Four Seasons
30 I Wont Give Up
Notas iniciais
Ok, ok, não vou enrolar vocês demais aqui...
Voalá, um dos melhores capítulos ever! *--*
Ps: Eu amo taaaaaanto essa música *(^-^)* Como pode ser tão bela? Devia ser crime!
Ps: Esse capítulo vai para Dama do Poente! Eu falei que conseguiria chegar a tempo! ;)
[Música — I Won't Give Up — Jason Mraz]
Atena acordou bem mais cedo do que de fato queria. E dormir era quase impossível com um corpo quente demais que a fazia suar, contra suas costas, quase ensopando sua roupa.
Tinha certeza que seu cabelo estava grudado à nuca. O pior disso tudo era que o sol ainda nem havia raiado e o calor espalhava-se por sua pele. E ela não sabia de onde vinha aquele peso ou aquela sensação claustrofóbica até abrir os olhos, resmungando um pouco ao tentar empurrar para o lado o que a deixava sem ar, e notou que um homem tinha um braço ao seu redor, dormindo tranquilamente apoiado em seu ombro. Sua mente demorou um pouco a recordar aquela fisionomia: os cabelos emplastados na testa, os lábios entreabertos levemente avermelhados na sua pele dourada e o cheiro de maresia mesclado ao perfume masculino que usava. Sem esquecer, claro, a poça de baba acumulando sobre o tecido macio do travesseiro, quase em cima de seu cabelo.
E foi com esse gancho, ainda meio esfumaçado pelo álcool, que recordou quem era aquele.
Atena empurrou-se para fora daquele círculo de temperatura elevada, jogando toda a sua força contra o peito musculoso dele, quando, finalmente, depois de varias tentativas, Poseidon virou de barriga para cima e Atena pôde respirar.
Era ele quem servira de cobertor para ela, quem a aquecera e odiava o fato de ter aceitado os tais termos do trato. Ela pensou que só pudesse estar bêbada ou drogada ou algo assim para poder ter, inclusive, o motivado a continuar com aquela loucura. Havia bebido, perdido noção de local, nem voltado para casa ainda e tinha feito sexo com seu novo amigo.
Sua barriga fez ondinha com essa última constatação.
Poderia ver todos os defeitos dele, desde a falha que tinha no egocentrismo ou a calmaria com que levava a sua irmã, mas não poderia, jamais, negar que aquele homem sabia fazer uma mulher muuuuuito feliz.
Obviamente, isso nunca fora o objetivo de ter aceitado sair com ele todos os finais de semanas, ou permitido a si mesma ganhar presentes daquele estranho ou... Dava pra entender, certo? E sua mente concordava em um ponto: se Atena assinasse o contrato com o advogado do diabo (algo que ela agora não acreditava que tinha falado) para ensinar tudo o que Poseidon tinha... Bem, ser infeliz seria a última resposta.
Mas, Atena não podia e não faria, uma vez sã e com uma desgraçada de uma dor de cabeça que a atormentava.
— Eu preciso de um remédio — Murmurou, entoando seus pensamentos, antes de se por de pé, um pouco grogue e perdida naquela casa. Mal recordava onde ligava a luz (por acaso eles haviam ligado a luz alguma vez?), e caminhou em direção a um pequeno criado mudo, do outro lado do cômodo, ao lado de uma moderna cadeira. Recordava-se dele dizendo algo sobre morar ali desde novinho, mas sabia que os moveis deveriam ser outros naquela época.
Segurando-se com uma mão parede, Atena abriu a gaveta e inspecionou todo o conteúdo dela. Havia somente a carteira de couro dele, as chaves de dois veículos, um isqueiro em formato de quadro (que ela notou ser Van Gogh), vários e coloridos pacotes de camisinha (todos os fechados) e uma caixinha de veludo, negra, quase invisível na escuridão. E sua curiosidade venceu a dor.
