Forasteira
32 Plano
Notas iniciais
Hoje meus agradecimentos superespeciais vão para Thai Mendes que já é uma leitora amada e que deixou uma recomendção lindíssima para a fic. E também para a liizsanders que fez uma conta (muito amooor) só para deixar uma recomendação e um comentário cheio de ideias incríveis para a mim!!! Meninas, meu muito obrigada! Vocês fizeram meu dia. ♥ ♥ ♥ Espero retribuir à altura.
Beijos enormes da Amora.
O que Merle havia acabado de revelar caiu como uma bomba na cabeça de Daryl. Mas ele não tinha como negar que a solução era tão... perfeita. O rapaz estava atordoado. Se quisesse colocar aquele plano em prática, precisava se organizar.
Daryl se lembrou que na cidade próxima à prisão havia um tipo de pequeno hotel abandonado. Serviria perfeitamente. Só precisaria limpar o local. Então, foi falar com Rick.
– Rick, preciso dar um pulo na cidade.
– Daryl, é arriscado. Melhor não.
– Vou atrás de vitaminas para a Carol e de mais antibiótico para Luna... – prometeu a si próprio que levaria as vitaminas de todo jeito para Carol porque usar a gravidez dela em prol de uma mentira como aquelas lhe parecia muito sujo.
Rick pensou bem e resolveu acatar.
– Ok. Leve alguém com você.
– Ok, vou levar Merle.
– Certo. Mas, Daryl... Volte, por favor!
– Não vou abandoná-los, Rick. Prometo.
Daryl foi até Merle e explicou qual era o plano: preparar o pequeno hotel para que ele se tornasse um esconderijo seguro para ele e Luna durante os três dias do sequestro. Toda vez que o caçador pensava na palavra sequestro, sua coluna se arrepiava. Não queria cometer nenhuma violência contra a cigana. Isso, estava certo, ele não iria fazer. Merle concorda em ajudá-lo. Os Dixon montam na moto e partem para a cidade.
Assim que Daryl viu o local sentiu-se estranho. Então seria ali. Aquele seria o palco da sua união com Luna e da primeira vez em que eles fariam amor. Era como um crime planejado e Daryl sacudiu a cabeça tentando espantar aquela ideia.
Eles entraram e logo de cara tiveram de dar cabo de cerca de 5 zumbis que estavam espalhados entre o pequeno e antigo hall e o restaurante do estabelecimento, nos fundos do primeiro andar.
Subiram as escadas e vasculharam cada um dos três andares, eliminando mais 4 zumbis. O local era aconchegante, simples. Metade das paredes era revestida com madeira talhada e do meio até o teto havia um papel de parede com arabescos cor de vinho. Os móveis eram de madeira também em um estilo antigo. A escadaria de madeira era forrada com carpete bege. Os quartos contavam com camas de casal ou de solteiro, uma escrivaninha onde era possível ver aparelhos de telefone, sistema de rádio, TV e ar condicionado que parecia ter sido instalado recentemente. Também havia cardápios da cozinha e blocos para anotar recados. Nos criados mudos, a cópia da Bíblia Sagrada e um abajour. Os armários continham cobertores, travesseiros extras, toalhas de banho e... lençóis.
– Ei, mano. São brancos! – Merle sacudiu um deles bem diante de Daryl, dando uma gargalhada que desagradou o caçador. Não queria ter de ferir Luna, mesmo que isso significasse abrir mão de conseguir se casar com ela sem a aprovação de Yago.
Ela era a mulher da sua vida. Ele tinha vontade de guarda-la numa caixa longe de todos os perigos daquele mundo nojento. Mas nem se atrevia a contar isso para Luna. Ela era um espírito livre, Daryl sabia. Nada parecida com sua submissa e negligente mãe. Não! A cigana era corajosa, inteligente e tinha um especial gosto por tomar suas próprias decisões, mesmo quando ninguém conseguia enxergar lógica no que fazia. Esta característica deixava Daryl ainda mais encantado pela garota. Sua liberdade era um afrodisíaco natural que se desprendia dela tal qual o maldito cheiro de incenso que era capaz de excitar o caçador mesmo que ele estivesse a quilômetros de onde Luna se encontrava.
Os banheiros contavam com kits de higiene e uma grande banheira. Daryl testou e havia água saindo do chuveiro e da torneira da pia. Era gelada. Felizmente o calor que fazia tornaria a experiência do banho menos estressante. Ao menos isso!
Daryl escolheu um quarto de casal no último andar. As janelas davam para os fundos da cidade. Dali ainda era possível ver alguns contornos de vegetação. Eles não teriam uma lua-de-mel tendo como testemunha um bando de mortos-vivos. Isso de jeito algum.
O caçador começou a impar o cômodo. Ele não era um exímio conhecedor de truques de faxina, então teve que colocar força. Ele lavou a banheira depois flambou-a com um pouco de álcool que encontrou num almoxarifado próximo à saída de emergência. Trocou os lençóis da cama que estavam empoeirados por alguns que se encontravam dentro do armário.
Quando acabou, decidiu ir ao supermercado da cidade. Precisaria estocar o máximo de comida e água potável possível para garantir uma mínima infraestrutura para ele e Luna.
