Notas iniciais
Ok. eu to puta, a internet caiu e o lindo recadinho que eu tinha deixado foi por agua a baixo... Então, provavelmente esse daqui vai sair uma merda... (eu espero que não) kkkk''
Anyway, não me matem, sussa?
Fiquem com o lindo capítulo que deixei pra voces e nos vemos lá embaixo ;)
Boa leitura.

[Música — She Will Be Loved — Maroon 5]


Tem dias que podemos simplesmente acordar porque queremos acordar e há dias em que o sol maldito não nos deixa dormir quando cai em nossos olhos. E o dia começou exatamente do segundo modo para Poseidon. Os raios que brilhavam fortemente depois de uma noite que prometia uma grande tempestade tocavam suavemente seu rosto, aquecendo-o e o fazendo despertar de um gostoso sono.

Sua mente não deixava-o mais dormir, bombardeando-o com imagens de Atena sorrindo e lembranças que não seriam a primeira coisa a se pensar ao acordar. Contudo, era assim que sua estranha linha de pensamento funcionava.

Lentamente, sentindo um peso que não costumava estar ali, Poseidon abriu os olhos e deparou-se com o rosto mais lindo do mundo a sua frente, divertindo-se no reino de Morfeu. Os cílios loiros longos fechados sem mexer-se, a boca avermelhada entreaberta enquanto respirava e os braços suavemente desprendidos do seu, uma mão em seu coração. Atena. Estava dormindo com ele! Um sorriso de pura vantagem masculina cresceu em seu rosto, notando como ela descansava completamente entregue em seu abraço.

Então, lembranças do dia anterior, de quando se... Como Poseidon poderia classificar aquilo? Sexo? Não, era algo a mais. Agora, era algo a mais. Algo que ele não conseguia e nem queria parar, ainda que soubesse que deveria afastar. Tinha somente uma semana, contando desse domingo de sol e iria machucá-la.

Poseidon deslizou um dedo pelo cabelo sedoso e cacheado de Atena, puxando alguns fios macios. Não, ele não queria machucá-la. Era seu carma, Poseidon já havia aceitado esse fato, sempre que algo ocorria de errado em uma amizade a culpa era sua. Se fosse menos atirado, menos... Emocional, talvez... Talvez não deixasse milhares de corações quebrados para trás. O único coringa com que ele contava dessa vez era vindo da própria Atena. Esperava que ela fosse fria, que o expulsasse. Seria um bom começo.

Saindo desses pensamentos dramáticos, ainda mais para quem conseguiu o que tanto queria, Poseidon tratou de soltar um dos braços da cintura dela, tomando o maior cuidado para que não a acordasse, e procurou, às cegas, a sua máquina.

Ele se lembrava de tê-la colocado por ali, na noite anterior, quando correra atrás de Atena. Apalpou mais um pouco, entre as roupas dos dois, que trouxe uma prova de que aquilo realmente acontecera, que Atena certinha havia quebrado regras, até achar a cordinha áspera e puxar. Não era tão leve quanto parecia, mas nem por isso foi difícil. Retirando o outro braço de baixo dela, que se quer pesava assim, Poseidon assistiu-a deitar de bruços, as costas nuas ficando a sua disposição enquanto arrumava as funções.

Quando terminou, começou a tirar fotos, aproveitando o céu nublado (o maldito havia enganado Poseidon!) para dar contraste com a pele alva dela, um pouco bronzeada. Ele achou o máximo ter conseguido mudá-la, não somente mentalmente como também fisicamente. O que também sabia que havia acontecido consigo mesmo. Mas isso era um fato para outra hora.

Como pode uma garota dessa ser tímida?Perguntava-se Poseidon ao mesmo tempo em que dava um close na face suave de fada. Foi no instante em que, com o som mais alto do obturador fechando-se, Atena começou a acordar, piscando varias vezes os olhos, espreguiçando-se e sorrindo, o que surpreendeu Poseidon, pensando que apanharia da garota. Contudo, tudo o que Atena fez foi virar o rosto para o outro lado.

