Four Seasons

29 Somebody That I Used To Know


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEY, people... Eu vim postar antes da hora, porque eu estava mexendo na minha conta quando vi algo MARAVILHOSO (e não, não foi Apolo, pq ele tá na minha cama me chamando pra dormir. Como resistir? .-.)... Eu vim aqui especialmente postar esse capítulo para SamEvans que deixou uma recomendação que tornou meu dia lindo (vocês vão saber pq lá embaixo) ainda mais maravilhoso. Na verdade, eu não tinha um dia assim a muuuuuuuuuito tempo meeeesmo. Obrigada, Sam, são palavras que vem do meu coração ao dizer que você me fez sorrir e rir hoje como nunca mais tinha feito desde antes da minha avó morrer =) Obrigada, muito obrigada meeesmo ;) Cara, eu não sei o que faria sem vocês...
Pronto, to chorando! Ai, ai, ignorem, deve ser a TPM .-.
Anyway, Sam, eu lhe dedico de total coração esse capítulo. Obrigada, cherry!

[Música — Somebody That I Used To Know — Gotye]



— Olha, temos batata frita, biscoitos recheados, barras de chocolate, cereais também de chocolate, suco de laranja e... Uma lata de leite condensado. — Dizia Poseidon, olhando os rótulos dos produtos de dentro de um dos tantos armários da cozinha. Ele relanceou um olhar para Atena que, sentada sobre o balcão, onde ele havia deixado-a por ter levado todas as cadeiras para uma festa, enrolada em uma manta de veludo negro, fez uma careta de indignada. Poseidon quase sorriu para aquilo. — O que vai querer?

— Não tem nada saudável?

— Se for por calorias, eu vou fazer você perder todas. — Brincou ele, vendo-a ruborizar divinamente. — Se for apenas porque está frescando comigo hoje, sim, só tem isso.

Ela revirou os olhos, ainda vermelha, ignorou tudo o que ele disse.

— Traz as batatas fritas. Prefiro salgado a doce, agora.

— Você quem manda.

Puxando os dois sacos barulhentos cor do sol da estante, um pacote de biscoito recheado e o leite condensado, ele fechou com um som oco as portas do armário e caminhou sem qualquer pressa até onde ela estava, parecendo escanear a casa dele outra vez, como ele a vira fazendo dentro do quarto. Ele ainda se perguntava porque diabos havia trazido-a até a mansão do Danniels que havia naquela cidade, para seu quarto ali e não para seu apartamento quando a viu prender os cabelos cacheados revoltosos e lindos na opinião dele, parecendo uma verdadeira leoa selvagem, o pano que a cobria escorregando.

Aquele corpo sempre o surpreendia, não era muito magro, nem gordo, não era masculinizado em força, nem molenga como uma dama. Era a divisão correta dos fatos que a transformavam naquele ser maravilhoso e corado tentando puxar para cima a manta. Ela conseguiu prender as molinhas douradas, mas demorou até encobrir os seios. Como se ele nunca os tivesse visto antes.

Poseidon sentou-se ao seu lado, passando para ela o que pedira, e relaxando enquanto degustava os biscoitos.

— Então, tecnicamente... — Atena chamou sua atenção ao puxar papo ao mesmo tempo em que comia as batatas. — Só uma hipótese... Eu estou presa aqui, por um contrato, com o advogado do diabo para satisfazer suas ideologias loucas e sexuais?

Poseidon sorriu do drama que ela estava fazendo. E adorando como ela forçava-se a dizer a palavra "sexo".

— Se você quiser ver desse ponto... — Ele deu de ombros. — Sim, eu sou o advogado do diabo.

— Ah, só para ter certeza mesmo.

E continuou comendo, a curiosidade ainda presente nos olhos dela quando avistava as fotos dos Danniels na geladeira, nas paredes, nos vidros, sobre a mesa. Em tudo quanto é lugar que sua mãe pudera colocar em épocas que a família inteira morava ali. Poseidon se recordava que a duas casas acima, era a de Hades, um abaixo era a de Dionísio e duas quadras dali era o colégio. Todos os dias, no mesmo horário, eles iam, de casa em casa dos amigos para chegarem juntos nas aulas. Eram bons tempos, mas todos pareciam ter seguido seus caminhos. Claro, a amizade ficara.

— Vamos lá — Permitiu Poseidon, tendo os olhos cinza rapidamente presos aos seus. — Pergunte.

Visivelmente sem graça por ter sido pega bisbilhotando, Atena suspirou.

— Você mora aqui?

— Nops, tenho um apartamento no centro da cidade.

— Mas essa casa é sua, certo?

