Notas iniciais
Hey, people *-*
Falo com vocês lá embaixo.
Mas, claro, antes de tudo... Esse capítulo vai essencialmente para a Duda, que além de me deixar recaditos que me fazem rir e sorrir que nem uma boba, como também me deixou uma recomendação.
Obrigada, Duda *-----------* Sabe que depois te mando Hermes (porque descobri que ele é mais gato do que eu pensava!) para passar uns dias com você, beleza? ;) Mas, se não quiser, eu aceito ele na minha cama *assobiando antes de sorrir* Obrigada, de verdade. *abraça Duda*
Agora, podem continuar, porque a Duda vai ficar abraçada comigo até o final do capítulo ;)

[Música — Jump — Simple Plan]

- Mais que porra é essa? – foi a primeira frase que saiu da boca de uma Atena pasma quando abriu a porta e viu a bagunça que se encontrava o apartamento, além de estar quase estourando os vidros com o som no máximo com a música Tightrope de Janelle Monáe, a nova cantora de funk que Apolo gostava, levando todos a esse ritmo. Apesar de a harmonia ser boa, Atena queria mesmo era saber o que havia acontecido para ter tantos copos pela sala, o chão sujo e quatro pessoas correndo pela casa, tentando esconder dela toda e qualquer sujeira. O que foi em vão.

Afrodite foi a primeira a desistir, deitando-se, com um vestido de festa, em cima de um Hermes acabado, visivelmente notável o quanto ele devia ter bebido na noite passada. O garoto nem se quer reclamou, deixando-a lá, como fazemos com cachorros pequeninos quando se acomodam sobre nossa barriga.

- Artemis, você responde – gritou a Bonequinha de Luxo, olhando para algo atrás de Atena. A garota loira sabia que Poseidon encontrava-se parado, uma mão em seu quadril, rindo da cara dela de nervosa. Quase o mandou embora. – Irmãozinho?

Artemis apareceu, de calcinha e sutiã, no corredor, como às vezes aparecia, já que só havia eles e gritou ao ver Poseidon ali também. Atena segurou-se para não rir de como sua amiga escondeu-se atrás de Apolo. Sorte dela ser pequena ao ponto do garoto de olhos azuis não deixar um pedaço de seu corpo a vista.

- Atena. – brigou sua amiga de olhos prateados, realmente revoltada. – Devia ter avisado que teríamos visita, não acha?

Apolo deu um sorriso safado para Atena.

- Art, acho que nem Atena sabia que ia trazê-lo. Olha para o chupão no pescoço dela.

E foi como dizer que o McDonalds estava dando sanduiches de graça, todos se viraram para olhar e todos viram antes que Atena guardasse por baixo da gola alta da blusa de frio que Poseidon passou para ela. O grupo caiu na gargalhada, deixando uma Atena muito sem graça, olhando com cara de “Por que não me avisou?” para o garoto de olhos verdes que somente deu de ombros, sorrindo sacana. Ele queria mostrar, suspirou Atena, sabendo bem o previsível instinto que os homens têm de marcar o que rodearam. Agora só poderia usar suas blusas de gola rulê e lencinhos.

- Cala a boca, Apolo – brigou Atena, sem graça. – Agora, posso saber o que aconteceu nesse apartamento?

- O que você acha? – perguntou Hermes, acariciando seu cachorrinho da Paris Hilton na cabeça. – Afrodite, diga para ela à festa que você arrumou aqui quando soube que Atena não vinha para casa.

Atena franziu as sobrancelhas, sem entender.

- Como assim “quando soube que Atena não vinha para casa”?

A Bonequinha de Luxo com seus cílios cor de melão, o que ficaria feio em qualquer pessoa, mais ficou lindo nela, deu de ombros.

- Dionísio é amigo de Poseidon e me ligou para caso eu precisasse buscar meu querido irmãozinho na festa, já que estava bêbado e com uma amiga bêbada – Dite sorriu venenosamente – E do nada, puff, os dois sumiram. Não sou uma vidente, mas sei bem como funciona isso. Ainda mais quando se trata desse ai... – apontou para Poseidon. -... Sou quase formada nisso.

E Apolo continuou, com Artemis ainda atrás dele, sorrindo tão malvadamente quanto Dite.

