Forasteira

43 Sonhos revelados


Notas iniciais
Nervos de aço, queridas leitoras. Espero que este capítulo faça com que vocês entendam que tudo está muito MUITO TENSO!

Beijos enormes da Amora e obrigada por continuarem comigo, me mandndo amor e energias positivas :)

- Você tá bem? – Daryl perguntou, apoiando seu rosto com as mãos. Parecia verdadeiramente preocupado e deseperado.

- Estou, sim. Acho que eu desmaiei... Não sou disso. Desculpa dar trabalho. – disse já se erguendo e ficando frente a frente com o caçador.

- Você chegou a ficar roxa, se debatia... Achei que estava tendo um tipo de convulsão. Não sabia o que fazer. Caralho, você quase me mata de susto! – falou, tentando recuperar o fôlego! — Pensei que não tinha medo de ver sangue... – ele disse sério segurando um pedaço de tecido contra o machucado. – E nem foi um corte tão grande assim. O seu nas costas estava bem pior!

- Não tenho medo de sangue, não. Com certeza não foi por isso que eu desmaiei. – Luna concluiu um pouco séria. Estava pensativa. O sonho não lhe saia da cabeça.

- Olha, Luna... – Daryl se aproximou um pouco mais dela. – Sei que avancei o sinal. Desculpa! É que... – pensou um pouco em como falar sobre aquilo. – Olha, vou ser direto porque a gente já se conhece bem: sou homem, estou louco de vontade de fazer amor com você. Tudo em você me atrai: seus olhos, seu cheiro, seu cabelo. Seu corpo é... – suspirou. – Seu corpo é muito bonito. Não vejo a hora de tocá-la e acho que acabei agindo como um filho da mãe, perdi a noção...

Luna prestava atenção no que Daryl dizia. E colocou o dedo indicador por cima dos lábios dele, indicando que parasse de falar.

- Não precisa se justificar, caçador. – sussurrou. – Entendo a sua posição. Deixa eu dar uma olhada nisso? – pediu apontando para o machucado.

Daryl estendeu braço, deixando com que ela visse o rasgo na sua pele.

Luna tocou o corte com a ponta dos dedos. O sangue estava coagulando. Ela se levantou e buscou um pouco de água da garrafa que Daryl havia deixado em cima da escrivaninha e limpou a área. Em seguida, saiu em busca de algo para desinfetar ainda mais o local. Encontrou um vidro de álcool que o rapaz tinha usado para limpar o banheiro dias antes. Molhou uma toalha limpa no líquido e começou a aplicar por cima da ferida.

- Vai arder um pouquinho, mas logo passa. – disse sem saber exatamente por que estava dizendo. Daryl Dixon era o cara mais casca-grossa que conhecera na vida. Não seria um ardidinho que o deixaria fora de controle. Dito e feito. Nem sequer uma careta de dor, ele esboçou.

- Obrigado.- ele agradeceu.

- “Obrigado”, Daryl? É só isso o que você tem para me dizer? – Luna questionou um tanto séria.

- Como assim?

- Você se cortou com a faca que usa para matar zumbis. Entende os inúmeros risco que está correndo?

- Vai valer a pena...

- Vai?

- Lógico. Não precisamos de uM lençol manchado de sangue para levar para o Yago. Agora já temos o que é necessário. – disse apontando a roupa de cama com a mancha escarlate no centro.

Luna olhou aquilo. Tinha se esquecido da conexão do corte que Daryl provocara em si mesmo com a prova da sua virgindade. Quando o moço estava cortando o próprio braço, a cigana achou apenas que ele ia tentar se matar ou qualquer coisa estupida do tipo. Sua cara de espanto foi tão grande que a moça não conseguiu segurar o queixo no lugar. Ela se aproximou puxou o lençol para mais perto de si e pôde avaliar: a mancha de sangue formava um borrão idêntico ao que tinha visto ao longo de tantos anos casando amigas e primas no acampamento.

- Ficou perfeito... – murmurou, ainda sem acreditar no que estava vendo.

