Forget Tomorrow
3 Fã?
Notas iniciais
Bom, eu estou MUITO feliz, porque MEU PC VOLTOU!!! ~comemora~ Pra quem não me segue no tuito (@vishanny) ou não viu a minha nota, eu estava a um BOM tempo sem computador, usando a internet só pelo celular. Então, me desculpem pela demora.
E bom, vamos ao capítulo, que tá meio sem graça ao meu ver.
Boa leitura!
[...] – Tá, não tá mais aqui quem falou! Esquece essa última parte, certo?! Imagine apenas o que eu disse antes disso. Agora respira fundo e... – Bellz parou de falar e seu olhar foi pra porta do camarim – puta que pariu! Essa reunião vai ser mais interessante do que eu imaginava!
Nem precisei me virar pra saber de quem ela falava.
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– Hey meninas, como vão? – a voz dele ecoou pelo camarim inteiro, me fazendo virar no mesmo instante.
– Synyster Gates? Ué, mas eu achei que era o Shadows que viria pra essa reunião... – ele e Bellz me olharam com uma cara confusa. Bom, na verdade, Isabela me deu um olhar de indignação mesmo.
Não que eu estivesse “desprezando” o cara, até porque é meio difícil desprezar ele, afinal, ele é Synyster Gates porra! Mas pensa bem: Eu sou vocalista, certo? Tecnicamente, o mais óbvio era que o Shadows, o vocalista do Avenged viesse à reunião. Eu achei que eles entenderiam o meu ponto de vista. Mas, como eu não consegui me expressar direito, e ao ver a cara de indignada da Isabela e a de confusão do Gates, eu percebi que eles certamente não tinham entendido.
– Ahn.. Desculpa te decepcionar então... é que ele teve que cuidar de outros assuntos e eu vim no lugar dele. E não precisa me chamar pelo nome todo não, só Syn já tá bom. Ou Brian, se preferir. – ele piscou pra mim. Agradeci internamente por minhas bochechas não terem ficado coradas naquele instante.
– Er... eu vou ver aonde o Larry se meteu. – Bellz disse – Ah, e prazer, eu sou a...
– Isabela, roadie da banda. – Brian a interrompeu, estendendo a mão pra ela.
– C-como você sabe?! – ela retribuiu ao aperto de mão. Ótima hora pra gaguejar, não acha Bellz?!
– Eu curto a Greatest Revenge desde o início. – eu olhei pra ele desconfiada – Tá, não foi desde o início, mas foi um pouco depois de vocês terem lançado o primeiro CD. Vocês são muito boas, de todas as formas... – ele olhou pra mim de novo, só que dessa vez, de um jeito malicioso. Calma Dani, calma.
– Ahn... – Bellz disse – então, eu vou ver se acho o Larry por aí. Ele provavelmente tá dando em cima de alguma empresária de alguma banda nova – ela riu – Foi um prazer conhecer você Synys...
– Só Syn, ou Brian, já disse. – ele a interrompeu, sorrindo pra ela.
– Então, Syn – ela deu ênfase quando disse o nome dele – como eu ia dizendo, foi um prazer conhecer você. Agora eu realmente tenho que ir achar o Larry, senão a passagem de som da GR começa e a gente ainda tá nessa reunião! – todas nós rimos – Bom, até a próxima! – ela saiu, deixando Syn e eu sozinhos no camarim.
Enquanto ela saía do camarim, eu analisei a minha situação naquele momento. Eu havia acabado de conhecer Synyster Gates, o guitarrista da minha banda preferida, e não tinha dado um ataque? Não gritei, não chorei, não pedi autógrafo, nem foto?
– Dani? Tá me ouvindo? – Syn me tirou do meu “transe” – Dani?
– Oi?! Tô ouvindo sim! – disfarcei (muito mal por sinal) o meu momento “não entendi porra nenhuma do que você falou” com um sorriso.
– E sobre o quê eu tava falando? – ele cruzou os braços, me olhando de um modo desafiador.
– Sobre a Greatest Revenge?! – é, não sou muito boa em ser humilde.
– Ok, você tá ouvindo mesmo… — e riu – Então, como eu ia dizendo, eu e os meninos gostamos muito da GR, acho muito interessante a idéia de ter uma banda só com mulheres. – eu iria levar esse comentário pro lado malicioso, mas ele me deu um sorriso que me mostrou ser tão sincero, que eu ignorei esse pensamento.
– Nossa, temos fãs famosos! Legal saber disso! Eu também gosto muito do trabalho do A7x. Acompanho vocês desde o primeiro CD.
Ele me olhou surpreso.
– Você? Nossa fã?! Que legal! – pelo jeito que me olhava, ele realmente não acreditava no que eu acabara de dizer.
