Forasteira

31 Uma solução?


Notas iniciais
Gente, as reviravoltas não param. Espero do fundo da alma que curtam e quero agradecer muito os comentários que recebi. Vocês não me abandonaram! Obrigada, obrigada e mais obrigada! Continuem deixando suas críticas. Por favor! beijos enormes da Amora

Daryl saiu em disparada ao ouvir aquela novidade. Carol tinha mentido para ele. E de propósito. O caçador perdeu a cabeça e estava pronto para acabar com a raça de Carol. Ele atravessou o campo da prisão e entrou na ala de celas em que ocupavam. Hershel estava cuidando dela. No chão, alguns lençóis manchados de sangue e Beth correndo de um lado para outro tentando dar assistência ao pai.



Quando tomou ar para começar a falar todos os impropérios que lhe passavam pela cabeça, sentiu um puxão nos ombros.



– Daryl Dixon. Abra esta boca para falar qualquer coisa que deixe Carol ainda mais nervosa e eu juro por Deus e por Santa Sara que está nos Céus que eu faço você engolir um dos meus punhais. E não estou de brincadeira! – Luna falava num tom sério e autoritário.



Daryl deu alguns passos na direção da cigana.



– Ela quase acabou com o que tivemos...



– Quase? – Luna perguntou para seu total espanto. Ele esperava que ao Carol revelar a verdadeira identidade do pai do filho que esperava, Luna fosse voltar atrás em suas decisões.



– Você vai continuar com este papo de ficar separada de mim? – perguntou num misto de espanto e desespero.



– Temos que pensar na proposta de Woodbury. O prazo vence amanhã... Não estou vendo nenhuma chance de entrar em conflito com eles sem sermos massacrados...



– Você não vai, entendeu? Não vai para lá!



– Não quero derramar mais sangue inocente.



– Eles não vão dar trégua alguma. Não vê?



– Não sei... Eu estou confusa. Quero pensar nisso depois. Agora só quero que Hershel salve o bebê de Carol.



– Desde quando você tem este súbito interesse pelo bem-estar dela? – Merle era quem perguntava agora. Mas a dúvida também martelava a cabeça de Daryl.



– Ela significa muito para mim. Ela é a esperança de vermos nosso bando crescer. Um filho de Yago, mesmo que tenha sido gerado por uma gadjé, é um romaní nato. É a continuação do nosso clã. Tenho obrigação de cuidar para que este bebê viva. Agora mais do que nunca. Além disso, Yago precisa saber que terá um filho. – Luna disparou.



– Mas o babaca quer ficar em Woodbury. – rebateu Daryl.



– Isso porque ele não sabe que terá um filho aqui. Preciso dar um jeito de avisá-lo.



– Nem pensar, tá me ouvindo? – Daryl a segurou forte pelo braço.



Enquanto discutiam o que fazer com a proposta de Woodbury, Hershel constatava que Carol estava fraca, anêmica. Seu corpo tentava expulsar o feto por defesa. Ao ouvir isso, Luna imediatamente se ofereceu:



– Eu vou garantir que ela coma muito bem para ter este bebê. Nem que eu precise caçar o dia todo nessa floresta.



– Luna! – Daryl protestou.



– Isso não tem negociação. O filho de Yago é a continuidade do nosso bando. É um cigano nato e um bando sempre cuida de seus membros. Carol é a mulher de Yago agora, então ela também faz parte do bando e vou protege-la!



– Não quero ser cigana e não quero ter nada com o Yago... – Carol protestava.



– Então, não devia ter feito um filho com ele! – Merle provocou.



– Não era para ter sido assim. Nós apenas estávamos muito carentes e acabou acontecendo, mas não sentimos nada um pelo outro...



– A não ser vontade de trepar! – Merle completou.



Luna tapou os ouvidos de Yanka. Aquilo era demais para uma criança ouvir.



– Certo, Hershel. Fora a alimentação o que mais Carol deve fazer? – Rick perguntou.