Sabia que Daryl nunca tinha visto um lençol nupcial, mas tinha certeza que mesmo que o caçador tivesse um modelo para copiar, jamais poderia reproduzir uma prova de virgindade tão convincente. Então, uma conversa que tivera com ele tempos atrás foi resgatada pela sua boa memória.

“ Ela disse que queria que [a primeira vez dela] fosse comigo. E então eu fiz as coisas com calma e tentei ser carinhoso. Foi complicado. Eu tinha uns 19 anos. Eu e Merle ficávamos com umas garotas mais experientes. Fazer sexo era fácil e era algo mais selvagem. E eu precisei fazer diferente daquela vez...

– E deu certo?

– Acho que deu. Ela não reclamou de dor.

– Ela sangrou?

- Bem pouco. Mesmo. Foi algo suave....”

Luna podia até ouvi-los conversando novamente. Sua lembrança era nítida e clara como água cristalina.

- Ei, tá tudo bem? – Daryl quis saber.

- Está, sim. A menos pelo fato de que você mentiu pra mim. De novo. – ela disse calma, mas ainda assim firme.

- Menti? Quando? – Daryl se alarmou.

E Luna sacudiu o lençol manchado diante dele.

- Essa mentira nós vamos contar é para o Yago... – rebateu o rapaz.

- Não estou falando deste lençol manchado especificamente.

- E de que outro poderia estar falando? – ele estava mesmo muito confuso.

- Estou me referindo ao lençol manchado de sangue da garota de quem você tirou a virgindade! – devolveu para total espanto de Daryl.

- Quê? Do que você tá falando? – tentou disfarçar.

- Você me disse que tinha sido o primeiro cara de uma garota, quando tinha 19 anos... E que ela não tinha sangrado quase nada. Você mentiu. Ela sangrou normalmente, não foi? Ou seja, sangrou muito! – Luna rebateu numa tacada só, quase perdendo todo o fôlego que lhe restara.

Daryl abaixou o olhar depois de um tempo. Droga, aquela cigana era difícil de enrolar. Não que ele quisesse prejudica-la. Ele só tinha dito aquilo para que ela não ficasse desesperada, morta de medo e assim desistisse de transar com ele... “Puta pensamento egoísta esse o meu” foi o que lhe ocorreu no mesmo instante.

- Olha, Luna! Eu posso explicar...

- Pode, sim! Você precisa me explicar essa sua necessidade de mentir para mim sempre, sempre, sempre! – devolveu, soltando o lençol sobre a cama de novo e virando-se de costas para ele.

Daryl tomou coragem, se aproximou e encostou a cabeça nos ombros de Luna, que ainda lhe dava as costas. Ela olhou de rabo de olho, sem mover muito a cabeça. Estava decidida a acabar com aquele vício que Daryl Dixon tinha de querer lhe esconder as coisas.

- Se vamos ser um casal, não pode mentir para mim, entende? – disse mais baixo do que gostaria.

Daryl desencostou a cabeça das costas dela e indagou, chocado?

- O que quer dizer com “se vamos ser um casal”? – perguntou, meio bobo.

- Foi isso mesmo que você entendeu. Um casal casado, de fato e de direito. – respondeu firme, ocupando as mãos em mexer na saia. – Mas antes não acha que precisa me contar melhor essa história da primeira vez da menina?

O caçador suspirou. Não teria muita escapatória.

- Não tem muita coisa diferente do que eu te contei, não... O único detalhe é que ela sangrou, sim. Como você disse. E doeu um pouco. Mas, ela disse que foi bom e que estava feliz. Juro. – seus olhos azuis brilhavam no escuro do quarto. A noite lá fora já tinha tomado todo o céu.

Luna se virou de frente e o fitou.

- Tudo bem. E porque mentiu?

- Porque não queria que ficasse tão assustada quanto estava com relação a isso... – respondeu.

- Mas eu preciso me preparar de verdade. E você me fez crer que havia uma opção sem dor! – ela tentou fazê-lo compreender a razão da sua revolta.

- Deve haver uma opção sem dor. Merle me disse que algumas garotas que ele desvirginou não sangraram ou gritaram de dor.

