Fortemente Ligados
6 Capitulo 6
Notas iniciais
O episódio da jibóia resultou a Harry o castigo mais longo que ele já teve, seus tios o manteram no armário sob a escada até o fim do ano letivo da escola em que ele e Duda estudavam, deixando-o viver as férias escolares em “liberdade”. Fora o castigo que recebera, Harry ficou contente que suas aulas tivessem acabado, para ele era um grande alivio, apesar das visitas constantes dos amigos de Duda a casa. Ele ficava feliz só em pensar que quando chegasse setembro iria para a escola secundaria, ficando pela primeira vez na vida em uma escola sem Duda, que iria para uma antiga escola de tio Valter, fazendo Duda rir de sua situação “horrorosa” de acordo com ele. E Duda tentava desanima-lo de todos as maneiras possíveis, falando horrores sobre estudar nesse tipo de escola e caçoava de Harry por ele, Duda, estar em uma escola melhor que Harry, mas isso não abalava o garoto, Harry estava feliz em ter uma nova vida em uma escola diferente de Duda.
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Na Toca....
Martelando o estranho ocorrido de ter falado com uma cobra, Gina não contara a ninguém e deixara para si a paranoia de que era uma bruxa das trevas. Com sua mente de criança, Gina tinha medo de que de repente atacasse a sua família e matasse a todos, mas logo vinha à sua cabeça que se ela tinha esse medo ela não era má, e vinham também as palavras da cobra, dizendo que ela era uma menina boa e pura e que também era muito poderosa. Gina não entendia a última parte. Ela? Poderosa? Não conseguia acreditar, era uma simples bruxa, não era tão poderosa assim, nem sequer controlava sua magia e ela ainda não sabia nenhum feitiço ou poção… mas estava ansiosa para saber. Pena que ainda faltava um ano.
Rua dos Alfeneiros...
Naquela manhã em que tudo corria tranquilo na casa dos Dursley, ou melhor, em que tudo estava normal, aconteceu algo que nunca havia acontecido antes. Harry havia recebido uma carta. Estava tão clara que era para ele que não havia como ser um engano.
Sr. H. Potter
O armário sob a escada
Rua dos Alfeneiros 4
Little Whinging
Surrey
O envelope era grosso e pesado, feito de pergaminho amarelado e endereçado com tinta verde esmeralda, não havia selo, quando virou o envelope com a mão tremendo Harry viu um lacre de cera purpura com um brasão; um leão, uma águia, um texugo e uma serpente circulando uma grande letra H.
Harry foi despertado por tio Valter o chamando para retornar à cozinha com as cartas, Harry voltara a cozinha distraído, entregou as correspondências a tio Valter e continuou com a endereçada a ele em mãos, mas infelizmente Duda o vira segurando a carta antes que Harry a escondesse.
— Pai! – Exclamou Duda de repente – pai, Harry recebeu uma carta!
Tio Valter arrancou a carta da mão do garoto antes mesmo que Harry pudesse abri-la.
— É minha! – Disse Harry tentando recupera-la.
— Quem iria escrever para você? – Zombou tio Valter sacudindo a carta com uma das mãos para desdobra-la e percorrendo-a com o olhar, seu rosto adquiriu várias cores em seguida, ele começou a gaguejar o nome da esposa e Petúnia se aproximou.
Petúnia leu a carta que estava nas mãos do marido e assim que colocou os olhos nela pareceu que a mulher iria desmaiar, mas ela apenas levou as mãos a boca em assombro e fez um barulho com a boca como um engasgo e não parava de repetir o nome de Valter apavorada, eles se entreolharam assustados esquecendo-se do filho e de Harry que ainda estavam ali, Duda não estava acostumado a ser ignorado então ele bateu com a bengala de sua escola fortemente na cabeça do pai.
— Quero ler essa carta! – Falou alto Duda.
— Quero lê-la! – Harry furioso. – Porque é minha!
Tio Valter apenas ordenou que os dois saíssem dali. Os dois persistiram em ver a carta, mas tio Valter pegou os dois e os arrastou para fora dali aos berros.
Na mesma hora em que tio Valter fechou a porta na cara dos dois, Harry e Duda tiveram uma pequena briga para escutarem atrás da porta, Duda venceu e Harry teve que ouvir pela fresta entre a porta e o chão.