– Repouso total. Vamos torcer para o corpo dela se reagir de uma forma positiva.



– Certo. Vou escrever um bilhete pedindo mais cinco dias para Woodbury. Vou alegar que vamos tentar convencer Luna. Precisamos de todos em condições de correr, caso isso seja realmente necessário. – Rick decidiu



– Acha que eles vão aceitar? – Maggie questionou.



– Eles não têm nada a perder. Vão aceitar porque pensarão que faremos a troca! Venha, Glenn. Você vai me ajudar a entregar este bilhete. Vamos!



Quando todos deixaram a cela. Daryl ainda queria falar com Carol, mas não sabia como começar. Ela quebrou o silêncio.



– Vai me perguntar o porquê?



– Gostaria muito de saber...



– Porque eu me apaixonei por você, Daryl. Simples assim. E achei que antes dela aparecer você também estava envolvido.



– Eu até estava, Carol. Até estava. Mas agora... – ele parou e tomou coragem para admitir. – Você estava certa: ela me colocou de joelhos.



Alguns segundos de silêncio.



– Bem, eu já fiz minha parte... Agora para que fiquem juntos só falta passar por Yago. Se ele aprovar... – Carol disse isso de sacanagem. Ela sabia que o cigano jamais admitiria.



– Ei, irmão. Dá um pulo aqui. – Merle chamou Daryl. Ele deixou a cela onde Carol estava e foi em direção ao irmão.



– Que foi, Merle?



– Sabe... Desde que você me trouxe para esta joça, fui obrigado a procurar novas companhias, já que nenhum filho da mãe aqui conversa comigo por mais de 5 minutos.



– Você fez por merecer. E até parece que você está muito chateado.



Merle riu.



– Mesmo assim fiz amizade com a Praga. E você vai me agradecer muito por isso ainda, maninho.



– Merle, quem porra é Praga? – Daryl perguntou impaciente.



– Praga é a sobrinha da sua cigana, idiota!



– Ah, você tá falando da Yanka... – então Daryl parou para processar a informação: Merle amigo de Yanka? – O que você tá fazendo com a garota? – perguntou assustado.



– Não precisa me olhar com essa cara. Não tô abusando de ninguém. Nunca fui pedófilo, não vou começar agora que o mundo tá acabando. Mas andei conversando com ela sobre você e Luna. – Merle disse enquanto afiava a faca plugada no seu step de braço.



Daryl imaginou Luna ouvindo isso e surtando.



– E...?



– E a Praga aparentemente gosta da ideia que você e a tia dela se entendam.



– Gosta? Achei que ela preferia o filho da mãe do Yago.



– Não. Ela diz que o Yago não tinha paciência com as crianças do bando. Também tratava mal as mulheres. Filhos da mãe existem em todo lugar. – Merle disse gargalhando da ironia dele dizer algo como aquilo. – Então, ontem, enquanto eu trocava uma ideia com a Praga ela me falou algo que vai te ajudar, mano.



– O quê exatamente? Que ela aceita ser nossa daminha?



– Melhor que isso. Existe um jeito de você se casar legitimamente com Luna sem precisar da autorização do retardado do Yago...



Os olhos de Daryl brilharam tanto que Merle não conseguiu se conter e fez uma imitação dele naquele estado de bobo apaixonado. Daryl fechou a cara.



– Não vai querer saber do plano?



– Claro que quero. Fala logo!



– A Praga me disse que os pais costumam combinar o casamento entre seus filhos quando ainda são crianças. Ela mesma me contou que seus pais já estavam procurando um noivo pra ela. Dá pra acreditar? Que tipo de doente aceitaria ficar noivo de uma criança que vive no mundo da Lua como ela? – Merle estava indignado. Ele não conseguia aceitar tal tradição. — Bom... Então, ela me contou que quando dois ciganos que não estavam prometidos se apaixonavam e queriam se casar, o cara bolava um plano para roubar a noiva. – Merle riu. – Dá para acreditar nesses ciganos?