- Quem? O Merle? Bruto do jeito que é, só pode ser mentira... – Luna logo concluiu.

- Bom, agora você já sabe a verdade. – Daryl finalizou.

Luna ficou um tanto pensativa com o olhar grudado na paisagem da janela.

- No que está pensando? – o caçador quis saber.

Ela demorou um pouco a responder.

- Tive um sonho, um tipo de devaneio enquanto estava desmaiada.

- Ah é? E o que viu neste sonho?

- Minha família. – disse num fiapo de voz com lágrimas nos olhos. – E eu tinha a opção de seguir adiante, de ir encontra-los, vê-los.... Eu senti tanta saudades da minha mãe! – a garota disse abaixando a cabeça.

- Luna, o que quer dizer com seguir adiante?

Ela secou as lágrimas que tinham escorrido pelo rosto com um pedaço da blusa e respondeu:

- Seguir adiante, deixar este mundo horrível. E quase o fiz. Quase! Foi por pouco mesmo!

Daryl sabia como Luna havia sido criada e o que pensar que encontraria novamente toda sua família era definitivamente muito tentador para ela. Quase irresistível. E nesse ponto, só havia uma dúvida martelando a cabeça dele:

- E por que não foi?

Ela fez um minuto de silêncio para recuperar as forças.

- Não fui por você. Quis voltar pra você, Daryl Dixon. – disse e suspirou, um tanto cansada.

Aquela informação chocou Daryl mais do que ele esperava. Apesar dele ser o durão da relação, ultimamente todas as inciativas de demonstração de dedicação e carinho partiram dele. E, não tinha como mentir para si mesmo, odiava ter que tomar a frente nisso. Ele não era bom em lidar com pessoas, seus sentimentos e suas necessidades idiotas de atenção e afeto. Isso até a página 2. Ou melhor, até serem os sentimentos dele próprio em questão. Daryl tinha se apaixonado por Luna de um jeito que nunca experimentara na vida. E, em muitos dias, achava que não tinha gostado nem da sua mãe como gostava da cigana.

Não só porque ela era uma baita de uma gostosa, com um corpo que o deixava rangendo os dentes de tesão e que, fato, ele não via a hora de comer, grosseiramente falando. Mas principalmente pela força que enxergava nela. Sua determinação em ser quem era custe o que custasse, os valores que estava resoluta a passar para Yanka, sua valentia e a maneira como ela nunca aceitou o papel de vítima e mulherzinha em grupo algum.

Mesmo na prisão, fazia questão de dar sua opinião e tomava a frente em assuntos que considerava essenciais, mesmo sem muito apoio das pessoas. Uma prova viva era a tal plantação que ela e Hershel estavam cultivando com o inteligente argumento que os animais estavam acabando e que era bom todos se acostumarem com uma dieta mais vegetariana. Isso sem contar que Luna era uma guardiã até mais talentosa que Maggie na hora de atacar zumbis e defender o grupo. Sua destreza com armas silenciosas era impressionante e em pouco tempo aprendeu a atirar com armas de fogo como ninguém. Rick a havia treinado e o policial mesmo dizia que Luna era uma aluna com talento especial para armas de fogo. Mira perfeita.

Todos aqueles adjetivos que transcendiam em muito os atributos físicos da cigana deixavam Daryl entorpecido de admiração. Em toda sua vida, a única pessoa que havia lhe despertado um pouco deste sentimento tinha sido Merle. E mesmo assim, em muitos momentos ele se sentia envergonhado pelo racismo e pelas merdas que Merle aprontava, desde como enganava mulheres até o tráfico de pílulas.

- Voltou por mim? Entendi bem? – repetiu como um completo retardado. Mas precisava ter certeza de que compreendera aquilo do jeito certo.

