Forbidden Love - Second Season
9 If I Could Fly
Notas iniciais
“Se eu pudesse voar, eu estaria vindo direto para casa por você
Eu acho que eu poderia desistir de tudo, é só me pedir
Preste atenção, eu espero que você escute porque eu abaixei a guarda
Agora eu estou completamente indefeso.”
– If I Could Fly
Chegamos na escola e tive que sair do carro sozinha, Edward alegou que se me ajudasse ficaria muito óbvio que eu não estava bem, como se os machucados em meu corpo e minha fraqueza não deixassem isso claro.
Com muita dificuldade consegui caminhar até a sala de Biologia e sentei o mais rápido que pude, ainda não tinha ninguém lá e agradeci por isso, ninguém precisava me ver nessas condições apesar de que logo a sala encheria.
Minutos depois o que imaginei foi concretizado e muitos alunos entraram na sala pouco tempo antes da aula começar, novamente agradeci quando Anne chegou atrasada, assim ela não teria tempo para reparar no meu estado e eu poderia pensar em alguma desculpa.
O tempo inteiro fiquei contando os segundos para a aula acabar e pareceu uma eternidade, queria ir para casa logo, só queria ficar deitada pelo resto do dia, mas pelo visto isso demoraria para acontecer. O sinal tocou e me levantei segurando em Anne que estava em meu lado, o que a fez me olhar estranho.
— O que houve Violetta? – perguntou, segurando meu braço para me dar mais apoio.
— Eu que te pergunto o que houve, por que está me olhando assim? – perguntei, me fazendo de desentendida.
— Não se finja de boba, por que precisa de ajuda para se levantar? – começamos a andar em direção a sala de História e ainda estava me segurando nela. Oh não, aula de História!
— Por nada ué, só gosto de me segurar em você. – respondi como se isso fosse normal.
— Ah, claro, e também gosta de andar pendurada em mim?
— Gosto.
— O que aconteceu, Violetta? Eu não sou burra. – parou e me encarou.
— Eu me machuquei, só isso. – disse, voltando a andar, mas logo parei porque não conseguia sozinha.
— Se machucou como? – perguntou ainda sem acreditar.
— Cai.
— Depois de velha caindo?
— Vai me dizer que você nunca caiu?
— Quando era criança sim, agora mais não, conta outra.
— Acredite em mim, Anne.
— Vou fingir que acredito porque estamos atrasadas, vamos conversar no intervalo.
—Claro... – peguei novamente no braço dela e a mesma me ajudou a chegar até a sala.
Entramos na sala e León já estava lá.
— Atrasadas! – ele reclamou sem levantar os olhos de seus papéis que estavam sob a mesa.
—Desculpe professor. – eu disse.
— Pensei que tivesse passado dessa fase. – Anne brincou.
— Ah, são vocês, entrem logo! – exclamou, nos olhando com um sorriso brincalhão nos lábios, sua expressão mudou rapidamente quando me encarou. — O que aconteceu com você, Violetta? – perguntou assustado.
— Ahn? – perguntei, me fazendo de desentendida novamente.
— Foi a mesma coisa que perguntei a ela. – Anne disse, me encarando.
— Eu não sei do que vocês estão falando. – desviei o olhar para disfarçar.
— Esse roxo em seu rosto, o que é? – León explicou.
— Me machuquei.
— Como?
— A aula já devia ter começado, não? – perguntei, fugindo do assunto.
— Nós vamos conversar sobre isso. – León disse.
— Já avisei isso a ela.
— Vamos começar a aula? – perguntei entediada.
— Não vai escapar disso. Vamos, sentem-se. – León enfim deu início a aula e Anne pareceu se esquecer de que tínhamos que conversar.
(...)
O sinal tocou avisando que a aula de História havia acabado e que a de Geografia começaria e então todos se levantaram para mudar de sala.
— Fique aqui Violetta, nós vamos conversar. – León avisou assim que comecei a guardar minhas coisas.
— Eu tenho aula de Geografia agora. – avisei.
— Tenho certeza que a professora Lucy não irá se importar se você se atrasar um pouco, depois falo com ela.
— Mas... – tentei argumentar, mas Anne me cortou.
— E eu vou ficar aqui também, quero saber o que está acontecendo.
— Argh. – bufei. Terminei de guardar as minhas coisas e me levantei, indo vagarosamente até a frente da sala já que Anne e León estavam lá. Parei na frente deles e senti minhas pernas bambearem, tudo começou a girar e só ouvi uma voz:
— Está tudo bem, Vilu? – provavelmente era Anne. Tentei me segurar em algo.
— Eu acho que... – minha visão escureceu.
— VIOLETTA! – ouvi um grito e não me aguentei mais em pé.
“Eu tenho cicatrizes, mesmo que nem sempre elas possam ser vistas
E a dor fica difícil, mas agora você está aqui e eu não sinto nada
Preste atenção, eu espero que você escute porque eu abaixei a guarda
Agora eu estou completamente indefeso.”
– If I Could Fly
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