Forasteira
34 Partida
Notas iniciais
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Como amei os comentários para os dois últimos capítuylos. Como eu amo as novas leitoras que estão se apresentando. Espero conhecer todas e a agradá-las também. Muito obrigada por tudo. DE CORAÇÃO!!!
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Hoje todo meu amor eu dedico para a Allie Young! Uma leitora tão doce que eu não conhecia ainda, mas que me deixou uma recomendação tão linda e sincera... Fiquei sem ar! Muito obrigada, Allie! Por manter a fé em mim e em Luryl!
Beijos enormes da Amora
“Luna?”
O que era aquilo? Algum tipo de alucinação? A cigana ouvia seu nome sendo sussurrado por uma voz doce e aconchegante. Queria alcança-la, mas parecia tão distante...
“Luna, acorda!”
Luna sentiu sua respiração falhar e se sentou subitamente, arregalando os olhos e ofegando. Seu coração batia a milhão e ela fechou rapidamente os olhos para se recompor. Quando os abriu, Daryl estava bem na sua frente, observando-a bastante preocupado. Ele levou uma das mãos até a testa dela, oferecendo apoio.
Quando a respiração de Luna estabilizou, ele disse:
- Desculpa por ter te assustado! – e a abraçou num ímpeto para soltá-la logo na sequência. Ato falho. Ele se esquecia das regras do jogo constantemente. De alguma forma, por ironia, nestes minutos que antecediam o sequestro, ele se sentia péssimo por violar os limites impostos por Luna.
- Não, tudo bem. Tentei te esperar tomar banho, mas acho que acabei pegando no sono. Ainda quer conversar? – ela era a mulher com cara de sono mais bonita que Daryl havia visto na vida.
- Podemos? – ele tentou perguntar sem deixar muita brecha para que ela recusasse.
- Sim. Só vou pegar um casaco...
- Não, pega o meu! – Daryl se apressou em oferecer a jaqueta para que ela não desse por falta da mochila.
- Certo! – ela se colocou de pé. Ainda usava a roupa estonteante que tinha deixado Daryl de queixo caído horas atrás. Desamassou o vestido rapidamente passando suas mãos pelo tecido, calçou as botas e esperou o caçador acomodá-la dentro do casaco. Sentiu um calafrio percorrer seu corpo quando ele praticamente a abraçou por trás, ajudando-a a vestir cada manga e depois quando ele ficou na sua frente para subir o zíper.
Ela podia jurar que por meio segundo eles se olharam como costumavam se olhar quando estavam caçando perto do riacho. “Meu Deus, isto é tão perigoso para nós dois!”, foi seu último pensamento.
Juntos caminharam pelos corredores da prisão rumo a parte externa, tomando cuidado para não fazer barulho e acordar os outros.
Quando chegaram lá fora, Daryl continuou caminhando rumo ao portão principal. Ela achou estranho, mas o acompanhou. De repente, ele parou e girou o corpo para ficar cara a cara com a cigana. Tomou suas duas mãos e ficou olhando-a nos olhos.
- Linda... – ele murmurou, soltando sua mão e usando a dele para tocar seu rosto de leve. Luna tentou se afastar, mas recuou. Ela também precisava daquele contato. Era como se tivesse um pulmão apenas. Daryl era como seu outro pulmão e, ao lado dele, ela respirava melhor.
- Sabe que nunca faria nada para te machucar, não sabe? – ele sabia que era uma pergunta suspeita, mas ele queria ouvir daquela boca que ele tanto desejava que “sim, que sabia que era seguro estar com ele”.
- Está me assustando, Daryl... – ela franziu a testa.
- Só me responda isso. Sabe que eu seria incapaz de te machucar, não sabe? – ele praticamente suplicava agora.
Sua testa relaxou e Daryl viu claramente que a cigana travava a mesma batalha interna que ele.
- Claro que sei. Eu confio completamente em você, caçador! – ela estava sendo absolutamente verdadeira, como sempre.
- Espero que me perdoe por isso, forasteira! – ele disse, sacando do bolso as tiras da camisa que ele cortara no banheiro e que havia encharcado no éter. Com uma mão ele puxou Luna para junto de si pela nuca e com a outra tapou suas vias respiratórias com o tecido, obrigando-a a inalar o éter. Ela lutou pouco. Era como se soubesse... Mas da última vez que seu olhar cruzou com o de Daryl antes de apagar havia um pouco de medo. E ter causado medo a ela fez com que Daryl derramasse um par de lágrimas pela primeira vez desde que ele tinha 12 anos de idade e fora comunicado pelo pai bêbado que sua mãe estava morta.
Luna estava desfalecida nos seus braços e Daryl a pegou no colo, aproximou seus lábios do ouvido dela e disse bem baixinho, torcendo para que alguma parte de seu ser estivesse ouvindo atentamente: “Eu amo você, Luna. Vamos ficar bem. Vamos ficar juntos, cigana e juro que farei de você a mulher mais feliz do mundo. Prometo!”
Logo Merle saiu de trás da torre de vigília.
- Rápido, mano! Já preparei um carro para você. As coisas dela estão lá. Tenha cuidado e... manda ver! Seja um Dixon e não falhe.
Daryl apenas assentiu. Pegou a cigana no colo e a acomodou no banco do passageiro. Colocou o cinto e tratou de entrar no carro. Merle abriu o portão e assim que pôde, deu partida no carro e iniciou aquela viagem que, se tudo desse certo, na volta eles estariam definitivamente juntos.
Notas finais
Beijos enormes da Amora
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