— Essa casa aqui é a dos Danniels, do meu pai e da minha mãe quando viviam aqui.

O céu acinzentado se acalmou ante respostas dele. Seu coração moveu-se ao ver uma expressão mais amável.

— E onde estão seus pais?

Poseidon franziu o cenho. Esperava que com o tempo de amizade dela com a Bonequinha de Luxo, Atena soubesse quase tudo de sua família sem precisar dizer muito.

— Minha irmã nunca te disse?

Ela negou com a cabeça pondo outra batata na boca.

— Ela nunca comentou, nem mesmo sobre você.

Estanho, pensou ele.

— Meu pai mora em Dubai, onde quer que eu tome o lugar dele na empresa e nossa mãe morreu logo depois que terminamos o ensino médio. — E aquilo ainda movia algo nos irmãos. — Desde lá, mantemos essa casa como lembrança dela.

— Ah, sinto muito. — Culpa mostrou-se nos olhos, agora azulados enquanto ela mordia o lábio inferior. — Desculpa, acho que não devia ter perguntado, não é?

Aquela amável criatura. Era incrível como havia mudado a opinião dela de uma pessoa fria, para uma pessoa centrada e protetora do que era seu, da sua história. Ele sorriu, nem um pouco abatido, e bateu o ombro no dela.

— Sem problemas, Atena. — Um silencio rápido, tempo suficiente para uma ideia abater-se sobre a mente dele. — Posso ter uma pergunta em troca?

O sorriso que ela detinha sumiu e os olhos cinza tocaram os seus com certe apreensão. Era claro que Atena tinha medo da pergunta. O que ela podia esconder de tão perigoso assim?

— Depende.

Poseidon assentiu, sabendo que seria algo assim.

— Prometo não ser nada demais.

— Então... Acho que pode.

Ele sorriu da indecisão dela.

— Por que você quis ser arquiteta?

Era uma curiosidade que ele queria matar. Não discriminando outros cursos, mas, Atena tinha o QI necessário para fazer qualquer outro, como medicina ou física. Ela era um gênio.

Foi legível a calma que se apoderou dela diante a pergunta, um sorriso pequeno aparecendo.

Atena deu de ombros.

— Eu gostava de construir coisas, desde pequena. Sempre gostei de estudar e aplicar isso nas minhas invenções, então, quando foi à hora de escolher o que eu queria ser, simplesmente falei que queria Arquitetura. Meu pai... — Ela hesitou.

Poseidon compreendeu.

— Não gostou quando você escolheu. — Suspirou. — Bem-vinda ao clube dos Negados pelos Pais.

Um sorriso mínimo apareceu no rosto dela com essa anotação.

— De qualquer forma, continuo fazendo o que quero.

— Isso é o que vale.

E com tais palavras, continuaram a comer. Poseidon meio perdido na confissão dela, ainda que se perguntasse porque ela nunca dizia algo sobre a família dela; quando decidiu, ao vê-la comer a ultima batata do pacote, assim como ele havia terminado seu biscoito e o seu pacote de fritas, que a queria outra vez.

Se ele já encontrava alguém insaciável, impossível de enjoar, era Atena com aquela expressão de quem duvida que faça algo para competir. Poseidon estava começando a gostar muito daquela carinha.

— Quer água? — Perguntou ele, assim que abriu a geladeira. Apesar de ninguém morar lá, sempre havia comida para em dias que ele e Afrodite vinham curtir o silencio da mansão, criar um bom vínculo entre os irmãos e essas coisas. — Ou quer suco? Ou vodca?

— Essa vodca é da Dite, não é?

Poseidon sorriu, apanhando duas garrafinhas de água.

— Sim.

— Ela vive falando "Santa Vodca" — Escutou-a rir. — Aquela louca. Deve estar na balada por ai.

— Como ainda é uma da manhã, acho que está se arrumando.

Dessa vez, compartilharam uma risada em comum antes de Poseidon entregar a ela a água.

— Obrigada — Sorriu ela. — Você está sendo bem... Agradável depois do dia estressante.

E Poseidon passava a adorar a sinceridade dela.

— É divertido te estressar, Atena. E eu sempre sou bonzinho com você. A senhorita que é ruim comigo.

— Quase fiquei com dó agora, treina mais que me faz chorar.

Poseidon riu da brincadeira dela.

— Está dizendo que você é boazinha comigo?

— Não apele. — Ele gargalhou. — Não sou também tão... Legalzinha assim.

— Terminou de beber?

Atena arqueou a sobrancelhas, em questionamento enquanto fechava a embalagem, sem dizer nada. Poseidon não queria mais esperar. Não mesmo. Sua ansiedade estava o corroendo e ser gentil era difícil com Atena ao seu lado. Ou talvez, fosse ao contrário.

