Notas iniciais
Amores! Calma, muita calma! O que vocês desejam vai acontecer. ♥ A esperada noite de Luryl. Prometo! prometo e prometo. Obrigada pelo enorme carinho que vocês dedicam a mim! Não sou nada sem vocês!

beijos enormes da Amora

Luna sentiu a alma deixar seu corpo. Tentou se conter sem sucesso. Pendeu a cabeça para trás e caiu desacordada... Em vez de sentir sua cabeça se chocar contra a parede, a cigana pousou no macio. Sentiu o cheiro de grama fresca. Não, não era Daryl! Era a grama da primavera do Texas. Abriu os olhos e se deparou com seu acampamento intacto. Ergueu-se devagar, forçando-se a se colocar em pé. O sol aquecia sua pele e ao longe algumas crianças brincavam perto do antigo poço. A cigana procurou por Yanka, mas não a viu em lugar algum. Devia estar escondida em alguma das tendas... Mais a frente, Magdala ajudava a mexer uma grande e fumegante panela. Quando sua prima se moveu, Luna a viu claramente: sua mãe, Lola. O lenço vermelho amarrado nos longos cabelos negros, idênticos ao de Luna e um crucifixo gêmeo daquele que a cigana carregava no peito.

Caminhou em direção à Lola. Queria abraça-la e sentir suas mãos sobre sua cabeça mais uma vez. Uma rajada de vento, levantou algumas folhas verdes do chão, atrapalhando a visão da sua progenitora. Luna se virou para o outro lado, protegendo os olhos. Quando voltou a focar a paisagem, outra surpresa... Lá estava Arturo, seu pai, afiando uma faca na companhia de Aguilar, o avô da garota. Eles riam e falavam alto, exatamente como ela se lembrava. Uma figura alta e magra com dentes dourados se juntou ao grupo. Seu Tio Valentín!

Luna mal podia acreditar... Todas as pessoas que mais amara nesta vida reunidas novamente, tão próximas. Alguns poucos passos! O horror? Não existia. Era apenas amor e alegria novamente. Como que atraída por um aroma irresistível, ela começou a correr em direção à sua família. Por dentro, seu coração batia tão forte que era quase como um protesto, um grito de vida e esperança em meio ao inferno em que vinha vivendo todo aquele tempo.

No entanto, faltando pouco mais de três metros para alcança-los, Luna se chocou contra algo que pareceu uma parede invisível. Conseguia vê-los através dela, mas não atravessar. Ajoelhou-se na grama e colou o rosto naquela barreira transparente, aflita por contatá-los! Gritou seus nomes, mas ninguém podia ouvi-la.

Uma luz colorida iluminou as costas de Luna. Quando ela se virou, a luminosidade era tão potente que ela não conseguia enxergar o que vinha em sua direção, trazido pela luz.

Mas podia ouvir.

- Luna... – a voz a chamava e era tão doce e cativante que a garota se voltou totalmente para a luz.

- Luna, minha amada filha! – um abrupto calor aqueceu o corpo da cigana assim que estas palavras foram proferidas.

- Sim? Quem me chama? Mãe? – quis saber. Mas o timbre era muito diferente do de Lola.

- Sim, sou sua mãe. E a amo demais para ignorar sua dor.

As lágrimas começaram a rolar dos olhos de Luna.

- Os Céus também não ignoram sua dor!

- Obrigada!

- Você tem carregado este fardo pesado por tanto tempo. Quero que saiba que já fez o suficiente, minha doce menina! Então, pode escolher: venha comigo, atravesse as dimensões e vamos nos encontrar novamente com sua família. – Luna olhou de novo através da parede transparente... Sua família! – Ou pode escolher ficar na Terra. Mas se fizer esta escolha, saiba que as coisas continuarão exatamente como estão. Muitos dias cinzas virão! No entanto, voltando, eu prometo presenteá-la com a mais bela herança que uma mulher pode receber...

- Voltar? – indagou-se como se essa possibilidade fosse absurda. Então Luna lembrou-se de Daryl. Ele estaria esperando em algum lugar que ela não sabia determinar. Uma pontada rasgou seu peito de uma extremidade a outra. Não queria deixa-lo.

Bem ou mal ele a tinha mantido viva e a amado acima de todas as barreiras. Era a primeira vez na vida que se sentia daquela maneira.

- Mas tenho minha promessa! Minha promessa junto a Santa Sara Kali.

- Se sua vontade é voltar por amor, busque dentro de você a resposta para esse dilema. A resposta que precisa já está com você! – declarou a voz suave.

- Então, escolho voltar.

Um túnel escuro a sugou violentamente. Seus sentidos foram todos apagados por alguns segundos e quando abriu os olhos estava novamente no colo dele. Daryl Dixon. Ele lhe sorria aliviado. A cigana devolveu-lhe o sorriso, tocando de leve o machucado no braço do seu caçador...

“No entanto, voltando, eu prometo presenteá-la com a mais bela herança que uma mulher pode receber...”

O que aquela frase queria dizer? Era só o que Luna conseguia pensar agora, além de Daryl Dixon.

Notas finais
Contem pra mim a interpretação desta experiência que Luna teve? Estou curiosa para saber se compreenderam... e o que seria a tal HERANÇA?

beijos enormes da Amora