- E ninguém precisa ser um gênio, só olhar para esse seu chupão, Atena. E, parabéns, Poseidon, você é um ótimo marcador de território. Incrível, deixou bem roxo.

Atena sentiu a alfinetada por baixo da brincadeira, mas Poseidon apenas deu de ombros, colocando as mãos nos ombros de Atena como se o que dissera fosse um elogio. O que de fato era melhor levar nesse ponto, do que no resto.

- Faz parte.

E a garota de olhos cinza corou ainda mais para a graça do publico. Ela bateu em Poseidon, de leve, antes de desligar o som, cansada do vibrar dos vidros das janelas, e bater palmas.

- Bora, seus folgados, arrumando a casa. Como eu não fiz isso, estou saindo de novo. – Atena olhou para o garoto de olhos verdes, achando graça naquela situação dos integrantes do grupo levantando-se preguiçosamente, que se encontrava escorado no vão da porta. – É bom que tenha algo para fazer, não vou ficar aqui.

Poseidon deu de ombros, sorrindo.

- Sempre tenho. – acenou em direção ao corredor com a cabeça. – Vai lá se arrumar, estou te esperando aqui, vou ver se eles limpam a casa direitinho e ninguém foge.

Os quatro festeiros fizeram careta para o homem de cabelos negros. Atena caminhou para seu quarto e fechou a porta atrás de si, já indo procurar uma roupa que escondesse aquele chupão. Para ver se era verdade o que Apolo disse, ela parou de fronte ao espelho e retirou a blusa de frio. Franziu o nariz. O resultado era pior que o esperado. Não era apenas um chupão, eram cinco, alguns mais arroxeados na sua pele branquinha, bem destacados agora que não estava mais com aquele colar. Fazia isso, tocando, empurrando e soltando, sentindo a dor que vinha com isso, em como ficava mais claro para vir mais sangue depois, quando Artemis entrou como um furacão no quarto e olhou pasma para as suas marcas. Seu rosto corou e tratou de ir achar a roupa. Mexia nos shorts quando começaram as perguntas.

- Você transou com Poseidon? Finalmente aceitou aquele gato? Você está gostando dele? Isso ai tá doendo? Como vai esconder essas manchas? Você sentiu dor quando ele as fez? Ele é bom de cama? Quer dizer, olha para esses hematomas! Você estava bêbada mesmo? Como acabou na cama dele? Foi...

Atena segurou a boca de Artemis, pedindo com os olhos que parasse e jogou a blusa de manga três quartos sobre cama ao notar que ela parara, logo caçava um dos lencinhos que Artemis costumava ter. E como era dela, Artemis quem passou uma cor de rosa para a garota de olhos cinza. Suspirando, Atena olhou para Artemis.

- Sim, eu dormi com ele. Ponto, acabou, não se fala mais nisso.

Artemis fez um biquinho de quem não gostou daquilo.

- Na hora que você voltar, você vai...

- Tchau, Artemis

E assim, Atena tomou banho, sem saber como lidaria com tudo aquilo. Tinha uma semana para finalizar, mas viu achando isso mais difícil do que imaginava.

[...]

Poseidon ria do que Apolo dizia sobre como Atena parecia uma velha mandona enquanto limpava a mesa da cozinha quando a dita cuja apareceu trajando um short branco que deixava as pernas magras e bem cuidadas da garota de fora e uma bonita blusa azul que destacava os olhos da mesma, meio envergonhados, de uma forma que ele queria ter uma foto, o lencinho enrolando-se no pescoço da mesma. Os cabelos estavam soltos, molhados e o cheiro de morango do shampoo dela, ou do perfume, ele ainda não descobrira, encobriu qualquer outro aroma que havia.

Apolo parou seu trabalho de escravo, sorrindo para Atena numa espécie de amizade compartilhada por olhares que fez Poseidon olhá-los, curiosos. Qualquer coisa que pudesse descobrir sobre ela, seria um bônus.

- Tenha uma boa tarde, Dafne. Quando voltar tudo vai estar limpíssimo, quase te cegando.

Um sorriso mais suave, um que Poseidon nunca tinha recebido, apareceu nos olhos e na boca de Atena no instante em que essa bagunçou o cabelo do garoto.

- Limpe tudo, Scooby. E não vou voltar tarde hoje, oito horas e já pode pedir a pizza.

Hermes gritou lá de dentro:

- É SUA VEZ DE PAGAR.

