Four Seasons
9 Haven't Met You Yet
Notas iniciais
Vejo vocês lá embaixo, fofoletes com cheirinhos de frutas *--*
E uma músiquinha bem fofinha ^^
[Música — Michael Bublé — Haven't Met You Yet]
A pequena cafeteria aos moldes franceses, daqueles que ficam defrontes a Torre Eiffel — marco histórico e monumental que Atena adorava — nos tons do país do capuchino, estava quase sem movimentação devido aos indícios de que uma chuva forte estava por vir. Mas Atena não ligou, acomodando-se nos bancos do lado de fora, onde podia ver as pessoas caminhando pela praça circular enquanto esperava Poseidon voltar com os cafés, uma vez que ele se indicou para esse trabalho. Mas não demorou muito para que ele voltasse, com um sorriso — que ela começava a notar ser típico dele — variando entre o sacana e o divertido.Eu designaria prepotente. Contudo, seria errado fazer isso quando ele mostrara-se uma pessoa bem mais legal, não menos odioso nos padrões dela, mais... aceitável.
— O garçom vem trazer pra gente — Disse Poseidon Danniels enquanto tomava a cadeira de frente a sua, no lado contrario ao seu, passando os dedos a fim de arrumar o indomável cabelo negro. Como dito, ficou bagunçado do mesmo modo ao terminar, e Atena apenas sorriu daquilo. — Pedi um moccachin para você, espero que goste, é a especialidade daqui e o melhor que conheço.
Atena nunca tinha ido àquele lugar, mas percebeu que gostou dele.
— Gosto sim — E era verdade. — Não quer dividir a conta?
Os olhos verdes se reviraram, ainda que o sorriso estava fixo nos lábios finos e extremamente másculos, ainda mais com as bochechas altas que tinha e o queixo meio quadrado. Como sempre gostamos de dar ênfase, muito bonito.
— Relaxe, Atena, eu te chamei para tomar o café, jamais poderia pedir isso. — Piscou — Além do mais, o fato de você ter vindo já está ótimo.
Eu sei que você tem uma noiva, garotinho, não pense que pode abocanhar dois peixes de uma vez. Seus olhos acinzentados não expressaram nada do que pensava.
— Já que você citou isso...
E então foi a vez do garçom aparecer, trazendo duas xícaras e uma vasilhinha de vidro em formato de flor cheio de macarons* coloridos, os favoritos da garota, algo que ela não admitiria. Esperou o atendente ir embora, e tomou um gole do quente e suavemente amargo café, antes de voltar ao assunto. Poseidon também se divertia com o vaporzinho que o café exalava, assoprando-a para o lado, tentando, para beber o liquido amarronzado escuro puro.
— O que você dizia, Atena?
Ela deu de ombros, servindo-se de um macaron vermelho. Poseidon olhou para suas unhas e ela tratou de recolher a mão o mais sutilmente que pode, sabendo que ele estava acostumado a ver esmaltes por ser irmão de Afrodite, mas os olhos verdes nada disseram ao serem fitados.
— Queria saber por que você me chamou. As chances eram quase nulas de que eu aceitasse — Ela fez uma careta ao ter a língua queimada — Mal te conheço, só tenho um certificado de que é irmão da minha amiga, nada mais que isso. Ainda assim você perguntou.
Atena pode ver que ele ria internamente e quis saber o que se passava naquela mente. Assim como ela, ele deu de ombros.
— Eu te acho intrigante, apenas. Sabe... você tem uma personalidade forte, posso notar isso — Sorriu por trás da xícara, como aqueles vilões de filme norte-americano ao ameaçarem um inimigo para depois tomar um gole. Atena corou, esperando o final do veredicto, a mordiscar um macaron.Não posso comer muito ou minhas calças não entram mais. — E minha irmã atiçou minha curiosidade, ela sempre fala muito bem sobre a Loirinha.
A garota de olhos cinza revirou esses, achando graça na fala, ainda que ficasse da cor do seu docinho.
— E há alguém que Afrodite diga mal?
— Posso te entregar a lista amanha?
Ela riu baixinho, desviando os olhos para contemplar as pessoas caminhando. Se eu estivesse com um caderno, poderia descrever isso aqui e juntar aos locais que tenho, talvez eu venha depois, sozinha. E ao virar-se para apanhar sua xícara, notou que ele não tirara os olhos verdes de sua pessoa em nenhum momento. Sentia-se corando.
— Eu sou fotógrafo.
