Forasteira

48 Um pouco dos sentimentos de Daryl


Notas iniciais
Gente amada e querida, fiquei muito aliviada em ver que vocês não me abandonaram, ainda me amam e continuam seguindo Forasteira. Obrigado por todas as críticas construtivas. Elas me ajudam demais. Muita gente disse que eu poderia ter explorado melhor os sentimentos de Luna durante a primeira vez dela... Mas, eu tomei por base experiência própria: e sei lá, não tive muito tempo de pensar em nada. Acho que neste momento você está 100% lugado em sentir, em sacar se é tudo isso que todo mundo fala, né? sei lá! Mas vou procurar me aprofundar nos sentimentos dela. E Luna é, sim, uma garota complexada com a própria imagem. Ela cresceu sendo a estranha, a diferente. Seu corpo é muito diferente dos das americanas e sua beleza exótica passa longe daquele padrão certinho "loirinha do nariz arrebitado" que os americanos amam. Sabe? Deve ter sido muito difícil ser ela na adolescência. Especialmente com as amigas noivando, casando, tendo seus homens, suas experiências e ela ficando para trás... Sem contar que Daryl é de tirar o fôlego e ela nunca poderia imaginar que ele ficaria tão louco assim, completamente apaixonado. Vai ser duro enfrentar tudo isso! Mas eu acho que Luryl vai superar, né?

Espero que apreciem, viu?

beijos enormes da Amora

Daryl jogou o peso do seu corpo contra o corpo de Luna e buscou o vão do s pescoço dela, onde cravou seus dentes. A pele da cigana era um veludo molhado e ele sentia vontade de se enrolar naquele manto e passar o fim dos seus dias ali.

Percorreu com a boca o caminho entre o pescoço e o rosto de Luna. Desceu as mãos pelas costas dela e a trouxe para mais perto de si. Sentiu os seios dela encostarem em seu peito e isso fez com que ele estremecesse de prazer. Usou as pernas para afastar as dela e se entrelaçar à cigana de forma que o corpo dos dois estava totalmente em contato um com o outro.

A outra mão buscava posicionar a cabeça da moça de forma que ele pudesse beijá-la. Daryl queria, estava maluco por estar dentro daquela boca deliciosa de novo. O gosto de Luna era o melhor que já tinha provado. Quando sua língua abriu passagem entre os lábios dela, a paz voltou a reinar dentro do coração do caçador.

Estava completamente viciado em Luna. Imaginou se era daquela maneira que os usuários de crack se sentiam: como se o mundo a sua volta não fizesse nenhuma diferença sem que pudessem ter em mãos a substância tóxica que os deixava entorpecidos. O mel que ele sugava da boca da cigana era muito mais viciante que cigarro, bebida, maconha, qualquer coisa que ele tenha provado antes.

A verdade é que obviamente ele estava se controlando como nunca. Pois se dependesse da sua vontade, ele e Luna já teriam feito sexo em 30 posições diferentes. Daryl tinha necessidade física de conhecer cada pedaço daquela mulher. Saber como é o toque, o cheiro o gosto. E, Diabos, ela era tão sexy! Sua inexperiência era compensada pela graça natural que a garota emanava. Ela parecia ter controle de todos os músculos. Sabia fazer movimentos, ainda que pequenos, como quando puxava os longos cabelos para o lado e os trançava com os dedos ágeis, que colocavam o caçador numa situação de excitação imediata. Luna não sabia, mas na prisão ele lutava o tempo todo contra esse desejo.

Certa vez, observara de longe o treinamento que Rick dava à Luna para que aprendesse a manejar armas de fogo. O policial se posicionou atrás da menina e a ajudou a estender os braços do jeito certo e a afastar os joelhos para aguentar o tranco da pistola. Quando ele deu a ordem, ela disparou derrubando a lata ao longe no chão. E então Luna, assustada por atirar pela primeira vez, deu dois passos para trás e sentou na grama, o peito arfante, tentando se recuperar da descarga de adrenalina. Para completar, Rick se agachou e perguntou se ela estava bem e Luna estendeu as mãos e mostrou o quanto tremia.

