Notas iniciais
Leitoras lindas, amadas, que são tudo para mim. Estou parindo estas cenas. Um parto dolorido, de fórceps... Porque meu processo criativo inclui ver a cena passando pela minha cabeça, como se fosse um filminho. Então, eu apenas descrevo o que estou vendo. Então, espero que eu esteja indo na direção certa, mas preciso de vocês. MAIS DO QUE NUNCA. Me ajudem deixando reviews os mais honestos e sinceros que puderem, tá?

Beijos enormes da Amora ♥ ♥ ♥

Aquelas palavras eram tudo o que Daryl queria ouvir. Ele ansiou por cada sílaba desde o dia em que colocou seus olhos naquela figura quase mística. Sua força e seus traços exóticos hipnotizaram cada célula do corpo dele.

Luna pronunciara a tal frase não de uma forma sensual, como uma mulher fatal o faria... Era mais como uma criança lhe contando um segredo que ninguém mais deveria saber, além deles próprios. Era este misto de coragem temperada com um pouco de inexperiência que o deixava ensandecido.

O caçador paralisou diante dela. Luna era mesmo uma visão de tirar o fôlego! Ela se moveu, se separando dele devagar. Daryl a sentiu soltar da sua camisa entreaberta, de cabeça baixa. Parecia confusa. E estava. Os longos e negros cabelos cobriam sua face e agora ela estava com as duas mãos apoiadas na cama, sentada sobre os joelhos. Petrificada, bem à sua frente.

O que ela faria agora? Ela sabia que tinha passe livre para seguir adiante com qualquer plano que julgasse melhor. Mas aquilo a levara a uma equação difícil de resolver. Nunca pensara sobre como seria, qual o melhor momento para aquilo, qual o clima e quais lembranças gostaria de associar àquele momento pelo simples fato de que “aquele momento” estava fadado a nunca acontecer. Pelo menos, até aquele instante.

Queria ter um tempo. Queria saber que teria mais vida para poder se planejar. Luna fora criada pelo seu pai como uma guerreira e guerreiros passam meses planejando antes de irem para a guerra. E quando estão lá, lutam até a morte, se preciso for. Só porque vale a pena morrer por aqueles que amamos.

O problema é que não havia mais tempo. E não havia mais tanta vida pela frente. Para falar a verdade, havia muitos poucos pelos quais ela daria a vida sem pensar duas vezes. Yanka era uma dessas pessoas. Luna amava todas as crianças de seu acampamento, mas no dia em que Yanka nasceu e lhe passaram o bebê prematuro de 8 meses para seus braços uma força nasceu dentro dela. A mãe da pequena tivera um parto bem complicado e, no final, não conseguia nem se manter acordada, que dirá cuidar da criança.

Luna se distanciou de tudo e todos. Levou Yanka para longe de todos e não se desgrudou dela até ter certeza que aquele bebê sobreviveria. Ela a amou e alimentou durante quarenta dias e quarenta noites. Quando Sumaya se recuperou e pediu a filha de volta Luna sentiu vontade de fugir pela primeira vez. Mas tinha apenas 18 anos e... Como fugir e deixar todos para trás? Seu pai precisava dela tanto quanto o acampamento inteiro... Sim, definitivamente ela daria sua vida por Yanka.

Yago... Ele era alguém muito diferente de Luna. Era um típico cigano e toda a cultura machista de seu povo parecia ter sido depositada dentro dele. Porém, apesar dos apesares, uma coisa ela não podia negar: ele era completamente apaixonado por ela. Desde pequeno. O cigano era quatro anos mais velho que Luna. Quando ele tinha 17 e ela 13 o jovem Yago a encurralara na beira do lago próximo ao antigo acampamento, no Texas, e se declarara.

“Eu amo você, Luna. Se quiser, podemos convencer seu pai a nos casar!”.

Mas, por algum motivo e mesmo Yago sendo tão belo quanto era, ela não sentia vontade de se prender a ele. Mas sabia admitir que o rapaz a havia defendido inúmeras vezes. Talvez algumas delas por interesse próprio, como quando votou contra abrir qualquer tipo de negociação de um possível casamento de Luna com um membro da família real cigana, na Romênia. Yago era sangue do seu sangue e, certamente, Luna lutaria por ele.