— Não deixa mais as pessoas dormirem? — Ele escutou a voz divertida, meio grogue por ter acabado de acordar. Ela levantou a cabeça para olhar o celular dele jogado debaixo do travesseiro. Como ela sabia, Poseidon não tinha ideia, mas estava muito mais concentrado em apanhar imagens dela daquele modo. — Poseidon, são oito da manha de um domingo! Vai dormir!

— E perder a chance de tirar fotos suas que podem me dar o prêmio? Não, obrigado.

— Argh.

E antes que Poseidon pudesse desviar, Atena girou, jogando diretamente em sua pessoa uma almofada que o fez cair nas almofadas laterais. Ela ria ao ver o estrago que tinha feito, segurando a colcha de cama branca com os braços, as pernas mostrando-se onde o material não havia encoberto. E ele não perdeu tempo, conseguindo o exato momento em que ela jogava a cabeça para trás, os cabelos loiros caindo em cascatas, mostrando todo o esplendor da joia com que Atena dormira no pescoço. Os olhos cinza se divertiam.

— Isso foi golpe baixo. — Disse Poseidon, ao ver que tinha uma linda foto. — Mas, ao menos, consegui o que queria.

Deitando-se, Atena começou a balançar as pernas e arqueou as sobrancelhas para ele.

— Isso seria dormir comigo ou a foto espontânea?

Poseidon sorriu, realmente divertindo-se com essa nova Atena.

— Ambos os casos. Então... Vamos comer alguma coisa?

Ambos riram da segunda intenção que havia nessa frase. E Atena foi a primeira a levantar-se, empurrando-o na cama para poder ir à frente, caminhando quase que com familiaridade com o manto arrastando-se atrás da garota. Poseidon revirou os olhos, achando magnífica essa mudança repentina de comportamento deles, e, com a máquina em mãos, pronto para qualquer imagem surpresa, foi atrás da mulher de híbridos olhos cinza azulados.

[...]

— Só tem suco de laranja, leite que nem sei se presta ainda e um pacote de pipocas para micro-ondas — Disse Atena, com a cabeça dentro da geladeira. Ergueu-a para olhar Poseidon que tirava fotos dela, aproveitando aquela cotidiana ação. — Poseidon, solta essa máquina e vem me ajudar.

— Só mais uma — Prometeu ele, como sempre, fazendo-a revirar os olhos. — Pronto. E tem frutas.

— Ah, é mesmo, nem tinha notado.

— Então, se o leite estiver prestando, eu faço uma vitamina, Senhorita Saúde.

— Eu tenho que manter esse meu corpinho.

Poseidon deu um beijo no pescoço dela quando Atena passou por ele indo em direção a fruteira, onde as portas para a varanda encontravam-se abertas. Ela reclamou.

— Eu posso te ajudar a mantê-lo, Atena.

— Esquece Poseidon, não vou ser sua sexfriend.

— Você está sendo neste momento.

Ela ergueu as sobrancelhas.

— Tecnicamente não estou não, estou pagando uma dívida. Então, mudando de assunto... — Atena apanhou uma maça bem vermelha. — De quem é essa casa?

— E sua curiosidade nunca morre.

Mas, não era na conversa que Poseidon estava interessado, não muito, e sim nas expressões que ela fazia enquanto, sentada em cima da mesa, toda enrolada, com os cabelos jogados em um dos ombros sem propósito algum além de prendê-lo exatamente contra luz e comendo uma maçã, fazia uma linda foto. Principalmente quando desviou os olhos para o horizonte. Poseidon achava o máximo a naturalidade que ela tinha para fotos, sem pressa, sem dizer o que devia o que fazer ao soltar-se, tão simples para trabalhar e tão difícil para debater. Mente e beleza. Homem de sorte aquele com quem ela casasse. Claro, no momento em que pensou isso, logo desviou seus pensamentos para ter trezentas fotos dela naquela posição até Atena fazer uma cara de tédio.