Daryl viu aquilo e ficou instantaneamente excitado. Mas tão excitado que precisou pedir para Glenn cobri-lo na vigília dos portões e correu para o banheiro para tentar se aliviar. “Estou virando um fracote... Essa cigana me deixa assim e nunca vi mais do que a pele dos seus braços!”, pensou. Mas que culpa tinha se sua mente imaginava fazer tantas merdas com ela que quase não tinha coragem de admitir para si mesmo?

Esta era uma época em que ele nunca havia visto nem um pedacinho das pernas de Luna. Quando estiveram no riacho pela primeira vez ele conseguiu uma visão um pouco melhor. Como nos seus sonhos mais íntimos, ela tinha pernas alongadas, ligeiramente fortes, mas delicadas. Assim que a cigana ergueu a saia longa até quase os joelhos para mergulhar os pés na água, o coração de Daryl parou por um segundo. Como queria aquelas pernas em torno do seu quadril, enquanto a garota se sentava nua em seu colo, encaixando seus sexos, puxando o cabelo dele com os dedos e, aos poucos, começando cavalga-lo...

Ela também não sabia, mas quando Daryl se deitava na grama á beira do riacho e flexionava os joelhos era para tentar esconder quando sentia que ficaria de pau duro. Então, o rapaz respirava devagar tentando responder normalmente às perguntas que ela lhe fazia, como se conseguisse conduzir uma conversa normalmente depois de fantasiar com a cigana fazendo sexo com ele por cima.

Naquela noite, naquele hotel abandonado, Daryl se sentia tão nervoso quanto a garota que faria aquilo pela primeira vez. Primeiro pela expectativa... Ele imaginara tantas sensações e queria saber se seria tão bom como em seus sonhos. E segundo, porque ele não a desejava como uma garota gostosa qualquer. O rapaz realmente a amava. E era estranho. Porque ele nunca tinha amado uma mulher antes. Como ele sabia? Porque ele a imaginava constantemente acordando numa cama ao seu lado todos os dias ou, o que era mais louco e bizarro: tinha delírios onde ele acariciava uma barriguinha proeminente de Luna quando ela lhe contava que estava grávida, a espera do filho dele.

Daryl gostava de bebês. Não sabia bem o porquê. Desde pequeno tinha fascínio por aquelas miniaturas inocentes de seres humanos. Mas achava a ideia de ter uma família completamente inviável. Sua experiência com isso tinha sido a pior possível e não gostaria de submeter nenhum inocente à sua personalidade estranha. Merle sempre dizia que ele era o estranho da família, o antissocial. Não era justo que ninguém tivesse um pai pouco talentoso assim.

No entanto, muitos anos atrás, quando Daryl acompanhou o irmão a um bar onde encontraram um amigo de Merle que acabara de ver o filho nascer, alguém perguntou se o cara ficaria com a mãe do pequeno. E ele respondeu que sim. “Por que?”, Daryl questionou. E ouviu a seguinte resposta: “Meu pai disse que teve certeza que minha mãe era a mulher da vida dele quando, depois de alguns encontros, ele passou a imaginá-la grávida. E disse que isso era um chamado da natureza, apontando que você encontrou seu par ideal. E, cara... Eu quis muito essa gravidez e me apaixonei outra vez pela Patsy quando meu filho nasceu”.

Aquela declaração nunca mais saiu da cabeça do caçador. E uma coisa era fato: no dia em que estiveram no acampamento cigano Daryl já imaginara Luna com um filho seu nos braços. Tinha sido fulminante. Era óbvio que para querer enfrentar seus medos mais profundos, como formar uma família, ele só podia estar amando aquela criatura.

Mas, notou que ali, na banheira, ela parecia diferente. Estava distante e fria... O que será que havia ocorrido?

Notas finais
Gente, contem para mim se vocês acham que Daryl deve ficar sabendo das inseguranças de Luna com relação a Carol? E como achamq ue ele regairia se soubesse?

beijos enormes da Amora ♥ ♥ ♥