— Hã? — O que ele está dizendo mesmo? Perguntou-se Atena, com o cenho franzido para Poseidon. Esse apanhou algo dentro de uma bolsa que ela nem se quer notara que ele trazia consigo e mostrou para ela. Uma maquina profissional, grande e preta lustrosa, um objeto tão maravilhosamente intrigante que deveria vir com avisos como "Cuidado, eu sou caro" ou "Não me toque", achava-se acomodado dentro da sua capa. Então, Atena, timidamente, compreendeu o que ele queria dizer. Poseidon sorriu. — Ah, isso. Hum... E o que tem?
— Eu queria te fazer uma proposta. — Ele apontou para o objeto sobre a mesa. — Você é o tipo de personalidade que eu preciso para a minha nova exposição. Independente e feminina, se encaixa por completo nos padrões e eu não tenho nenhuma loira.
Atena não sabia o que falar diante tal proposta. Só conseguia fitar a maquina como se fosse um leão a espreita para poder mordê-la no mais sutil movimento. E não era de se admirar que Afrodite fosse tão boa modelo, não quando tinha um irmão como fotografo particular. Então, seus olhos encontraram os deles, procurando alguma brincadeira, mas encontravam-se sérios. Ele leva a cabo o que faz, ela percebeu, com a garganta seca.
Teve de tossir fracamente antes de dar um sorriso fraco.
— Você me pegou de surpresa, desculpa, devo ter parecido uma idiota. — E coloca surpresa nisso. Mexeu-se na cadeira. — De qualquer forma, você tem certeza do que está perguntando?
Ele jogou a cabeça para trás e riu, uma gargalhada que a fez corar. Pergunta certa ou errada?
— Claro que tenho, Atena — Os olhos verdes deslizaram pelo seu rosto. —Você fica mais bonita quando está com as bochechas vermelhas, vou ter que fazer você ficar sem graça. Por que você aceitou, certo?
— Não — Ou havia aceitado? — Acho que não.
— São apenas fotos, sem qualquer exibição ou brincadeira. — Prometeu ele, pegando outra coisa, uma pasta dessa vez e pondo na frente dela. — Eu realmente trabalho com isso, não é para zombar de você ou algo do tipo. Esse foi a minha ultima amostra fotográfica lá no Alaska, se quiser, inclusive está na Semana de Arte de lá.
Vendo que não custava tentar olhá-las, uma vez que ele detinha uma expressão bem séria no rosto, ela abriu devagar a pasta e sorriu com o que viu. Um husk siberiano, assim como Aquiles, brincando de pega-pega com uma criança tão encoberta de agasalhos que era meio difícil saber se era um menino ou uma menina em uma visão de tirar o fôlego ao fundo. Montanhas, muitas montanhas, todas com seus picos fustigando a lente da câmera como um prisma abaixo do sol, meio dourada e meio escurecida e, na sua encosta, nos flancos encobertos de arvores altas e cheias de neve, um lago sinuoso e congelado aproximava-se até perto de onde a dupla de amigos se divertiam. As expressões, tanto do cachorro latindo e o rabo em meio movimento de volta, assim como o sorriso e olhos negros da criança, que não devia ter mais de cinco anos de idade, eram tão deslumbrantes que se via automaticamente retribuindo a felicidade deles com um repuxar de lábios bem singelo.
Na outra, o sol era o fator principal refletindo todo o seu poderio para uma embarcação aos moldes antigos, de madeira e mastros com suas velas que deslizavam dentre os blocos finos e craquelados de gelo de um lago em pleno inverno, com flocos de neve bailando pelo ar, mesmo que tivessem sido perpetuados em uma cena, pareciam vivos. Homens, pequenos como formigas, apareciam sobre o bordo e estibordo, e se semicerrasse um pouco os olhos, podia-se até ver o comandante no timão.
— São maravilhosas — E muitas outras deslumbravam tanto quanto as duas primeiras. Uma em uma savana africana com crianças brincando com um filhote de leão; a sexta (se ela não se enganava) era de um grupo de mulheres japonesas vestidas nos clássico kimonos; a sétima, Atena tinha certeza, era de uma indiazinha pulando corda, um macaquinho batendo palmas enquanto a menina parecia contar, os cabelos negros e pesados no meio da queda quando presos pela lente; a vigésima que era a de um grupo de pessoas mulçumanas e havia até mesmo uma foto do campus onde estudavam.
Atena levantou os olhos das fotos surpresa que ele já tivesse viajado tanto, não era por dinheiro que ela não ia, apenas nunca tinha tempo para isso. E jamais quis tanto estar nesses lugares que vira antes de fechar a pasta e devolve-la ao dono. Esse sorria.