— Então... — Perguntou a mulher de olhos cinza. — De quem é a casa?

— Da Afrodite.

Ela olhou ao redor, avaliando enquanto Poseidon abria e fechava a lente, conseguindo varias tonalidades sobre a pele marmórea.

— Bem a cara dela, mas, por ser remota, pensei que fosse sua.

— Essa daqui é a casa de festa da Afrodite.

— Ah, agora entendi. — Deu outra mordida na maçã. — Gostei dela, boa para estudar.

— Atena?

Ela virou a cabeça para fitá-lo. Expressão inocente e curiosa que ele adorou.

— Sim?

— Você notou o que aconteceu?

As sobrancelhas dela se juntaram em incompreensão, ainda que suas bochechas corassem.

— Aconteceu? O que era para eu ter notado?

— Bem... — Por que de repente se sentia um idiota falando isso? — Ontem à noite, quando viemos para cá e... Sabe...

— Ah. — Atena mordeu o lábio em sinal de nervosismo. — Vamos apenas esquecer isso, ok?

E era exatamente que ele esperava que ela agisse, o afastando. Mas algo nele não gostou nada disso. Então quer dizer que nada aconteceu entre nós?

— Você quem manda — Disse Poseidon, como sempre. — Já que estamos sem fazer nada, o que acha de irmos comer?

— Se você soltar essa máquina.

— Vou entregar para você... — Poseidon caminhou até Atena e colocou nas mãos pequenas dela a pesada máquina. Era visível seu espanto com o peso dela... — Só até eu terminar de fazer o café da manha, minha irmã disse que você é uma tragédia na cozinha, arquiteta. — E, puxando-a pelo queixo em um carinho novo, Poseidon colou seus lábios aos macios dela por um segundo. O suficiente para seu coração fazer aquele movimento estranho de bater mais rápido.

Atena corou, mas nada disse quando ele se afastou, indo fazer a vitamina para eles.

Enquanto cortava a maça e o mamão, Poseidon escutava o som tão familiar e companheiro do obturador. Um sorriso cresceu em seu rosto ao perceber que ela também queria fotos suas. Não era usual deixar que o fotografassem, pois preferia estar do lado de cá, do lado de quem tirava, e não do lado do modelo. Mas, viu-se até revirando os olhos para Atena quando a olhava, ainda sentada na mesa, com o rosto por trás do visor, só visível o sorriso.

— Eu não só tão ruim assim na cozinha, é mentira da Dite. — Suspirou. — Afinal, quantas máquinas você tem?

— Seis, sete, doze... — Deu de ombros, sendo sincero. — Apenas as compro, cada uma com sua utilidade, mas nunca parei para contar.

— E você leva todas aonde vai?

— Nem sempre, por exemplo, as minhas para fotos marítimas, para grandes profundidades estão com Hades.

— Quem é Hades?

Poseidon sorriu da repentina curiosidade dela sobre sua vida. Era um caminho perigoso, entretanto, não se preocupava, falando o que vinha em mente.

— É o que vocês, mulheres, chamariam de melhor amigo... Eu chamo de meu irmão. — Poseidon deu uma olhadela só para vê-la revirar os olhos e murmurar algo como “Machista”. — Estive com ele uns quatro meses atrás quando fomos para Patagônia tirar fotos dos peixes e corais para uma revista.

— Ele também é fotografo?

— Não, anda trabalhando em seus filmes, ele é diretor e roteirista. — Empurrou o botãozinho para misturar o leite (que estava bom) com banana, aveia, maça e mamão enquanto a encarava, ainda tirando fotos dele. O que Poseidon mais queria ver era ela fazer aquilo caso não tivesse, no meio da noite, colocado o moletom. — Eu o considero... Famoso. Adora escrever melodrama.

A mão dela abaixou, mostrando um rosto pasmo por trás da maquina.

— Estamos falando de Hades Smiths?