— Valter, – disse tia petúnia com a voz trêmula – olhe só o endereço, como é que eles podiam saber onde ele dorme? Você acha que estão vigiando a casa?
— Vigiando, espionando, talvez até nos seguindo. – Murmurou tio Valter enlouquecido.
— Mas o que vamos fazer, Valter? Vamos responder a carta? Dizer a eles que não queremos...
Harry via os sapatos pretos lustrosos do tio Valter andando para cá e para lá na cozinha.
— Não, – disse ele decidido – não, vamos ignora-la, se não receberem uma resposta… é melhor… não vamos fazer nada…
— Mas…
— Não vou ter um deles em casa petúnia! Nós não juramos quando o recebemos que íamos acabar com aquela bobagem perigosa?
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Na Toca...
Aquela manhã era uma manhã especial para a família Weasley… talvez não para Gina.
Hoje era o dia que todos os seus irmãos — ao menos os que ainda moravam na Toca — iriam receber suas cartas de hogwarts, até mesmo Rony iria receber uma, já que já havia completado os seus onze anos. Todos iriam para a escola, menos ela e isso a revoltava, deixava Gina furiosa e triste.
E sua situação piorou assim que ela desceu as escadas para o café da manhã e viu as cartas com o símbolo da escola nas mãos de seus irmãos. Ela se dirigiu a mesa e sentou-se em silêncio.
— Veja, Gina! Minha carta de Hogwarts chegou! Finalmente! – Rony exclamou balançando a carta nas mãos para mostrar a Gina.
— Estou vendo. – Ela respondeu. De repente, Gina virou-se para a mãe. – Mamãe, eu quero ir a Hogwarts.
— Você ainda não tem idade, Gina, querida. – Molly respondeu com carinho.
— Mas eu quero ir! Por que eu não posso ir agora? Isso é muito injusto, eu irei ficar aqui sozinha! – Gina tentou argumentar.
— Não irá mais demorar tanto, Gina. Espere mais um ano e logo, logo, sua vez chegará. – Molly tentou anima-la. — Você não irá ficar sozinha, irei estar aqui com você o tempo todo, meu bem.
— Mas não é a mesma coisa. – Gina resmungou baixinho começando a comer o seu cereal matinal. – É tão injusto, eu quero ir junto aos meus irmãos.
Depois do café da manhã, Gina passou o dia inteiro triste e falando pouco, fechando a cara quando o assunto Hogwarts era citado.
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Rua dos Alfeneiros, Nº 4…
Quando voltou do trabalho tio Valter visitou Harry pela primeira vez no armário sob a escada e lhe deu uma notícia inesperada e Harry nunca esperaria que aquilo saísse da boca de seu tio, ele informou-lhe que Harry mudaria para o segundo quarto de Duda a partir daquele momento.
Harry precisou apenas de uma viajem para mudar suas coisas para o quarto de cima, onde ficava os brinquedos de Duda que não cabiam no outro quarto dele. Ao entrar no quarto, Harry apenas vira brinquedos quebrados e com pouco tempo de uso e livros que nunca foram tocados, no andar de baixo Harry escutou Duda berrar para a mãe:
— Eu não quero ele lá… eu preciso daquele quarto… mande ele sair…
Harry suspirou e se esticou na cama. Ontem, ele teria dado qualquer coisa para estar ali. Hoje, preferia está no seu armário com aquela carta do que ali em cima sem ela.
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Na toca...
Sua mãe estava batendo em sua porta havia muito tempo e Gina a estava ignorando todo esse tempo, em que ela pedia para entrar e falar com ela.
— Gina, querida, me deixe entrar. Não quero usar magia para abrir a porta… quero ter a sua permissão. – Molly pediu, mas não obteve nenhuma resposta. – Ginevra Molly Weasley, abra já essa porta!
Gina levantou-se de sua cama devagar e foi destrancar a porta que ela havia trancado com magia acidental e depois voltou para sua cama enquanto sua mãe entrava no quarto.
— Gina, querida, não fique assim. – Molly falou se aproximando dela na cama, sentando ao seu lado e começando a fazer carinho no cabelo vermelho como sangue de Gina.
— Eu queria ir, mamãe.