Dando uma olhadela rápida pelo ombro esquerdo para ver se Poseidon continuava conversando com Morfeu, Atena puxou o quadrado macio, tomando o máximo de cuidado para não acordá-lo, e a ergueu a tampa. Ficou sem ar ao ver o que havia dentro. Podia não ser uma típica mulher louca por dinheiro e caras maravilhosos, mas sabia apreciar uma obra. E aquele colar era um desses casos.
Todo em ouro maciço, imitando o formato de varias tranças juntas, o objeto pesado desfazia-se entre pequenos pontos brilhante, que, pelo tipo, deveriam ser diamantes e juntavam-se, como videiras moldam-se, até prender, em seu âmago uma grande pedra azul, uma linda e bem trabalhada safira. Atena deslizou o dedo sobre a peça, perguntando-se de quem era, quando escutou uma voz em seu ouvido.
— E a curiosidade matou o gato. — A voz brincalhona ria do susto que ela levara, quase deixando o colar cair. Poseidon tocou sua bochecha com os lábios. — Um dia ela vai te levar ao abismo, Atena.
Corada e sem graça por ter sido pega admirando algo sem permissão, perguntau-se há quanto tempo ela desfrutava da visão da pedra preciosa e há quanto tempo ele havia acordado, Atena colocou o objeto de volta ao seu lugar, tentando ignorar como os braços dele abraçavam a sua cintura e como a boca de Poseidon colava-se em seu ombro.
— Desculpa, eu não ia mexer. — Suspirou, odiando ouvir sua própria voz mentindo. — Estava procurando um remédio e encontrei a caixa, fiquei curiosa e...
— Shh. — Poseidon riu contra seu pescoço, arrepiando os pelinhos de sua nuca. — Quanto mais tenta se explicar, pior fica.
Um sorriso involuntário preencheu a boca de Atena.
— Normal. Então, já que agora guardei, você poderia...
— Coloque.
Atena parou o que dizia ao escutar o comando na voz dele. Ela odiava receber ordens, seja para o que fosse. Desde pequena, quando seu pai a ordenava a fazer algo, sempre agia do contrário, para alterar aquele comando. E, ouvir aquele tom outra vez, a fez arquear as sobrancelhas enquanto tentava impedi-lo de apanhar o colar. Não iria usar. Não com a força. Nunca fora uma mulher de adorar coisas materiais, não seria agora que o faria. Muito menos por uma obra de arte daquela.
— Poseidon, não pegue.
— Shh, é um pedido.
— Não, isso foi uma ordem.
— Atena. — As mãos dele finalmente tomaram a corrente da mão dela. Antes que Atena pudesse reclamar, muito mais rápida do que teria sido, Poseidon conseguiu fechar, de alguma maneira mágica (ela devia ter perdido os detalhes ao piscar) o feixe, sem sequer puxar seu cabelo. Então, ele subia as mãos pelas suas pernas. — Eu quero uma foto sua com ele.
Surpresa com a intensidade que seu corpo correspondeu aos apelos de Poseidon, Atena afastou-se, sentindo o peso da pedra gelada na sua traquéia. Afinal, era quase uma coleira, uma gargantilha, e não um colar normal. Seus olhos cinzas seguraram os dele com certa apreensão e teimosia. Odiava quando ele agia daquela forma autoritária e estranha que a fazia perder suas argumentações. E os olhos verdes do homem maravilhoso mostravam muita diversão ao fitá-la de volta.
— Já paguei o nosso trato. — Avisou ela, dando um passo para trás a cada um que ele ia para frente, confrontando-a corporalmente. E uma vez que Atena percebia o quão maior o corpo dele era, mais tentava esconder-se atrás de sua inteligência. — E estou indo para casa.
Poseidon arqueou uma das sobrancelhas, um sorriso de canto aparecendo no rosto escurecido pela pouca luz.
— Você já deveria ter ido, não acha? Por que esperou que eu acordasse? Havia achado a chave do jipe, da moto, e sei que dirige. Há muito tempo poderia ter ido para sua casa, certo? Então... — Poseidon deu mais um passo para frente. — Por que não foi, Atena?