Atena revirou os olhos, sorrindo.

- Engraçado que o Ligeirinho nunca esquece quando é a vez dos outros pagarem.

- EU OUVI ISSO.

Os que estavam presentes na cozinha riram, inclusive Poseidon que achava aquilo tudo fantástico. Não chegara a ter essa convivência na faculdade, e vê-los era... Legal. Atena então olhou para ele, os olhos azuis segurando os seus. Algo diferente apareceu, algo que ele não soube definir, mas que gerou risadinhas pela parte de sua irmã. Poseidon tratou de jogar uma almofada jogada perto do pé dele e tacar em Afrodite, acertando. Ele sabia que, assim que a Bonequinha de Luxo tivesse arrumada, bufando e louca de desejo de vingança, seria ameaçado com algo pior, por isso, não esperou para ver, apanhando a mão de Atena e a puxando loucamente para fora.

- AS OITOS – gritou para eles, depois rindo do modo como a guiava. Só pararam quando tiveram certeza de que Afrodite não ousaria mais correr atrás deles, querendo sangue. Podia até mesmo imaginá-la, aquele chiuaua babando de raiva. Era interessante aquele sentimento tão bruto em uma garota tão patricinha.

Atena ainda ria ao chegarem ao carro.

- Então... – Poseidon disse por cima do capo, olhando para a linda menina no lado oposto. – Eu tenho até oito da noite para te manter entretida?

Um sorriso cresceu nos lábios dela.

- Sim, Príncipe Encantado, a Cinderela aqui tem até as oito, então, é melhor irmos.

[...]

- Eu vou te mostrar um lugar maneiro – prometeu Poseidon, após terem estacionado o jipe vermelho embaixo de uma grande arvore, sem saber o porquê de terem o escondido, apanhando a sua mão. Atena não tinha ideia do que ele estava planejando, nem mesmo em que lugar da cidade encontrava-se. Esteve tão intertida na playlist e na conversa que mantinham no curso para lá que a só percebeu que haviam chegado quando Poseidon avisou que faria uma coisa ilegal e andou na contramão. Mesmo confiando um pouco nele, seu coração foi a mil e cá estava ela, andando no meio do mato, com roupa branca e seguindo um menino muito sem noção com uma câmera fotográfica.

Caminharam por um tempinho, não mais que cinco minutos, até deparar-se com um grande muro, desgastado pelo tempo e já sem o arame farpado que prometia ter. Foi ai que compreendeu o que ele queria dizer sobre ilegal.

Poseidon sorriu, totalmente confiante, como se aquele tanto de tijolos juntos não fosse nada mais que marshmallow fácil de cortar. O que Atena não pensava igual, temendo aquilo.

- Olha, eu vou pular e você vai subir naquela árvore... – Poseidon mostrou um grande pinheiro que dava acesso até o muro. – E ai você passa pro muro e pula, vou estar te esperando do outro lado.

As sobrancelhas de Atena se arquearam, sua mente entendendo, mas seu medo não.

- Não pode estar falando sério.

Contudo, o sorriso dele não parecia de brincadeira no momento em que lhe roubou um beijo rápido, ganhou espaço e correu. Muitas vezes já havia visto aquilo na televisão, tinha praticamente virado modinha, entretanto, ver, ao vivo, alguém que você conhece fazendo Le Parkour era uma visão completamente diferente. Como se fosse uma pantera, Poseidon simplesmente pulou alto o suficiente para segurar-se no topo e com uma manobra havia sumido do outro lado. Tão rápido e com tanta facilidade que Atena pensou que conseguiria fazer.

Todavia, não era tão burra assim. E preferiu seguir as dicas dele. Escalar a arvore foi à parte mais fácil, havia praticamente nascido em uma desde que era pequena, chegar ao muro nem se quer deu medo, mas no momento em que olhou para baixo, para aquela altura, onde Poseidon parecia completamente à vontade, já de pé, a esperando, seu coração travou. Ele revirou os olhos ao notar seu estado.

- Vamos, Atena, estou aqui.

Mordendo o lábio e fechando os olhos, ela deixou seu corpo cair, sentindo o vento atravessar seu corpo, o ruído ao quebrar a camada da gravidade soando em seus ouvidos, suas mãos sem apoio e o medo que a congelou. Então, Poseidon amorteceu a sua queda, puxando-a para cima como quem faz aquilo todo dia. Ele sorriu assim que Atena abriu os olhos, os orbes divertindo-se da sua falta de confiança e de todo aquele drama para descer.

