Forasteira
62 Invasão
Notas iniciais
E , pelo amor de Deus, me deixem reviews. Estou megatriste pelos baixo número de comentários... :(
A fic tá chata? Sejam honestos para eu melhorar, tá?
beijos enormes da Amora
A noite tingiu o céu de um azul forte e algumas estrelas já brilhavam lá no alto quando Rick e Daryl ouviram o som de madeira estalando dentro dos muros da cidade.
- Eles estão realmente acendendo fogueiras. O Governador enlouqueceu de vez. – Rick comentou.
Na sequência Maggie aparece, um tanto afoita.
- Ei, Rick e Daryl! – diz quase sussurrando – Estamos do outro lado do muro. Alguns tijolos estão com buracos. Parece que eles farão um tipo de festa. Vimos uma barraca com o que parece ser vinho e as pessoas estão nas ruas. O que acham que pode ser?
- Não tenho a menor ideia, Maggie. Seja lá o que eles vão comemorar, será bom pra gente. A guarda ficará mais vulnerável e isso nos ajudará a entrar sem sermos percebidos.
Daryl não conseguia parar de pensar no dia em que o filho da puta do Governador armou o circo bizarro e o jogou para brigar até a morte contra Merle, seu próprio irmão. Esta era a ideia insana de diversão que as pessoas daquele povoado tinham. O caçador teve medo por Luna. Será que ele a atiraria aos errantes? A obrigaria a lutar desarmada contra uma horda? Não podia suportar a dor que estes pensamentos lhe causavam, por isso mordia seu lábio inferior tão forte que chegou a arrancar sangue da própria boca. Não aguentaria ficar ali, esperando o bastardo do Governador trucidar Luna em praça pública. Ele mandaria tudo para os infernos e entraria naquela cidade para matar e morrer. Não deixaria nada acontecer à sua cigana.
Daryl limpou o sangue dos seus lábios com a mão e apenas se concentrou em esperar o momento certo para invadir Woodbury e trazer Luna de volta para os seus braços.
(Duas horas mais tardes)
O burburinho ouvido dentro da cidade cessou quando os acordes de um violão começaram a soar. Rick, Daryl e todo o resto do grupo se entreolharam como que não acreditando que em pleno apocalipse zumbi, o Governador decidira fazer uma espécie de Luau, ignorando todos os perigos que aquilo podia representar a segurança de sua cidade e dos cidadãos que viviam ali.
Os acordes do violão eram belíssimos e batidas eram alternadas à melodia. Rick e Daryl se aproximaram do buraco no muro e observaram uma figura de costas com o violão nas mãos, sentado em frente à fogueira, rodeado pelo Governador e todos os habitantes de Woodbury. Mais para frente, conseguiram enxergar e identificar Andrea de braços cruzados diante do peito e uma jovem negra ao seu lado, que Rick supôs ser Michonne. A cara da garota não deixava dúvidas de que não gostava ou não aprovava o circo que estava sendo armado ali.
O Governador levantou a mão e o homem cessou a canção.
- Povo de Woodbury. Hoje é um dia muito especial para nossos novos habitantes. É o aniversário de Luna... – Daryl paralisou e congelou. Ele sabia do aniversário de sua mulher e discursava sobre o fato. O que planejava? Atirá-la na fogueira para entreter aquele bando de gente bizarra que parecia venerar o Governador como uma espécie de santo, acatando todas as suas decisões malucas e insanas. – Yago aqui, que todos já conhecem, me propôs comemorarmos a data. E cá estamos para este festejo tão agradável. Peço que todos respeitem as tradições dos nossos novos moradores e que se encantem com sua cultura. Obrigado mais uma vez. – Uma salva de palmas se seguiu. Michonne foi a única que não aplaudiu o discurso.
Então aquele cara com o violão nas mãos era Yago. Filho da mãe, desgraçado. Daryl não duvidava nada que ele tinha sequestrado Luna pessoalmente para obriga-la a viver ao lado dele em Woodbury. O rapaz fechou os olhos esperando o que viria a seguir. Tentou se preparar para ver o pior: Luna acorrentada, machucada, com a boca amordaçada, sendo arrastada contra sua vontade até a fogueira.
Porém, quando o violão ressoou novamente, Daryl viu Luna descer as escadas. Ela usava uma saia vermelha longa com blusa decotada de renda e alças, que marcava a cintura fininha da garota, os braços cheios de pulseiras e anéis e um lenço preto de moedas douradas, tipicamente cigano, amarrado na cintura. Na cabeça uma peça que deixava pedras vermelhas caírem sobre a testa e seus longos cabelos castanhos escuros adornavam seus ombros. Ela estava visivelmente mais magra e abatida. Parecia triste também, mas Céus, como estava bonita! Daryl pensou estar tendo uma visão, estar delirando.