Foi audível no momento em que Atena engoliu a seco. Sua mente estava simplesmente acordando, suas respostas rápidas procuravam espaçamentos errôneos nas perguntas, mas só o que conseguia fazer era fugir. E questionou-se por que estava fugindo. Sabia que ele não ia machucá-la, que até confiava parcialmente (mais do que deveria) nele. E sua resposta veio ao enxergar um desejo forte naqueles olhos verdes, as ondas calmas demais, quase a espera de atacar.
E ela, que estava odiando muitas coisas naquele momento, odiou ter aceitado aquele maldito acordo. Mais uma vez.
Mas era seu orgulho em jogo. Empinou o nariz, em sinal de tenacidade e ao invés de dar um passo para trás, como Poseidon provavelmente esperava que ela fizesse, Atena deu um passo para frente, suas sobrancelhas arqueadas.
— Eu acordei agora, Sir Advogado, esperaria que eu fugisse dormindo?
E até mesmo, para si, Atena escutou o quão fracassado era aquele argumento. Poseidon também pareceu notar ao sorrir, abertamente, com direito a covinhas nas bochechas.
— Só não esperava que andasse pela casa dos outros sozinha.
AUWT, ela sentiu o golpe baixo. Primeiro, quem tinha a levado ali fora ele mesmo. Segundo, ela não era uma estranha, nem roubaria os objetos da casa dele. E terceiro, qual é? Eles haviam andado aquele lugar todo (ainda que Atena mal lembrasse). Atena deu mais um passo para frente, seu rosto quase batendo no peito dele. E ela odiou ter de enfrentá-lo de baixo, com seus vinte centímetros de diferença nada legais naquela situação.
— Eu nem se quer sair do seu... — Ela colocou um dedo acusatório sobre o tórax dele. Uma corrente ignorada pela mesma subiu pelas suas veias. —Quarto, Cabeça-de-Algas e...
— Atena. — Sua voz saiu macia e divertida. Os olhos rindo de toda aquela situação muito triste para a garota nada intimidadora. Ou era ao menos assim que Atena sentia-se. Poseidon sorriu. — Corre.
— Então não venha me dizer que... — Um flash a fez perceber o que ele disse. — Como é?
— Eu disse... — Sorriu sacana. — Corre.
E ela pode entender o porque. Naquele mar verde, o desejo inundava tudo, prometendo que a beijaria naquele momento caso não fugisse. Se era para ela conseguir desviar-se dele, ou se era apenas uma forma de Poseidon a caça-la, ela não sabia, mas escutou bem a nota ameaçadora que havia naquele tom.
E sem pestanejar, empurrou-o para o lado e correu. Bem, tentou, pois com viradas bruscas nos corredores, pisos escorregadios por causa da meia que ela havia pegado e com Poseidon contando até dez em voz alta, não foi muito fácil. Mas, ao fim, ela conseguiu. Seu coração batia descompassadamente contra suas costelas enquanto tentava abrir alguma porta e sair para o frio da madrugada que suspendia seus cabelos cacheados a cada passo.
Mas havia algo de intenso e quase divertido em ser a caça e não mais a leoa caçadora. Algo muito, muito excitante. Ainda mais quando se tratava de um homem muito belo atrás de você. Atena deu uma olhadela pelo ombro, finalmente tendo uma visão completa daquela imensa casa vitoriana quase bonita demais para estar escondida entre tanta mata, contudo, isso foi a última coisa que veio em sua mente. A primeira era de um cara com olhos verdes, sorrindo, bem próxima de si. E, inconscientemente, Atena sorriu de volta, um daqueles sorrisos que são completamente espontâneos e involuntários.
Ela não diminuiu a velocidade, sem ligar que chapinhava em uma bem cuidada e alta grama de um campo de polo, sem notar que o céu tornava-se mais escuro com a chegada de nuvens carregadas ou para onde ia, até que ele também aumentou a corrida. A única coisa que ela poderia fazer era correr para dentro daquele pequeno bosque. E foi aí que ficou ainda mais divertido. Dentre arbustos que escondiam seu pequeno corpo, árvores centenárias e terra fofa com a queda de algumas folhas sazonais estava algo que Atena jamais pensou que iria encontrar enquanto trilhava naquele local com Poseidon bem atrás.