— Ganhei seis prêmios de Melhor Foto Pelo Mundo com as duas primeiras desse portfólio — Falou Poseidon, sem nem um traço que estava se gabando, apenas admitindo um fato que o fazia feliz. — Fui indicado em mais dez e ainda pretendo ganhar mais. E por isso, estou pedindo a sua ajuda.
Atena corou, mas assentiu, levando aquilo tão a sério quanto ele.
— E com que eu poderia te ajudar? Eu sei arrumar fotos, conheço pessoas bonitas e...
Ele sorriu, negando com a cabeça.
— Não, isso eu consigo, alguns prêmios fazem as pessoas começarem a te procurar — Piscou antes de apanhar a sua mão sobre a mesa. Eram quentes e calorosas, exatamente como havia classificado naquele dia, e trazia uma confiança inata dos Danniels. Os olhos dele prenderam os seus. — Eu quero que você seja minha modelo.
— Hum... er... repete? — Foi a coisa mais inteligente que sua mente de 180 de QI pode juntar. Um sorriso divertido dele.
— Você gostaria de ser minha modelo?
E Atena corou mais ainda, se possível.
— Mas... mas... porque eu? — Balbuciou ela, sem entender.
— Por que você retrata a menina tímida e inteligente que eu quero.
— Por que não diz "nerd"?
Poseidon riu, levando junto a tensão ao soltar as mãos dela.Ele é... estranho.
— Você não é nerd.
— Se você diz — Deu de ombros. Suspirou — Olha, eu realmente agradeço, mas...
— Hey, espera, deixe-me explicar. Eu não posso perder essa chance. — Os olhos verdes procuraram algo nos seus acinzentados — Por favor, eu te explico antes de você dizer sim ou não.
Como já estava preparando-se para se levantar, pois o que mais queria era ir embora depois de um pedido tão inusitado e pelo fato de encontrar-se extremamente afetada com tantos olhares que ele recebia e que se desviavam para sua pessoa, Atena voltou a sentar-se e vê-lo sorrir, assentindo para ela, como quem fizera uma ótima escolha.
Poseidon trançou os dedos sobre a mesa.
— Há dois anos, eu comecei a decidir que era hora de eu ter algo que todos se recordassem, como aquela foto do "Beijo na Vitória da Primeira Guerra Mundial" e "Boulevard Diderot" de Herni Cartier-Bresson — e Atena sabia do que ele falava, anuiu. — Então, comecei a procurar pelo mundo, em uma viagem que durou até um mês atrás, quando resolvi que devia voltar para minha amada cidade. Ganhei muitas honras com o que pude tirar, mas ainda não estava achando que era... aquilo que eu realmente queria. Mas, dois dias atrás, vendo a Bonequinha de Luxo se arrumando que eu tirei uma foto dela, que já te mostro, só vou terminar primeiro de explicar. Onde parei... Ah, então, eu tirei uma foto e descobri o que eu queria. Eu quero mostrar vocês, as mulheres, os seres mais inexplicáveis e fantásticos do mundo — Ele sorriu.
— E já encontrei três modelos, uma, claramente, é minha irmã, a Senhorita Expressões. — Continuou — E eu preciso de garotas assim, que tenham personalidade forte como você, carisma como Afrodite, alegria como minha noiva Anfitrite e sensualidade como Scarlet. Vocês representam mais do que vocês próprias veem. Os olhos. — Atena corou quando ele tocou sua bochecha. — E os seus são muito peculiares, nunca havia visto um azul tão perto cinza como eles. Os de Afrodite são divertidos, não sérios como esses. A boca. As bochechas, inclusive o cabelo — Ele brincou com uma mola loira. — E acho que não me enganei ao escolhê-la. Você entra em qualquer ideia que eu tenha e por isso preciso de sua ajuda, Atena. Eu vou ter dois meses, apenas isso, para poder capturar sete fotos ao todo para a Semana de Fotografia de Paris, onde meu nome está como um dos indicados, e criar uma pequena galeria. Então, por favor, aceita?
Ele é bom de lábia, pensou Atena, seus olhos nos verdes dele a procura de qualquer brincadeira, ainda que tivesse visto a prova de que Poseidon realmente se dedicava aquilo. Não havia nada mais do que suaves ondas e ansiedade neles, quer dizer, era o que ela pode inferir. Nunca havia encontrado alguém tão impetuoso e sem noção como ele, que uma hora a levava ao hospital depois de levar um tropeção e em seguida parecia um empresário tentando negociar o que vendia, sério e compromissado. Literalmente.
