Fortemente Ligados
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Harry mal podia acreditar no que havia acontecido.
Ele era um bruxo? Seus pais foram assassinados? Ele era famoso? Iria estudar em uma escola de bruxaria chamada Hogwarts? E seus tios sabiam de tudo?
Aquilo só podia ser um sonho. Nada daquilo poderia ser real… ou poderia?
Depois de tanto pensar no ocorrido, Harry finalmente adormeceu e assim que isso aconteceu, o menino se viu no lugar misterioso com o qual sempre sonhava.
Diferente de onde estava, naquele lugar não estava chovendo e uma meia lua iluminava ao local. O vulto vermelho já o esperava, ele se aproximou e sentou ao seu lado, ansioso para contar tudo. Harry pegou um graveto ali perto e escreveu na terra:
— Descobri que o que eu sabia sobre meu passado era mentira.
— Como assim? – Gina escreveu de volta na terra também com um graveto.
— Descobri que sou um bruxo. Sei que parece loucura, acho até que não é verdade. – Harry explicou.
Gina olhou para o que estava escrito na areia de olhos arregalados em surpresa.
— Eu também sou bruxa. – Ela finalmente escreveu a resposta. – Minha família inteira é formada por bruxos e bruxas.
— Você é uma bruxa? De verdade? Conhece Hogwarts?
— Sim, sou uma bruxa, é muito bom saber que você é um bruxo… Não que eu tenha algum preconceito com trouxas, mas era que eu não queria mais esconder isso de você e fico muito feliz que tenha confiado em mim para contar que é um bruxo. – Gina escreveu o mais rápido que conseguiu. – Sim, eu conheço Hogwarts, você irá estudar lá esse ano? Eu ainda não posso, tenho apenas nove anos, mas meus irmãos podem.
— Sim, eu irei estudar esse ano. Estou nervoso, como será estudar lá? Como é a escola? Hagrid não me disse muito sobre ela.
— Eu não sei muito, meus irmãos não me contam quase nada, pergunte mais a Hagrid, eu o conheço e ele é muito legal.
— Você conhece Hagrid?
— Sim. – Gina escreveu e passou uns momentos pensando em algo, até que resolveu escrever. – Quando eu também for para Hogwarts, será que nós iremos nos reconhecer?
Gina viu o vulto sorrir abertamente.
— Não tem como eu não reconhecer seus cabelos vermelhos e o cheiro floral que emana deles. – Harry respondeu. – Conheceria eles em qualquer lugar.
Gina ficou mais vermelha que seus cabelos.
— Fico feliz em saber disso. – Gina ficou mais vermelha que seus cabelos. – Também não seria difícil reconhecê-lo.
— Posso saber o porquê?
— Se não for impressão minha, seus cabelos são muito rebeldes e seus olhos de um verde muito intenso. – Gina escreveu. Harry riu, mas ela não pôde ouvir.
— Não é impressão. – Harry escreveu de volta. – Sou assim mesmo.
— Então não será difícil. – Gina concluiu com um enorme sorriso que Harry conseguiu ver.
Os dois continuaram a conversar naquele lugar misterioso e belo, enquanto que, na toca, um velho amigo de Molly fez-lhe uma visita.
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Na Toca...
Molly e Arthur arrumavam a bagunça feita pelos gêmeos na sala quando escutam um barulho de aparatação e em seguida alguém batendo na porta.
Molly foi atender a porta, apenas para em seguida se arrepender de ter o feito.
— O que raios pensa que está fazendo aqui? – Molly questionou com raiva olhando para a pessoa a sua frente.
— Boa noite, Molly. Precisamos conversar. – Severo Snape falou postado do lado de fora de sua casa em meio a tempestade que acontecia.
— Não, Snape, não precisamos conversar. – Molly declarou, começando a fechar a porta na cara do homem, mas foi interrompida pelo que ele disse em seguida.
— Precisamos conversar sobre Harry Potter.
— Harry? O filho de Lilian? – Molly interrogou.
— Por acaso conhece outro Harry Potter? – Respondeu Severo, se aproveitando da distração dela e entrando na casa para se proteger da tempestade do lado de fora.
— O que quer falar sobre ele? – Molly indagou, fechando a porta ao mesmo tempo em que Arthur se aproximava deles. Molly logo percebeu pelo olhar de Snape que ele queria ter aquela conversa apenas com ela. – Querido, pode nos deixar a sós? Depois arrumamos essa bagunça.