— Aqui. — Ela entregou ainda sem desviar os olhos cinza curiosos dos dele. — Se vai me beijar, saiba que estou com gosto de batata frita.

Ele riu.

— Quem liga? É até bom, vou poder sentir que você é comível.

Apesar de corar, ela revirou os olhos, segurando a roupa enquanto tentava alcançar o chão.

— Isso foi nojento, Poseidon. Hey, me ajuda aqui.

Contrariando-a, ao invés de descê-la, Poseidon a colocou de volta no balcão de madeira escura e puxou a manta em que ela se encobria, até ter caído no azulejo branco. Olhou-a como quem olha um lindo pedaço de carne. O que de fato, ela era. Seios não exageradamente grandes, agradáveis as suas mãos. Pernas torneadas e macias. Barriga plana. Cintura fina. E tudo isso encoberto pela pele cor de neve, suave e sem qualquer traço de machucado.

Uma garota da cidade com espírito de uma do campo. A beleza de uma modelo em um corpo de uma física. O útil e o agradável nunca estiveram tão presentes em uma pessoa, como Poseidon conseguia ver naquela. Seu âmago de fotografo notando coisas que outros não notariam.

Então, seu sangue acendeu, como um fósforo, e soube o que queria.

— Poseidon? — Ele pode ouvir a timidez na voz dela que tentava encobrir-se pateticamente.

— Relaxe, Atena.

Poseidon apanhou o potinho de leite condensado e o abriu, os olhos curiosos dela logo compreendendo o que faria. Ela tremeu.

— Você não quer dizer...

— Ah, quero sim. Deite-se, Atena.

— Me sinto em uma mesa de cirurgia. — Mas ela deitou-se, o peito subindo e descendo com rapidez. Poseidon riu da interpretação dela com a luz sobre o corpo pequeno dela. — Aqui?

— Atena, você está quebrando o clima dessa vez.

— Desculpa.

Ele sorriu enquanto jogava o liquido adocicado pelo corpo dela, começando pela barriga que se encolheu ao contato direto com o gelado daquele alimento.

— Frio.

— Já, já vai estar quente.

Então, jogando pelas pernas dela, ele colocou o objeto de lado e acomodou-se sobre uma Atena que soltava vários "O que estou fazendo? O que estou fazendo?" que o levaram a sorrir. Seu corpo esquentou com aquela visão. E, como se nada demais estivesse acontecendo, Poseidon deslizou a língua, no vale entre os seios de mulher. Atena suspirou. E Poseidon adorou o gosto que tinha. Mordeu devagar a cintura dela, lambeu a clavícula dela, beijou-a com os lábios cheios de leite condensado e suspirou ao sentir as mãos femininas prendendo-se nos fios da sua nuca, trazendo-o para mais perto. Então, afastando-se da boca macia dela, Poseidon começou a limpar o corpo dela com a língua, tocando cada local sem qualquer pressa, deixando-a bem entregue a ele. No instante em que percebeu que nem ele aguentaria mais e de uma vez adentrou nela.

E qualquer pensamento normal que tivesse sumiu para os pedidos dela, pelo seu nome dito por ela e por tudo mais que ela fazia.



Ele continuava com o rosto contra os cachos dela quando achou que era hora de tomarem um banho. Estavam suados, grudados pelo doce, e molhados pela água que tinha caído da sua garrafa aberta, o que os levou a rir depois de tudo. E Poseidon achou que nunca esteve tão saciado assim.

— Atena?

— Hum?

— Você está dormindo?

— Não, eu... — Ela bocejou. — Estou com sono.

— Então, vamos.

Puxando-a para seus braços, Poseidon a carregou escada a cima, sem reclamar nenhum minuto do peso agradável dela, o rosto dela contra seu ombro ou o fato de estar gostando de sentir alguém ao seu lado. Não era de seu feitio, e perguntou-se se no outro dia, ainda sentiria vontade de tê-la como amiga.

Essa era a sua maior duvida. Depois do sexo, geralmente, mal via as mulheres com quem dormia. Era um modo de prevenção, pois suas viagens o impediam de ficar em um só lugar. Só não sabia o que se aplicaria a aquela impar situação.

Com Atena calada, o que o levou a pensar que dormia, Poseidon entrou no banheiro do quarto e ligou o chuveiro. Ninguém disse nada enquanto cada um tomava banho, na sua vez, nada de junto. Atena terminou primeiro, e por isso, carregou a toalha. Ele teve que se virar para conseguir alcançar o roupão sem molhar muito o chão do banheiro. O que foi um fracasso. Praticamente criou um novo lago dentro do cômodo.

