ele já se encontrava longe demais para a sua bolsa negra acertá-lo e foi tudo em vão, pois o garoto de cabelos loiros ria, já dentro da balada, sumindo entre os corpos que se moviam no som que fazia qualquer um entrar no clima de festa.
— E lá vai ele para a caça.
Atena se assustou ao escutar uma voz desconhecida, meio rouca e divertida em seu ouvido. Na verdade, ela encontrava-se um pouco perdida, pois segundos atrás estava do lado de fora, com seus amigos conversando e revendo pessoas antigas, e agora já estava lá dentro, entre pessoas bêbadas e com seus amigos ainda revendo pessoas antigas. E a aparição daquele homem, porque aquela voz rouca só podia ser de um homem (ou um traveco), logo após Apolo sumir a deixou meio perplexa com como tudo acontecia rápido.
Ela virou-se de súbito e olhou para o dito cujo. Muito mais alto do que a garota de cabelos cacheados soltos pelos ombros, ele sorria, dentes perfeitos que mudavam de cor a cada vez que os feixes coloridos batiam neles, os cabelos que aparentavam serem negros despenteados de qualquer jeito e olhos, que sem dúvida, eram verdes desciam e subiam por seu corpo, trazendo consigo o sangue dela que correu todinho para sua bochecha ao encará-lo olho no olho.
Aquele desconhecido era muito bonito, disso ela tinha certeza, ainda mais com uma combinação de blusa gola pólo branca e jeans que a garota de olhos azuis achava muito atraente em um homem, ainda mais os dotados de ombros largos como aquele a sua frente.
Ele estendeu a mão larga em sua direção.
— Sou Poseidon Danniels. Como se chama essa adorável moça?
E o sangue drenou por completo seu rosto. Os olhos verdes, eu deveria saber por eles. Saber o que? Que ele está na sua frente e você está agindo como uma boba?
Antes que dissesse algo, ou ao menos tentasse, o corpo forte dele foi sacudido no instante em que uma maré de cabelos que Atena que tinham o tom castanho escuro projetarem-se para frente e braços magros e brancos de sua amiga envolverem o pescoço do homem que se virou rindo para ver quem era aquela. Os olhos verdes de Afrodite apanharam os seus azuis, e a garota modelo riu.
— Seu safado — Brincou a menina, depois de dizer aqueles clássicos "olás" que damos as pessoas conhecidas, ao descer das costas do irmão e escorregar para o lado do mesmo. — Parece que você já conheceu a minha amiga, Atena Hellys.
E com um do lado do outro, Atena conseguiu notar algumas semelhanças alem dos olhos como o sorriso e a forma como os cabelos eram lisos, sem esquecer o brilho malicioso dos olhos verdes de ambos. Os olhos dele se expandiram em surpresa para então gargalhar, agora apanhando a mão da mulher de cabelos cacheados, tão calmo e sem embaraço que Atena perguntou-se se boa lábia era coisa de família, porque se fosse, estaria bem encrencada.
— Prazer em conhecê-la, Atena — Beijou a parte as costas da mão de menina — Minha irmã falou muito de você para mim.
Em resposta para a frase, Atena deu uma olhada de escanteio para Afrodite que sorria toda feliz e contente, de braços dados com um Artemis risonha, antes de tentar erguer o canto dos lábios sem parecer uma idiota completa, afinal, havia o julgado como um sem noção aproveitador de tempo quando falou com ela minutos antes.
— Sua irmã me falou sobre você também, Poseidon. — Sua voz saiu calma. — Não com muitos detalhes, mas me agradou a surpresa.
“Que merda eu estou falando? Meus deuses, o que eu disse?” Surpresa por ter sido tão ousada naturalmente enquanto ele ria, ela pegou-se olhando para as caras de safadas de suas amigas, que tão igual a ele, riam. Então, Poseidon detinha sua atenção outra vez. Olhos maliciosos.
— Garanto que a descrição não foi nada comparada ao que vejo.
— Hum... — Tossiu Afrodite, chamando os dois a fitarem-na. Olhou para Atena inocentemente — Eu e Hermes vamos ali rapidinho, Artemis foi atrás do irmão. Tem problema eu te deixar sozinha?