— Um dia você vai, querida, não é como se você fosse um aborto. Vai chegar sua vez, querida, espere mais um pouco, sim?
— Mas todos os meus irmãos irão para lá em setembro, mamãe, eu ficarei aqui sozinha, sem ter com quem brincar. – Ela reclamou.
Molly colocou as mãos na cintura e olhou para filha fingindo estar ofendida.
— E agora eu sou ninguém, Ginevra? Eu posso muito bem brincar com você!
— Não é a mesma coisa, mamãe.
Molly suspirou.
— Querida, logo eles estarão de volta. O tempo passará rápido, você nem vai notar. Eles nem foram e você já está assim!
Gina fungou e se aproximou da mãe e a abraçou pela cintura e Molly continuou com o carinho que fazia no cabelo da filha.
— Quer ouvir alguma história? – Molly ofereceu, tentando animar a filha. – Pode escolher.
Gina pensou por um instante.
— Pode ser a história do menino que sobreviveu?
Molly deu um pequeno sorriso com o pedido da menina, cheio de significados.
— Claro, querida. – Molly aceitou, mesmo triste com o fato de lembrar-se de Lilian e James dolorosamente.
Molly lembrava-se de sua parceira de ligação todos os dias, mas o vazio e a tristeza apenas aumentavam quando Harry, Lilian e James eram citados por outras pessoas, por isso ela tomava o cuidado de esconder a tristeza e o vazio que ela sentia com toda aquela história do “menino que sobreviveu”, a qual todas as crianças do mundo bruxo conheciam, incluído todos os filhos de Molly.
Mas, Molly não gostava muito de contá-la, não pelo fato de ser a história da morte de Lilian e James, e sim porque a história fazia as crianças admirarem Harry por uma coisa que não foi exatamente ele que fez e que o coitado sequer lembraria de tão novo que era quando tudo aconteceu. Também não gostava de conta-la, principalmente, a Gina pois a menina era ligada a ele e não queria que Gina tivesse uma visão errada da história de Harry. Contudo, como a menina estava triste e Molly não aguentava ver a filha daquele jeito, contou-lhe a história que a filha queria do jeito que Gina já conhecia e ela ouvia a tudo atenta sem sequer saber como realmente foi a verdadeira história de Harry Potter, o menino que sobreviveu.
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Rua dos Alfeneiros, Nº 4, no dia seguinte…
Na mesa do café da manhã do dia seguinte estavam todos silenciosos. Duda estava em completo estado de choque e havia feito tudo que estava ao seu alcance para conseguir o seu segundo quarto de volta, mas sem sucesso, Harry continuava com o quarto. Harry não tirava da cabeça que naquele momento poderia, no dia anterior, abrir a carta que recebera no hall mesmo. Tio Valter e tia Petúnia se entreolhavam ameaçadores.
Quando o correio chegou, tio Valter fez questão que fosse Duda a pegar as correspondências tentando ser gentil com Harry, não demorou muito e eles ouviram Duda anunciar para quem quisesse ouvir.
— Chegou outra! Sr. H. Potter, o menor quarto da casa, rua dos Alfeneiros, número 4.
Valter logo se levantou como o seu corpo lhe permitia em direção ao corredor e Harry foi logo atrás dele, tio Valter teve que ter uma pequena luta com Duda para conseguir a carta, o que ele fez com uma certa dificuldade por conta de Harry que lhe segurava o pescoço por trás. Depois de apenas um minuto de luta tio Valter se levanta ofegante com a carta de Harry em mãos.
— Vá para o seu armário, quero dizer, quarto! – Chiou para Harry. – Duda saia, saia logo!
Harry ficou andando de um lado para o outro do quarto pensado em algum jeito para conseguir uma das cartas que estava sendo enviadas até que teve um plano.
O despertador consertado tocou as seis horas da manhã seguinte, Harry se levantou depressa e desligou o despertador antes que acordasse a casa inteira, ele não queria que os Dursley despertassem, desceu as escadas de vagar e sem acender nenhuma luz. Pretendia esperar o carteiro chegar com as cartas e recebê-las primeiro que todos, ele, porém, ao chegar na porta de entrada pisara em algo grande e mole. Uma coisa viva.
