Four Seasons
29 Somebody That I Used To Know
Notas iniciais
Pronto, to chorando! Ai, ai, ignorem, deve ser a TPM .-.
Anyway, Sam, eu lhe dedico de total coração esse capítulo. Obrigada, cherry!
[Música — Somebody That I Used To Know — Gotye]
— Olha, temos batata frita, biscoitos recheados, barras de chocolate, cereais também de chocolate, suco de laranja e... Uma lata de leite condensado. — Dizia Poseidon, olhando os rótulos dos produtos de dentro de um dos tantos armários da cozinha. Ele relanceou um olhar para Atena que, sentada sobre o balcão, onde ele havia deixado-a por ter levado todas as cadeiras para uma festa, enrolada em uma manta de veludo negro, fez uma careta de indignada. Poseidon quase sorriu para aquilo. — O que vai querer?
— Não tem nada saudável?
— Se for por calorias, eu vou fazer você perder todas. — Brincou ele, vendo-a ruborizar divinamente. — Se for apenas porque está frescando comigo hoje, sim, só tem isso.
Ela revirou os olhos, ainda vermelha, ignorou tudo o que ele disse.
— Traz as batatas fritas. Prefiro salgado a doce, agora.
— Você quem manda.
Puxando os dois sacos barulhentos cor do sol da estante, um pacote de biscoito recheado e o leite condensado, ele fechou com um som oco as portas do armário e caminhou sem qualquer pressa até onde ela estava, parecendo escanear a casa dele outra vez, como ele a vira fazendo dentro do quarto. Ele ainda se perguntava porque diabos havia trazido-a até a mansão do Danniels que havia naquela cidade, para seu quarto ali e não para seu apartamento quando a viu prender os cabelos cacheados revoltosos e lindos na opinião dele, parecendo uma verdadeira leoa selvagem, o pano que a cobria escorregando.
Aquele corpo sempre o surpreendia, não era muito magro, nem gordo, não era masculinizado em força, nem molenga como uma dama. Era a divisão correta dos fatos que a transformavam naquele ser maravilhoso e corado tentando puxar para cima a manta. Ela conseguiu prender as molinhas douradas, mas demorou até encobrir os seios. Como se ele nunca os tivesse visto antes.
Poseidon sentou-se ao seu lado, passando para ela o que pedira, e relaxando enquanto degustava os biscoitos.
— Então, tecnicamente... — Atena chamou sua atenção ao puxar papo ao mesmo tempo em que comia as batatas. — Só uma hipótese... Eu estou presa aqui, por um contrato, com o advogado do diabo para satisfazer suas ideologias loucas e sexuais?
Poseidon sorriu do drama que ela estava fazendo. E adorando como ela forçava-se a dizer a palavra "sexo".
— Se você quiser ver desse ponto... — Ele deu de ombros. — Sim, eu sou o advogado do diabo.
— Ah, só para ter certeza mesmo.
E continuou comendo, a curiosidade ainda presente nos olhos dela quando avistava as fotos dos Danniels na geladeira, nas paredes, nos vidros, sobre a mesa. Em tudo quanto é lugar que sua mãe pudera colocar em épocas que a família inteira morava ali. Poseidon se recordava que a duas casas acima, era a de Hades, um abaixo era a de Dionísio e duas quadras dali era o colégio. Todos os dias, no mesmo horário, eles iam, de casa em casa dos amigos para chegarem juntos nas aulas. Eram bons tempos, mas todos pareciam ter seguido seus caminhos. Claro, a amizade ficara.
— Vamos lá — Permitiu Poseidon, tendo os olhos cinza rapidamente presos aos seus. — Pergunte.
Visivelmente sem graça por ter sido pega bisbilhotando, Atena suspirou.
— Você mora aqui?
— Nops, tenho um apartamento no centro da cidade.
— Mas essa casa é sua, certo?
— Essa casa aqui é a dos Danniels, do meu pai e da minha mãe quando viviam aqui.
O céu acinzentado se acalmou ante respostas dele. Seu coração moveu-se ao ver uma expressão mais amável.
— E onde estão seus pais?
Poseidon franziu o cenho. Esperava que com o tempo de amizade dela com a Bonequinha de Luxo, Atena soubesse quase tudo de sua família sem precisar dizer muito.
— Minha irmã nunca te disse?
Ela negou com a cabeça pondo outra batata na boca.
— Ela nunca comentou, nem mesmo sobre você.
Estanho, pensou ele.