Fora os dois, só conseguia pensar naquele homem de feições brutas e olhos de anjo parado bem diante dela. Daryl Dixon caíra de paraquedas em sua vida e revirara toda sua existência do avesso.

Luna ousou levantar o rosto por alguns segundos. Sabia que o que tinha contado à ele mudaria tudo. Definitivamente. Assim que seus olhares se encontraram, a cigana pôde ver que ambos travavam intensas batalhas particulares. Quem quebraria o silêncio primeiro? Ele o fez.

– Luna? – murmurou.

Ela apenas continuou olhando-o. Queria que ele compreendesse que dizer o que havia dito era tudo o que ela poderia fazer pró-ativamente. Daqui por diante, não saberia decidir nada.

Daryl se aproximou e beijou seu rosto. Primeiro, uma bochecha. Depois, a outra. Então, salpicou beijos leves no seu queixo, sua testa, seu pescoço. Segurou-a com as duas mãos e colou sua testa na dela. O caçador respirava rápido.

– O que fazemos agora, cigana? – perguntou baixinho.

Luna demorou a responder. Procurou algo inteligente para falar, mas como discursar sobre aquilo que nunca vivera?

– Não sei, Daryl, honestamente... – os dois silenciaram de novo.

– Você quer isso? – ele perguntou.

– Como querer algo que não sei que gosto tem? – ela riu de si mesma. – Eu só sei que... – ela suspirou, seu coração acelerado a estava impedindo de dizer tudo o que precisava dizer. – Só sei que não posso mais viver separada de você.

Daryl fez um carinho no seu rosto com os dedos. Luna fechou os olhos. Era tão bom.

– Eu estou morrendo de vontade de tirar sua roupa e fazer de você minha mulher agora mesmo... Mas não vou tocar num fio de cabelo seu sem que me autorize. Não v...

– Me beija? – ela o interrompeu.

Ele tentou vasculhar a razão daquela interrupção no seu olhar. Mas tudo o que enxergou foram aqueles olhos verdes-escuros tão grandes cintilando na penumbra do quarto.

– Daryl?

– Hum?

– Por favor... Me beija agora! – sua súplica parecia mais um pedido de socorro.

Daryl colou sua boca na dela rápido. Parecia uma emergência. E era! Ele a segurou pela nuca e deixou a língua fazer todo o trabalho. Os lábios de Luna eram tão macios e doces. Ás vezes, enquanto a beijava, sentia como se pudesse entrar no seu mundo particular de cigana através daquele contato tão íntimo. E quando esses devaneios o invadiam não conseguia evitar beijá-la de forma mais intensa. Naquela hora, era exatamente o que ocorria. Então, o caçador sentiu a garota passar os dois braços por cima dos seus ombros e se pendurar em seu pescoço. Ela jamais tinha feito qualquer movimento parecido com aquele durante todas as poucas vezes em que ele se beijaram.

Na verdade, o máximo de aceitação que demonstrava era ficar parada, sem fugir ou sem se desvencilhar do beijo. Geralmente, era desta maneira que Daryl sabia que ela estava gostando de ser beijada por ele.

Por isso, quando a cigana tomou a atitude de se agarrar à ele, seus olhos azuis se arregalaram de espanto. Mas não ousou tirar a boca da boca dela. Bem, talvez sua língua tivesse se trapalhado e perdido alguns passos da dança que executava junto com a língua de Luna. A garota também abriu os enormes olhos verdes-escuros. Talvez para se certificar de que estava tudo bem e que não havia feito nenhuma besteira.

Daryl se assustou em vê-la alerta e fez menção de interromper tudo. Pela enésima vez, mas...

– Não! – ela murmurou ainda presa à boca do rapaz – Não me largue, Daryl. Não me solte nunca mais... – E lhe aplicou uma leve mordida no lábio inferior, como que pedindo para que retomassem tudo.