- Uau! Ela está bonita demais... – Rick sussurrou para desespero do caçador.
A velha e detonada calça de sarja lhe pareceu imediatamente apertada demais quando a vislumbrou com aquele visual de deusa cigana, suas curvas tão bem delineadas. Por um segundo ele amaldiçoou o fato de já não controlar em nada as reações que seu corpo tinha ao vê-la. Era imediato: seu tesão pulava de zero a 100 quilômetros por hora quase que instantaneamente.
No entanto, ele se recordou de que nunca havia visto aquelas roupas antes com Luna. O que o fez imaginar que tudo não passava de obra de Yago. Ela foi caminhando sob os olhos atentos da população em direção à fogueira. Chegou perto de Yago que tomou sua mão direita e a beijou. Daryl quis lançar uma flecha no traseiro dele de tanto ciúmes.
- Está pronta? – Yago pergunto e Luna assentiu.
Ele soltou sua mão e começou a dedilhar o violão. E assim que a batida ficou mais forte Daryl viu, enlouquecido, Luna começar a dançar em torno da fogueira. Ela fazia movimentos tão graciosos e sua saia rodava em torno do seu corpo, sem jamais mostrar nada além de seus tornozelos. Os pés estavam descalços e ele se lembra de Luna ter lhe dito que em festividades, as ciganas estavam sempre descalças. E ali estava ela, linda, graciosa, rodopiando ao som dos acordes que Yago tirava do violão e alternativa com batidas na madeira do próprio instrumento. A melodia era vigorosa, assim como os movimentos da cigana. De repente o som de mais um instrumento começou a rolar. Daryl correu os olhos e não enxergou mais ninguém com outro violão ou qualquer outro instrumento. Foi então que ele percebeu que quem tocava era Luna. Ela tinha uma castanhola em cada uma das mãos e seus movimentos combinavam perfeitamente com o som das castanholas que combinavam direitinho com a melodia d Yago. As pessoas em torno da fogueira pareciam hipnotizadas pela figura de vermelho que dançava como se flutuasse. Os cabelos longos e escuros movimentando-se no mesmo ritmo em torno de seu rosto de boneca cigana. Os homens tinham seus queixos no chão e as mulheres pareciam intrigadas. Ela era tão precisa, bela e sexy dançando em torno da fogueira.
Daryl não conseguia pensar. Ela parecia estar ali de livre e espontânea vontade. Ao passo que ele ficou aliviado em ver que estava bem e não estava sendo maltratada, também se perguntou por que ela parecia tão calma e, pior, dançando para entreter seus algozes. Outra coisa que não deixava Daryl raciocinar era o desejo enlouquecedor que tomava conta dele. Nunca quis tanto Luna quanto agora, vendo- a dançar daquele jeito. Não era como se fossem movimentos provocantes, mas ela estava uma delícia e nada tímida. Como queria que se mostrasse autoconfiante daquele jeito nos momentos em que ela estava nua diante dele. No momento em que ele se dobrava sobre seu corpo curvilíneo e entrava dentro dela, ofegando e gemendo. “Droga! Preciso parar de pensar com a cabeça debaixo. Preciso entender que merda está acontecendo aqui!”, se forçou a se concentrar.
Rick olhava para ele e parecia ostentar as mesmas dúvidas sobre Luna estar ali de livre e espontânea vontade. Por quê? Esta pergunta não queria calar.
Daryl voltou os olhos para o Governador. Ele não parecia enxergar nada que não fosse Luna. Dixon era um cara e sabia quando os caras estavam excitados por ver uma mulher gostosíssima na sua frente e era exatamente o que ele via nos olhos do filho da puta. Não duvidaria nada se ele estivesse tão duro quanto o próprio Daryl vendo Luna dançar e talvez até sentindo o aroma do perfume viciante que a cigana exalava. Caralho! Como ele queria que a garota estivesse dançando para ele!
- Vamos tentar entrar já, antes que música cesse. – Rick sugeriu e Daryl despertou do seu transe, concordando.
Um a um, eles foram montando no tronco de árvore, próximo ao muro, e pulando para o lado de dentro de Woodbury, tomando cuidado para não deixarem suas armas caírem ou fazerem qualquer tipo de barulho. Em 10 minutos, Daryl, Rick, Maggie, Oscar, T Dog e Merle estavam dentro dos domínios de Woodbury.
Bem em tempo, pois a música recebeu últimos acordes e parou, sob os aplausos de todos em Woodbury. Daryl viu Luna corar de leve. Ela voltava a ser a garota tímida e sem nenhuma ideia do quanto era sexy e sedutora. Talvez nem tivesse notado que metade daqueles caras estavam se imaginando jogando-a no chão e comendo-a ali mesmo, depois daquele verdadeiro show que ela tinha oferecido.