Atena mordeu o seu lábio e, não calculando o dano que aquilo podia ter depois, falando um foda-se pela primeira vez, pois de fato ele conseguira envolve-la no que dizia, assentiu vagarosamente, só para vê-lo sorrir, o sorriso mais real que ela vira nele nesses últimos dias que se viram.
— Aceito.
— Nem sei como te agradecer, Atena.
Ela ficou sem graça.
— Então... her... quando você quer começar? Algum dia?
Ele sorriu um sorriso traquina e piscou.
— Agora, vamos, vou te levar ao meu estúdio.
Afrodite, você me paga!
O estúdio dele não era nada do que ela imaginava que fosse um estúdio, na verdade, Atena nunca entrar em um estúdio propriamente dito, somente vira pela televisão algumas vezes, em um ou outro documentário sobre Arquitetura. Mas, adorou o local assim que chegou. Miniaturas de todos os tipos de monumentos espalhavam-se no canto esquerdo do que parecia ser o hall do local. As estantes, acopladas a própria parede, davam um ar rústico e um pequeno Parthenon a convidou para chegar mais perto. Estatua da Liberdade. Torre Eiffel. Opera House de Sidney. Cristo Redentor. Machu Picchu. As Pirâmides do Egito. E tantos que ela só podia sorrir.
— Você já foi a todos esses lugares? — Questionou Atena, apos jogar a bolsa sobre um puff perto da janela, na verdade, na parede vidro inteiro que dava uma vista espetacular da cidade, antes de voltar-se para olhar um a um os brinquedinhos. Luzes superiores, inferiores e laterais faziam as peças brilharem, seus materiais, que iam desde mármore até material reciclável criava uma atmosfera culta. E ela jamais imaginou que ele pudesse ser assim, não quando a irmã dele era quem era. Tudo bem que Afrodite sabia tudo de moda, mas Artes? Jamais.
— Três ou quatro eu ganhei de amigos pelo mundo, o resto adquiri nessa viagem de dois anos que te falei — A voz dele vinha de algum lugar atrás dela, solene e divertida ao mesmo tempo. — Queria alguma recordação. Se pegar e virá-las de cabeça para baixo, irá ver que tem muitas assinaturas. Pessoas que conheci e que me acolheram em cada lugar que o monumento representa.
Se ela queria pegar para ver? Muito, mas preferiu não mexer, ao notar que havia algo de simbólico e emocional para Poseidon naqueles objetos e que se sentiria culpada caso quebrasse. Logo que terminou de vistoriar cada lugar do mundo que havia naquelas tabuas de vidro, Atena virou-se só para ver o porque de ele encontrar-se tão calado, inclusive era por isso que virara-se, quando esta calado de mais, está aprontando. E era exatamente isso que ele fazia, com uma câmera, sorrindo por trás dela enquanto clicava silenciosamente o botão de captura. Atena corou de repente, envergonhada, e Poseidon parou, fitando-a com os olhos verdes curiosos.
— Finja que não estou aqui. — Pediu o homem de cabelos negros calmamente. — Sou uma sombra.
Ela revirou os olhos, sorrindo.
— Vai lá, Batman. Poseidon, quer parar? Eu tô virando um tomate!
— Um lindo tomate. Eu tinha dito para você que teria de fazer você ficar sem graça?
— Por que eu aceitei mesmo?
O lábio rosado dela se enrugou. Um sorriso apareceu na boca masculina.
— Por que eu sou irmão da sua melhor amiga.
— Isso sem duvida influenciou.
— Eu sabia que você era uma leoa por trás dessa cara de anjinho.
Atena franziu o cenho.
— Você quis dizer com isso que...
— Você tem personalidade muito forte — Clique — E que é impossível deixar de notá-la. — Clique — E que ai vem minha noiva.
O corpo de Atena retesou com a última frase e um grito de felicidade, um pouco estridente demais para a garota de cachos loiros, soou pelo cômodo quase vazio, a não ser pela estante, um tapete branco sobre o piso negro, e dois puffs nos cantos e uma porta que ela ainda não sabia para onde levava. Uma mulher, melhor, uma garota que devia ter em torno de dezenove anos (como se Atena tivesse 30!) pulou em Poseidon que a esperava de braços abertos, a câmera aparentemente pesada em uma das mãos que nem se quer tremiam. Seus cabelos eram lisos e até o meio da cintura, escuros como os do noivo e trajando um vestido azul que Atena achou meio vulgar, pensando que ele cairia bem melhor no corpo mais magro de Afrodite. A convidada de última hora beijou Poseidon, um pouco mais vulgar do que suas roupas, ao ponto da mulher de olhos acinzentados sentir-se incomodada. Ver pessoas se beijando era supernormal em companhia de Apolo e Hermes, mas quase se entregando para ser comida como a outra fazia, Atena não estava acostumada. Finalmente, ambos pareceram recordar de sua presença e sentiu-se grata por aquele sexo em publico ter acabado. Primeira impressão é a que fica.