– Pouca gente sabe disso. Não costumo falar sobre as minhas inspirações musicais sabe?! Em relação a esse assunto sou bastante reservada. Pra evitar comparações maldosas. – dei um sorriso de canto.
– Caralho, só dez minutos com você e eu já consegui arrancar essa confissão sua?! – ele pareceu incrédulo – Nossa, quando que eu imaginaria isso... a vocalista de uma das maiores bandas de metal da atualidade é fã de uma rélis banda como a minha... Gostei disso. – e aquele velho olhar malicioso voltava à tona.
– Sou eu quem deveria estar chocada aqui, não?! Afinal, eu acabo de descobrir que o Avenged Sevenfold curte o som da Greatest Revenge! Tô sem palavras pra dizer o quanto eu fico feliz com isso... e o Avenged não é uma réils banda! – enquanto falava, comecei a me aproximar dele. Sem malícia.
Na minha mente eu não deveria mostrar toda essa alegria ao saber essa notícia, mas o meu coração de fã não me permitiu continuar com essa idéia.
Ele, que até aquele momento estava sentado em uma das cadeiras que ali estavam presentes, se levantou e esperou a minha ida até ele. E continuava com aquele olhar de malícia.
Merda, ele entendeu errado essa minha aproximação.
Resolvi então ficar encostada em uma bancada onde estavam as maquiagens, cruzei meus braços e fiquei de frente pra ele, que estava na mesma posição que eu.
De repente, o silêncio tomou conta do camarim. Ele me analisava sem nenhuma discrição. Aquilo já começava a ficar constrangedor.
– Sabia que às vezes eu tenho inveja do Larry?
– Por quê?
– Ah, ele é empresário de uma banda só de mulheres. – ele deu ênfase no “mulheres” – Larry é um cara muito sortudo por viver rodeado por tanta beleza... Principalmente a sua. – ele deu aquele maldito sorriso de lado.
– Ele não é tão sortudo assim, acredite! Não deve ser muito legal viver com cinco mulheres em TPM ao mesmo tempo! – ri, tentando descontrair o ambiente que ele havia formado. Mas não adiantou.
– Isso é apenas um detalhe querida... – ele saiu de onde estava e chegou mais perto de mim – Eu não me preocuparia com as crises de TPM sabendo que seria recompensado com todas as belezas que estariam perto de mim.
Shit, ele me fez corar.
– Ahn... Olha só, isso tá ficando meio constrangedor, huh?! Acho melhor a gente...
– Acho melhor a gente aproveitar esse tempo que a sua amiga deixou a gente sozinhos e... – ele afastou uma mecha que estava em meu rosto e colocou atrás da orelha – quem sabe, nos conhecermos melhor, se é que você me entende... – sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar involuntariamente.
Apesar do arrepio, eu ri, ironicamente, virando meu rosto para o lado. Ele se aproveitou disso e moveu seu rosto até o meu pescoço, depositando um beijo ali.
– Acho que você não entendeu direito a parte do “isso tá ficando meio constrangedor”. – coloquei minha mão no seu peitoral, na intenção de afastar ele – Você não pode fazer isso, tem a Michelle, lembra?
Argumento inútil, eu sei. Mas foi o único que eu consegui encontrar no estado em que eu me encontrava.
– Michelle... – Syn riu pelo nariz, provocando novos arrepios em mim – Ela tem tanto chifre que já nem liga mais. – tirou minhas mãos de seu peitoral e colocou-as atrás de mim, em cima da bancada em que eu permanecia encostada. Ele continuava a tomar conta de meu pescoço.
– Peraí Syn... – ele retirou suas mãos de cima das minhas e tentou tirar a minha blusa, mas eu o impedi – Syn, para! Não tá certo, e-eu não posso fazer isso, v-você é meu fã, já deveria saber d-disso... – gaguejei quando ele transferiu os beijos que dava em meu pescoço para o meu colo.
– Que se foda o fã, agora eu sou só o cara que vai te fazer ter os melhores orgasmos da sua vida! – ele falou isso de um jeito tão agressivo que eu não pude deixar de ficar amedrontada.
Porra, aonde foi parar aquele cara que há poucos minutos estava sendo o meu fã número um?
Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto novamente ao ouvir a intro de Fear Of The Dark, do Iron Maiden. Era o toque do meu celular, que estava atrás de mim.
– Deixa eu atender o celular Syn... – eu disse, enquanto ele atacava o lóbulo de minha orelha.
Eu me virei pra atender a ligação, enquanto Syn “encaixava-se” atrás de mim, beijando minha nuca e acariciando meu quadril. Mas quando eu vi o nome que piscava no visor, gelei no mesmo instante.
– Sonny?!
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