Ele franziu o cenho ao ouvir o nome do seu amigo.

— Creio que sim. Está falando sobre o que fez a readaptação de o “O Fantasma da Ópera”?

Ainda perplexa, ela assentiu com a cabeça.

— Espera, Hades Smiths é o seu melhor amigo? — Então, nada típico de Atena, ela sorriu como uma criança. Um instinto estranho de posse tomou conta dele com a notícia de que Atena o adorava, era óbvio pelo rosto dela corado de prazer com aquela noticia. — Eu preciso conhecê-lo depois, Poseidon.

— Um belo ataque Bonequinha de Luxo.

Atena revirou os olhos.

— Ele só está sendo considerado o melhor adaptador de filmes antigos e grandes clássicos como Machado de Assis, Shakespeare e até mesmo ganhou a Palma de Ouro com a história de vida de Leonardo da Vinci. Qual é? Qualquer garota tem que ter um ídolo!

Agora, ele riu. O que você pensaria, Hades, ao ver essa física louca por um autógrafo seu? Poseidon assentiu.

— Tudo bem, vou ver se aquele chato dá um tempinho para você no celular. Agora que está fazendo um filme sobre Guerra dos Mundos, sobre o contexto por trás da obra, Hades se tornou um saco. — Sorriu da cara dela de quem acabara de ganhar um premio. — Prometa só que não vai agir como está agindo agora. Ele deve ligar daqui a pouco. Meu marido sempre liga de manhã, para fazer o favor de me acordar.

Dessa, Atena riu, claramente sem acreditar que Poseidon falava daquele jeito sobre o roteirista-ídolo dela, por que nós, humanos, temos o costume de colocar atores e famosos em pedestais, quase intocáveis e imortais, ainda mais chamar Hades Smiths de marido!

— Ok, aqui. — Poseidon entregou um copo cheio para Atena, parando a sua frente para trocar a câmera pela comida. Atena nem pestanejou, ainda ansiosa com o que ele falara. — Só não tenha um ataque cardíaco. E é só Hades.

Atena revirou os olhos. Ela estava fazendo muito aquilo hoje, notou ele.

— Pra você que cresceu com ele, pode até ser. Mas, eu admiro aquele cara.

— Se faz você feliz. — Ele deu de ombros, apanhando o celular que Atena jogara nele minutos atrás, e procurando o número de Hades entre os seiscentos contatos. Atena parecia bastante surpresa enquanto olhava por seu ombro os nomes.

— Você conhece Kella Lotz?

— Ela trabalhou comigo. Ás vezes, quando estou pela China, eu passo na casa dela. É uma modelo magnífica.

— Rennan Poguer... Não é aquele jogador de hóquei?

— Sim, era um amigo meu de ensino médio. Esse cara adora se meter em encrenca.

— Você conhece muita gente.

— Esse trabalho exige um... Pouquinho de amigos pelo mundo ou tudo sai muito caro. Nem sempre posso gastar muito dinheiro em uma viagem, e eles me ajudam.

— Isso é legal da parte deles.

— É só a mídia que adora falar que eles são um saco. — Então, o numero de Hades apareceu. — Ah, aqui está você, danado. Bem, sem gritinhos.

Atena deu um tapa no ombro de Poseidon, ainda que sorrisse, que o levou rir, parando exatamente entre as pernas dela, de costas, de modo que ela podia apoiar o queixo em seu ombro e dividir a única caixinha de som do celular, para ambos ouvirem. Uma velha tática que nunca sai de moda.

O celular tocou duas vezes antes de uma mulher atender. Um papelzinho apareceu na mão de Poseidon, vinda de Atena, escrito “Será que você não ligou para sua mulher no Paquistão?” e ele teve que se segurar para não rir.

— Alô? — Uma voz calma chamava do outro lado.

— Perséfone Picadel?

— Hum... Sim, é ela.

— Sou Poseidon Danniels, o amigo de seu marido.