- Seu louco – foi só o que ela pode dizer ao ser colocada no chão. Por um momento, ela jurou que iria morrer, que não havia ninguém ali, claro, tinha visto Poseidon, mas fale isso para seu corpo quando todo e qualquer ponto fixo some. Seu coração ainda tremia, não sabia se era por aquela energia que juntos detinham ou pela forte emoção. Respirou fundo. – É bom que valha a pena.

Ele sorriu, aquele sorriso de quando apronta e apanhou sua mão.

- Você vai adorar, eu acho.

[...]

E como ele havia dito, Atena adorou. Tudo se resumia a três simples coisas: música boa nas enormes caixas de som aos cantos do local, muitos skatistas com os mais diversos e legais skates e uma mega piscina vazia toda grafitada com desenhos “maneiros”, com as palavras de Poseidon. E parecia que, como das outras vezes, seu acompanhante conhecia todos os ali presentes. A cada dois passos que davam, Poseidon falava com ao menos três pessoas, rindo de algo que diziam, batendo a mão bem ao estilo “Mano” de ser; trocando bonés de aba reta, inclusive colocando um preto sobre seus cabelos loiros; gritando algum apelido estranho ou apenas segurando a mão de Atena que se sentia extremamente deslocada naquele lugar.

Poseidon ria ao virar-se para ela.

- Então, o que achou?

Ela mordiscou o canto da boca.

- Muito legal, desde quando vem a lugares assim?

- Colegial te ensina muitas coisas – deu de ombros antes de puxar carinhosamente seu boné – Ele ficou bonito em você, acho que vou comprar um para tirar fotos.

Apesar de ser um elogio, ela revirou os olhos, tentando ignorar os olhares de outras garotas descoladas que havia por ali, com cabelos coloridos, roupas personalizadas e bem mais malvadas que a pequena nerd de olhos cinza.

- parece conhecer a maioria desse pessoal.

- E conheço. – afirmou Poseidon, passando um braço pelos seus ombros, para então começar a andar com ela. – A maioria era da escola publica mais embaixo da nossa. Eu, Hades e Dionísio pulávamos os muros e vínhamos para cá. Aqui podíamos fazer o que queríamos. Foi aqui onde comecei a tirar minhas fotos, onde Hades escreveu seu primeiro roteiro que o fez vencer um concurso e onde Dionísio aprendeu a beber.

Os dois riram enquanto andavam, sem pressa, dentre skatistas que passavam a toda velocidade e adolescentes bebendo e fumando, como se não houvesse nenhum perigo. O clube secreto.

Um pouco hesitante, Atena demorou a passar o braço pela cintura, não sabendo como agir em um local onde todos o conheciam, mas logo relaxou ao sentir os dedos dele segurando os seus do outro lado. Sorria para ela, sempre.

Atena brincou:

- Espero que eu também me inspire. – piscou. – Vocês tornaram-se grandes pessoas.

- Atena, você não precisa disso. – deu um beijo em sua têmpora. – Você já é talentosa sem precisar de inspiração. Ah, olha lá quem eu queria te mostrar... Vem.

Um grupo de meninos, uma rodinha, conversava, todos com skates nos pés, calças estilosas e alguns até cheios de tatuagem, e era exatamente na direção desses que Poseidon ia. Atena não disse nada, admirando o local, a arte que havia nas paredes, feita por pessoas com um dom muito aguçado, no momento em que o garoto de olhos verdes bateu na mão de alguém que chamou a atenção da garota que se perguntava quem havia feito aquele trabalho todo.

E se arrependeu. Seus olhos cinza arregalaram-se de pura surpresa. O medo adentrou em seu coração.

A sua frente, vestido no seu típico estilo, com calças largas, tênis que não eram amarrados, camisas regatas e um boné com o símbolo de NY, encontrava-se ninguém mais ninguém menos a pessoa de quem vivia fugindo. Com os olhos quase negros, de um tom hibrido como o seu mesmo, rosto feroz de lutador de UFC e todo musculoso, cheio de dragões pelo corpo e cenas de luta, Ares parecia mais palpável e aterrorizante para Atena do que estava há cinco anos.

