Forasteira
69 Terror
Notas iniciais
Bem, eu disse que ia postar ontem, mas gente, eu estava na TV e vi que ia passar Messageiros 2- O Espantalho com nosso delicioso Norman. Vi por ele. Ô filme ruiiiiim, senhoooor! rsrsrsrs
Faço votos de que o Norman tenha ganhado um cmainhão de dinheiro por ele. O roteiro fraquinho não comina com outras coisas que ele fez como Um crime, Red Canyon e Meet me in berlin. Mas enfim! Espero que o Norm tenha comprado muitos sorvetes e brinquedos para o Mingus com o que ganhou em Messageiros 2. hehehehe
Por falar nisso, vocês já deram uma navegada na minha nova fic "Marcada"? Ela é uma fic Norman Reedus/OC. Vou deixar o link para vocês, tá?
Se você já está lendo, me diga o que achou?
beijos enormes da Amora
Luna passou os dias seguintes sentindo-se absolutamente vazia. Mesmo! Literalmente. Ela passava a mão por sua barriga diversas vezes como que procurando algum sinal de que pudesse estar ali ainda, seu bebê... Mas tudo o que ela tateava era a barriga agora com covas profundas pela magreza que a atingira. Ela não tinha conseguido comer muito nos últimos tempos e isso estava óbvio. Ela lembrava de ter vomitado em Woodbury várias vezes. “Eu estava enjoada porque estava grávida e nem notei...”. O sentimento de culpa era enorme. Será que ela poderia ter feito algo para evitar o aborto? Será que ele, Daryl Dixon, poderia ter feito algo por ela para evitar aquele maldito aborto? Ela não parava de pensar que se ele a tivesse deixado em Woodbury ainda estaria grávida. Seu filho estaria seguro dentro dela. Aqueles olhos tão azuis... Será que o bebê fruto do que tiveram juntos nasceria com a cor dos olhos de Daryl? Era um azul hipnotizante e Luna nunca conseguia compreender como aquelas duas enormes safiras podiam pertencer a um homem tão cruel.
Ela sacudiu a cabeça e espantou os pensamentos. Não ia adiantar ficar imaginando com quem seu pequeno bebê se pareceria. A cigana separou uma nova roupa na mochila que Yanka havia lhe trazido. Aparentemente, ela tinha conseguido pegar roupas antes de ter deixado seu acampamento e isso a deixava muito, muito confusa. Se ela tinha sido raptada, Daryl teria tido a preocupação de apanhar suas roupas? Por quê? Isso não parava de martelar sua cabeça...
Carol passou por sua cela rapidamente. Elas trocaram um breve olhar e a barriga dela já aparecia debaixo de suas blusas largas. Luna sentiu uma pontada dolorosa de inveja. Que coisa feia! Mas ela não conseguia se controlar. Ela sabia que as chances daquele filho dela ser fruto de um estupro, como o de Carol era, mas não se importava.
Ela ficou de lado e estufou a barriga e tentou imaginar-se com a silhueta de uma gestante, como sempre gostaria de ter tido.
- Você ficaria ainda mais bonita com uma barriguinha... – Daryl praticamente sussurrou em frente a sua cela.
Luna imediatamente voltou a respirar e se recompôs.
- O que você está fazendo aqui?
- Queria saber como a minha mulher está se recuperando...
- Porque insiste em me chamar se sua mulher?
- Porque você é. Luna, pelo amor de Deus, nós nos amamos muito. – ele se aproximou mais dela e tentou tocar seu braço. Ela se esquivou, como sempre.
- Eu simplesmente eu não consigo acreditar no que você diz.
- Por quê? O que eu fiz de errado desde o dia em que eu a busquei em Woodbury.
- E-Eu não sei... Não consigo me conectar ao que tivemos.
- Você quer saber o quê? Você pode me perguntar e eu respondo... – Daryl estava praticamente implorando. Ele não aguentava mais a distância que ela havia imposto entre eles.
Luna tinha uma lista enorme de coisas para perguntar para ele... Será que deveria?
- Cigana, pergunte algo... Me teste! – ele desafiou.