- Luna, pelos seus 25 anos, em nome e honra de Santa Sari Kali, padroeira dos ciganos, protetora da sua vida, a quem foi consagrada e para quem suas virtudes foram ofertadas, eu lhe pergunto: é do seu desejo cobrir a cabeça por todos os dias da sua vida, a partir de agora? – Yago perguntou e o coração de Daryl congelou.
Ela demorou um pouco, mas respondeu.
- Sim. – respondeu baixinho.
Uma nova saraivada de palmas, puxadas pelo próprio Yago foi ouvida.
Ele puxou o lenço vermelho, retirou sua testeira e acomodou o tecida sobre sua cabeça, deixando apenas os fios da frente à vista. Não era como as muçulmanas costumavam cobrir a cabeça. Ra apenas um véu sobre os cabelos, como Luna tentara explicar à Daryl. Em seguida, Yago prendeu o lenço acomodando-o à cabeça de Luna com a testeira vermelha.
Pornto. Estava feito. Ela fizera 25 anos e agora cobria a cabeça como seu pai havia planejado. Mas aquilo era válido? Esta promessa incluía manutenção da virgindade e abstenção do casamento. E Luna tinha se juntado à ele. Como podia estar ali?
Novos acordes foram ouvidos, uma nova música foi entoada e Luna voltou a dançar, desta vez com o lenço sobre a cabeça. Continuava linda e sexy. Daryl se lembrou de pedir a ela para fazerem amor daquele jeito quando a salvasse e estivessem em segurança na prisão.
Enquanto os festejos continuavam, um grupo de soldados do Governador se aproximou da linha de muro onde ele, Rick e os outros esperavam por uma brecha para começar a invasão. Daryl os viu e antes que gritassem por ajuda os abateu com flexhas certeiras entre os olhos. Rick olhou-o agradecido. Ficaram ali por mais algum tempo até a nova música acabar. Quando aconteceu, viram Yago tomar Luna pelo braço, sendo na sequência afastado pelo Governador que a guiou até uma tenda de vinho. Eles receberam um copo cada um e conversavam. Luna parecia desconfortável, mas, caralho, ela estava conversando amigavelmente com aquele filho da mãe. Como podia?
Devia haver uma boa explicação para tal barbaridade. Daryl queria acreditar que ela apenas fingia. E, se estava fingindo, fingia muito bem.
Com o passar do tempo, a cidade foi esvaziando e todos se recolheram. A Fogueira foi apagada e Daryl viu Luna entrar numa casa azul, acompanhada de Yago e o Governador. Depois enxergou uma luz se acender no andar superior e reconheceu a silhueta da sua mulher parada à janela. Ela estava ali. E ele esperava que estivesse só, porque não esperaria mais. Ele estava indo busca-la já e agora.
- Rick, a hora é essa. Os guarda estão cansados. Alguns pareciam até bêbados. Vou entrar ali – disse apontando a casa azul – e vou tentar chegar até ela. Você tem de me dar cobertura.
- Daryl, é arriscado. Precisamos esperar mais.
- Não dá mais, irmão. Estou indo já.
E antes que pudesse impedi-lo Daryl saiu, se escorando entre carros e barris que estavam empilhados nas vias de Woodbury até alcançar a parte dos fundos da casa.
Ele ouviu um barulho, olhou para trás e T Dog lhe dava cobertura. Acenou a cabeça como lhe agradecendo e seguiu adiante. A porta que dava acesso à cozinha estava apenas encostada. Daryl a abriu com cuidado e constatou que estava limpo. Nenhum funcionário, ninguém. Continuou andando até chegar à sala de estar. Fotos de uma família composta por mulher, uma menina e o Governador estavam por toda parte. O caçador supôs que fosse a antiga família do cara.
Ouviu barulho de passos no andar de cima e viu algumas luzes se pagarem. Esgueirou-se até o início do corrimão e ousou espiar lá em cima. No corredor, viu Philipe caminhar para o lado oposto do quarto onde supunha que Luna estava. Comemorou a sorte. Começou a subir as escadas, torcendo para que a madeira rangesse o mínimo possível. Quando atingiu o topo, viu a porta do quarto de Luna se abrir de novo e Yago sair de lá e entrar por uma porta e sumir.
A luz do quarto de Luna se apagou também. Daryl achou que, na escuridão, era seguro ir até lá. Com cuidado e apoiando-se na parede para não tocar em nada, ele caminhou até sua porta. Girou a maçaneta e ouviu uma voz tão familiar que encheu seu peito de alegria e desejo:
- Yago? Está tudo bem? – Luna sussurrou, erguendo o tronco e encostando-se na cabeceira.
- Não é Yago, Cigana. Sou eu. – ele disse, se aproximando devagarzinho, abaixando a besta para que ela ficasse tranquila.