– Como assim roubar a noiva, Merle?



– Roubar a noiva. O cigano o tinha que dar um jeito de invadir o acampamento da garota de madrugada, passando pela vigília, passar a mão na cigana sem acordar ninguém, botá-la num cavalo com ele e ir embora. No melhor estilo faroeste. – Merle completou.



– E isso é aceito? É legal?



– Não é ideal, nem bem visto. Mas é aceito. A coisa funciona assim: para eles u casamento consumado não é só ir lá e ouvir um sermão do padre. O casamento se consuma na noite de núpcias. E quando os dois fazem sexo, não tem mais volta. Estão casados de toda forma. E os ciganos preferem aceitar o casamento porque a garota, não sendo virgem, tem pouquíssimas chances de se casar de novo.



– Faz sentido... – Daryl disse pensando e já entrando num conflito ético.



– O casamento deles dura três dias. E em algum momento entre esses dias, rola a noite quente e a prova da virgindade. Por isso, se o cigano que roubou a noiva conseguir passar três dias e três noites fugidos com ela, ao voltar, são declarados casados automaticamente. Claro que o cara tem que ter a preocupação de trazer o lençol com a prova da virgindade da moça. Ou seja, o lençol manchado de sangue. Fetiche puro, irmãozinho...- Merle gargalhou.



– Mas de toda forma eu tenho que apresentar esse lençol para alguém que esteja acima de Luna. Quem?



– Ora, irmãozinho. Yago estará na troca de reféns e é provável que a gente ganhe mais cinco dias para que isso ocorra. Tempos suficiente para você roubar sua cigana, trepar bem gostoso com ela e levar o lençol manchado para o puto do Yago, provando que você a deflorou e que agora ela é sua esposa. O que ele vai poder alegar? Ele não tem alternativa. A Praga me garantiu!



– Mas não vamos fazer essa troca! O Rick não quer aceitar a troca. E se ela se tornar minha mulher aí é que eu não vou entrega-la de bandeja para Woodbury mesmo... – alegou Daryl, pensativo.



– Claro que você não vai deixar a sua gata lá. Não tá fácil arranjar uma foda nesta porra de fim de mundo e você não entregar a sua assim, tão fácil. Mas de toda forma, mesmo que Rick não faça a troca, teremos de ir lá trocar uma ideia com o Governador. E você pode levar o lençol da noite de amor de vocês – Merle não conseguiu conter o riso – e esfregar na cara do Yago. Só para constar. Ale´m disso, o cara saberá que tem um filho com Carol. Terá de assumi-la, pelas leis ciganas. É perfeito, mano!



Daryl teve o ímpeto de sair correndo imediatamente para roubar Luna e acabar de vez com aquela tortura. Mas ele não queria estuprar Luna. Ele jamais faria aquilo com ninguém, muito menos com ela. Ele teria de leva-la para algum canto e convencê-la a consumar o ato. Seria possível? Apesar daquilo não parecer ser o certo a se fazer, de alguma forma a solução de Merle se apresentava como a mais viável naquele momento. E Daryl estava de fato ficando doente de paixão.



Ele temia que a espera por Luna estivesse perto de enlouquecê-lo de verdade. Ultimamente nem se masturbar três vezes por dia o estava aliviando. Ele pensava na cigana 24 horas por dia. E não que a desejasse apenas carnalmente, nada disso. Porém seus instintos masculinos pediam por ela, clamavam por possuí-la. Ele se sentia carente e ninguém mais conseguiria sanar aquela carência a não ser Luna.



Daryl odiava admitir, mas ele iria usar as próximas horas para pensar em como faria aquele “sequestro”. Precisava dar certo! Luna precisava ser dele!



Notas finais
Pesoal, e ai? Daryl deve sequestrar Luna? Roubar a noiva para se tornar marido dela por direito? Preciso demais da opinião de vocês. Será determinante. E me digam também se acham que Luna poderia ceder ao Daryl. Afinal, ela o ama tanto, né????

beijos enormes da Amora