No topo de uma alta árvore negra, que ela não sabia distinguir qual era com a pouca luz, havia uma casa. Em madeira clara, com janelas e varanda, parecia mais uns daqueles locais onde crianças adorariam morar e inventar suas aventuras. E foi com esse pensamento, e com o de ganhar espaço entre si e Poseidon que se aproximava, Atena não pensou duas vezes e começou a subir a rampa lateral que levava até o lar dos pequenos Danniels. Naquela noite, ela aprendera mais sobre a vida de Poseidon do que achava possível. E o fato disso acontecer, em algum ponto, estava fazendo-a adorar aquele mistério que Afrodite nunca disse haver.
Atena empurrou com uma mão livre o tampão que caiu com um estrondo no interior da casa de arvore e se eriçou para cima, até conseguir estar de pé.
O que viu a fez abrir a boca.
Não era, nem mesmo de perto, uma casinha para crianças. Não mesmo. Com divisórias, parecia mais um lar comum, um pequeno apartamento bem ambientado. E o primeiro cômodo a sua frente, era nenhum menos que a sala de estar. Sofás de couro, lâmpadas bonitas presas no teto e tapete quase persa davam um ar sofisticado que nem uma casinha de arvore devia ter. Sua curiosidade a levou a outro cômodo. Indo pelo lado esquerdo, Atena abriu uma porta, somente uma fresta, para ver se não havia alguém ali, antes de adentrar o que sem duvida era um quarto. Mas, não um quarto qualquer. Com uma parede feita de vidro do teto ao chão de madeira envernizada (que a fazia escorrer ao acaso) a visão dali era uma verdadeira paisagem apagada pela falta do sol.
Todavia, Atena ainda conseguia ver bem os raios dourados deitarem-se sobre a cama branca quase no chão, com grandes almofadas marrons em toda a sua volta, acopladas a ela que fazia parecer um sofá sem encostos, usando somente o vidro como apoio, uma vez que era do lado da suposta janela. De fronte a esse móvel, estava o que mais a surpreendeu. Uma estante, que assim como o vidro, ia de cima a baixo, lotada de livros, sem nenhum espacinho faltando preencher. Ao que parecia alguém vivia por ali, ou ao menos ia cuidar. A madeira estava impecável, as colchas trocadas e limpas, e nenhum livro parecia mofado.
Até que a luz desligou, que Atena nem recordava de ter acendido de tão surpresa que estava.
Virou-se com um pulo. E lá estava Poseidon, vindo em sua direção, com um sorriso divertido, com respiração falha e aproximando-se cada vez mais e mais. Atena tremeu ao ver como as ondas daquele mar agitavam-se, nem um pouco relaxadas, só não sabia ela se tremia de frio ou de algo que ainda não compreendia. Fosse o que fosse, a fez dar passos para trás.
— Poseidon. — Avisou ela, sem saber o que dizer para impedi-lo. E por acaso ela queria o impedir?
Pousando uma máquina sobre uma mesinha de canto que ela não havia notado, Poseidon deixou de ser devagar e a ameaçou outra vez com o corpo. Atena deu mais um passo para trás. E quando notou, estava caída na cama, tentando fugir dele. Uma risada, que nunca tinha escutado antes, saiu de seus lábios no instante em que ao tentar engatinhar, Poseidon puxou sua cintura e empurrou seu corpo de volta no colchão macio, quase que lutando consigo em meio a risadas novas e brincadeiras que ela nunca achara divertida. Atena sentiu os lábios dele contra sua pele das costas a cada centímetro que abria do zíper do vestido.
— Poseidon — Ela riu, se debatendo para fugir. — Me solta. Agora.
— Acho que não é isso que nos queremos, Atena.
— Poseidon.
— Atena.
— Me solta.