— Irei ver como estão as crianças. – Respondeu Arthur e saiu sem cumprimentar Snape.
— O que quer? Você nunca viu Harry, como pode saber alguma coisa sobre ele? – Molly questionou cruzando os braços.
— Dumbledore quer que eu cuide do garoto quando ele for para a escola… suponho que saiba que ele irá esse ano.
— Claro que sim, Sev... Snape, ainda sei contar! O garoto já tem onze anos… Espera, como assim cuidar de Harry?
— Ele acha que o lorde das trevas pode voltar. – Severo explicou. – Quer que eu proteja o garoto.
Molly soltou uma risada sarcástica.
— Você!? Proteger Harry!? É bem capaz de mata-lo na primeira oportunidade que tiver… principalmente quando ver o quão parecido com James o menino é! – Molly bufou. — O que Dumbledore tem na cabeça? Você-sabe-quem não irá mais voltar, está morto, como Lilian e James.
— Ora, Molly, se pensasse mesmo que o lorde das trevas não estivesse prestes a voltar a qualquer momento não esconderia de ninguém a ligação que Harry e Gina possuem, nem mesmo de sua própria filha.
Molly arregalou os olhos.
— Como sabe da ligação deles?
— Dumbledore. – Severo explicou. – Ele me contou, já que vou proteger o garoto, disse que não seria mais um segredo para mim quando percebesse que Harry e Gina são “estranhos” já que convivi com outras duas ligadas e me pediu para proteger sua filha também… e eu o farei.
— Quero que você fique bem longe de Harry e Gina! Severo Snape significa decepção e traição na certa. – Molly declarou. – Bem que você queria que o seu maravilhoso lorde voltasse e acabasse com a vida de Harry e de Gina, não é?
— Se o lorde das trevas voltasse eu nunca voltaria a ser seu seguidor. – Severo afirmou fazendo com que Molly soltasse outra risada sarcástica.
— Claro que não! Você só seria a primeira pessoa a atender ao chamado de seu lorde não sei das quantas. – Em seguida, Molly pegou no braço de Snape e levantou a manga, revelando a marca de Voldemort, apagada, mas ainda ali. – Como pôde fazer isso? Como pôde machucar pessoas como a mim e a Lilian? Como pôde se juntar a ele?
— Eu não tinha escolha! Você e Lilian não falavam mais comigo, me abandonaram! – Severo tentou se defender.
— Abandonamos!? Você chamou Lilian de sangue ruim! Como isso pode ter perdão? Você machucou a ela e a mim! E não foi por que éramos ligadas, e sim porque pensei que fosse diferente dos outros sonserinos… Lilian e eu te pedimos que se afastasse deles, várias vezes! Não venha colocar a culpa em nós, você escolheu fazer essa burrada. Não foi eu e nem Lilian, foi sua estúpida escolha!
Eles ficaram se olhando por muito minutos. Molly ainda segurava o braço de Snape, mas o soltou com violência quando decidiu se afastar dele com os olhos lagrimejados.
— Saia daqui, Snape! Saia da minha casa, nunca mais volte e fique longe de Harry e Gina! – Molly falou, sem o olhar enquanto apontava para a porta.
— Molly...
— Saia, Snape! – Molly mandou outra vez.
Ele olhou mais uma vez para ela antes de se encaminhar para a porta. Com a mão na maçaneta ele se pronunciou novamente a ela.
— Não há nada nem ninguém, Molly, que irá me fazer desistir de proteger os garotos. – Ele disse e saiu, aparatando em seguida, sumindo na tempestade. Molly continuou ali tentando voltar ao normal.
Arthur voltou a sala e encontrou a esposa.
— Está bem, querida? – Ele perguntou.
— Sim, estou bem, como estão as crianças? – Molly respondeu.
— Dormindo. Cada um em suas camas.
— Certo… vamos dormir, amanhã arrumamos essa bagunça. – Molly disse, já indo em direção as escadas.
— Está bem… – Arthur concordou e, mesmo estranhando, ele a seguiu. “Só podia ter alguma coisa errada, Molly não era de deixar algo para arrumar depois, principalmente na toca.” Ele pensava.
— Lhe contarei amanhã. – Ela percebeu que ele notara.
— Tudo bem. – Arthur falou, lhe dando um beijo no topo na cabeça.
Os dois continuaram a subir as escadas em direção ao quarto do casal, afinal, no dia seguinte iriam para o beco diagonal.
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