Uma felicidade descomunal e um calor de 300 graus tomaram conta do corpo de Daryl. E então ele avançou. A beijou como nunca a havia beijado antes. Descontroladamente, com força e com o tamanho exato da intensidade do que sentia por aquela pessoa que ele tinha nos braços. Suas mãos largas envolveram a cintura pequena de Luna, apertando-a, de leve.

Eles ainda estavam de joelhos na cama. Então, o caçador decidiu ir beijar aquele pescoço lindo que o chamava há tempos. Luna inclinou a cabeça para o lado oposto deixando a área livre para que Daryl fizesse o serviço. Por cima dos ombros dela, o rapaz espiou e viu as curvas da cigana. Ela tinha costas lindas. Aquela cicatriz não era nada, nada comparada à beleza da sua lombar sinuosa, da cintura de Barbie e da bunda empinada que se insinuavam por debaixo de tanto tecido. Nesse momento, a ereção dele estava completa. E seu coração parecia quere sair pela boca qualquer instante.

Agarrou-se com mais força aquele corpo delicioso, enquanto voltava a beijar a boca de Luna. Ás vezes ele abria os olhos para ver a expressão dela e tentar decifrar se estava gostando. Parecia tensa, mas de um jeito bom. Ela não tinha experiência. Aquela era a primeira vez em que pedia um beijo e que era correspondida. “Céus, essa mulher ainda vai me matar de tanto tesão!”, ele pensou, sabiamente.

– Luna? – ele murmurou.

– Hum?

– Vou te deitar na cama agora. – informou sem para de beijá-la um só instante.

Ela assentiu com a cabeça. Daryl posicionou o travesseiro para acomodar sua cabeça e a ajeitou na cama. Os cabelos longuíssimos esparramaram-se de forma tão sexy. Os fios faziam leves ondas no final. Luna deixou um dos joelhos flexionados e as mãos pousadas sobre a barriga. Ainda dava ver um pedaço de pele entre a blusa e saia que teimava em aparecer. Daryl agradeceu por isso.

A saia laranja era mais ajustada nos quadris e abria a partir do meio das coxas. Então, naquela exata posição, Luna lembrava bem uma sereia. Foi o que Daryl imaginou. E se ele fosse um marinheiro, certamente teria mudado a rota do navio para ir de encontro com aquele ser de puro esplendor.

Ele se livrou da blusa de mangas cortadas que estava com os botões abertos desde outrora. Atirou-a longe. Luna estava nervosa, ele via pela respiração acelerada. Seu peito subia e descia numa velocidade alucinante. Quando estava no ponto mais alto, o caçador conseguia enxergar os contornos dos seios médios. Imaginou como seria segurá-los e até experimentá-los.

Sua ereção palpitava no jeans e ele tinha certeza que Luna já tinha notado o efeito que causava nele. Não se preocupou em esconder nada referente ao seu corpo dele. Se iriam fazer amor, ela precisava saber como funcionava. Tinha esse direito!

– Seu rosto... parece com uma boneca. – disse, ajoelhado ao lado do corpo deitado da garota, enquanto acariciava de leve o seu rosto com o dedo indicador e o dedo do meio percorreu todo o contorno da sua face.

– Até parece... Imagina! Uma boneca... – ela riu de leve, desacreditada.

– Você já viu uma Barbie? – ele sorriu de volta.

– Já, claro... — ela disse fazendo cara de quem não estava entendendo onde aquilo iria chegar.

– Pois então, você é minha Barbie Cigana. Minha boneca da vida real. – disse inclinando-se para mais um beijo na boca. – E eu nunca vou te machucar, nem vou deixar que outro cara toque em você. – explicou beijando-a e falando no intervalo entre um beijo e outro. – Vou guardar você numa caixa e vou proteger você de toda a merda deste mundo de merda.

– Não me guarde na caixa por muito tempo, caçador... – pediu enquanto aproveitava o carinho. – Deixe-me sair de vez em quando para tomar ar e fazer você feliz.

– Você já me faz feliz, Luna! — rebateu sem cessar a sessão de beijos.