Luna mordeu o lábio inferior e passeou os olhos sobre aquela figura tão interessante: um homem tão forte, que poderia massacrá-la, empurrá-la naquela cama, levantar sua saia e fazer o que bem quisesse com ela, se dando o trabalho de tentar convencê-la a amá-lo. Era a coisa mais louca que ela jamais imginou viver.
- Bem... – ela deu uma volta em torno de si própria como se buscasse inspiração e as palavras certas. – Por que eu? O que você viu em mim? Quero dizer, há outras mulheres. Eu não sei. Não entendo a sua escolha... – ela sentou-se na cama e colocou as mãos entre as pernas e baixou os olhos.
Daryl sentou-se ao seu lado e ela não ousou a se mover para longe dele. Embora seu instinto pedisse que ela o fizesse. Luna olhou para o lado e se deparou com seus braços. Eram, de longe, os maiores braços que ela já vira na vida e isso lhe pareceu assustador ao extremo. Embora ela soubesse que em outras garotas o efeito daqueles bíceps seria outro. Ela o viu respirar fundo.
- Luna, eu tive muitas mulheres. Na minha vida antiga, as mulheres que eu costumava a ter não se pareciam em nada com você. Elas não eram doces, inteligentes e puras como você.
- Não?
- Não, babe. Elas eram, na maioria, putas ou mulheres casadas, decadentes, que vivem em clubes de snooker. Eu nunca fiz sexo com elas porque estava apaixonado. Era só algo como saciar uma necessidade. Minha mãe morreu quando eu era muito novo e eu não tive muitas figuras femininas em minha vida para aprender amar e respeitar. Eu só via aquelas garotas mostrando os peitos em locais sujos e pensava que era isso o que todas faziam, sem exceção. Ai, o mundo virou essa loucura e enquanto eu tentava sobreviver na mata, você apareceu, como eu te contei, tentando roubar a minha caça. Você não teve medo nem de mim, nem de Merle. Você nos enfrentou de igual para igual e depois disse que queria nossa caça para alimentar as crianças do seu acampamento. Quer dizer, não era algo egoísta. Você estava ali por outras pessoas, arriscando sua vida por eles. Isso me deixou sem rumo. Você foi a primeira mulher que conheci que eu tenha conseguido respeitar demais. Eu fiquei enfeitiçado. Você também é tão linda, mas nunca está mostrando os peitos sabe... Você está sempre impondo respeito e deixando bem claro que não aceita ser tratada como objeto. Eu... eu simplesmente fui me apaixonando. Quando conversei com seu tio Valentín, aquele papo sobre sua promessa, eu percebi que você era alguém com valores muito maiores do que os poucos que eu tinha conhecido.... – ele parou. Estava sem fôlego e precisou pegar um pouco de ar. – Olha – disse ficando de frente para ela. – Não importa. Eu olhei para você e desde a primeira vez eu fiquei intrigado. Eu achei que era só porque você era diferente, mas não. Eu me senti atraído. Mas eu juro que nunca, nunca tentei encostar um dedo em você à força.
Luna respirava com dificuldade. Ele parecia tão honesto.
- E tem mais uma coisa que eu me recordei... Talvez isso prove para você que eu era realmente especial antes de você perder a memória.
- O quê?
- Eu sei que Luna não é seu primeiro nome.
Luna deu um salto e se colocou em pé, em alerta. Para os ciganos o primeiro nome era um segredo compartilhado somente entre mãe e filho. Os maus espíritos jamais podiam chama-lo para as tentações sem saber por qual nome chamar. Aquele homem sabia algo... E seu coração começou a bater loucamente dentro do peito.
Daryl levantou e caminhou até ela chegando mais perto aos poucos atpe ter certeza que ela não iria repeli-lo ou começar a tremer de medo, como tinha feito antes. Os olhos verdes-escuros muito arregalados denunciavam que por aquela revelação ela não esperava.
Daryl apanhou as mãos da cigana e segurou entre as suas, apertando-as contra seu peitoral. Ela sentiu o diafragma dele se expandir e depois se comprimir numa respiração tranquila. Tê-la junto a ele o acalmava, era o bçasamo para todas as suas dores e para a lembrança do cara terrivelmente amargo que ele tinha sido antes da Forasteira cruzar seu caminho naquela mata.
