Forbidden Love - Second Season
11 Kingdom Come
Notas iniciais
“Poderíamos amar até não sobrar mais nada
E ficarmos coletando o pó?
Usando a áurea de nossas almas douradas
Até nos tornarmos manchas de ferrugem.”
— Kingdom Come
Conversei um pouco com mamãe e disse que estava com um pouco de dor, León explicou a ela sobre o desmaio e tudo mais e depois me levou para o meu quarto, dizendo que eu poderia o esperar lá e que quando terminasse o banho iríamos conversar. Concordei, porém fiquei pensando no que diria a ele, iria contar a verdade ou descobrir um jeito de enrolá-lo? Não queria mentir, mas também não queria que ele arranjasse confusão com Edward, nunca se sabe o que ele é capaz de fazer.
Ouvi batidas na porta e me sentei na cama.
— Vilu? — León perguntou, abrindo uma pequena greta na porta.
— Pode entrar. — respondi, o olhando.
— Quero falar com você, mas quero que me diga a verdade, tudo bem? — fiquei pensativa por um tempo e assenti. — Você está gostando de morar com Edward ou preferia quando estava aqui? — indagou, sentando ao meu lado na cama.
— Prefiro morar aqui, com certeza. — respondi rapidamente.
— Por quê? Foi você quem escolheu ir morar com ele.
— Porque...— pensei por alguns instantes. — Porque sinto saudade de você e da mamãe.
— Hum... Tem certeza que é só isso? — perguntou desconfiado, me encarando.
— Si-sim. — gaguejei.
— Você concordou em me dizer a verdade. — acariciou minha bochecha.
— É-é a verdade. — continuei gaguejando.
— Tudo bem. Por que desmaiou?
— Não sei...
— Me diga, Vilu. O doutor me disse que você está muito machucada e que precisa ir a um psicólogo ou psiquiatra.
— Eu não vou não.
— Por quê?
— Porque não, eu não quero.
— O.k., mas me conta.
— Tá bom... — suspirei. — Edward me bate. Eu não faço nada e ele me bate, quando acha que contei algo a alguém, quando acha que estou errada, quando fica nervoso, ele me bate por qualquer coisa, quando não me estupra também... Eu não aguento mais, León, acho que ele vai me matar a qualquer momento... Ou então eu vou morrer desse jeito, me matar. — deixei as lágrimas que estava segurando rolarem por meu rosto e comecei a soluçar desesperadamente.
— Calma... — me abraçou. — Vai ficar tudo bem.
— Como? — sussurrei, ainda chorando.
— Vou pegar a sua guarda.
— Ele não vai devolver, ele não vai me deixar em paz.
— Nós vamos em uma delegacia e vamos denunciar ele, você vai contar tudo isso a um delegado e veremos se ele vai ficar sem punição.
— E depois? Se ele sair, se ele quiser se vingar de nós? — o encarei, chorando ainda mais.
— Eu vou te proteger de tudo, ele não vai fazer nada com você antes de passar por mim.
— Obrigada León... — sussurrei.
— Não é nada. Eu te amo. — se levantou.
— Eu também te amo... Fica aqui comigo?
— Por quê?
— Quero dormir, mas estou com medo.
— Não fique... — sentou novamente ao meu lado e me deitei, ele deitou junto e me abraçou, logo adormeci.
“Deixe que se entrelacem
A sua mão na minha
E preencham o espaço vazio
Todos os demônios irão chorar Porque eu e você
Encontramos o amor em um lugar destruído.”
— Kingdom Come
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