Forasteira
64 Uma nova chance para Carol
Notas iniciais
VENHAM COMIGO, LEITORAS MARAVILHOSAS!
Beijos enormes da Amora
- Olá? Quanto tempo! – a voz era irônica, mais do que agradável.
Carol estava deitada. Seu pensamento não saia de Daryl. Ela tinha acabado de ver Daryl passar por sua cela furioso. Certamente a volta de Luna não estava saindo como ele planejara. E não podia esconder: Carol estava feliz com aquilo. Ao mesmo tempo, sentia como se sua maré de sorte tivesse passado. Quando T Dog e Merle voltaram dizendo que Luna tinha sumido misteriosamente e que haviam encontrado sangue perto do local, a mãe de Sophia nutria uma esperança de que a cigana não retornasse mais. Quem sabe, com um pouco mais de sorte, estivesse até morta. Doce ilusão! Daryl, como era de se esperar, não descansou enquanto não a trouxe de volta. “Vadiazinha!”, ela pensou quando viu o caçador descer da pick-up com a “esposa” desacordada nos braços.
- Hum... Tava demorando para você aparecer aqui! – a mãe de Sophia devolveu, um tanto amarga.
- Achou que não voltaria dessa guerra em Woodbury? Sentiu minha falta, é?
- Ahhh... muito! – Carol ronronou.
- Não sabe nem mentir direito, vadia! – aproximou-se de Carol e lambeu seus lábios de forma feroz e sexy ao mesmo tempo.
Carol achou que não sentiria nada, mas estava enganada. Diante daquele toque tão sensual, percebeu a calcinha molhar imediatamente. É, ela estava com mais saudades do que gostaria de admitir.
- Então, foi só eu passar um tempo fora que você fode com o primeiro cara que encontra e fazem um filho juntos?
- Corrigindo: o segundo homem com quem fodi. O primeiro que eu tive sem você estar por perto foi Daryl. – disse Carol com um sorriso de vitória e orgulho no rosto.
- E então porque ele está lá lambendo o chão em que aquela cigana passa?
- Estava tudo sob controle até o momento em que o Merle apareceu e Daryl o seguiu. Ficamos sem notícias deles e um belo dia ele apareceu aqui carregando a desgraçada. E sabe? Ele já estava parecendo um adolescente babão. Não tirava os olhos dela, nunca parou de correr atrás daquele rabo de saia. Literalmente porque a vaca adora vestir uma saia. Faz de propósito. Parece que ela espera que ele sinta o seu cheiro e assim deixa-lo com tesão.
- Carol, caso não tenha percebido, Daryl é um espécime masculino. Ele tem um pau entre as pernas. Se vir algo que o atraia, ele vai ficar duro e, como todo e qualquer macho, vai dar um braço para comer a mulher que deixa seu pau duro. Com essas suas roupas você não parece mais atraente do que uma cinquentona fantasiada de soldado no Iraque... – e gargalhou.
- Engraçado. Ele costumava a sentir tesão por mim na fazenda. No dia em que ele me deu a rosa Cherokee pelo luto de Sophia achei que iríamos trepar ali mesmo, no trailer. E eu tinha esse mesmo visual... – Carol parecia um pouco envergonhada. Ela estava envelhecendo e o fato de Daryl a olhar como u homem deve olhar a mulher de que gosta a deixava esperançosa de que pudesse recuperar uma parte do tempo que perdera com o escroto do Ed.
- Sabe o que acho? Devia pensar em deixar esse cabelo crescer... A cigana tem aquele cabelão. E vi como ela joga os fios de u lado para outro. É realmente... sexy. Entendo um pouco do encantamento que o Daryl sentiu. Embora, tenho que admitir, para um cara criado ao lado de Merle, racista até os ossos, nunca imaginei que ele fosse querer experimentar ninguém que não fosse loira, clara, de feições arianas, sabe o que eu quero dizer Me custa a acreditar que ele tenha feito um belo oral nua mulher que não seja loira lá embaixo... – e riu, sentando-se na cama ao lado de Carol.
- Com sabe que ele fez um oral nela? – Carol perguntou entre assustada e enojada.
- Hahaha... Dá pra ver que alguém aqui não conseguiu fazer o caipira descer a boca até onde importa. – disse deslizando a mão e acariciando a genitália de Carol. Uau! Nem se lembrava o quanto aquilo era bom. Gemeu u pouco e depois tentou se conter. Estava óbvio que aquela conversa ainda ia demorar um pouco. – Quando um cara está tão apaixonado quanto ele parece, pode ter certeza que ele é capaz de se ajoelhar e pedir para chupá-la para o resto da vida. Do contrário, eles são preguiçosos, querem pular isso e ir para parte de meter logo.
Carol se lembrava bem quando Daryl abriu o zíper da calça e só a abaixou o suficiente para abaixar a boxer e enterrar seu membro nela. Ok! Ela gostou, mas podia ter sido bem mais... delicado e sensual.