— Oi — Disse Atena, com um aceno.
A garota olhou-a, analisando-a antes de sorrir. Olhos cruéis.Típica piranha para garotos como Poseidon.
— Essa foi a menina que você tinha dito ter encontrado? A amiga da sua irmã?
Eu não sou menina, pirralha, sou mulher.
— Sim. — Escutou-se dizendo, enfrentando. Já tivera valentonas demais em sua vida. — Aceitei o convite dele, prazer, sou Atena Hellys.
Sou uma dama, e não preciso arrumar briga para me impor, pensou a mulher de olhos acinzentados enquanto apertava delicadamente a mão com unhas de oncinha da outra.
— Sou Anfitrite Evans, a noiva dele.
— Ele me falou sobre você, adorável escolha. — Sorriu, polidamente. Eu não digo o que penso, querida. Fitou Poseidon que parecia concentrado em contar quantos palmos o vestido minúsculo da sua namorada tinha. Você acaba tão facilmente sua imagem ao ver uma mulher. — Poseidon.
— Hã? Ah, sim, Atena?
Ela segurou-se para não revirar os olhos para a cara de bobo que ele fazia.
— Eu volto amanha. Creio que sua namorada... — Fitou Anfitrite antes de retornar aos olhos verdes. Vocês se merecem. — ... E vocês queiram conversar.
— Mas acho que ela não vai demorar muito aqui. Vai amor?
Anfitrite fez um biquinho que levou o estomago de Atena se revirar de nojo enquanto perguntava-se como podia haver alguém repugnante sem nem precisar conversar com ela por meia hora.
— Eu vou demorar muito, querido. Muito mesmo.
Atena não era inocente de não conseguir entre ler as promessas na frase. Parece cadela no cio. Então, com esse comentário de Anfitrite, a garota de sorriso desafiador apanhou sua bolsa e sorriu para Poseidon.
— Te vejo amanhã.
E assim foi embora, ignorando que ele gritasse seu nome, para casa.
Atena pegou uma chuva daquelas no caminho de volta para o apartamento que dividia com os amigos, e chegar cheirando a cachorro molhado em nada melhorava seu humor sombrio ao ter de procurar a chave dentro do buraco negro que era a sua bolsa e ter um século de lutas antes de conseguir abrir e fechar a porta, trancando-a outra vez. Sons inadequados para serem descritos aqui chegaram aos seus ouvidos pelo ar, vindos do quarto dos meninos, a fez revirar os olhos e falar "homens" como se os amaldiçoassem. Como Apolo e Artemis não se encontravam em casa, de acordo com um recado que diziam que tinham ido fazer compras (função de Atena), a gata ensopada deduziu que fosse Hermes e alguém que não conhecia, pelo menos esperava que a fosse assim. Mas pouco ligava naquele momento, só queria um banho e um pouco de descanso acompanhados de algum remédio para não ficar resfriada.
— USA CAMISINHA — Gritou ela, brincando para deixar a mulher que estivesse com ele consternada, antes de fechar a porta e ir tomar banho, exausta.
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Notas da Autora:
Galeeeeeeeeeeeeeera, sério, eu precisava comentar com alguém... Mas, alguem aqui assiste Dallas, da Warner? Veeeey, muito bom, elenco M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O (JR então nem se fala!) e história bem texiana, com direito a lindos cowboys e intriga quase como novela mexicana.... Porque, sério, o que tem de gente cobra ali ASHUASHUSAHUAS
De toda forma, ignorem, fiquei feliz demais porque conseguir finalmente assistir os capítulos e sabia que tinha de dividir com vocês.
Então, mas a minha proposta inicial não foi isso... Eu vim aqui apresentar a vocês a minha nova beta, que fez um trabalho magnífico com os meus erros de português que até o Word desiste de mim já nesse capítulo aqui, Leneh Jackson. Obrigada, Leneh, por aceitar a minha estranha proposta e vocês vão ficar devendo à ela pelo texto ficar bem mais fácil de ler, entender e mais bonito aos olhos. Pois é, ela é quase uma deusa por isso. Vamos trabalhar nesse projeto juntas e espero que se divirtam tanto quanto eu e ela estamos o fazendo
Seja bem vinda, Leneh e tenha paciência de sobra, porque comigo né.... ASHUSAHSAASHUUAS
Beijinhos e espero que tenham gostado
Nivea Litig
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