Ele viu os olhos verdes escuros dela se arregalarem e seu corpo se encolher, como se fosse possível se fundir com a parede. Estava apavorada e Daryl levantou a mão e começou a falar:
- Não grite, Luna. Sou eu. Daryl. Seu Daryl... – a luz do luar lá fora iluminou o rosto a frente de luna e um homem loiro de traços fortes, barba por fazer e inacreditáveis olhos azuis caminhava em sua direção. Era ele, Daryl Dixon, o arqueiro, seu estuprador. Quando puxou o ar para pedir socorro, ela sentiu suas mãos grandes e grossas taparem sua boca. O corpo dele foi arremessado de encontro ao seu e agora Luna sentia a pele quente do homem que a violentara contra a sua. Desesperada, sua respiração acelerou e ela achou que estava perto de morrer. Daria tudo para não cair nas mãos da criatura desalmada que lhe ferira das piores e mais humilhantes formas que uma mulher pode ser agredida.
Luna viu os olhos azuis cintilaram a menos de um palmo dos seus.
- Porque está assim? Ficou maluca? Vim para te salvar. Vou leva-la comigo. – mal completou a frase Luna aplicou-lhe uma mordida tão forte que o obrigou a soltá-la e começou a gritar. Daryl a agarrou e colocou-a sobre os ombros e saiu correndo corredor afora. O que tinha dado nela? Porque estava fazendo aquela burrice?
Yago e Philipe acordaram e se encaminharam para o corredor só a tempo de ver uma sombra sequestrando Luna. Ambos voltaram para o quarto atrás de suas armas, mas nesta altura Daryl já ganhara as vias de Woodbury, onde o grupo de Rick lutava contra alguns soldados.
ÀS suas costas, Luna esmurrava-o e pedia para ser colocada no chão e gritava que preferia a morte a aguentar novamente o que ele a havia lhe causado.
- Você está arrependida do que fizemos?
- Você me obrigou! Maldito. Eu o odeio!
Daryl não compreendeu e naquele momento não haveria tempo para uma DR. Ele colocou Luna contra o chão, escorada no muro, bem perto do local por onde haviam pulado. Pressionou seu corpo contra o dela tão forte que ela tinha dificuldade em respirar. Não queria machuca-la, mas Luna se portava de maneira muito estranha. Parecia querer ficar em Woodbury e isso Daryl não permitiria. Ele rasgou com a mão livre uma tira de sua camisa e, sem dó nem piedade, a amordaçou. Luna protestou e ele viu as primeiras lágrimas que caiam dos seus olhos grandes. Sentiu-se muito mal porque ela parecia estar sofrendo horrores com aquilo tudo e – Céus, seria verdade? – olhava para ele com medo e nojo. Ela, sua própria mulher. Por quê? Aquilo o magoou de um jeito como há muito tempo não experimentava. Talvez desde a morte trágica de sua mãe.
- Maggie, vem aqui, por favor!
Maggie se moveu em direção à Daryl, sem dar às costas ao combate que rolava ali na rua. O Governador tinha entrada em pessoa na luta e havia acabado de dar a ordem para que trouxessem os mordedores. Precisavam sair dali urgente.
- Fala, Dixon!
- Preciso que você bata nela. – disse apontando Luna que arregalou os olhos.
- Tá me pedindo pra bater na sua mulher? – Maggie também estranhou.
“Sua mulher”... Luna se indagou se era assim que ele se referiam à pessoa que era mantida em cativeiro e violentada todas as noites por um dos homens do grupo da prisão. Era doentio. Ela não era sua mulher, nunca seria. Morreria antes que ele conseguisse estupra-la novamente e isso era uma promessa que estava fazendo a si própria.
- É! Eu estou com medo de bater nela e machuca-la demais.
- Porque quer isso?
- Ela precisa ficar desacordada. Não esta vendo que ela não quer ir? – disse, lutando contra as investidas de Luna que agora não podia mais gritar.
- Como assim não quer ir? Quem prefere ficar nessa droga de Woodbury?
- Não sei Maggie. Ela não tá bem. Preciso carrega-la pra fora, mas assim não vou conseguir, então anda logo. – disse fazendo mais força ainda contra Luna.
- Droga, Dixon. Você me coloca em cada situação. Saco! – Maggie abateu dois homens do Governador com sua pistola e se deslocou para mais perto ainda de Daryl e Luna. Girou a arma, segurando-a pelo cano do silenciador e antes de dar a coronhada, desabafou. – desculpa por isso, Luna. É para o seu bem. – E a golpeou uma só vez, fazendo a cigana desmaiar.
Notas finais
Me perdoem por favor!
Ah e lembram que aquele soco da Carol ia causar algo terrível à Luna? Estamos perto de descobrir porque...
beijos enormes da Amora
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