O sorriso voraz dele, dado em direção do seu amigo Poseidon, sumiu devagar, dando lugar a uma expressão de pura confusão e surpresa, ainda que não admitisse.

Ares Hellys.

Seu irmão.

Estava ali.

Atena deu dois passos para trás ao notar que merda tinha acabado de fazer.

- Atena? – chamou Poseidon, franzindo o cenho, sem entender por que ela afastava-se. Então, olhou para Ares, procurando respostas.

Nenhum dos dois disse, muito concentrados em se encararem, tendo uma briga visual do que satisfazer a curiosidade de todos os amigos à volta de Ares. Seu querido e odiado irmão Ares havia acabado de descobrir onde a filhinha prodiga de Zeus encontrava-se.

- O que você está fazendo aqui? – questionou Atena, na defensiva, o medo tomando a sua razão do controle, fazendo-a agir instintivamente.

Ares ergueu as sobrancelhas.

- Eu quem pergunto. Que porra é essa, Atena?

Ela empinou o nariz, teimosa como sempre, enfrentando o irmão do qual nunca teve medo. Sempre fora maior, mas nunca precisara que alguém a protegesse. Havia aprendido com o tempo a bater nele assim como ele batia nela quando não se aguentavam mais.

Poseidon encarou-os confuso.

- Shark, você a conhece?

Shark, ou Ares, o que levou Atena a compreender porque Poseidon não associara o nome de seu irmão quando dissera sobre o seu medo, sorriu de lado, demoniacamente. Aquela expressão que Atena não via há muito tempo e que eriçou todos os seus pelos dos braços. Luta, podia quase cheirar isso. Colocou-se em defesa.

- Tritão, essa daí é a minha irmãzinha, a caçula. – encarou os olhos cinza da garota. – Gênio da casa, certo, Atena Hellys?

Se fosse em outra situação, Atena poderia até ter rido da cara de pasmo que Poseidon, ou Tritão, adquiriu ao escutar tais palavras, mas podia ver o que viria em seguir. Ela estufou o peito. Não era a toa que a chamavam de Viking quando menor. Sabia desafiar até o pior dos perigos. Incluindo um cara bombado que costumavam chamar de novo Aquiles. Era interessante que os dois tivessem nomes de lutadores. E só Zeus sabia como eram os dois juntos.

- Ao menos não sou o filho problema, correto, Ares Hellys? – sua voz foi maldosa. – O que você está fazendo nessa cidade, Aquiles?

Um sorriso malévolo apareceu com a recognição do apelido.

- Ganhando o premio do dia, Viking.

E mesmo sem mostrar a expressão, Atena tremeu por dentro. Podia escutar a ameaça no tom de seu irmão.

- Você não ousaria, Aquiles!

- Você quer ver para crer? Além do mais... – estralou os dedos. – Eu estava cansado de procurar a querida Viking por todo o mundo depois que fugiu de casa. Nosso pai está até hoje sem desistir, ao que parece, eu não sou o futuro daquela empresa, e nem quero ser. Então, novinha, a queridinha do papai, vai agora para Berlim. – riu. – O meu dia estava sem graça, mas vejo que vai ficar bom demais.

Cansada de ser mandada, como se fosse um cachorro, há quatro ou cinco anos atrás, Atena, em uma noite qualquer, pegou o dinheiro do cofre do seu pai, na casa emNY, com seu passaporte recentemente tirado e uma bolsa cheia de roupas, e comprou a primeira passagem que tinha para longe dali, sem ligar para nada, além de que faria a faculdade que queria e não deixaria seu pai influenciar. Não fora a toa que escolhera uma cidade pequena, com um bom curso de arquitetura onde teve ajuda de Apolo e Artemis que a escondera dentro do porão e negou com toda a força que tinham que ela não se encontrava com no apartamento deles. Por todo aquele tempo, quando Zeus voltava a procurá-la, eles negavam e viviam assim.

Até Ares aparecer na sua vida.

Poseidon olhava-a, sobressaltado com aquela dica tão importante sobre sua vida. Claro, saber que Atena era uma infratora de leis era surpresa em qualquer pessoa, mas havia acostumado a ignorar tudo que vinha dos Hellys e viver sua própria vida.

- Aquiles... – Atena semicerrou os olhos. – Você não é nem louco de fazer isso.

Apanhando um celular não tão de ultima geração assim, Ares começou a digitar e dizer:

- Estou fazendo isso...