— Parece até que eu vou mordê-la se você sair de perto de mim. —Poseidon fez uma careta. — Eu não sou um animal carnívoro, bonequinha fru-fru.
Afrodite fez um biquinho para o apelido, o que a deixou mais fofa.
— Você é um carnívoro. — O azul encontrou-se com o verde — E Atena, não marca bobeira com ele não. Eu disse que ele era divertido, mas é perigoso.
— Agora ela vai ter medo de mim, Dite.
Atena sorriu para os dois irmãos brigando por bobeiras e da cara de ofendido de Poseidon.
— É bom que ela tenha. Não marca bobeira, Atena. — Agarrou o braço de Hermes — Vamos, eu quero te mostrar uma pessoa, ligeirinho.
E assim, os dois sumiram.
Um clima tenso se estabeleceu quando não havia mais ninguém ao lado de Atena e ela não sabia o que dizer para que aquilo saísse do caminho e os dois pudessem conversar. Melhor, ela perguntava-se que merda fora aquela de ter aceitado? Sempre dava merda quando concordava com algo em que Afrodite e Art juntavam-se para levá-la, e o seu jeito de agir foram incrivelmente peculiar. Como pudera chamar indiretamente ele de pedaço de mau caminho? Ele poderia ser, mas, ainda assim... O que eu estava pensando?
— Vem — A voz dele a fez emergir de seus pensamentos loucos e o olhar. Ele sorria — Vou te pagar uma bebida.
— Então, quer dizer que você e minha irmã são amigas de longa data e eu nunca tinha a conhecido antes? — Perguntou Poseidon assim que chegou a mesa onde Atena o esperava, ainda a questionar-se sobre o que havia a levado ali enquanto fitava, do segundo andar, as pessoas lá embaixo divertindo-se, entre beijos, agarros, e se ela não estivesse errada, até mesmo sexo em público. Novidade? Nenhuma, não quando se convive com Apolo Lennis e Afrodite Danniels. Mas, o tempo que o esperou pegar algo, com Poseidon escorado contra o balcão e fazendo a garçonete rir com seu charme bem visível, questionou-se sobre sua sanidade em sair com um irmão de Dite e mais ainda o fato de conversar com o tipo de pessoa que odiava. Talvez o único pegador que Atena tinha certeza de quem gostava era de Apolo, pois ele podia agarrar todas, mas nunca traía ao estar em algum compromisso serio. Só sabia uma coisa sobre Poseidon de quem todas as garotas falavam (e que a surpreendeu saber que ele era irmão de uma de suas amigas): Pegador, muito mais nato do que Apolo.
O tipo de cara que Atena odiava. Ela já se via querendo ir embora.
Ela apanhou o copo que era lhe estendido e deu um gole antes de sorrir. Talvez eu aguente mais algum tempo, demos uma chance a ele, Atena Cruel, afinal, ele é irmão da sua amiga e todos os seus amigos querem curtir o domingo de festas.
— Mais ou menos isso — E graças a deus que foi dessa forma, pensou ela enquanto o via sentar a sua frente, um copo de whisky entre as mãos másculas e os olhos verdes sorridentes. — Você não era o namorado de Anfitrite?
Percebendo que fez uma pergunta que não devia, ela repreendeu-se ao vê-lo fazer uma careta e dar de ombros, ainda que o sorriso nunca vacilasse. Prática. Tomou um gole de seu Martini.
— Era, ou sou, ainda não sei — Outra vez mais, deu de ombros. – Águas passadas, acho que devem ser esquecidas.
E um grande lembrete para eu nunca ficar com você, talvez eu não esteja errada em julgá-lo. Mas acho que posso apreciar uma noite diferente, depois eu volto a odiar garotos como você.
Atena sorriu, com um sorriso compreensivo que em nada era legal para ela. Sim, queria ir embora.
— Sem dúvida — Tomou outro gole que desceu rasgando. — Desculpe por comentar.
— Sem problemas. Eu já devia estar acostumado com essas perguntas.
E eu com ser uma atriz.
— De verdade, desculpa. Então, você também é modelo como sua irmã?