Então, quebrando um gelo, Perséfone riu.

— Desculpa, onde estão meus modos? Ah, Poseidon, Hades está trancado no quarto dele, trabalhando.

— Tem como chamá-lo para mim?

— Provavelmente ele vai te matar, mas... Quem se importa. Só um momentinho.

Poseidon tampou o bocal para olhar uma Atena quietinha, somente esperando que ele dissesse o que queria. Os olhos cinza dela seguraram os seus em uma conversa silenciosa que os fez sorrir.

Logo, a voz de Hades que entrava na linha.

— Fala, seu cachorro, por que está me atrapalhando?

Poseidon riu da voz brava do amigo. Sabia que se estivesse lá, teria levado um soco bem dado bem no estomago, como costumavam brincar. Quem entende brincadeira violentas de meninos?

— Só para dizer que sinto saudades de você e que te amo.

— Sério? Cara, eu não acredito! Eu vou te espancar na apresentação, vai aparecer roxo nas fotos do prêmio. — Hades respirou profundamente. — Ok, agora estou mais calmo.

Poseidon cruzou os braços.

— Mentira, Deus dos Mortos, devia sair mais do seu mundo inferior. De toda forma, liguei porque tem uma pessoa... — Poseidon olhou para Atena que mordiscava o lábio inferior. — Que é sua fã e quer saber mais sobre sua próxima estreia.

Quase pôde ver Hades passar os dedos nos cabelos negros arrumados, o que contrariava o seu.

— Eu te disse para não contar nada para ninguém. Por que eu digo...

Poseidon o cortou.

— É Atena Hellys que quer falar com você.

E foi como dizer que o sol nascia todas as manhãs. Uma porta se abrindo. Agora, podia enxergá-lo, inclinando-se para frente, bem interessado no assunto, assim como sua voz.

— Fala da garota linda que você diz estar saindo?

Atena corou quando Poseidon a olhou, divertindo-se muito com isso.

— Essa mesma, Hades.

— Poseidon...

— Homem, eu sei o que faço, beleza?

— Da ultima vez que disse isso, ganhou um porta-retratos com uma foto sua da ficha criminal por ter bebido e batido o carro do seu pai.

O homem de olhos verdes riu, sabendo que se tratava do ultimo dia do ensino médio, quando todos entraram na caminhonete de Cronos e foram a uma festa, onde beberam a noite inteira. Até todos pararem na delegacia, tirando fotos para aquilo que marcaria para sempre suas carteiras. Ninguém se prejudicou, mas os fez crescer. E se divertir muito.

— Acredita que esqueci ele na Escócia, com a Mika?

Hades assobiou.

— Que merda hein, cara? Eu ainda tenho a minha aqui. Mas... Antes que você tente me fazer de bobo, responda. É serio que Atena quer falar comigo?

— A garota te venera.

O amigo de Poseidon riu.

— Olha o ciúmes, querido, sou casado.

Poseidon que revirou os olhos agora, corando fracamente sob a pele bronzeada enquanto evitava olhar para Atena. Ciúmes? Ele com ciúmes? Poupe-me.

— Vai poder falar com ela ou não?

— Agora não, desculpe, realmente estou dando duro procurando informações em livros velhos, mais que eu e você juntos.

— Hey, nem vem, somos jovens.

Hades riu.

— Nem somos tanto assim... De qualquer forma, diga a ela que não poderei, mas que realmente queria. Adoraria conversar com a garota que está fazendo o Tritão de bobo.

Os olhos verdes reviraram.

— Ela está te escutando, Senhor dos Mortos, obrigado por estragar minha imagem.

Então, para a surpresa dos dois, Atena riu e disse:

— Relaxe, Hades, Poseidon já não tem mais fita alguma comigo.

Poseidon olhou com sobrancelhas erguidas para a garota de cabelos loiros, sorrindo enquanto escutava Hades rir.

— Prazer em conhecer, Atena. — Disse Hades, soando sincero. E ele está sendo sincero, Poseidon, aceite o fato que todos querer saber quem é a tal Atena!