As luzes logo se acenderam e Harry logo pôde ver que a coisa grande e mole que pisara era tio Valter, que estava acampado ao lado da porta de frente, ele provavelmente previra que Harry faria o que ele estava fazendo aquele momento. Tio Valter ficou meia hora gritando com Harry e depois pediu-lhe para fazer uma xicara de chá, infeliz Harry foi preparar o chá que lhe foi pedido com tanta “gentileza”.
Valter não foi ao trabalho aquele dia e pregou a portinhola do correio, mesmo Petúnia dizendo que aquilo não iria dar certo.
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Na toca…
Quando amanheceu, Gina desceu as escadas desanimada e calada, seus pais logo perceberam o seu humor e Molly suspirou frustrada por seus esforços do dia anterior não terem surtido efeito algum. Mas, logo Molly percebeu um erro na situação, Gina sempre ficava animada ou voltava ao normal quando Molly contava a “historia” de Harry.
— Gina esta quieta, você não conseguiu falar com ela? – Arthur falou baixo para que apenas a esposa ouvisse, enquanto os dois observavam Gina lentamente comer o seu café da manhã.
— Eu percebi. Eu consegui falar com ela, contei-lhe a história do “menino que sobreviveu”. – Molly respondeu igualmente baixo.
— Então, porquê...? – Arthur franziu o cenho confuso.
Eles se entreolharam entendo tudo. Como não haviam pensado nisso assim que olharam para a filha?
— Harry. – Arthur e Molly concordaram baixinho.
Sim, só pode ser Harry. Pensou Molly tristemente olhando para Gina imaginando o que deixou o menino daquele jeito.
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Rua dos Alfeneiros, número 4...
Na sexta-feira chegaram doze cartas para Harry. No sábado haviam chegado vinte e quatro. Mesmo com todos os esforços e tentativas de tio Valter as cartas sempre chegavam de alguma maneira, Harry nunca conseguia pega-las a tempo, tio Valter e tia Petúnia sempre chegavam primeiro e destruíam as cartas. No domingo tio Valter sentou-se à mesa do café da manhã parecendo doente, mas feliz.
— Não tem correio aos domingos. – Lembrou a todos contente passando geleia nos jornais. – Nada de cartas idiotas hoje!
Mas, alguma coisa bateu fortemente em sua nuca enquanto falava e no instante seguinte milhares de cartas saíram velozmente pela lareira. Os Dursley se abaixaram, mas Harry deu um pulo no ar para apanhar uma.
— Fora! Fora! – Valter gritava.
Tio Valter agarrou Harry pela e o atirou para o corredor, depois que Duda e Petúnia chegaram correndo no corredor tio Valter fechou a porta. Tio Valter, com toda a raiva lhe consumindo, falou para que todos fizessem as malas que eles iriam viajar para bem longe dali.
Viajaram o dia inteiro sem parar para comerem ou coisa do tipo, tio Valter parecia um louco dirigindo, Duda já não estava aguentando mais aquele havia sido o dia mais péssimo de sua vida por não poder fazer nada do que gostava de fazer ficando apenas o dia inteiro sentado no carro. Até que finalmente tio Valter parou em um hotel com aparência sombria na periferia de uma grande cidade.
Duda e Harry acabaram por fazer algo que nunca haviam feito, dividiram um quarto com camas iguais e lençóis úmidos que cheiravam a mofo. Duda havia adormecido rápido, mas Harry havia permanecido acordado sentado no parapeito da janela observando as luzes dos carros que passavam enquanto ele pensava.
Na manhã seguinte eles comeram um café da manhã miserável e tinham acabado de comer quando a dona do local se aproximou deles.
— Com licença, mas, um dos senhores é sr. H. Potter? É que eu tenho umas cem dessas na recepção.
A moça ergueu uma carta para eles poderem ler o endereço em tinta verde.
Sr. H. Potter
Quarto 17
Railview hotel
Cokeworth
Harry até tentou pegar a carta das mãos da mulher, mas tio Valter afastou a sua mão, se levantou e acompanhou a mulher até a recepção para receber as cartas.
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Na toca...
— Gina, querida, não dormiu bem essa noite? – Molly perguntou analisando a filha acabar de descer as escadas feito um zumbi.
— Eu tive insônia, não consegui dormir. – Gina respondeu sentando-se à mesa enquanto a mãe lhe servia ovos com bacon.