— Sou lindo assim, mas não, estou cursando Engenharia Naval. — Piscou. E nem se acha. — Estou procurando outra estabilidade, a beleza pode ruir um dia, ainda que eu ache que demore a acontecer comigo.
— Uhum. — Concordou laconicamente, com um gole suave na bebida. — E está gostando da faculdade?
Ele deu de ombros.
— Nerds bonitas, aulas chatas e festas boas. — Sorriu — Nada demais, só o que todo pai quer para um filho. Dinheiro e garotas.
— Sem dúvida. — O que eu ainda estou fazendo aqui? — Seus pais parecem calmos.
— Nossos pais são bons, permitem que eu e a Bonequinha de Luxo achemos nosso próprio caminho, só dão o dinheiro e o resto a gente se vira. Como eu disse, típico de pais ricos como os nossos, o seu e o meu. Seu pai é Zeus Hellys, o dono das empresas Olimpo, correto?
— Sim, é. Mas até que ele gosta de me dar menos dinheiro.
Ele sorriu, mas ela pode ver nos olhos dele que faria uma careta se pudesse.
— Suas roupas são de marcas.
— É, ele adora isso.
— Você não parece gostar muito disso.
E eu não gosto também de falar sobre quanto eu ganho, Sr.
Ela deu de ombros, o bojo escorregando um pouco ao ocorrer isso, puxou-o discretamente de volta ao local, e mesmo assim soube que ele vira.
— Não me importo — Terminou o seu copo de Martini e sorriu, o mais docemente que pode, após se levantar. — Eu vou ao banheiro e já volto, se importa?
Com uma negação de cabeça, seguida de um piscar de um dos olhos verde, ela afastou caminhando calmamente pelo salão com chão de vidro, algo que odiou uma vez que estava de saia e perguntou-se se não pensaram nas mulheres de vestido, e adentrou no primeiro banheiro feminino que tinha ali por perto.
Encontrava-se rodeada de mulheres, de todos os jeitos e tipos, fofocando e rindo, o que mulheres sempre fazem ao irem em grupos, e muitas saiam como uma grande alcateia, uma ou outra comentando e fazendo Atena corar sob olhares de pessoas tão bonitas. A garota de cabelos loiros nem sabia que existiam pessoas assim por ali, quer dizer, quando se vai ao lado do campus onde há moda e artes visuais, é comum ver as garotas bem arrumadas e maquiadas — as mais bonitas da faculdade de acordo com Apolo (um bom critico dessa área) mas, surpreendeu-se ao estar entre elas dentro daquele minúsculo cômodo. Quando finalmente conseguiu chegar de frente ao espelho, suspirou e sorriu para si mesma, um sorriso forçado e sem graça.
O que diabos estava fazendo ali com o irmão de sua amiga que era um idiota consumista e narcisista? Ela nem era como a modelo que se encontrava do seu lado, passando rímel nos enormes cílios e que qualquer outro cara acharia-a sexy. Atena viu-se fitando seus próprios seios, metade dos da mulher dos cílios, e para seu rosto. Tinha algumas sardas cá e ali, os olhos acinzentados eram grandes demais em sua opinião, suas bochechas altas e brancas como um albino, a boca grossa demais ,que parecia um peixe abotoado que seu pai adorava pescar, e os seus cabelos eram uma juba loira que insistia em subir, ainda que presos ao estilo grego de um lado só. E se ela fosse para o corpo então! Quadris largos que faziam com que parecesse estar gorda, peitos pequenos, um pouco de gordurinha na barriga que era o suficiente para marcar em vestidos brancos e pernas finas, talvez só sua bunda salvasse, que nem era tão grande assim. Tudo isso em um potinho de um metro e setenta, mais alta que a maioria.
— Você se ama tanto, Atena — Sussurrou para si mesma, ignorando a olhadela que sua vizinha de espelho deu, e passou um batom rosa, antes de arrumar o vestido que não parava quieto no lugar. No instante em que desistiu de arrumá-lo por completo, decidiu que iria para casa. Aquiles não ligaria se estava gorda e seus livros adorariam sua companhia.