— Desculpa incomodá-lo, Hades.

— Sem problemas, Atena, será Poseidon que vai pagar.

— E eu saio perdendo — Brincou o garoto de olhos verdes. — Agora diz a ela.

— Eu vou dizer, Poseidon, relaxe, cara. Olha, Atena, eu realmente queria conversar com você, mas estou no meio de uma mega pesquisa e se eu me perder aqui, já era. Outro dia posso conversar mais tempo, sem Poseidon ciumento do seu lado, para a gente discutir um pouco, o que acha?

Poseidon olhou para Atena, vendo os olhos cinza brilhando em admiração, mas seu rosto era tranquilo, mostrando que não somente era esperta, como também sabia mandar muito em suas expressões.

— Vou adorar, Hades.

— Então, vai ficar marcado, Atena, antes de Poseidon ir embora, eu prometo ligar para vocês.

— Quando quiser.

— Feito então. E Poseidon, estou de olho em você, sabe do que falo. Vou desligar, Tritão, tenho um dever de casa enorme para fazer.

Poseidon sorriu, adorando ver o sorriso feliz de Atena enquanto o olhava.

— Estou as suas ordens, Morte, vou tomar cuidado.

— Tenha muito, caso contrário, te bato.

— Nos veremos, uma luta mano-a-mano marcada em Paris?

— Vai perder. Tchau, Sereinha.

— Tchau, Zumbi.

E assim, sorrindo muito por ter falado com seu melhor amigo, Poseidon encerrou a chamada no seu smartphone e virou-se para encarar Atena frente a frente. Ela o abraçou logo que pôde, rindo.

— Obrigada, Poseidon — Atena beijou sua bochecha, sua testa, seu maxilar então ele forçou um beijo na boca dela, um beijo que não foi aprofundado por causa dos sentimentos estranhos da noite anterior que ambos temiam, mas que foi o necessário para pedirem por mais. Separaram-se relutantes, desviando olhares. Atena desceu de cima da mesa, passando a máquina fotográfica para ele, meio corada. — Acho que vou para casa.

Poseidon não queria deixar, contudo, sabia que seria errado prendê-la ali. Assentindo, deu um sorriso classificado como “aceitável” e a viu ir para o quarto se arrumar, sem nem se quer ter tomado a vitamina inteira. Aquele clima estava insuportável. Numa hora, estavam completamente bem, quase mudados, em outra davam um passo para trás e agiam, como se nem se conhecessem.

[..]

Pouco tempo depois, Atena saia já arrumada, com o vestido da noite anterior, pronta para irem a mansão buscar as coisas. Poseidon a seguiu, sem dizer nada, desde o momento em que trancaram a casa, até quando caminhavam lado a lado, no gramado de polo de seu pai, indo em direção ao casarão todo vitoriano. Típico de quem morava daquele lado da cidade.

Se Poseidon aceitava o fato de que era um playboy? Até bem demais! Nunca soubera o que era o outro lado da cidade, preso no lado nobre, até entrar no ensino médio e descobrir o quão o lado “errado” era bom. E recordava que seu pai nunca admitia aquilo. Poseidon sorriu das recordações de quando fugia pela janela de seu quarto, pegava o carro e só aparecia dois dias depois, com Hades e Dionísio, acabados. Às vezes se perguntava como havia terminado o ensino médio.

— Ela é ainda mais bonita de dia.

A voz de Atena, pensativa, o fez voltar a se concentrar no presente onde andavam sem pressa, Poseidon com as mãos nos bolsos, adorando a brisa marítima. Talvez por isso sempre voltasse: amava o mar, mais do que amava qualquer outra coisa. Era o peixinho de sua mãe.

Poseidon olhou para Atena, que ainda com o colar, parecia meio distraída, o vento erguendo seus cabelos enquanto afundava os pés nus na cama fofa de grama. Uma leoa.

— Você ou a casa?