Ele ousou a se inclinar um pouco mais sobre Luna, aproximando seus lábios do ouvido da garota. Uma das mãos do rapaz deslizou para as costas dela e fez uma ligeira pressão para que ela se aproximasse um pouco mais. Os braços da cigana estava arrepiados com aquela proximidade, porém seu corpo respondia a Daryl como um cão que responde ao chamado de seu dono. Ela sentia-se assim: pertencente a ele. Por quê:
- Luna, pouco antes de você ser raptada e ser levada a Woddbury você fez de mim o homem mais feliz do mundo, sabia? – ele murmurou em seu ouvido, a voz rouca e hesitante que faziam o coração da garota disparar.
- O que fiz de tão especial? – ela perguntou, quase sem voz.
Daryl a trouxe um pouco mais para perto dele. Agora seu nariz já fazia contato com alguns fios de seu cabelo longo. Ela o sentiu inalar profundamente.
- Esse seu cheiro de incenso. É a lembrança olfativa mais próxima que tenho da felicidade. — ele sussurrou de novo. As pernas da cigana fraquejaram e ele a empurrou contra a parede, sustentando o peso de Luna com a pressão de seu próprio corpo, impedindo que ela caísse no chão.
- Você não respondeu o que perguntei... – ela tentou observar fechando os olhos, preparando-se para outra resposta que a deixaria ainda mais entregue a ele do que agora. Que vergonha!
- O que você fez de tão especial, Luna? Você se apaixonou por mim e me deixou fazer de você minha mulher. E eu nunca vou esquecer isso mesmo que se passem 100 anos. Eu nunca vou poder sentir nada como o que senti no dia em que fizemos amor pela primeira vez e depois, na sequência, aceitou usar a aliança comigo. – Luna não conseguia mais aguentar. Precisava sair dali. Se não fosse embora já, não poderia mais responder por si. Ela sentia algo na região do seu umbigo puxá-la para ele, como um peixe que é içado pelo pescador. Como um carretel de linha sendo desfiado...
- “Como um prego sendo atraído por um imã...” – ela deixou a frase escapar de seus lábios e Daryl trouxe seu rosto para frente do dela, os olhos azuis muito cintilantes se estreitaram num sorriso tão sedutor que Luna pensou que estava derretendo.
- Isso, Cigana! Como um prego sendo atraído por um imã. Você se lembrou! Foi exatamente assim que aconteceu. E é exatamente assim que me sinto em relação a você, Luna. – ele voltou a encaixar a boca perto do seu pescoço e sussurrou lá dentro. – Ou devia chama-la pelo seu nome inteiro?
- Você não sabe meu nome inteiro, Daryl. Não brinque com coisa séria. – Ela pediu já choramingando.
- Nunca brincaria com nada relacionado a você. Sabe porque? Por que eu te amo e ainda quero que seja minha mulher, Estrela Luna Sara Kalí Ciobanú.
O mundo de Luna deu um looping radical. Ela sentia a vertigem percorrer seu sangue como um veneno poderoso. Ele sabia seu primeiro nome. Só ela poderia ter contado isso para ele, visto que sua mãe, Lola, estava morta há anos. Porque raios ela tinha contado aquilo para ele? Nem seu pai sabia qual era seu primeiro nome.
- Daryl... – ela murmurou. – Como sabe disso?
- Você me contou no dia em que eu disse que tinha intenção de colocar uma aliança na sua mão. Não lembra? Estávamos no riacho...
Luan foi sugada por um buraco negro e de repente teve uma visão dela e de Daryl com os pés dentro de um riacho e deitados um ao lado do outro na grama verde. Ela olhava para aqueles olhos azuis e sorria. Ele lhe sorria de volta. Ela podia sentir o amor fluindo dele para ela através da maneira como ele a encarava.
- Você está bem? – Daryl sacudiu de leve seus ombros.
Luna fez que sim com a cabeça.
- Que bom. Porque eu estava pensando, Cigana, que talvez você pudesse me deixar beijá-la. Uma vez. Uma única vez. E ai você pode saber se sente algo por mim ou se você se recorda... – Daryl tinha sápido do modo sedutor para o modo nervoso e aquilo foi tão... doce da parte dele.