Com outra guerra contra corpos, Atena conseguiu sair, ainda viva, do banheiro e dirigiria-se para onde Poseidon encontrava-se, para lhe dar tchau, no momento em que viu que ela não precisaria mais dar nem um “até logo” sequer. Só fora sair um pouco que ele já achava outra. E bem mais bonita do que eu, Atena enrugou o nariz para a garota de cabelos negros e olhos castanhos no colo do homem, mexendo provavelmente no celular dele que ria, um das mãos nas coxas bem definida da mulher. É, você realmente é um típico garoto rico. Podia ser mais como sua irmã... Melhor, você é como sua irmã, só que ela é mais legal.
— Hey, Atena — Dedos fortes e confortadores apareceram em seu ombro e viu-se sorrindo para o garoto que saiu do turbilhão depositado na escada. As marcas de beijos na blusa e as mordidas já traiam o que ele havia feito, e mesmo assim, ela nunca gostou tanto de vê-lo. Ela sorriu para Apolo — Como está sendo seu encontro?
— Bem... — Ela olhou para onde Poseidon e a mulher riam antes de voltar-se para Apolo — Achou que estou, finalmente, dispensada.
— Ah, hum — Ele coçou a nuca e ela riu. — Momento tenso, não é?
— Um pouco — Deu de ombros — O que você queria dizer mesmo?
Apolo olhava para a mesa onde ela se encontrava antes e sorriu, um tantinho malicioso.
— Você quer ir para casa?
Ela sorriu. Eu me viro para fugir dele depois.
— É o que eu mais quero agora.
Apolo bateu a porta do apartamento assim que os dois estavam dentro. Aquiles não deu nenhum sinal de vida, dormindo, quase morto como sempre no canto do cômodo, e Atena agradeceu mentalmente ao jogar os sapatos de salto negros no tapete e poder se jogar no seu tão amado e desgastado sofá marrom cheio de manchas de comida deles. Suspirou.
— Lar doce lar. — Suspirou ela, sentindo Apolo deitar atrás de si, igual usualmente fazia quando ele também queria deitar no local abençoado feito por aquelas almofadas, e sorriu, de olhos fechados, ao ter o peso do braço dele em sua cintura. — Tire o cavalinho da chuva, Apolo.
— Mas eu não estou fazendo nada — Sussurrou ele em seu pescoço dando uma mordidinha ali, um beijinho aqui enquanto ela ria, apartando-se da mão dele. Apolo realmente sabia como deixar uma garota em chamas, e Atena já provara disso antes. Ela levantou-se, sorrindo para ele e a carinha de coitadinho que fazia e negou com a cabeça. — Eu sei que você me deseja.
Ela riu dele, revirando os olhos.
— Esquece, meu querido sexfriend, hoje não.
— Posso fazer você mudar de ideia. — Dirigiu a ela um olhar malicioso — Somos sexfriend e não temos nada para fazer, alem de ver o Aquiles dormir.
Outra vez mais, ela deu uma risadinha enquanto caminhava para seu quarto, desligando luz por luz e disse:
— Boa Noite, Apolo.
E de fato fechou a porta, não chegou a trancar, pois sabia que ele não a seguiria.
Adentrou no banheiro, fechou a porta e tirou a roupa colada, apanhando um pouco com o zíper, antes de jogar no chão o vestido vermelho. Só assim virou-se para o espelho. Fez uma careta.
Não é a toa que ele me trocou, olha como estou gorda, senhor!
Virou-se de lado, mexendo uma ou outra vez na gordurinha que ela parecia ver no espelho, para depois retirar o sutiã reclamando dos seios e a calcinha falando da bunda pequena. E porque, afinal, estava inquieta com o que ele pensa sobre mim? Foda-se ele, é um idiota capitalista e supérfluo. Eu preciso de alguém com uma mente que sirva para algo mais do que só para pegar mulheres.
E entrou no chuveiro.
Notas finais
E, galera, devo pedir que sejam mente aberta... Vai ser meio hot essa fic, no sentido literal, então, "Smile and Wave, boys"... Bem, o próximo promete, e please, deixem rewis *--* Deixa a escritora muiiito feliz. ^^
O que acharam de Poseidon? Muaaha, adoro esse garoto, assim como adoro essa música, faz voce dançar loucamente SHUAHUHUAS
Enfim, beijinhos e desligando,
Nivea
;D
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