Luna se colocou em pé e parou em frente a ele, que continuava sentado na cama. Estavam tão perto que os olhos de Daryl estavam na linha da sua cintura, bem no local onde pouco tempo antes a havia tocado. Sentiu de novo o cheiro de incenso, mel, canela e cravo que a pele dela emanava. Instintivamente puxou mais ar para gravar aquele cheiro saboroso na cabeça. Ela afagou seus cabelos com as duas mãos. Daryl ainda estava com a cabeça erguida tentando olhar em seu rosto. O rapaz fechou os olhos conforme o carinho de Luna foi ficando relaxante. Então, ela diminuiu a distância entre eles e forçou-o a encostar a cabeça no seu ventre. A blusa de amarrar subiu um pouco com o atrito, deixando a barba por fazer do caçador roçar na pele delicada da barriga dela. Luna sentiu um arrepio tomar conta de todo o seu corpo quando Daryl passou os braços em torno da sua cintura, se prendendo ainda mais a ela. Precisou se concentrar para não parar o carinho que lhe fazia nos cabelos.

- Gostei que você voltou para mim, cigana. Não vou negar. – murmurou.

- Também gostei, Daryl. – ela respondeu e era verdade.

- Venha, vamos descansar um pouco. Precisamos dormir, o dia foi longo. – ela disse, puxando-o para cama.

Daryl recolheu com cuidado o tecido manchado de vermelho. Guardou-o dentro do armário. Depois ajudou Luna ase ajeitar e se cobrir com um lençol. Em seguida deitou por cima do lençol, para evitar o contato com ela. O rapaz sabia que não era a prova de contato pele a pele com a garota. Ainda mais agora que tinham estado tão perto de transar e que ele sabia exatamente o cheiro que a pele dela tinha.

Luna se virou de lado, mas estava com o rosto voltado para a direção de Daryl. Ele se deitou de lado também, de frente para ela. Os dois se olharam por um tempo, sem dizer nenhuma palavra. Então, Luna fez um movimento, saiu debaixo do lençol e o abriu para o caçador.

“Vem.” – ordenou, quase murmurando.

Aquilo aconteceu de forma tão inesperada e o jeito como ela deu a ordem lhe pareceu tanto como se ela o quisesse... A ereção dele não precisou de muito para aparecer. “Esta cigana tá brincando com fogo, cacete!”, pensou.

Como ele demorava ela reforçou o pedido:

- Vem aqui, Daryl. Quero dormir perto de você... – disse encabulada.

Aquilo era apelação! Mas não podia desobedecê-la. Sua voz guiava o coração de gelo dele.

O rapaz deu um jeito de deitar e se cobrir com o lençol que ela estendia. Mas guardou uma distância de segurança do corpo dela.

- Pronto. – disse Daryl.

Luna estendeu a mão e tocou o rosto dele com seus dedos quentes. A menina fechou os olhos de leve. Queria senti-lo com a alma se fosse possível. E estava tentando. Então, uma emergência de amor explodiu dentro dela.

- Mais perto, Daryl! – ela ordenou de novo, abrindo os olhos.

Ele ficou travado. O que estava acontecendo com Luna? Ela sempre primou pela segurança dos dois neste sentido...

- O que quer dizer?

- Quero dizer para chegar mais perto de mim... Por favor. – completou o maior nível de lucidez que conseguiu encontrar dentro de si.

Apesar de completamente chocado, Daryl obedeceu de novo. Parou um pouco antes dos corpos se chocarem. “Mas que merda! Se eu encostar nela, ela vai perceber que estou de pau duro! E vai se assustar e vamos começar da estaca zero de novo... Caralho!”, vociferou internamente. Estava puto com seu próprio pênis porque ele queria muito dormir agarrado àquela mulher. Queria isso mais que ar para respirar.

Então, enquanto o rapaz devaneava, sentiu um tranco. Luna tinha se agarrado a uma parte da sua camisa ainda aberta e se puxado até colar seu rosto de boneca cigana no peito nu de Daryl. Imediatamente ele sentiu algo latejando abaixo da sua cintura. Era o seu corpo implorando por provar Luna.

- Quero assim! Desse jeito é mais confortável. – disse a garota, fechando os olhos para dormir.

