Forbidden Love - Second Season
10 I Want Write You A Song
Notas iniciais
"Eu quero escrever uma canção para você
Uma que é tão boa, como você é fofa
Com apenas um pouquinho de dor, que é o sentimento que tive quando você se foi
Eu quero escrever uma canção para você."
– I Want Write You A Song
Acordei confusa em um quarto claro e precisei apertar os olhos para enxergar o cômodo. Tentei me sentar mas estava muito dolorida, então tive que esperar alguém aparecer.
Algum tempo depois um homem de jaleco branco entrou no quarto e me encarou surpreso.
– Pensei que demoraria mais para acordar. — ele disse, se aproximando de onde eu estava deitada.
– O que aconteceu? — perguntei confusa.
– Você desmaiou e o senhor Vargas a trouxe para cá.
– Ah sim, o senhor é meu médico então? — perguntei tentando entender o que estava acontecendo.
– Sim, eu sou. Como está se sentindo?
– Confusa, eu não me lembro das coisas.
– De quais coisas?
– Das coisas que aconteceram hoje, só de ter ido ao colégio.
– É efeito do desmaio repentino, sente mais alguma coisa?
– Dor.
– Aonde?
– No corpo inteiro.
– O que aconteceu com você?
– Nada.
– Como nada? Está toda machucada!
– Não estou.
– Se não quer falar, tudo bem, mas vou te encaminhar a um psicólogo e acho melhor você tomar cuidado com seja lá o que que te machucou.
– Quando eu vou poder ir embora?
– Não vai demorar, só vou chamar uma enfermeira para te medicar e ver como você reage.
– O.k. — ele saiu e continuei deitada olhando para o teto sem me mover.
Poucos minutos depois uma moça entrou no cômodo em que eu me encontrava e se aproximou de mim.
– Só fique quieta, o.k.? Vai ser rápido. — ela pegou em meu braço que estava sem soro e injetou o remédio em minha veia, me senti um pouco tonta e logo ela tirou a agulha. — Vou chamar seu médico, espere um pouco. — e então saiu.
– E agora, como se sente? — o doutor perguntou, fechando a porta atrás de si.
– Com sono.
– Efeito do remédio, descanse e logo poderá ir para casa.
– Pode me ajudar a me arrumar?
– Claro. — ele se aproximou e consertou meu travesseiro e minha cabeça. — Voltarei depois com sua alta, descanse hein?! — assenti e ele saiu, logo adormeci.
(...)
Acordei com alguém me balançando e cerrei os olhos, encontrando León em minha frente.
– Oi Violetta.
– Oi.
– Vamos embora?
– Já recebi alta?
– Já sim.
– Ainda bem! Então vamos. — tentei me levantar, um pouco da dor havia passado mas ainda não conseguia me mexer direito. León me ajudou e saímos do "quarto".
– VILU, FINALMENTE! — Anne gritou na recepção e correu até nós, me abraçando.
– Ai, cuidado. — me segurei nela.
– Desculpe. — me soltou. — Está tudo bem?
– Está sim.
– Graças aos céus!
– Vamos? — León perguntou.
– Vamos.
(...)
Deixamos Anne em casa e ela agradeceu bastante mesmo eu dizendo que não tinha motivo pra isso.
– Acho melhor você não me levar em casa. — eu disse, olhando para León, ele ficava tão lindo concentrado no trânsito.
– Por quê?
– Edward não vai gostar.
– Quem disse que você vai pra casa dele?
– Vou pra onde então?
– Pra minha casa, de onde você não devia ter saído. — sorri e paramos em um semáforo, ele me olhou e sorriu, se aproximando em seguida e colando nossos lábios. Ouvimos buzinas e nos afastamos, o sinal estava verde e estávamos atrapalhando os outros carros. Rimos e León voltou a dirigir com um sorriso lindo.
Chegamos a nossa antiga casa e entramos.
– Violetta? — mamãe perguntou, me olhando.
– Oi mãe! — a abracei quando ela se levantou do sofá.
– Que saudade! Veio passar um tempo conosco?
– É... — pensei no que dizer, afinal, o que eu estava fazendo ali?
– Não, ela vai voltar a morar aqui. — León respondeu sério.
– Vai? — perguntou feliz. — Edward devolveu sua guarda?
– Não, eu vou pegá-la de volta.
– Como? Edward não parece disposto a isso.
– Mas eu vou conseguir, nem que isso custe a minha vida. — disse decidido.
"Eu quero construir um barco
Um que é forte, como você é livre
Assim, qualquer hora que você pensar que seu coração vai afundar, você vai saber que não vai
Eu quero construir um barco."
– I Want Write You A Song
Fale com o autor