Então, sem qualquer força, Atena viu-se sendo girada e os olhos verdes entraram em seu campo visual. Poseidon plainava sobre ela, uma sombra, os cabelos negros caindo bagunçado para frente, com o sorriso singelo que via às vezes e puxando as alças de seu vestido. E ela nunca se sentira tão desejada quanto naquele momento. Se era apenas atração ou algo a mais, nenhum deles sabia, mas sentiam de ambas as partes, mesmo que não admitisse, a vontade de aplainar aquela chama que vinha crescendo.
Logo, Atena encontrava-se outra vez nua, somente o colar gelado contra sua garganta e um Poseidon sem mexer-se, olhando-a nos olhos. Havia algo naquele verde que Atena desejava compreender, queria entender. Que a engolfava como fazia naquele instante, somente a encarando com que procurasse uma resposta de uma difícil questão com seus olhos cor de musgo. Seu coração acelerou quando delicadamente um dedo dele deslizou por sua bochecha, um sorriso pequeno crescendo no rosto que havia ficado sério com aquela troca de olhares. Suas mãos começaram a suar. Seu estomago acordou todas as borboletas e viu-se corando, como uma idiota. O que está acontecendo comigo? Perguntou-se Atena, sem compreender aquilo em seu corpo, aquela vontade de girar um pouco a cabeça e deixá-lo acariciar seu rosto.
Aquela vontade que a fez erguer a mão pequena e branca para acariciar de leve, como se com um toque pudesse desfazer, a pele bronzeada da face dele, admirando internamente aquela troca de olhares. Um sorriso serpenteou em seu rosto. Havia eletricidade, mais uma vez, sentia seu corpo querendo ele. Mas havia algo a mais. Algo... Imprevisível e tão imaturo que não era de certo se seria verdade.
Mas que crescia.
Então, tomada por essa emoção estranha que a fez sorrir com sinceridade e nunca afastar seus olhos dos verdes, Atena ergueu um pouco o corpo, usando-o como uma base para suspender suas costas e colou seus lábios aos dele, sem pressa, sem qualquer coisa alem daquele sentimento novo. Seus olhos fecharam-se no primeiro toque. Só os prendeu juntos, sentindo a firmeza deles, a masculinidade que eles passavam e também com que Poseidon retribuiu seu roçar de bocas. Atena afastou-se devagar. Seu corpo vibrava em ondas. Sua respiração acelerava. Seu rosto sentia cada respirar que o corpo daquele homem dava. Atena suspirou. Era um sentimento que ela estava passando a gostar.
Sem abrir os olhos, trançando os dedos aos cabelos da nuca dele, com o corpo ainda meio sentado, Atena aproximou-se mais, dessa vez usando um pouco de força, um pouco daquele desejo antes de tremer ao sentir a mão masculina deslizando devagar por suas costas nuas, apertando-a contra seu peito.
E, como se ele não pudesse mais se segurar, Atena sentiu o momento em que foi empurrada contra a cama, seu corpo afundando ao peso do dele e a língua de Poseidon pedindo passagem, carinhosamente, entre seus dentes.
E ambos sentiram que algo havia mudado. Algo muito essencial.
Era um gosto de whisky com Halls que tinha a boca dele, um efeito alucinógeno que a fazia querer mais, que a fazia puxá-lo para mais perto, que a fazia suspirar quando recebia mordidas em seus lábios. Atena podia sentir o quanto aquilo também o afetava. Sem pararem de se beijar, ela retirou a blusa dele, adorando sentir seus peitos sem objeções juntos, sentir a firmeza que havia nele e o modo como a prendia, deixando-a quase sem ar, como se ela pudesse correr naquele momento. O que era a ultima coisa que sua mente pensaria diante daquele turbilhão de novos sentimentos. E ajudou-o a retirar o moletom, seus pés empurrando pelas pernas dele, rindo com Poseidon daquela situação até que pararam, resfolegantes, um olhando para o outro.