– Não o faço feliz por completo. – ela ficou corada e seu coração passou a bater ainda mais rápido. – Não finja que não entendeu.

– Não estou fingindo. Só não quero apressá-la. Já temos o lençol manchado de sangue. O resto é resto. Teremos tempo... – disse tentando convencer primeiro a si próprio.

– Não importa mais... Você sabe que sou virgem, não sabe?

– Sei.

– E que tenho 24 anos...?

– Também.

– Não acha uma aberração?

– Acho lindo.

– Acha lindo?

– Acho...

– Por quê?

– Porque sei muito bem que só faria sexo por amor.

– MUITO amor. – corrigiu Luna.

- E se está disposta a fazer isso comigo...

- É porque te amo. — completou

- Talvez. Bem menos do que eu a amo e a desejo, certeza!

Eles voltaram a se beijar com gosto e vontade. Daryl ousou descer uma das mãos para a lateral do seu corpo, bem por cima das costelas... Pertinho do seu seio esquerdo. Luna arfou e parou o beijo.

– O que é o sexo? – perguntou.

– Como assim? – Daryl quis entender a questão.

– Se eu fosse um alienígena, como me explicaria o que é o sexo...?

– Hum... Difícil! – pensou um pouco. – Eu acho que eu diria que é o contato mais íntimo que duas pessoas podem ter e que, no geral, isso se dá quando as duas pessoas estão peladas. – disse não segurando um riso.

Luna também riu, divertindo-se com aquele humor negro tão característico de Daryl.

– Então, se essa é a sua definição, hum... Acho que eu estou ultravestida, então. – disse corando.

Um brilho diferente tomou conta do caçador. Os olhos azuis estavam ainda mais claros e brilhantes. Ele tinha ouvido certo? Luna estava lhe dando uma brecha para despi-la? Se for isso mesmo, Santo Deus, ele acabaria de se tornar o homem mais sortudo que restara na face da Terra.

Diante da falta de reação do rapaz, Luna se amuou. Flexionou o outro joelho e se deitou de lado, virando-se para esquerda, o lado oposto onde Daryl encontrava-se sentado. Ele quis virá-la de volta para ele, mas achou que ela precisava de um tempo.

– Você está sem camisa... – disse num fio de voz, tentando se justificar.

– Eu sei... Porque não vira pra cá de novo, hein? – tentou ser calma

Ela não respondeu. Apenas suspirou. O que havia dito de errado? Ela só queria a ajuda dele para conduzir aquela experiência nova e assustadora, ao mesmo tempo. Por que tinha que ser tão complicado sempre? Sentiu vontade de chorar, mas se segurou bem.

– Sabe o que você me lembra? – ele resolveu descontrair.

– Hum?

Ele a puxou pelos ombros, obrigando-a se encostar as costas todas na cama. Luna obedeceu, mas manteve os dois joelhos flexionados.

– Você mais parece uma sereia.

– Sereia? – perguntou incrédula.

– É. Já viu uma?

– Só sei que elas têm rabo de peixe. – eles riram juntos.

– Mas elas têm também um cabelo assim...

– Assim como?

– Assim, comprido e com essas voltas nas pontas... – ele disse passando a mão pela cascata castanha escura, ainda espalhada pelo travesseiro. – E elas têm uma cintura pequena, como a sua. – disse, usando as mãos para contornar as curvas da cigana, deslizando-as pelas laterais do corpo da garota. – Além disso, apesar do rabo de peixe, as sereias costumam ter essas curvas aqui. – Daryl completou, descendo as mãos para os quadris dela e ofegando um pouco.

Era a primeira vez que ele a tocava ali. Aquela parte, o quadril levemente pronunciado, era firme e o caçador conseguia sentir os dois ossos da bacia. A distância entre eles entregava as forma de ampulheta do seu corpo. Engraçado. Mais um tabu que Luna quebrava na vida de Daryl. Em toda a sua medíocre vida, s poucas mulheres que ele havia conhecido que tinha quadris um pouco mais largos podiam ser classificadas, pelo menos, como gordinhas. Isso quando não eram obesas mesmo.