Antes que ele pudesse falar “Agora”, Atena bateu o pé no aparelho, espatifando-o no chão, como havia aprendido em suas aulas particulares de Mai Tai e Box Chinês. Sempre havia o lado bom de ser filha de um cara rico: tinha de aprender a se defender e chute eram os melhores. Atena voltou para a posição normal, um punho mais a frente, um protegendo seu rosto, as pernas mais abertas para ter flexibilidade e sem tirar os olhos dos avermelhados de seu irmão, tão igual o rosto dele havia ficado.

- Sua... Vadia – cuspiu Ares, vindo em sua direção.

- Mantenha a calma, mantenha a calma – murmurava para si mesma enquanto esperava. Na retaguarda sempre era melhor. – Faça-o cansar, faça-o desistir, não vá a um combate corpo a corpo, você não tem físico. Ele te triturará se tiver chance. Use a inteligência.

Aquele sorriso cruel apareceu no rosto de seu irmão.

- Como sempre, sibilando o que não deve esquecer.

- Como você mesmo vive dizendo, sou um robô, idiota.

Então, o punho de Ares veio em sua direção. Atena desviou para a esquerda, pondo a força na articulação para machucá-lo. Em seguida, um cotovelo no peito dele. Depois, afastar-se, levando só um esbarrar das unhas dele. Boa. Murmurou suas palavras esperando pelo próximo ataque. Dessa vez, foi mais rápido, a sequencia que ele sempre dava. Em cima, embaixo, do lado esquerdo, do lado direito e... Do lado direito. O punho dele pegou bem na sua cintura, mas Atena não caiu, só sentiu a ardência, segurando-se para não perder o ar.

- Melhorou, irmãzinha. – brincou Ares.

- Eu não preciso de músculos, irmãozinho.

Sem esperar, Atena atacou dando um chute na perna dele, como havia aprendido e usou o próprio impulso para dar uma joelhada. E ser boa nisso nunca pareceu tão bem.

- Sempre brigamos, Viking.

- E você consegue pensar em outra coisa alem disso? – perguntou ela, recebendo o impacto do punho dele contra sua mão, protegendo seu corpo. – E ainda queria me bater. Você é um verdadeiro filha da puta.

E com técnica e pericia, Atena levou Ares ao chão, prendendo-o de forma a qualquer movimento causar dor, usando seu corpo para mantê-lo ali. Poseidon parecia paralisado com a rapidez e com o que ambos faziam. Na verdade, todos pareciam do mesmo modo. E pensar que uma garotinha não daria conta de segurar um brutamonte daqueles, quase um halterofilista.

- Você. – chamou ela, com voz que ela odiava por recordar seu pai quando mandava nos empregados. Chamou um garoto do tamanho de Ares para perto. – Eu vou levantar, você não o deixa se soltar. Por favor.

O menino parecia bastante ciente do que Atena poderia fazer com ele, então, assentindo, contou com a garota de olhos cinza de um a dez. Ares, ou Shark, tentou aproveitar-se, mas ela era muito mais ágil e experiente que o irmão nessa área. E não deu tempo se quer para o garoto de olhos quase vermelhos dizerem algo antes que Atena pegasse a mão de Poseidon e começasse a correr, puxando-o com o que sobrara de sua força.

- EU VOU LIGAR PARA NOSSO PAI. – foi a ultima coisa que Atena escutou e virou na esquina. Aceitou a ajuda de Poseidon para pular o muro, inclusive, não o esperou, com mais medo do que admitia, louca para entrar no carro e ir embora.

Assim que o fez e Poseidon ganhou estrada, Atena respirou fundo, recostando a cabeça contra o encosto do banco, finalmente sentindo as dores que devia ter notado na hora e respirando com certa dificuldade. Afinal, ganhar, sempre exigia outra moeda como pagamento. E não era sempre que saia como vitoriosa. O elemento surpresa foi seu curinga hoje. Mas, tinha medo de encontrá-lo depois.

- Você está louca? – perguntou Poseidon em uma voz tão mortalmente calma que teria sido melhor que gritasse com ela. Atena virou o rosto para olhá-lo. A expressão era feroz, quase quebrando o volante com os dedos, em uma clara tensão. – Você atacou um cara com o dobro do seu tamanho.

