Notas iniciais
Oi, oi amores! Como vocês estão? Dessa vez não demorei tanto, viram? Acho que o capítulo não está muito bom, mas espero que gostem, boa leitura!

“Se eu pudesse voar, eu estaria vindo direto para casa por você

Eu acho que eu poderia desistir de tudo, é só me pedir

Preste atenção, eu espero que você escute porque eu abaixei a guarda

Agora eu estou completamente indefeso.”

– If I Could Fly

Chegamos na escola e tive que sair do carro sozinha, Edward alegou que se me ajudasse ficaria muito óbvio que eu não estava bem, como se os machucados em meu corpo e minha fraqueza não deixassem isso claro.

Com muita dificuldade consegui caminhar até a sala de Biologia e sentei o mais rápido que pude, ainda não tinha ninguém lá e agradeci por isso, ninguém precisava me ver nessas condições apesar de que logo a sala encheria.

Minutos depois o que imaginei foi concretizado e muitos alunos entraram na sala pouco tempo antes da aula começar, novamente agradeci quando Anne chegou atrasada, assim ela não teria tempo para reparar no meu estado e eu poderia pensar em alguma desculpa.

O tempo inteiro fiquei contando os segundos para a aula acabar e pareceu uma eternidade, queria ir para casa logo, só queria ficar deitada pelo resto do dia, mas pelo visto isso demoraria para acontecer. O sinal tocou e me levantei segurando em Anne que estava em meu lado, o que a fez me olhar estranho.

— O que houve Violetta? – perguntou, segurando meu braço para me dar mais apoio.

— Eu que te pergunto o que houve, por que está me olhando assim? – perguntei, me fazendo de desentendida.

— Não se finja de boba, por que precisa de ajuda para se levantar? – começamos a andar em direção a sala de História e ainda estava me segurando nela. Oh não, aula de História!

— Por nada ué, só gosto de me segurar em você. – respondi como se isso fosse normal.

— Ah, claro, e também gosta de andar pendurada em mim?

— Gosto.

— O que aconteceu, Violetta? Eu não sou burra. – parou e me encarou.

— Eu me machuquei, só isso. – disse, voltando a andar, mas logo parei porque não conseguia sozinha.

— Se machucou como? – perguntou ainda sem acreditar.

— Cai.

— Depois de velha caindo?

— Vai me dizer que você nunca caiu?

— Quando era criança sim, agora mais não, conta outra.

— Acredite em mim, Anne.

— Vou fingir que acredito porque estamos atrasadas, vamos conversar no intervalo.

—Claro... – peguei novamente no braço dela e a mesma me ajudou a chegar até a sala.

Entramos na sala e León já estava lá.

— Atrasadas! – ele reclamou sem levantar os olhos de seus papéis que estavam sob a mesa.

—Desculpe professor. – eu disse.

— Pensei que tivesse passado dessa fase. – Anne brincou.

— Ah, são vocês, entrem logo! – exclamou, nos olhando com um sorriso brincalhão nos lábios, sua expressão mudou rapidamente quando me encarou. — O que aconteceu com você, Violetta? – perguntou assustado.

— Ahn? – perguntei, me fazendo de desentendida novamente.

— Foi a mesma coisa que perguntei a ela. – Anne disse, me encarando.

— Eu não sei do que vocês estão falando. – desviei o olhar para disfarçar.

— Esse roxo em seu rosto, o que é? – León explicou.

— Me machuquei.

— Como?

— A aula já devia ter começado, não? – perguntei, fugindo do assunto.

— Nós vamos conversar sobre isso. – León disse.

— Já avisei isso a ela.

— Vamos começar a aula? – perguntei entediada.

— Não vai escapar disso. Vamos, sentem-se. – León enfim deu início a aula e Anne pareceu se esquecer de que tínhamos que conversar.

(...)

O sinal tocou avisando que a aula de História havia acabado e que a de Geografia começaria e então todos se levantaram para mudar de sala.

— Fique aqui Violetta, nós vamos conversar. – León avisou assim que comecei a guardar minhas coisas.

— Eu tenho aula de Geografia agora. – avisei.

— Tenho certeza que a professora Lucy não irá se importar se você se atrasar um pouco, depois falo com ela.

— Mas... – tentei argumentar, mas Anne me cortou.

— E eu vou ficar aqui também, quero saber o que está acontecendo.

— Argh. – bufei. Terminei de guardar as minhas coisas e me levantei, indo vagarosamente até a frente da sala já que Anne e León estavam lá. Parei na frente deles e senti minhas pernas bambearem, tudo começou a girar e só ouvi uma voz:

— Está tudo bem, Vilu? – provavelmente era Anne. Tentei me segurar em algo.

— Eu acho que... – minha visão escureceu.

— VIOLETTA! – ouvi um grito e não me aguentei mais em pé.

“Eu tenho cicatrizes, mesmo que nem sempre elas possam ser vistas

E a dor fica difícil, mas agora você está aqui e eu não sinto nada

Preste atenção, eu espero que você escute porque eu abaixei a guarda

Agora eu estou completamente indefeso.”

– If I Could Fly

Notas finais
Espero que tenham gostado e vou tentar escrever o outro melhor, ok? Até o próximo!