— Insônia? – Molly repetiu, já pensando em Harry, já que aquilo não era do feitio de Gina.
Havia acontecido alguma coisa com o menino para ele estar daquele jeito.
— Sim, fiquei acordada… pensando. – Gina explicou, começando a comer.
— Certo… – Molly disse, pensando que raios estava acontecendo com Harry. “O seu aniversário estava próximo, o menino devia estar animado, não?” Molly pensou. “Não.” Ela respondeu a si mesma ao lembrar-se que nos aniversários anteriores de Harry, Gina ficava um pouco parecida com como estava agora.
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No carro dos Dursley, em algum lugar...
Eles não demoraram em nada para saírem do hotel e já estavam outra vez na estrada, tio Valter parecia que havia pirado de vez, em alguns momentos ele descia do carro olhava para os lados e voltava para o carro novamente, começou a chover furiosamente e Duda choramingou.
— É segunda-feira – falou à mãe – o grande Humberto vai se apresentar hoje à noite, quero estar em um lugar que tenha televisão.
Aquilo despertou algo em Harry, se hoje era segunda-feira, o dia seguinte seria terça-feira, que seria o decimo primeiro aniversário de Harry. Geralmente, os seus aniversários não eram lá muitos divertidos, no anterior Harry ganhara de presente dos tios um cabide e um par de meias velhas de tio Valter. Ainda assim, não se fazia onze anos todos os dias, não é?
Logo, tio Valter voltou, parecendo estar com o humor renovado e carregando algo em mãos que não foi revelado a ninguém o que continha, nem mesmo quando tia Petúnia havia lhe perguntado. Eles andaram mais um pouco de carro até pararem com tio Valter dizendo que havia encontrado o lugar perfeito para ficarem.
O lugar que tio Valter havia escolhido e dizia que era perfeito para eles, era um casebre situado em um grande rochedo no meio do mar, eles moveram-se para lá em um barquinho apertado e o interior da casa parecia bem pior que o lado de fora, cheirava a algas marinhas, o vento assobiava por entre as frestas das paredes de madeira e a lareira estava úmida e vazia e havia apenas dois quartos.
Tio Valter havia trazido para eles comerem uma embalagem de cereal para cada um e quatro bananas, ele tentou acender a lareira com a embalagem de cereal, sem sucesso.
O homem estava com um bom humor, obviamente achando que ninguém nunca teria a chance de pega-los ali durante uma tempestade e intimamente Harry concordava com ele o que não era um animo para o garoto.
A tempestade logo caiu com tudo, fazendo com que o local parecesse mais precário do que já era, tia petúnia arrumou o sofá para Duda dormir e foi dormir junto a tio Valter no outro quarto, deixando Harry escolher o local mais macio do assoalho para dormir com o lençol mais fino e rasgado que ela havia lhe dado.
A tempestade só fazia aumentar cada vez mais que a noite avançava, Harry novamente não conseguia dormir por conta do frio e por que não achava uma posição confortável para dormir além da fome que estava sentido e ele ouvia apenas os trovoes e roncos de Duda.
O relógio que estava no pulso pendurado de Duda informava a Harry que faltava apenas dez minutos para seu aniversário de onze anos. Deitado no assoalho desconfortável, Harry viu seu aniversário se aproximar perguntando-se se os Dursley lembrariam, perguntando-se onde estava a pessoa que lhe enviara as cartas agora.
Faltavam cinco minutos. Harry ouviu um barulho como um estalo lá fora e desejou que o teto não caísse embora quem sabe conseguisse se esquentar se isso acontecesse?
Quatro minutos. Pensou que a casa da rua dos Alfeneiros poderia estar cheia de cartas que quando voltassem ele pudesse surrupiar uma.
Três minutos. Que barulho era aquele? Harry torcia para que fosse apenas o mar batendo fortemente na rocha, mais precisava toda aquela força?
Dois minutos e o barulho continuava cada vez mais intenso.
Mais um minuto e ele completaria onze anos, trinta segundos, vinte, dez, nove, talvez acordasse Duda só para pregar uma peça com ele, três, dois, um...
BUM.
O barulho havia sido forte e intenso fazendo parecer que o casebre estremeceu, Harry sentou-se assustado olhando de olhos arregalados para a porta, havia alguém lá fora querendo entrar.
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