Os Dixon atravessaram a rua e entraram num pequeno mercado de lá carregaram tudo o que julgaram ser de alguma valia. Merle atirou na mochila alguns preservativos. E aquilo foi um choque de realidade para Daryl.
– Você não vai querer ser papai tão cedo não é, maninho? Já terão a Praga para cuidar!
Merle estava absolutamente coberto de razão e mesmo assim ele, Daryl, se sentia um cretino total.
– E olha só o que temos aqui, irmãozinho... barras de chocolate importado! Conheci algumas mulheres que trepariam com você em todas as posições que quisesse se ganhassem uma dessas. Vale a pena levar! – disse rindo e atirando o produto dentro da mochila.
Eles fecharam tudo e quando Merle pensou que seguiriam direto para o hotel, Daryl desviou a rota e entrou na farmcia.
– Já pegamos os preservativos...
– Tenho que pegar alguns remédios para a Carol. Vitaminas. – era verdade. Mas não era a verdade por completo. Daryl apanhou os potes de suplementos vitamínicos e depois começou a revirar as caixas de remédios. Ele apanhou um analgésico, antibióticos, um caixa de fluoxetina que poderia ser útil para combater colapsos de ansiedade, éter... E não conseguiu deixar passar um tubo de lubrificante.
– Achei que conseguisse deixar uma garota molhada naturalmente... Que porá de Dixon você é? – Merle o pegou no pulo – Além disso, você precisa que ela sangre. Se deixa-la muito lubrificada, não terá a prova da primeira trepada de vocês!
– Merle, quer parar de usar essas palavras?
– Você nunca se incomodou antes...
– Antes não estávamos falando da porra da mulher que eu amo, caralho! – disse vociferou em voz baixa.
Eles terminaram de pegar o que precisavam e seguiram para o hotel. No caminho, Daryl precisou mandar uma flecha na cabeça de três errantes. Decidiu busca-las depois. Foram até o hotel, deixaram o que precisava no quarto escolhido e saíram. Daryl procurou na recepção do hotel pelo molho de chaves. Encontrou e trancou as portas do estabelecimento.
Quando saíram foi o tempo de pegar as flechas, subir na moto e ir embora.
Quando chegaram na prisão, Daryl entregou as vitaminas à Carol e pediu que as tomasse.
– Deu um baita trabalho para ir busca-las. Então, não despedisse!
Luna apareceu na porta da cela, sem que Daryl. Ela tossiu de leve. Ele se virou.
“Céus, alguém contou para ela que vou sequestrá-la para fazermos amor ou ela está usando estas roupas só para me sacanear?”
A cigana usava um vestido cinza que deixava seus ombros de fora. O velho cinto de couro estava amarrado em várias voltas na cintura. Também usava uma flor no cabelo e um pequeno crucifixo adornava o colo. Nos pés, sua tradicional bota. Daryl estremeceu. O cheiro de incenso que ela inalava estava tão forte que ele pensou que fosse desmaiar. Era delicioso. Ficou imaginando se ela exalaria este mesmo perfume enquanto seus corpos estivessem entrelaçados...
[Luna:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=81264724&.locale=pt-br]
– Então trouxe vitaminas para Carol? – ela perguntou, mas num tom doce. Parecia ter se agradado do gesto.
– Fui até a cidade. Achei que seria útil.
– Obrigada por isso, Daryl.
– De nada. – ele se levantou para sair da cela. Mas quando passou por ela, deu dois passos para trás e sussurrou no seu ouvido:
– Hoje você está especialmente bonita, sabia?
Luna ruborizou. Deus, ela ainda o amava tanto!
– Vou tomar um banho. Podemos conversar lá fora depois?
A cigana pensou e acatou com a cabeça.
Ele saiu e procurou por Merle.
– Merle, terei de leva-la esta noite.
– Certo e como faremos com Rick?
– Vai dizer à ele que levei Luna para evitar que ela fosse por conta própria até Woodbury. Diga que a manterei segura até o dia da negociação. Ele vai entender. Ele sabe bem como ela está tentada a aceitar esta proposta bizarra.
– Certo. Isso deve funcionar. Vai precisar pegar alguma roupa para sua namoradinha. Vou pedir que a Praga traga a mochila da tia pra mim.
– Obrigado, irmão.
– Você me deve essa. E vou cobrar.
– Eu sei que vai, Merle.
– Que horas quer sair?
– Às 2h. Você vai precisar me ajudar com os portões também.
– Beleza. Me sinto com 18 anos de novo. Pena que não serei eu quem vai se dar bem no final... – e Merle riu.
– Vou tomar um banho rápido.
– Isso. Fique limpinho. É o mínimo, né? – Merle estava muito engraçadinho.
Ele se dirigiu ao vestiário e tomou um banho longo e demorado. Estava gelado e aquilo era ótimo. Precisava acalmar os ânimos. Em algumas horas ele estaria partindo com Luna.
Saiu do chuveiro, pegou roupas limpas, colocou sua jaqueta e rasgou a camisa suja em tiras. Depois, arrumou a mochila com uma troca de roupa e saiu. Ele iria esperar pelo momento certo para roubar a sua cigana. E ele esperava poder chamá-la de SUA na frente de todos muito em breve.
Notas finais
beijos enormes da Amora
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