Um sentimento vitorioso apareceu ao vê-la corando ao mesmo tempo em que revirava aqueles olhos cinza misteriosos.

— Você já conseguiu o que queria, sem mentiras.

E isso que o instigava. Continuava querendo conversar com ela! E isso era o problema também.

— Por que você duvida tanto quando falo que você é linda?

— Porque aceito o fato que não sou uma modelo. — Deu de ombros. — É uma realidade que aprendi a viver.

— Ou alguém a impôs a você?

Poseidon perdeu o olhar dela que voou em outra direção qualquer.

— Aprendi com o tempo, não precisei de alguém.

— Não é o que sua voz defensiva diz. Vamos lá, eu matei todas as suas curiosidades. Mate essa minha.

Atena mordiscou o lábio inferior. Uma expressão de medo domou os orbes cor de céu londrino. Poseidon desejava muito ver como ela lidaria com aquilo.

— Poseidon... Vamos estabelecer uma regra aqui... — Suspirou. — Você vai embora daqui uma semana, admita que quanto menos souber sobre mim, melhor vai ser. Assim será você do lado de lá e eu do de cá. Simples e sem sujar as mãos, vai por mim, quanto menos tiver ciente da minha vida, mais seguro estará.

Sua curiosidade cresceu ainda mais. Suas sobrancelhas juntando-se enquanto pensava, tentando desfazer e ler as entrelinhas que haviam naquela história. Nada saiu. Olhou-a, inspirado a lê-la e descobrir através daquele redemoinho.

— Quem você é? James Bond?

Um sorriso mínimo, delicado, apareceu nos lábios avermelhados da garota quando esta desviou o olhar do seu.

— Mesmo se eu fosse não poderia te contar. — Suspirou — Sério, Poseidon, vamos esquecer. Vai ser a vida, sabe? Você em algum lugar do mundo. Eu em algum lugar trabalhando. Não há porque precisar saber de mim.

— Então, você está classificando o que temos como algo um “casinho de verão”?

Ela deu de ombros.

— E não é isso que está acontecendo? Até você notou isso.

Mas eu não estou pensando em jogar você fora depois de tudo, pensou ele, com uma raiva originada de algum lugar profundo de seu ser que queria lhe dizer algo ainda impossível de acessar, como uma fase de videogame em que não podemos passar por não ter a chave.

— Uma boa escolha de arquivo — Concordou ele, escondendo muito bem o que se passava. O que estava acontecendo com ele? Era claro que Atena era um caso qualquer, mais uma em uma das cidades por onde passava. Claro, fora ela quem abrira seus olhos para a separação com Anfitrite, mas quem ligava para isso? Sorriu com naturalidade. — Mas quero saber da sua vida como um amigo, Atena, como você sabe sobre a minha.

Os lábios dela se crisparam, em tenacidade. Dessa vez, ele odiou a teimosia dela.

— Não estamos abrindo isso para discussão. — Então, antes que ele pudesse rebater, Atena o parou, pegando-o de surpresa, e lhe deu um beijo, daqueles de cinema, com direito a suspiros. Quando ela afastou-se, com Poseidon ainda a segurando pela cintura, Atena acariciou o rosto dele que ainda não acreditava que a tímida Atena havia feito isso. — Não vamos conversar sobre isso, por favor.

E ele somente concordou, meio tonto. Sabia que essa era a ideia dela, deixá-lo meio idiota, mas não se importou, preferindo tê-la contra seu corpo enquanto andavam a brigar com aquela mulher maravilhosa. E tocando o cabelo dela com seus lábios, suspirou, sem saber o que era aquilo que o incomodava.

— Vamos. — Suspirou. — Vou te levar pra casa.



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Notas da Autora com Dor de Dente.