Bunda e quadris não era o forte das americanas nativas. O que acabava sendo compensado com seios fartos. Daryl gostava muito daquele perfil Pamela Anderson. Corrigindo: ele achou que gostava daquele perfil. Naquele dia, na floresta, quando ele a salvou do errante e montou por cima dela para tentar despertá-la do choque, ficou encantado. Não quis admitir de cara, tentara se convencer que era só a curiosidade por estar próximo a uma mulher tão diferente... Mas, pelos amor de Deus, a lembrança de estar por cima dela era tão vívida dentro dele que perdeu a conta das vezes que tinha usado exatamente aquela memória para se masturbar e se aliviar nos dias mais difíceis na prisão.

Luna tinha uma expressão de espanto no rosto. Talvez pela novidade daquele toque. Mas, no fundo, gostou da forma delicada como ele conseguiu fazer aquilo.

– Então, sou uma sereia-cigana? – ela tentou a de descontrair.

– Quase... – Daryl sussurrou, beijando a testa, a ponta do nariz e depois a boca de Luna.

– Por que quase? – quis saber sinceramente.

– Por que sereias não usam isso... – ele disse apontando a blusa branca de amarrar.

Um período de silêncio. Era torturante. Daryl não sabia rezar, mas naquele momento suplicou aos Céus que ela não desistisse, não voltasse atrás. Ele viu Luna relaxar uma das pernas. Agora, só um dos joelhos estavam flexionados.

– Posso tirar isso pra você? – o caçador resolveu arriscar, segurando a blusa dela pela barra.

Luna fez que sim com a cabeça. E o peito de Daryl pareceu explodir. Ele ficou absolutamente maluco. A forma como ele a veria em poucos instantes era totalmente nova. O que esperar?

Ele começou a desabotoar a blusa de baixo para cima. Primeiro, soltou os botões próximos a cintura e foi subindo até chegar aos botões que ficavam localizados entre um seio e outro. Quando todos estavam soltos, Daryl afastou os dois lados da blusa fininha e...

– Oh, meu Deus! Luna... – ele ofegou com a visão do tronco dela. Seus seios médios estavam acomodados em um sutiã branco sem alças. A pele parecia mais um veludo impecável. Seu umbigo era pequeno e perfeito... A cintura parecia ainda mais fina agora que ele tinha a visão completa.

– Que foi? Tem algo errado? – ela perguntou, aterrorizada e já tentando juntar as duas partes da blusa, que tinham acabado de ser abertas.

– Não! – Daryl segurou as mãos dela com um pouco mais de força do que gostaria. Não tinha a intenção de ser rude, mas queria muito continuar admirando aquela paisagem maravilhosa. – Não tem nada errado. Pelo contrário. Eu tô sem fôlego!

Ela corou dez vezes mais do que o de costume e evitou olhá-lo nos olhos.

– Posso te ajudar a tirar a blusa mesmo?

Ela apenas ergueu o tronco e deixou Daryl terminar de retirar a peça para depois atirá-la num canto do quarto. Em seguida, sem dizer palavra, deitou-se novamente. Precisou fazer um esforço surreal para não usar os braços para se cobrir.

Daryl passeou os dedos pelos ombros dela, bem de leve. Foi descendo devagarzinho pela lateral do seu corpo. Perto da cintura, Luna sentiu um frio na barriga e prendeu a respiração instintivamente.

– Ah, você tem cócegas, cigana? – ele quis descontrair.

Ela assentiu, com um leve sorriso nos lábios.

– Como pode? Ser tão doce e sexy ao mesmo tempo?

– Não sou sexy...

– Ah, você é, sim. E nem faz ideia o quanto...

– Você me deixa tímida.

– Você fica ainda mais sexy tímida, cigana. – dele se curvou sobre ela e cochichou no seu ouvido. E senti-a arrepiar e arfar. – Sabe? Posso abraça-la? Quero sentir você... mais!

– Tudo bem...