— Meu pai mora em Dubai, onde quer que eu tome o lugar dele na empresa e nossa mãe morreu logo depois que terminamos o ensino médio. — E aquilo ainda movia algo nos irmãos. — Desde lá, mantemos essa casa como lembrança dela.
— Ah, sinto muito. — Culpa mostrou-se nos olhos, agora azulados enquanto ela mordia o lábio inferior. — Desculpa, acho que não devia ter perguntado, não é?
Aquela amável criatura. Era incrível como havia mudado a opinião dela de uma pessoa fria, para uma pessoa centrada e protetora do que era seu, da sua história. Ele sorriu, nem um pouco abatido, e bateu o ombro no dela.
— Sem problemas, Atena. — Um silencio rápido, tempo suficiente para uma ideia abater-se sobre a mente dele. — Posso ter uma pergunta em troca?
O sorriso que ela detinha sumiu e os olhos cinza tocaram os seus com certe apreensão. Era claro que Atena tinha medo da pergunta. O que ela podia esconder de tão perigoso assim?
— Depende.
Poseidon assentiu, sabendo que seria algo assim.
— Prometo não ser nada demais.
— Então... Acho que pode.
Ele sorriu da indecisão dela.
— Por que você quis ser arquiteta?
Era uma curiosidade que ele queria matar. Não discriminando outros cursos, mas, Atena tinha o QI necessário para fazer qualquer outro, como medicina ou física. Ela era um gênio.
Foi legível a calma que se apoderou dela diante a pergunta, um sorriso pequeno aparecendo.
Atena deu de ombros.
— Eu gostava de construir coisas, desde pequena. Sempre gostei de estudar e aplicar isso nas minhas invenções, então, quando foi à hora de escolher o que eu queria ser, simplesmente falei que queria Arquitetura. Meu pai... — Ela hesitou.
Poseidon compreendeu.
— Não gostou quando você escolheu. — Suspirou. — Bem-vinda ao clube dos Negados pelos Pais.
Um sorriso mínimo apareceu no rosto dela com essa anotação.
— De qualquer forma, continuo fazendo o que quero.
— Isso é o que vale.
E com tais palavras, continuaram a comer. Poseidon meio perdido na confissão dela, ainda que se perguntasse porque ela nunca dizia algo sobre a família dela; quando decidiu, ao vê-la comer a ultima batata do pacote, assim como ele havia terminado seu biscoito e o seu pacote de fritas, que a queria outra vez.
Se ele já encontrava alguém insaciável, impossível de enjoar, era Atena com aquela expressão de quem duvida que faça algo para competir. Poseidon estava começando a gostar muito daquela carinha.
— Quer água? — Perguntou ele, assim que abriu a geladeira. Apesar de ninguém morar lá, sempre havia comida para em dias que ele e Afrodite vinham curtir o silencio da mansão, criar um bom vínculo entre os irmãos e essas coisas. — Ou quer suco? Ou vodca?
— Essa vodca é da Dite, não é?
Poseidon sorriu, apanhando duas garrafinhas de água.
— Sim.
— Ela vive falando "Santa Vodca" — Escutou-a rir. — Aquela louca. Deve estar na balada por ai.
— Como ainda é uma da manhã, acho que está se arrumando.
Dessa vez, compartilharam uma risada em comum antes de Poseidon entregar a ela a água.
— Obrigada — Sorriu ela. — Você está sendo bem... Agradável depois do dia estressante.
E Poseidon passava a adorar a sinceridade dela.
— É divertido te estressar, Atena. E eu sempre sou bonzinho com você. A senhorita que é ruim comigo.
— Quase fiquei com dó agora, treina mais que me faz chorar.
Poseidon riu da brincadeira dela.
— Está dizendo que você é boazinha comigo?
— Não apele. — Ele gargalhou. — Não sou também tão... Legalzinha assim.
— Terminou de beber?
Atena arqueou a sobrancelhas, em questionamento enquanto fechava a embalagem, sem dizer nada. Poseidon não queria mais esperar. Não mesmo. Sua ansiedade estava o corroendo e ser gentil era difícil com Atena ao seu lado. Ou talvez, fosse ao contrário.
— Aqui. — Ela entregou ainda sem desviar os olhos cinza curiosos dos dele. — Se vai me beijar, saiba que estou com gosto de batata frita.
Ele riu.
— Quem liga? É até bom, vou poder sentir que você é comível.
