Four Seasons
23 Something's Got A Hold On Me
Notas iniciais
Vamos logo para o capítulo ^^
Se divirtam *-*
Ps: Um clássico do Jazz para vocês #adoro
[Música — Something's Got A Hold On Me — Etta Jones]
Poseidon remexeu-se na cama bagunçada, nu e com uma mulher deitada de bruços ao seu lado, atrás do seu celular jogado em alguma parte daquele colchão e tentou olhar através da forte luz advinda do sol pela janela. O som enjoado, que o fez pensar que trocaria depois a música do System Of Down, a Chop Suey, soava alto demais para seus ouvidos sensíveis e grogues pelo tanto de tempo que dormira cansado demais. Mas, para qualquer pessoa que acordasse ouvindo aquilo, seria horrível em um silencio tão tranquilo. Assim que apanhou o celular vibrante em mãos, desligou-o. Seja lá quem fosse, poderia esperar até mais tarde, caso significasse incluir algo importante ou não precisaria de sua importância.
Poseidon, pronto para dormir mais uma vez, virou-se para o outro lado, o rosto oposto aos raios solares, e suspirou. Agora, poderia voltar a acordar só lá para as onze da manha e se desse sorte, mais tarde ainda. Sua companheira de cama murmurou palavras incompreensíveis, aproximando-se dele.
E então, a mente de Poseidon foi inundada com os pensamentos muito inoportunos naquele momento de paz, dela rindo ou ensinando-o alguma matéria, como vinha fazendo há dois dias, desde segunda-feira. Era interessante que uma menina com QI tão alto fosse tão paciente com ele. Os nerds, como seus amigos dominavam aqueles que estudavam muito, em geral era muito nervosos com a falta de rapidez em pegar o conteúdo que detinha o que sempre causava em desistir de aprender com eles. Mas ela...
As vias interligadas dele apagaram-se ao sentir uma segunda mulher tocando alguma coisa bem lá embaixo. Um sorriso cresceu em seu rosto. Afinal, Hades disse a verdade ao falar que me daria bem na festa. Uma japonesa e uma morena, quem precisa de mais? Sua mente tentou puxar algo que o lembraria de que existiam coisas melhores do que mulheres fúteis, mas uma boca sobre a sua o fez perder a já fraca linha de raciocínio que tinha.
– Já? – murmurou Poseidon, sentindo-se quente com aquelas suas companheiras.
A que se chama Nilly, a de sedutores olhos puxados, riu subindo sobre ele enquanto Kendra, a modelo cor de madeira clara, desviava toda a sua atenção para os seus seios. Poseidon sabia que elas eram melhores amigas, que faziam tudo juntas, e surpreendeu-se, adorando, que elas também faziam sexo juntas. Algo altamente agradável quando não para de pensar em certos olhos acinzentados.
– Sim – o forte sotaque francês de Nilly saiu com um gemido de prazer ao mesmo tempo em que Poseidon puxava mais para baixo. – Mais.
E tudo foi apagado da memória dele.
Uma hora depois, a voz de Serj Tankian cantava contra seu ouvido e dessa Poseidon não pode negar de atender. Já passava de meio dia, e mesmo com duas bonitas integrantes do sexo feminino que se prendiam abaixo de cada braço seu, não podia mais fugir daquela responsabilidade. Talvez fosse seu empresário.
– Poseidon Danniels.
– Seu filho de uma mãe, como ousa desligar o telefone na minha cara?
Poseidon riu com a voz brincalhona de Hades, do outro lado da linha, enquanto afastava-se das moças e ia para o outro cômodo, a fim de ter mais privacidade e não acordá-las. Uma alegria imensa o tomou ao poder entrar em contato com aquele cara que viajava o mundo mais do que ficava em Manhattan, a cidade natal de ambos os amigos.
– Hey, seu viadinho, eu tava transando com gêmeas siamesas no outro quarto. – disse o homem de olhos verdes, sentando-se na sala de descanso que era acoplada com seu quarto. – Não podia atender.
– Vejo que não mudou nada.
– Sempre serei esse pegador, aceite esse fato. Então, o que manda?
– Nada demais, só que me casei e que vou poder ir para a Semana de Arte que fiquei sabendo que você vai apresentar cinco fotos.
Poseidon tossiu ao ouvir a noticia, bastante surpreso.
– Você... Casou, Hades?
– Hey, não venha com esse tom. Nem eu sabia que ia casar, só depois de bêbado, que aceitei me tornar o marido de Perséfone Picadel. Foi bem inusitado.
– Não me diga que foi em Las Vegas.
– Foi, cara, pior que foi.
– Que merda de clichê, ein?
– Nem me fale, fiquei puto quando Dionísio me contou isso.
– Vai se divorciar? Por favor, não me deixe como o ultimo solteiro do nosso grupo.
– Não, acabei por gostar da garota e estamos testando a situação ao dividir um apartamento. Está indo bem até agora. – tossiu rapidinho. – Mas, estou com uma maldita febre que não me deixa.