Pois é, fui ao dentista e ele teve que fazer um montããããããão de coisas (meus deuses, vocês devem estar pensando que eu sou uma cariada! kkkkk)... Enfim, fiquei quatro horas deitada naquela cadeira azul, mas foi engraçado, meu dentista é legal ^^

Anyway, como eu percebi ontem a noite, antes de dormir, que eu falo mais da minha vida pra vocês do que para qualquer outra pessoa, eu preciso dividir isso.... *put your hands up* Eu vou finalmente fazer Curso de Fotografia *-* (que dizer, se eu for escolhida no sorteio, então, please, coloquem seus santinhos pra me ajudar, please?) Olha que lindo! Mais um sonho meu se realizando....

Falando em sonhos *suspira* Quem for de Sampa, por favor vão na nova Exposição sobre os artistas Impressionistas por mim? *-* Voces não tem noção como fiquei quando eu li os títulos da obra, tipo quando Annabeth beija o Percy no Ultimo Olimpiano, sentiu? uhum, uhum, eu dei a louca... Imagine ver obras originais de Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Cézanne, Degas (o pegador de garotinhas kkkkk)... Ia ser um sonho maravilhoso e se alguém fosse... Caramba, eu ficaria tão feliz *-* Porque sabedoria é tudo #fato!

Mas, não vim aqui pra ser professor ;)... Falando em ensinar, a minha beta, Leneh, me disse pra não usar mais minhas carinhas de expressão,(porque podem denunciar minhas história e o Nyah tirar) pois é! E o que ela fala é lei, então, sempre imaginem meus recaditos aqui embaixo com muuuuuuuuuuuuuuuuitos sorrisos, risos e alegria, porque é sempre assim que fico quando entro aqui.

Então, o que eu dizer mais? Hum.... esqueci... Anyway, vou deixar vocês responderem meu recadito lá no finalzinho, sussa?

E, ah, os recaditos diminuiram... A história tá chata? Hum, ok, mas eu sinto falta do pessoal que me deixava ENORMES recaditos para minha pessoa (cof, cof,Myleenhaaa) ... Eu sei que não consegui responder antes, mas virei boa pessoa e respondo a todos agora. Juro que respondo...

Mas, sei que vocês só funcionam na base de linda e maravilhosas ameaças, aqui vai uma.... *voz de pomposa e maldosa de Zeus* Se não me deixarem recaditos (e eu gosto de sabe da vida de vocês *pisca*), eu só postarei daqui contados sete dias, ok? Será que aguentam ficar uma semana sem Poseidon?*lixando as unhas* E não duvidem de mim, Rita me ensinou a ser muito má!

Bem, beijinhos,

Nivea

;D

Ps: Agora a Rita se ferrou mesmo, até o filhote da Carminha tá sabendo! Uhul, finalmente! (e eu nem assisto a novela, acredita? Eu sei por causa da minha mãe KKKKK'' Ela me conta e até eu parei pra ver ela hoje kkk)

Ps²: Vou deixar vocês ao som de Water, do (gostoso, maravilhoso, cowboy de primeira!) Brad Paisley .

Hum... alguém tinha me perguntado se eu gostava de country e talz... Sim, sim, eu amoooooooooo... Mas só americano, beleza? Tipo, Taylor Swift, o maravilhoso-Brad, Darius Rucker, Blake Shelton, Sccoty McCreedy, Josh Turner, Chris Young.... Enfim, eu amo. É muuuuito bom. Me lembra velho oeste, homens maravilhosos em cima de cavalos atirando, Kitty e Tex Willer, aqueles desertos, o chapeu encobrindo os olhos azuis, o "hey, son" que eles sempre solta... Ai, ai, seu arranjo desses que me laça KKKKK... Ok, parei, vou deixar vocês irem.

Ps³: Cara, Tomorrow do Chris young é tão a cara de Poseidon e Atena... Não sei pq...

Mas, antes:

Inflatable pool full of dad's hot air... I was three years old... Splashin' everywhere...And so began my love affair.... With water...

Essa música tem tanto a ver comigo *suspirando e sorrindo*

Boa noite, ladys and gentlemans!


Notas finais
[BETADO]