Apesar de corar, ela revirou os olhos, segurando a roupa enquanto tentava alcançar o chão.
— Isso foi nojento, Poseidon. Hey, me ajuda aqui.
Contrariando-a, ao invés de descê-la, Poseidon a colocou de volta no balcão de madeira escura e puxou a manta em que ela se encobria, até ter caído no azulejo branco. Olhou-a como quem olha um lindo pedaço de carne. O que de fato, ela era. Seios não exageradamente grandes, agradáveis as suas mãos. Pernas torneadas e macias. Barriga plana. Cintura fina. E tudo isso encoberto pela pele cor de neve, suave e sem qualquer traço de machucado.
Uma garota da cidade com espírito de uma do campo. A beleza de uma modelo em um corpo de uma física. O útil e o agradável nunca estiveram tão presentes em uma pessoa, como Poseidon conseguia ver naquela. Seu âmago de fotografo notando coisas que outros não notariam.
Então, seu sangue acendeu, como um fósforo, e soube o que queria.
— Poseidon? — Ele pode ouvir a timidez na voz dela que tentava encobrir-se pateticamente.
— Relaxe, Atena.
Poseidon apanhou o potinho de leite condensado e o abriu, os olhos curiosos dela logo compreendendo o que faria. Ela tremeu.
— Você não quer dizer...
— Ah, quero sim. Deite-se, Atena.
— Me sinto em uma mesa de cirurgia. — Mas ela deitou-se, o peito subindo e descendo com rapidez. Poseidon riu da interpretação dela com a luz sobre o corpo pequeno dela. — Aqui?
— Atena, você está quebrando o clima dessa vez.
— Desculpa.
Ele sorriu enquanto jogava o liquido adocicado pelo corpo dela, começando pela barriga que se encolheu ao contato direto com o gelado daquele alimento.
— Frio.
— Já, já vai estar quente.
Então, jogando pelas pernas dela, ele colocou o objeto de lado e acomodou-se sobre uma Atena que soltava vários "O que estou fazendo? O que estou fazendo?" que o levaram a sorrir. Seu corpo esquentou com aquela visão. E, como se nada demais estivesse acontecendo, Poseidon deslizou a língua, no vale entre os seios de mulher. Atena suspirou. E Poseidon adorou o gosto que tinha. Mordeu devagar a cintura dela, lambeu a clavícula dela, beijou-a com os lábios cheios de leite condensado e suspirou ao sentir as mãos femininas prendendo-se nos fios da sua nuca, trazendo-o para mais perto. Então, afastando-se da boca macia dela, Poseidon começou a limpar o corpo dela com a língua, tocando cada local sem qualquer pressa, deixando-a bem entregue a ele. No instante em que percebeu que nem ele aguentaria mais e de uma vez adentrou nela.
E qualquer pensamento normal que tivesse sumiu para os pedidos dela, pelo seu nome dito por ela e por tudo mais que ela fazia.
Ele continuava com o rosto contra os cachos dela quando achou que era hora de tomarem um banho. Estavam suados, grudados pelo doce, e molhados pela água que tinha caído da sua garrafa aberta, o que os levou a rir depois de tudo. E Poseidon achou que nunca esteve tão saciado assim.
— Atena?
— Hum?
— Você está dormindo?
— Não, eu... — Ela bocejou. — Estou com sono.
— Então, vamos.
Puxando-a para seus braços, Poseidon a carregou escada a cima, sem reclamar nenhum minuto do peso agradável dela, o rosto dela contra seu ombro ou o fato de estar gostando de sentir alguém ao seu lado. Não era de seu feitio, e perguntou-se se no outro dia, ainda sentiria vontade de tê-la como amiga.
Essa era a sua maior duvida. Depois do sexo, geralmente, mal via as mulheres com quem dormia. Era um modo de prevenção, pois suas viagens o impediam de ficar em um só lugar. Só não sabia o que se aplicaria a aquela impar situação.
Com Atena calada, o que o levou a pensar que dormia, Poseidon entrou no banheiro do quarto e ligou o chuveiro. Ninguém disse nada enquanto cada um tomava banho, na sua vez, nada de junto. Atena terminou primeiro, e por isso, carregou a toalha. Ele teve que se virar para conseguir alcançar o roupão sem molhar muito o chão do banheiro. O que foi um fracasso. Praticamente criou um novo lago dentro do cômodo.
Quando saiu, Atena olhava seu guarda-roupa, trajando uma roupa que devia ser de sua irmã.
