Forasteira
61 Hipnose
Notas iniciais
Deixem reviews? Eles andam muito Escassos... #Chatiada!
beijos enormes da Amora
Luna entrou no quarto de Yago, para onde havia oficialmente se mudado assim que foi liberada da enfermaria, e sentou-se na cama. O cigano havia deixado uma roupa, a testeira e o lenço vermelho-sangue ali para que ela se arrumasse. Pela janela observava a agitação tomar conta da cidade. Ela estava um tanto tímida. Aquelas pessoas, exceto Yago, nunca tinham participado de uma festividade romani. Como saberiam se portar? E mais: teriam o bom senso de saber respeitar sua cultura? Ela não tinha a menor ideia. Ao mesmo tempo em que aquele desejo louco de cancelar tudo a invadia, sua gana de cumprir a promessa feita por seu pai queimava dentro do seu peito.
Nunca imaginaria nem em mil anos que o dia dos seus 25 anos seria comemorado daquela maneira. E que ela, Luna, estaria experimentando uma tristeza tão profunda quanto agora. Nos últimos dias suas noites tinham sido gastas na vã missão de tentar se lembrar do que lhe acontecera naquela prisão. Esta era a única chance que teria de tentar entender o quão grave o estado de Yanka podia ser e se devia pedir ao Governador que a ajudasse agir na intenção de arrancar a pequena de lá. Porém, talvez sua mente quisesse mesmo apagar tudo. As noites em que ela provavelmente havia sido estuprada consecutivas vezes. Ou pior: como estavam tratando Yanka. Seu peito chegava a doer. E seu corpo apontava um cansaço fora do comum. Como se ela tivesse correndo uma maratona.
Daryl Dixon. O arqueiro. Ele era o mentor da sua desgraça, dos seus piores momentos em vida. Tão ruins que seu cérebro parecia trabalhar constantemente em apagar o rosto daquele crápula de sua memória, assim como as brutalidades que ele havia cometido contra ela.
“Porque eu? Porque ele mês escolheu entre tantas?”. Pensou e imediatamente se envergonhou. Não devia desejar que nenhuma das suas amigas ou parentes trocassem de lugar com ela, pois tinham maridos e filhos e um estupro seria ainda mais difícil de lidar numa situação destas.
O barulho de maçaneta girando arrancou Luna de seus pensamentos. O Governador estava agora dentro do seu quarto, para seu desespero. Aquele homem, apesar de se mostrar doce e prestativo, a deixava nervosa. Ele tinha verbalizado que se ela quisesse se casar, ter alguém para lhe dar abrigo e carinho, ele estaria à disposição. NÃO! De forma alguma! Jamais se uniria a ele. Seu corpo respondia com total repúdio aos mínimos contatos que ele tentara. Outra coisa que a deixava encafifada. Deveria lhe ter um carinho e uma gratidão profunda pelo o que ele fez. Mas simplesmente não conseguia se portar da maneira correta.
- Como estão os preparativos, hein? – ele disse se aproximando da janela.
- Parecem bem! – ela lhe respondeu sem muita vontade de prolongar a visita dele.
O Governador se virou e passou um minuto a examinando com aquele olho azul e estranho. Eram olhos ferozes apesar de suas palavras serem sempre doces. O homem puxou uma cadeira e se sentou de fronte à cigana. Tomou uma de suas mãos e passou a fazer um carinho discreto.
- Sabe? Sei que você tem tentado se recordar do que aconteceu na prisão sem sucesso. E sei o quanto é importante trazer estas lembranças ruins à tona para superá-las e seguir adiante, certo?
Luna assentiu apenas.
- Costumava praticar hipnose antes do mundo se tornar esta loucura... Eu acho que posso verdadeiramente ajudá-la a resgatar estas memórias. O que acha de tentarmos?
Apesar do medo Luna topou. Era uma proposta que lhe permitiria acessar informações importantes para a proteção e resgate de Yanka. E ela faria qualquer coisa para garantir isso.
- Certo. Podemos tentar já, se o senhor quiser... – ela tinha pressa, urgência.
- Agora mesmo? – ele quis saber se ela estava certa daquilo.
- Sim. Tudo bem para o senhor?
- Claro. Vamos! Venha se deitar na cama e relaxar para começarmos os trabalhos de hipnose. – Philipe a ajudou a se acomodar.
- Bem, Luna vou contar até dez e quero que você se sinta absolutamente relaxada. Sei que é difícil, mas tente esvaziar seus pensamengos. Concentre-se apenas na minha voz contando.
Philipe iniciou a contagem e antes de chegar no 10 Luna dormia profundamente.