Atena puxou o ar nesse momento, sentindo cada parte do corpo quente dele contra si, fitando-o como uma leoa devia fitar a caça antes de provar. E Poseidon parecia compreender bem que seria ele a presa, não se mostrando nem um pouco com medo. Nem deveria, pois seus olhos verdes tocavam os seus de um modo que nunca tocaram em qualquer instante antes.
Então, Poseidon tocou com os lábios seu pescoço, um carinho excessivo naquele contato pele-a-pele. Seu coração louco acelerou ainda mais. Atena deslizou devagar as mãos pelas costas dele, mapeando cada músculo, cada parte forte, cada parte esculpida pelos seus esportes radicais, e suspirou ao sentir os dedos dele acariciando sua perna. Como havia dito, Poseidon devia ser o deus das preliminares.
Ele a mordeu, beijou, arranhou e tudo sem qualquer pingo de luxúria que Atena esperava ao recordar, enquanto olhava para o teto, perdida nas sensações que ele causava em cada roçar do nariz dele em sua barriga, como o verde estava ao caçá-la. Foi quando, após Atena sentir cada parte do seu corpo tremendo de puro prazer, Poseidon voltou para cima de si e apoiou-se nos cotovelos, encarado-a.
— Linda — Sussurrou ele, a voz rouca, mas macia ao mesmo tempo em que a brindava com os olhos cor de musgo. — Atena...
— Shh. — Fez ela, não querendo ouvir coisas que poderiam estragar aquele momento magnífico e puxando-o para baixo, para capturar os lábios dele com os seus.
E foi entre esse beijo, macio e delicado, sem pressa e tão carinhoso a ponto de Atena afagar o rosto dele que ele a preencheu, seus corpos na mesma sintonia, na mesma intensidade, vibrando naquele sentimento. Atena suspirou de prazer contra os lábios másculos que amaciavam os seus. Ela chegou a perguntar-se quem era aquele que a fazia sentir aquelas coisas, quem era aquele estranho Poseidon que Atena só conhecera agora e como, porque, seu coração aumentava o passo a cada toque dele em sua cintura, em seu rosto, em suas mãos, trançadas. Mas que seus sentimentos estavam adorando. E em movimentos lentos, proporcionando aos dois um momento único, ela pôde notar como o coração dele estava. Em corrida como seu, era claro.
Até que a vontade cresceu, substituindo o carinho que haviam compartilhado, e Poseidon aumentou a velocidade, ambos sentindo algo que nunca sentiram antes e juntos chegando ao clímax. Cores, sabores e tudo o que Atena podia definir como bom veio em uma torrente e sentiu o corpo dele caído sobre o seu, o peso de Poseidon agradável contra seu peito. Era algo simplesmente novo demais para ela conseguir sair rápido daquele torpor.
E, mesmo demorando, ela foi a primeira, arrepiando a cada respirar em lufadas de Poseidon em seu pescoço, pensando em que diabos havia acontecido naquele momento e o que fora aquela troca de olhares. Ainda podia ver o verde, suave como o mar ficava nos dias de sol, relaxado e cuidadoso com quem se aproximava. E por aquilo, seu estomago revirou-se em ondinhas. O que diabos estava acontecendo com ela?
Então, sem dizer nada, somente colando seus lábios mais uma vez de forma rápida, Poseidon girou para outro lado, a trazendo junto e Atena viu-se sendo enrolada por aqueles braços fortes, para um abraço impar, guardada com o rosto entre o peito do mesmo e sendo acariciada pelos dedos másculos de Poseidon em suas costas, delineando cada vértebra.
Atena suspirou, tentando ainda compreender porque agiam daquele jeito, porque mudaram sem mais nem menos e como tudo aquilo havia acontecido. Queria perguntar, muito, para ver se ele pudesse lançar uma luz, mas tudo o que pôde fazer foi pousar a mão no quadril dele e fechar os olhos. Deixando-se cair em uma nuvem alegre e estranha. Uma nuvem que a fez notar que havia algo a mais. Muito mais do que poderia descobrir.