Quando saiu, Atena olhava seu guarda-roupa, trajando uma roupa que devia ser de sua irmã.

— Eu fui no quarto de Afrodite — Disse ela, assim que o viu caminhar em sua direção. — O mínimo apresentável que achei entre as roupas nada conservadoras da Dite foi essa. E nem é tão conservador assim.

Era um vestido, suavemente colado que ia até o meio das coxas dela, no tom avermelhado. Mas, enquanto o tamanho era pequeno, nenhuma fenda aparecia no corpo dela.

— Uma boa escolha.

Atena bocejou.

— Você ainda quer me fazer aceitar ser sua sexfriend?

Poseidon sorriu enquanto apanhava uma calça de moletom e uma blusa regata dentre tantas outras.

— Mais tarde. Você está quase dormindo em pé.

— O álcool e o sexo cobraram seus preços.

No momento em que Poseidon se virou, já vestido, Atena encontrava-se deitada na cama, acomodada entre os travesseiros, olhando-o terminar de arrumar a blusa. Ele caminhou sem pressa até tomar o lugar atrás dela. Agora, havia aquele dogma: colocar ou não colocar o braço em torno da cintura dela? Dessa vez, Poseidon realmente não sabia e Atena em nada ajudava.

Resolveu que o faria se ela quisesse.

Pronto, agora somos estranhos?

— Poseidon?

— Sim? — Sussurrou ele, olhando os cachos loiros esparramados pelo branco da almofada.

— Poderia fechar a porta da varanda? Está frio.

— Estou com preguiça. Tenho uma ideia melhor. — Então, fazendo o que tanto temera fazer, Poseidon a trouxe para o centro do seu peito, envolvendo-a com seu corpo dois graus mais quentes, sua mão firmando-se entre as coxas femininas e o nariz pousado no ombro dela. Era uma boa posição, confortável para si e para ela. — Melhorou?

Ele pôde ver o sorriso cínico e brincalhão nos lábio dela quando esta falou.

— Isso foi um modo indireto de dizer que queria me abraçar?

Um riso escapou de seus lábios.

— Não era essa a ideologia.

— Eu finjo que acredito, ok?

— Boa noite, Atena.

— Boa noite, Poseidon.

E, dessa maneira, cada um dormiu, ela primeiro e ele logo depois, sem saber o que crescia ali.



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Notas da Autora Escandalosa:


MEUS DEUSES, MEUS DEUSES, MEUS DEEEEEEEEEEEEEUSES *eu to morrendo aqui* CARAAAAAAAAAAAAAAAAA! ADIVINHA, ADIVINHA!!!!!!!! SIM, EU COMPREI A MINHA BLUSA DO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, LINDA E MARAVILHOSA! Eu estou tão, tão feliz que... chega, to melosa! Maaas, eu sei que vocês compreendem meu amor por PJ e sabem o quanto isso vale! Assim como tbm comprei a do Acampamento Jupiter naquela perfeita cor de uva roxa >.

DEUSES! Eu sou quase o Nico *os forte entendem!*, só que vida louka caçadora de Artemis, filha de Atena que pega o tio Apolo, maaaaaaaas, como eu dizia: AGORA SIM!

Só falta eu achar o acampamento... Ou criá-lo sentada ao lado do Tio Rick... Anyway, EU COMPREI!

*respirando fundo agora*

Não, não adianta, amor demais no meu peito

Eu estou agitada assim deeeeeeeeesde o começo do dia, acordei desse modo e agora estou quase tropeçando nas palavras pra escrever isso daqui. Enfim... O que realmente importa é que eu quero que TODOS tenham essa blusa, sério! Precisamos sair assim, vai ser tão maneiro!

Anyway, mais um obrigadão para Sam (Apolo tá dizendo: DEPOIS TE LIGO, SAM, PRA MARCAR AQUELE ENCONTRO... Que encontro?) e não esqueça do meu recadinho.

Estou happy, dividam isso comigo e me deixem uma mensagem!

Caso contrário.... *risada maléfica* Você vai compreender o que é ser o James Bond (que inclusive jogou a Rainha Elizabeth de cima do helicoptero na Abertura das Olimpiadas de Londres) misturada com a Carminha.

*lixando as unhas*

Rewis, ou não posto, run.

Beijinhos.

*voz malvada* Não se esqueçam, se quiserem o resto da história

Nivea, vulga, Cruela!


Ps: Galerinha do Mal, me sigam no Twitter, sempre posto lá quando vou adicionar capítulo: @nivealitig

Ps²: alguém notou que a Nina é imortal?

Notas finais
[apressadamente betado]