- E com o dobro do meu peso. – Atena deu de ombros. – Assim que é o nosso oi de Atena para Ares, incrível, não?

- Você lutou com ele!

- Sempre lutei com ele, é instinto. Sempre estamos em lados opostos da mesa. E eu geralmente sou a que fico mais roxa. – levantando a blusa, Atena olhou para o pequeno roxo na sua cintura. Chiou com o latejar. – E com mais dor, aquele vagabundo.

- Eu deveria ter intervido — disse ele ao notar o machucado. — Você não deveria ter feito isso.

- Agradeço por não ter entrado ao meu favor, sério, isso é assunto completamente entre irmãos e Ares depois não me deixaria em paz, nem você. — ela suspirou, tentando em vão relaxar. Seu cérebro estava a mil, pensando no caso de seu pai descobrir onde estava, alerta para qualquer perigo e nem um pouco parada, o que causava mais dor ainda. — Do fundo meu coração, eu odeio a minha família. Por que temos uma mesmo?

- Para decidir os caminhos por nós. — Poseidon relanceou um olhar divertido para ela. — Mas, agora, que você já está machucada mesmo, poderíamos colocar em dia que merda foi essa?

Os lábios de Atena apertaram-se um contra o outro enquanto ela pensava, decidindo-se se aceitaria ou não a ideia.

- Me leve a sua casa.

E Poseidon não precisou pensar duas vezes para se dirigir até lá.

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Notas da Autora Cansada.

Caramba, estudar é um saco mesmo, sério ¬¬'' (a Leneh vai me matar por usar emoticons)... Anyway, eu tava estudando até agorinha e sei que tinha que postar um capítulo novo ou seria saca***** com vocês... Porque eu sei, eu sei *voz da Kiara, filha do Simba* eu devia ter postado no meio do final de semana. Maaaas, eu tenho um "Ás" na manga... Uhum, eu vou escalar montanhas, caminha quilometros no meio do mato e fugir de aranhas que nem uma menininha, sem esquecer de levar o tombo *levantando um dedo a cada coisa que cita*, molhar os biscoitos, cuidar de cachorros, tomar banho de piscina, pular de topo de cachoeiras, escorregar nas pedras, rir da cara do amigo que tomou a agua que não podia e, claro *sorri* não esquecer de agradecer todo dia por Apolo ter me dado um lindo dia de sol, por Pã ter me proporcionado um dos melhores passeios da minha vida e por Artemis ter me dado esse instinto de caçadora para se embrenhar no mato e não ter medo de cobras que eu, humildemente, herdei *--*

Sério, se eu pudesse, levava cada uma de vocês na minha bolsa para mostrar como é linda a natureza quando é intocada, quando o homem ainda não conseguiu destruir tudo... Cada cachoeira escondida na mata, cada vez que você toca a agua gelada e sente que tudo está bem... Como eu adoraria levar vocês *-* E, claro, entrar em lugares assim com grandes amigos e aventureiros para caramba é ainda melhor, que não tem preguiça de andar milhares de quilometros só pra ver um lugar e fugir de touros loucos por nossas blusas vermelhas ;) Muito, muito bom mesmo...

Ok, agora chega de falar de mim *ainda abraçada a Duda* Alguém notou que eu mudei a capa da fick? Não sei se ficou legal, então, depois alguém me diz se ficou sussa? ;) Anyway, obrigada por terem lido e por não terem me matado.

Eu amo vocês, cara, vocês não tem noção! Eu tava louca, apesar de muito feliz, quase roendo as unhas e quase chorei quando minha irmã disse que a internet não estava funcionando hoje .-. Momentos de tensão! Anyway, agora estou calma e tranquila e logo, logo vou responder aos recaditos ;)

De qualquer forma, como minha irmã ameaçou e eu vou usar isso, não se esqueçam dos meus recaditos, beleza? Eu gosto de cada um deles e adoro saber da vida de vocês ;)

Beijinhos,

Nivea

^^

Ps: Alguém quer foto do lugar que eu fui? Só clicar aqui e aqui. Essa é somente uma das sete cachoeiras e dos grandes lagos. Quando for lá de novo, vou trazer um mooooonte de fotos pra vocês ;)

Ps²: Eu estou tão feliz *-*

Ps³: Quem tá acompanhando as Olimpíadas? Muito bom ;)

*nunca mais vai soltar a Duda* u.u