— Eu fui no quarto de Afrodite — Disse ela, assim que o viu caminhar em sua direção. — O mínimo apresentável que achei entre as roupas nada conservadoras da Dite foi essa. E nem é tão conservador assim.
Era um vestido, suavemente colado que ia até o meio das coxas dela, no tom avermelhado. Mas, enquanto o tamanho era pequeno, nenhuma fenda aparecia no corpo dela.
— Uma boa escolha.
Atena bocejou.
— Você ainda quer me fazer aceitar ser sua sexfriend?
Poseidon sorriu enquanto apanhava uma calça de moletom e uma blusa regata dentre tantas outras.
— Mais tarde. Você está quase dormindo em pé.
— O álcool e o sexo cobraram seus preços.
No momento em que Poseidon se virou, já vestido, Atena encontrava-se deitada na cama, acomodada entre os travesseiros, olhando-o terminar de arrumar a blusa. Ele caminhou sem pressa até tomar o lugar atrás dela. Agora, havia aquele dogma: colocar ou não colocar o braço em torno da cintura dela? Dessa vez, Poseidon realmente não sabia e Atena em nada ajudava.
Resolveu que o faria se ela quisesse.
Pronto, agora somos estranhos?
— Poseidon?
— Sim? — Sussurrou ele, olhando os cachos loiros esparramados pelo branco da almofada.
— Poderia fechar a porta da varanda? Está frio.
— Estou com preguiça. Tenho uma ideia melhor. — Então, fazendo o que tanto temera fazer, Poseidon a trouxe para o centro do seu peito, envolvendo-a com seu corpo dois graus mais quentes, sua mão firmando-se entre as coxas femininas e o nariz pousado no ombro dela. Era uma boa posição, confortável para si e para ela. — Melhorou?
Ele pôde ver o sorriso cínico e brincalhão nos lábio dela quando esta falou.
— Isso foi um modo indireto de dizer que queria me abraçar?
Um riso escapou de seus lábios.
— Não era essa a ideologia.
— Eu finjo que acredito, ok?
— Boa noite, Atena.
— Boa noite, Poseidon.
E, dessa maneira, cada um dormiu, ela primeiro e ele logo depois, sem saber o que crescia ali.
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Notas da Autora Escandalosa:
MEUS DEUSES, MEUS DEUSES, MEUS DEEEEEEEEEEEEEUSES *eu to morrendo aqui* CARAAAAAAAAAAAAAAAAA! ADIVINHA, ADIVINHA!!!!!!!! SIM, EU COMPREI A MINHA BLUSA DO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, LINDA E MARAVILHOSA! Eu estou tão, tão feliz que... chega, to melosa! Maaas, eu sei que vocês compreendem meu amor por PJ e sabem o quanto isso vale! Assim como tbm comprei a do Acampamento Jupiter naquela perfeita cor de uva roxa >.
DEUSES! Eu sou quase o Nico *os forte entendem!*, só que vida louka caçadora de Artemis, filha de Atena que pega o tio Apolo, maaaaaaaas, como eu dizia: AGORA SIM!
Só falta eu achar o acampamento... Ou criá-lo sentada ao lado do Tio Rick... Anyway, EU COMPREI!
*respirando fundo agora*
Não, não adianta, amor demais no meu peito
Eu estou agitada assim deeeeeeeeesde o começo do dia, acordei desse modo e agora estou quase tropeçando nas palavras pra escrever isso daqui. Enfim... O que realmente importa é que eu quero que TODOS tenham essa blusa, sério! Precisamos sair assim, vai ser tão maneiro!
Anyway, mais um obrigadão para Sam (Apolo tá dizendo: DEPOIS TE LIGO, SAM, PRA MARCAR AQUELE ENCONTRO... Que encontro?) e não esqueça do meu recadinho.
Estou happy, dividam isso comigo e me deixem uma mensagem!
Caso contrário.... *risada maléfica* Você vai compreender o que é ser o James Bond (que inclusive jogou a Rainha Elizabeth de cima do helicoptero na Abertura das Olimpiadas de Londres) misturada com a Carminha.
*lixando as unhas*
Rewis, ou não posto, run.
Beijinhos.
*voz malvada* Não se esqueçam, se quiserem o resto da história
Nivea, vulga, Cruela!
Ps: Galerinha do Mal, me sigam no Twitter, sempre posto lá quando vou adicionar capítulo: @nivealitig
Ps²: alguém notou que a Nina é imortal?
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