De qualquer forma, Luna não se sentia em condição alguma de negar aquele beijo. Ela parecia querer os lábios dele nos seus mais que água. Mais que qualquer coisa vital. E por isso não se moveu quando ele virou a cabeça para o lado esquerdo e foi se aproximando da sua boca, aos poucos. Quando ele rocçou na pele sensível do seus lábios, Glenn irrompeu cela adentro, fazendo-os pular de susto.
- Gente! Putz! – ele estava sem ar e corou quando viu que o casal estava prestes a se beijar. – Eu sempre quebro o clima entre vocês. Desculpa! – Luna guardou aquela frase. Glenn já tinha interrompido um momento intimo entre os dois antes. Céus! – Sério, Daryl. Desculpa, cara. Mas você precisa vir comigo. A Luna deve ficar aqui. Ordens expressas do Rick.
Daryl precisou reunir cada gota de coragem dentro dele para se afastar da sua cigana. Justo agora? Agora que ele a tinha sob sua pele! Maldito coreano!
- Eu quero ir junto, Daryl! – Luna se agarrou ao braço dele, fazendo o caçador fechar os olhos rapidamente. Ele estava tentando gravar o toque dela na memória. Fazia dias que ele não era tocado espontaneamente por ela. Bem, isso se os tapas que ela lhe deu não contassem...
- Ela não deve, Daryl. Mesmo! Ouça o que te digo. O Rick disse que ela não deve vir para a própria segurança dela – Glenn insistiu olhando para o rapaz com ênfase.
- Babe, fique aqui, por favor! – Daryl estava cm receio de que um ataque de Woodbury estivesse prestes a acontecer e ele sentia em seu peito que o Governador tentaria recuperar Luna. E, com certeza, nem que isso custasse seu último suspiro de vida, Daryl não permitiria que aquilo ocorresse. – Aquele filho da mãe do Governador pode estar atrás de você. Não saia daqui. Me prometa?
- Eu faço com que ela fique! – Andreia se apresentava como voluntária. – Pode deixar Daryl. Eu a seguro aqui. – O caçador sabia que não devia confiar na loira. Ela tinha tentado chupá-lo dias atrás, se comportando como uma louca com fogo LÁ. Mas, ele não tinha alternativa.
- Certo, Andreia. Então, por favor, fique aqui com Luna. Eu volto já, Cigana. E a gente termina nossa conversa, certo?
Luna assentiu meio sem saber se queria mesmo se entregar àquele homem.
Daryl seguiu Glenn e quando chegou a parte externa da prisão viu Rick, Oscar, T-Dog e Merle em volta de algo, próximo a cerca. Maggie estava agachada atrás, vomitando. Aquilo não era bom.
Daryl e Glenn chegaram rápido e quando Rick abriu a roda, o caçador sentiu um arrepio tomar conta do seu corpo. Ele estava olhando para uma cabeça decepada, com uma faca cravada no topo. Um bilhete ao lado dizia:
“É ISSO O QUE ACONTECERÁ TODA VEZ QUE TIRAREM ALGO QUE ME PERENCE DE MIM.”
Daryl estava tentando assimilar aquilo tudo, mas um grito estrondoso irrompeu atrás dele. Não precisou virar para saber que era Luna. Ela correu para se atirar ao chão e Daryl a segurou em seus braços fortes. Ela se debatia, lutando. E o rapaz teve de erguê-la do chão e tapar sua boca com uma das mãos para que a gritaria não atraísse walkers.
Até que Luna perdeu as forças e se soltou sobre Daryl, vencida, as lágrimas banhando seu rosto e já molhando o peito do caçador.
Não era para menos. A cabeça que havia sido lançada ali era a de Yago.
Notas finais
RIP Yago :(
Bom, me contem agora como vocês acham que a morte do Yago impactará na reconciliação de Luna e Daryl... Porque deixa eu contar uma coisa: Luna vai revelar a memória que o Governador plantou nela naquela seção se hipnose lemram? e A COISA BEM FEIA!
E Andreia deixando Luna sair quando prometeu que a prenderia lá embaixo? Será que Carol vai sentir ao menos uma pontada de rancor pela morte do verdadeiro pai de seu filho ou será que vai atacar Daryl, agora que está livre????
Digam, please, o que acharam de tudo, e quais suas apostas!!!
Muitas saudades de Forasteira! hahahaha
Depois de tanto tempo de pausa, espero que os reviews transbordem ♥
beijos enormes da Amora
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