Uma profusão de imagens de Luna nua em cima dele, cavalgando-o, com os seios médios á vista e de Luna arfando e gemendo alto de prazer debaixo dele, dizendo “Oh, Daryl... Quero desse jeito. Assim, Daryl!” tomaram conta do seu cérebro. Não havia mais o que fazer. Daryl a desejava e queria desesperadamente fazer amor com ela. A cigana estava, inclusive, avisada disso. Torceu apenas para que a garota nunca tivesse visto um homem excitado e não soubesse identificar o que era aquela parte do corpo dele que estava dura como pedra e roçando na sua barriga delicada. Um pensamento bizarro lhe ocorreu “E porque ela teria visto um cara de pau duro? Ela é virgem... Não pode ter visto!”. O ciúme era uma característica de personalidade que Daryl tinha descoberto junto com essa paixão avassaladora pela forasteira. E se sentia um merda quando tinha pensamentos possessivos assim. Luna era um espírito livre, ele precisava se conformar. “Qualquer garota como as que conheci já teria aberto as pernas pra mim. Talvez até mesmo antes de eu dar uma aliança para elas. Mas esta cigana... Se eu for buscar a coroa da rainha da Inglaterra pra dar de presente à ela, vai ser bem capaz de eu dormir na seca mais um ano inteiro...”, pensou.

Decidiu espantar aqueles pensamentos da cabeça ou não dormiria nada. E pela primeira vez eles teriam a chance de dormir juntos e tranquilos uma noite inteira. Sem vigílias, sem Carol para agourar ou os outros para ficarem cochichando sobre eles. Sem contar o fato de que o caçador havia transformado o hotel num local à prova de zumbis. Tinha ficado perfeito.

Pensando no bom trabalho que fizera preparando o hotel, Daryl foi relaxando aos poucos. Luna sentia a respiração do rapaz se tranquilizar. O cheiro de grama que vinha dele também a deixavam calma. E assim aproveitou a calma para fazer uma oração.

“Minha Santa Sarah, a senhora que olha por mim, mande-me um sinal do que devo fazer. Preciso de um sinal concreto... “

Depois de terminar suas rezas, Luna estava quase completamente adormecida, assim como Daryl. Uma pequena parte do seu ser ainda estava de vigília força do hábito, se acostumara com as vigílias. E um pensamento tomou de súbito todo o seu ser...

“Daryl é o homem que amo. O homem que me protege e sei que ele e me ama também. Nunca achei que teria isso em toda a minha vida. Ele sequer se importa na prova de que sou virgem. Não me vê como um pedaço de carne. Quando encontro a pessoa certa, não estou livre para amá-la. E como que queria ser livre para amá-lo...”

Como num passe de mágica, os pensamentos de Luna são embaralhados, como se tivesse sido atirados num liquidificador e ela é sugada para aquele local, onde os véus da tenda caem aos seus pés e uma voz ressoa: “Você está livre para amar”.

A cigana dá um salto da cama tamanho o susto que tomara. Ofegante e tremendo, se coloca de pé diante de um Daryl sonado e completamente estarrecido.

Com os cabelos ainda bagunçados, Luna apenas repete: “As duas vozes... São a mesma voz...” e repetia de forma alucinada que as vozes eram a mesma.

- Do que você tá falando, Luna? Foi só um sonho... Venha pra cá! – Daryl disse, estendendo-lhe a mão.

- Não! Eu me lembrei do que precisava... Ela disse: você já tem a resposta dentro de você. E eu tenho mesmo. Eu tenho a resposta, Daryl. – disse com a voz embargada de emoção.

- Quem disse?

- Santa Sara disse...

- Disse o quê?

- Que eu estou livre.

- Livre? Livre de quê?

- Pergunta errada, caçador!

- E qual é a pergunta certa?

- A pergunta certa é “Livre para quê?”

- Certo.. Então, você está livre para quê?

Luna ajeitou os cabelos antes bagunçados, desamassou um pouco a blusa e saia e ajoelhou-se na cama, fazendo um sinal com a mão para que Daryl chegasse mais perto. Quando ele a alcançou, Luna apoiou a cabeça no seu ombro e sussurrou no seu ouvido: “Para amar você, Daryl Dixon”.

(CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO)

Notas finais
Agora vai????

Beijos enormes da Amora