Poseidon sentia contra seu peito, o respirar estável de Atena em seus braços quando se lembrou da expressão nos olhos cinza. Sempre indecifrável, fora difícil para ele acreditar que poderia um dia fazê-la olhá-lo daquele modo. E claro, saber que também a fitava assim, com aquele novo sentimento que não sabia definir o que poderia ser.
Na verdade, nem sabia por onde começar. A única certeza que tinha era de que alguma coisa, em algum ponto, havia os mudado. E tê-la contra seu corpo, usando um colar que antes só trazia tristeza e que agora sempre lembraria-se daquela pele alva destacando o azul da pedra, foi uma sensação que nunca tinha experimentando em toda sua vida de pegador. Era algo... Poseidon franziu o cenho. Estranho. Só havia essa palavra para definir o que decodificava daquelas emoções.
Ainda presentes enquanto acariciava as costas da linda mulher de cabelos loiros. E perguntou-se se aquilo poderia atrapalhar sua vida. Sem duvida, Atena havia marcado uma nova área em seu destino, uma nova marca que não podia retirar com tanta personalidade única daquela garota, mas não sabia ao certo o que viria depois.
Na verdade, ninguém sabia.
E não vamos pensar nisso agora, impôs ele a sua mente, fechando os olhos e pousando o queixo no topo da cabeça dela, trazendo-a para mais perto. Deixaria acontecer. E depois, se houvesse algo a se fazer, ele faria. Só não sabia como, mas faria. E pensando nisso que Poseidon dormiu, sentindo uma alegria que há anos não sentia, e sabia exatamente de onde vinha.
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Notas da Autora Toda Quebrada:
Bem, como o nome já diz, cai de uma pedra no meio de uma cachoeira, bati o joelho na rocha escorregadia e quase me afoguei... Maaaaaaaaas, tirando isso, foi muuuuuuuuuito legal
Cara, como a Natureza pode ser tão linda e tão legal? Escalar é a melhor coisa, ever! E fazer isso com os nossos amigos, enquanto ri um da cara do outro, é melhor ainda! KKKKK Ai, ai, bom final de semana esse....
Anyway... HIIIIIIIIIIII, PEOPLEEE Acredita que fiquei fora esses dois dias e já fiquei louca de saudades, roendo as minhas unhas para voltar aqui Pois é, eu acho que sou viciada no Nyah o.o (novidade!)
Enfim.... Voltei minhas aulas hoje, meus ultimos dias de Ensino Médio. Mas, não era isso que eu queria dizer....
CARAAAAAAAAAA, eu consegui fazer o colar de contas que o Percy usa, não ficou tipo: "Uow, é um Tiffany de ouro e diamantes" kkk, mas deu pra ficar beem bonitinho, afinal, o que importa é o sentimento, certo? Muito bom fazê-los, serião!
E, outra vez, esse não era o ponto.
Por favor, todos batendo palminhas....
PARABÉNS PRA VOCÊ, NESSA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDAAAA, LAAAAAAAAAAAAADY
Pois é, galera, hoje (30/07) a Dama do Poente está fazendo os seus dourados 15 anos Lindo não? Ai, ai, eu adoro essa idade, é a mais linda de todas... Por isso, se divirta muuuuuuuuuito, Lady, curta adoidado e viaje ainda mais! Que todos os deuses te ajudem com o que você deseje e que Poseidon apareça na porta da sua casa pra entregar o meu presente kkkk' Então, mais uma vez, parabéns! E, como eu disse, esse capítulo foi todo para você como um presente, já que não posso mandar nenhum. Que esse seja o melhor dia da sua vida!
Maaas, isso não quer dizer que minhas ameaças são em vão, elas ainda estão valendo, ein! RUM! kkkkkk Recadinhos para mim, ou nada feito. Sim, eu sou docemente fofinha e amável, para não dizer cruel!
Beijinhos e até a próxima
Nivea
;D
Ps: Não esqueça o recado... ai, ai *lixando as unhas*
Ps²: Ixi... esqueci o que ia escrever... Ah, sim, quem vai pro Acampamento Meio-Sangue aqui do Brasil? Vai ser lindo
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