- Luna, estamos aqui para que possa se lembrar do que Daryl Dixon fez com você naquela prisão. Querida, eu sei de tudo e vou lhe contar em detalhes o que você viveu ali. Confie em mim e acorde na certeza de ter resgatado todas as suas lembranças.
Philipe começou a relatar para uma Luna inerte como o arqueiro Daryl Dixon a havia raptado no acampamento e a violentado durante meses na prisão. Como ele costumava usar a força e seu ar intimidador para dominá-la.
......
O grupo d Rick se espalhou pela floresta nas proximidades dos portões de Woodbury. Daryl podia sentir dali o magnetismo. Luna estava lá dentro. Ele tinha certeza. Eles eram como metal e imã, atraindo-se um para o outro. O rapaz acomodou-se, encostando as costas contra o tronco de uma árvore. Rick, que estava ao seu lado, cutucou seu ombro e lhe pediu para olhar o muro em frente deles. Estava quebrado em parte e havia o tronco cortado de uma antiga árvore bem ao pé daquele trecho com tijolos danificados. Daryl compreendeu imediatamente o que Rick estava pensando. No momento certo, quando Woodbury estivesse me troque de recolher, eles poderiam entrar na cidade pulando o muro ali. Daryl sentiu um fio de esperança sendo tecido dentro do seu coração e novamente fitou a aliança em sua mão esquerda. Ele daria um braço para que Luna não estivesse sendo machucada de qualquer maneira que fosse.
.....
Luna arrumou-se devagar. Seus olhos ainda queimando pelas lembranças recém- descobertas. Ela sabia exatamente como havia ocorrido. Quer queira, quer não o Governador a havia mesmo ajudado com as técnicas de hipnose. Ela imaginou que o dia de seu estupro tinha sido ruim, mas nada a preparara para algo tão ruim quanto se recordou. Quando acordou da sessão de hipnose, chorava e tremia copiosamente. O Governador a abraçou, consolando-a e dizendo –lhe que agora precisava superar e seguir adiante já que não podia retornar no tempo e impedir o que lhe acontecera. O cheiro forte do perfume dele a deixou ligeiramente enjoada e tonta. Há alguns dias um mal estar permanente a acompanhava, bem como uma profunda tristeza. Ela tinha saudades de algo que não era apenas seu antigo acampamento. Mas não conseguia se lembrar do quê exatamente Ou de quem. Só sabia que um vazio enorme a perseguia, junto com os enjoos e a tontura
- Querida... Como você está bonita! – era Louise que acabava de entrar em seu quarto. Luna gostava da senhora que havia cuidado dela. Parecia muito dedicada e sinceramente preocupada com sua saúde.
- Obrigada, Louise. Acha que não será um estorvo para os cidadãos de Woodbury esta festa de aniversário?
- Não, meu anjo! Ao contrário... Bem, talvez as mulheres se sintam um tanto enciumada, porque você está uma beleza! – Louise fez Luna rir pela primeira vez em dias com aquele elogio tão espontâneo.
- Sem contar que Yago reuniu os cidadão para explicar as simbologias da sua festa de aniversário e porque ela é tão importante para você e seu povo. Tudo dará muito certo. E eu estou empolgada para vê-la dançar. Yago disse que você dança lindamente.
- Mas não teremos música... Os homens do meu bando era quem providenciavam os instrumentos... – ela disse chateada.
- Yago arranjou um violão. Ele mesmo irá tocar a canção para você. Ora, nçao faça esta cara! Levante a cabeça, Luna. Você se sairá muito bem e merece isso depois de tudo o que passou! Tenho certeza que será muito feliz em Woodbury. Quem sabe você e Yago não... – Louise riu de leve.
- Eu e Yago somos como irmãos, Louise. Não tenho a menor condição de me unir a ele desta maneira que você está sugerindo... – Luna explicou.
- Bem, neste caso, o Governador vai gostar muito de saber isso.
- Porque o Governador?
- Ora, querida... Não notou que ele tem uma queda por você? Não o vejo assim desde que ele e Andrea terminaram seu caso de amor.
- Andrea? A loira do bando do xerife? – Luna estava estarrecida.
- Sim, ela mesma. Eles tiveram algo como um romance. Mas não falemos disso mais. Termine de se arrumar. Quero muito vê-la dançando. Boa sorte, querida. 0 Louise beijou o rosto de Luna e saiu do quarto.
Notas finais
:(
Nosso caçador terá de fato que reconquistá-la da estaca zero. Vai dar um trabalhão do cão! E ele vai sofrer demais...
Beijos enormes da Amora
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