Poseidon coçou a nuca, reencostado no respaldo do sofá branco.
– Então, você também foi riscado. Só sobrou a mim como sóbrio?
– Como louco, na verdade. É ótimo chegar em casa depois de um dia de trabalho e ter alguém para fazer comida para você e conversar.
– Hum... Típico. Mas, só me ligou para acabar com meus sonhos de casar com você?
Hades riu da fala.
– Você ainda tem um lugar aqui em casa. Mas, não, também te liguei para avisar que Ariadne está grávida e que eu moro na África do Sul.
– Cada dia mais e mais meus amigos me surpreendem. Por que você se mudou para esse lugar? Tá querendo ficar bronzeado é?
– Quanto a minha pele, vive vermelha, nem um pingo mais escura. Então, garanto que não foi por isso. Apenas que Perséfone trabalha com plantas e animais aqui e ando precisando de lugares novo para continuar os roteiros de meus filmes.
– Uma mulher fez tudo isso com você? – Poseidon fez uma careta. – Elas são o fim.
– Eu quero estar vivo quando o lendário e poderoso Poseidon, o Comedor de Mulheres, ajoelhar-se diante de uma linda dama. E vou criar um filme sobre sua vida.
– Então, viva para sempre.
– E o invencível Poseidon não duvida de si mesmo.
– Ok, chega, Hades. — Ambos riram. – Mas, mesmo achando que logo você vai se divorciar, parabéns, cara.
– Nem pense nisso, estou gostando por enquanto.
– Ainda bem que colocou o por enquanto na frase.
Hades riu enquanto Poseidon apanhava sobre o sofá em que repousava um grupo de cinco fotos que haviam separado na noite anterior com seu empresário, William Steves. Todas elas mostravam Atena, sua estrela principal para a competição, e era incrível que de fato ela tinha um potencial enorme para ganhar. Aqueles olhos cinza.
– E você, amigão, como vai?
– Eu, sou o de sempre. – disse Poseidon encarando a foto da mulher loira deitada com o pseudo-lobo – Mas, conheci uma grande garota.
– E já dormiu com ela? Ou está só brincando com a comida primeiro?
– Minha mãe disse que nunca devemos brincar com a comida.
Os amigos riram.
– Então, isso significa que você já abocanhou a recompensa. E não a deixou ainda?
– E quem falou em deixar ou não?
– Se você disse que conheceu uma garota e não dormiu com uma garota, significa que você está ainda envolta dela, grande lobo.
– Odeio nossos anos de amizade, você sempre sabe como eu sou.
– Isso foi gay.
Poseidon riu.
– Eu sinto uma atração inexplicável por você, Hades, serei para sempre seu marido.
Agora, Hades quem riu.
– Queria poder dizer o mesmo, mas Persé está aqui por perto, ela pode ficar com ciúmes, me ligue mais tarde e podemos nos ver. Seremos como Kennedy e Marilyn.
Eles caíram na gargalhada, os bons tempos de amizade pesando nas brincadeiras.
– Tudo bem, eu serei sua amante. – Poseidon olhou para trás ao escutar um barulho. Uma das garotas com quem dormira, Nilly, abria a porta de correr de seu quarto. – Olha, cara, vou ter que te ligar depois.
– Eu já te disse para fazer isso. Brincadeira. Ok, e dê noticias, beleza?
– Feliz vida de casado, vou curtir a de solteiro agora.
A risada rouca de Hades soou no aparelho.
– Vai lá, estarei na Semana de Arte.
– Falarei para William mandar os convites de camarotes para vocês dois e você entrega os de Dionísio?
– Sem problemas.
– Ok, então, até mais.
– Até.
Poseidon finalizou a ligação no momento em que Nilly veio, meio grogue, com os cabelos lisos e os olhos japoneses safados, sentar ao seu lado. Ninguém disse nada, eram estranho, nada mais que isso e ninguém fazia questão de mudar. Quer dizer, Poseidon não fazia questão disso mudar. De toda e qualquer forma, ele tinha muitas coisas para fazer, como levar Atena para sair. Se ele percebia o que já acontecia com sua mente? Nem um pouco. Fazê-la feliz estava começando a se tornar um hobby, tanto quanto deixá-la nervosa. Então, com um pulo, levantou-se e sorriu.
– Vou ter que sair. Tem comida na geladeira e os cereais estão na segunda estante da dispensa. Sintam-se em casa. – e assim, foi para o banho, sem olhar para trás e jogando o celular para cima, a assobiar e pensar o que faria naquele dia.
Notas finais
Maaaaaaaaaas, isso não quer dizer que quero deixar de ter algum, ouviu RUM? u.u ASHAUUASSHUSAHHU
Então, please, deixem meu recadinho, ok?
Beijinhos com Ice geladérrima!
Nivea
;D
Ps: Existe algo pior do que ficar de ressaca braba? .-. aff ¬¬'
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