Será que durante os dias em que passou fora com Luna, ele tinha a despido lentamente, beijado seu pescoço, feito algum carinho em seus cabelos? Ele a teria deitado nua cama decente, feito o melhor oral de todos e depois massageado seus seios, tudo isso antes de fazerem amor se abraçando e se beijando como um casal que se ama muito faria. “Ora, não seja idiota, Carol. Claro que tinha acontecido tudo isso e um pouco mais. A maneira como pegava Daryl pelos cantos da prisão, babando naquela aliança idiota...” Meu Deus! O que tinham feito com o Daryl durão? Ele ainda era um bad ass e até encrenqueiro. Mas tudo mudava quando se tratava da cigana. Dixon se transformava em um cara verdadeiramente apaixonado. Aquilo matava Carol. E o fato de ter engravidado de Yago... Não estava ajudando. Porque não podia ter engravidado de Daryl? Por que? Não que Yago não fosse um verdadeiro pedaço de mau caminho. Mas aquela trepada só rolou porque um dia passaram a noite se lamentando pelos seus amores perdidos. E quando se deram conta estavam escorados na parede da cela, trepando loucamente.
- Ei, acorda! No que está pensando?
- Nada... E então o que me conta?
- O que eu te conto. Eu te conto que você descumpriu o nosso acordo, Carol. A única coisa que pedi era para você segurar nosso homem caso eu me ausentasse. Eu o estava cercando por um lado e você o cercaria por outro. E então seríamos o tio que sonhávamos. Mas você falou! – Andreia olhava Carol com ódio.
- Você o cercava por que lado, Andreia? Ao que entendi, naquela vez em que saiu para buscar Sophia na floresta só você e Daryl você não conseguiu nada. Depois para piorar você atirou nele. Quase o matou!
- Eu sei! Eu achei que era um zumbi e tentei consertar as coisas, indo na barraca dele para lhe dar o livro. Naquele dia tentei meu melhor decote, mas o filho da mãe ainda me detestava pelo tiro...
- Então, não me acuse de fracasso. Pelo menos eu consegui dar pra ele.
- Mas quando ele descobrisse que pretendíamos lhe dar não uma, mas duas mulheres, ele enlouqueceria. É a maior fantasia de qualquer cara. Estaríamos em outro patamar se não o tivesse perdido para a ciganinha...
Carol suspirou. Aquilo não as levaria a lugar algum.
- Ok, e a ciganinha está como?
- Eles não perceberam ainda, mas ela perdeu completamente a memória. Ela passou uns dias na enfermaria em Woodbury. A enfermeira Louise era minha amiga e contou.
- Então ela não faz ideia de quem Daryl é? – Carol acabava de descobrir que, na verdade, sua maré de sorte estava apenas começando.
Andreia sorria...
- Não é só isso. Fica melhor, minha querida: o Governador estava louco por uma boa trepada com Lina... – ela foi interrompida.
- Cacete! Será que tem algum homem na face da Terra que não queira foder esta garota? – bufou, apertando os lençóis na cama.
- Pois é! E o Governador estava louco de vontade de ser o próximo da fila. Mas o cara é um gênio, tenho que admitir, apesar de ser um baita filho da puta e inescrupuloso... Sabe o que ele fez? – Carol balançou a cabeça – Ele aproveitou que Luna não lembrava nada e disse que Daryl e Rick invadiram o acampamento, mataram seus parentes e que Daryl a sequestrou, a manteve em cativeiro e a estuprou.
Caramba! Aquilo era algo... Grande. Não era uma mentirinha. Era uma mentira bem elaborada.
- E ela?
- Luna tem pavor de Daryl porque acha que será violentada de novo. O tal Yago nunca desmentiu a história do Governador. Ou seja, ela tem certeza que Daryl é o pior homem que já passou por sua vida. Por isso ele deve estar passando um péssimo bocado com a cigana. Temos de aproveitar este momento para separá-los de vez, Carol, se quisermos ainda ser um trio, minha querida. – Andreia deu um selinho em Carol.
- Mas como?
- Diga a ela que Daryl também a estuprou e que está grávida dele.
- Ficou maluca? Ela descobriria num segundo.
- Não percebe? Ela não tem a menor confiança em Daryl ou Rick. Diga a ela que não conte a ninguém porque ele pode bater de novo em você!
- De novo? Mas ele nunca me bateu!
- Hora de resolver isso. – E Andrei virou um murro na cara de Carol com toda a força que possuía. A Cabeça da mãe de Sophia foi projetada para trás com o golpe.
“Maldita! Vou arrancar todos os seus dentes. Mas espera... Ela tem razão!”
- Pronto, agora você terá um belo roxo nesse olho para provar à Luna que Daryl a estupra também, que a engravidou e agora que Luna é a bola da vez e que você está grávida ele só a espanca.
Carol ainda estava com dor, mas sorriu. Podia dar certo, finalmente.
Notas finais
Vamos ter de pegar o Daryl no colo, meninas!
Ah, comentem, please?
Beijos enormes da Amora
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