Então, Daryl abaixou seu joelho flexionado e deitou por cima dela. A língua dele pediu passagem entre os lábios de Luna. A pele do seu peito nu roçava no tronco da garota. Sentia barriga dela na barriga dele. E aquilo bombardeou a garota. Uma corrente elétrica percorreu todo seu ser. Uma avalanche de sentimentos que ela tentava conter até então despencaram e caíram como um piano em cima da sua cabeça. A garota não entendia direito o que estava sentindo, mas algo dentro dela, na altura do umbigo começou a esquentar e a se espalhar por sua pélvis e suas pernas. Luna tinha certeza que se precisasse ficar em pé naquele momento para salvar a própria vida, não conseguiria. Fora isso, nasceu dentro dela uma necessidade de mais toques de Daryl, mais intimidade... Quando ele ia começar a tirar aquele jeans surrado? O corpo torneado do caçador pareceu a coisa mais importante para conquistar naquela hora.

Do nada, a cigana fez força para se levantar. Daryl percebeu e deu espaço para o movimento. Assim que Luna sentou, virou de costas para ele e ergueu os braços. Daryl entendeu: queria que ele se livrasse do seu sutiã. O caçador soltou os colchetes e, assim que a peça se descolou do corpo de Luna, entendeu que estava prestes a enfartar. Ele veria seus seios. Em 32 anos, ele nunca quis tanto ver o peito de uma mulher como queria ver o dela. Porém, segurou a ansiedade e tratou d beijar aquelas costas lindas. Cacete! Ela era gostosa demais e o deixava duro como nenhuma outra garota conseguiu.

Ao fim de sessão de beijos, ele a abraçou por trás e passou os braços em torno da sua cintura, beijando e mordendo seu pescoço.

– Você é linda, Luna...

Ele faz força para virá-la de frente e quando a garota completa o giro... Daryl precisa se soltar dela. Simplesmente precisa. Caso contrário, corre o risco de gozar antes mesmo de começarem a transar.

Ela se assusta com a reação.

Os seios de Luna são como conchas médias. Pareciam macios e empinados na medida certa. Os bicos eram rosados, pequenos e delicados. Orapaz teria cortado uma mão para prova-los.

– Não se cubra, por favor! – ele ofega, fazendo-a recuar.

– Posso deitar?

– Sim... Mas não se cubra.

– Cigana, você é mesmo um tesão! – disse sem conseguir se conter e se atirando sobre aquele corpo maravilhoso.

Nessa altura do campeonato, Daryl tinha certeza que não conseguiria mais nenhum tipo de controle. Aquele passo a passo, o jogo das notas, nada mais parecia razoável. Ele só queria estar dentro dela. Cada minuto mais. Na sua cabeça tinha sonhado em possui-la em posições tão variadas... Aguas com certeza não estavam nem no Kama Sutra, ele tinha certeza.

– Luna, eu quero muito fazer amor com você. Acho que não consigo mais voltar atrás... – disse quase implorando.

– Não sei se quero que volte atrás. – ela estava ofegante também.

– Quero que saiba que... – ele precisou de um tempo para recuperar o fôlego porque ela acabara de morder o lóbulo da sua orelha e cravado as unhas naquelas costas largas e musculosas. – Eu quero que saiba que eu amo você mais do que amei qualquer coisa viva. E que, ao contrário do que talvez tenham te dito, depois que a gente transar esse sentimento só vai ficar maior...

– Porque seremos um só. – ela completou arfando também.


(Gente, eu preciso de uma pausa... Não queria quebrar a cena. Mas preciso sentir mais o que este casal fará na cama. Algo me diz que devo leva-los para o caminho dos adolescentes. Quero que estejam nervosos. Que chorem, que riam, que enlouqueçam. Mas preciso visualizar. Vocês conseguem me perdoar? Por favor, por favor, por favor! Hoje mesmo posto o restante. Mas espero os inúmeros reviews, me dizendo se estou na direção correta!)


Notas finais
Lindas, como estou me saindo? Me sinalizem?

Confio plenamente em vocês!

Beijos gigantes da Amora ♥