Forasteira

55 Em Woodbury


Notas iniciais
Conforme tinha prometido, minha gente, a coisa vai ficar feia nos próximos capítulos. Daryl acha que está no inferno, mas não imagina que está só começando a entrar nele... :(

E se depois desse capítulo BOMBÁSTICO eu receber poucos reviews, eu juro que me MATO... hahahaha Sério!

Deixem reviews pra mim, sim? Prometem???

beijos enormes da Amora

A cabeça de Luna doía. Ela acordou em um lugar escuro, cheio de caixas. Onde estava? Passou a mão sobre a cabeça e sentiu o sangue coagulado, endurecendo alguns fios de seu cabelo. Porque não conseguia se lembrar de mais nada?

Onde estava seu tio Valentin? E seu bando todo... Sua última lembrança era de ter combinado que iria caçar na floresta e que voltaria mais tarde. E agora estava naquele quartinho imundo, sem conseguir enxergar nada e sem saber onde seu bando e sua família poderiam estar.

Uma luz se acendeu e fez seus olhos doerem. Ela protegeu o rosto com as mãos. Ouviu os passos de alguém que se aproximava. Agora também sentia o calor daquela pessoa. Quando olhou para frente, viu o rosto de um homem de seus 40, 45 anos de idade. Ele tinha olhos azuis e cabelos lisos penteados para trás. Seu rosto transmitia um tipo de paz que parecia impossível nos dias de hoje. Ele lhe sorriu.

- Bom dia, linda! Há quanto tempo...

- O senhor...? Nós nos conhecemos? – Luna questionou, um pouco atordoada e querendo perguntar logo por Valentin e o resto do bando.

- Ah, meu bem! A gente se conhece, sim. – ele estendeu a mão para acariciar o rosto da cigana. Ela se afastou! Não podia aceitar aquilo. Tinha sua promessa para cumprir. Como diria àquele estranho que ele não podia tocá-la?

- Não se preocupe, Luna. Não vou machuca-la. Na verdade, acabei de salvar sua vida, meu bem! – ele disse calmamente, se sentando bem a rente da garota. – Do que você se lembra, querida?

- Eu e meu bando estamos acampando numa colina, próximo a um rio. Meu tio Valentin pediu que eu saísse para tentar caçar alguma carne. Somos ciganos, sabe? – O homem a sua frente assentiu, como se compreendesse. – O senhor sabe o que aconteceu ao meu bando? – ela perguntou já sentindo as lágrimas brotarem de seus olhos.

- Sei, meu doce! Mas antes, vamos dar uma olhada nestes seus ferimentos e tomar um bom banho? Louise? – uma senhora negra apareceu na porta e rapidamente ajudou Luna a se levantar.

- Louise vai ajudá-la com curativos e tudo o que precisar, meu bem. Depois, vamos conversar. Não se preocupe. Ah... Yago, você conhece alguém com este nome?

Um fio de esperança foi tecido dentro do peito da cigana que balançou a cabeça positivamente.

- Então acho que ficará contente em saber que ele está aqui também. Estamos ajudando-o, assim como ajudaremos você. – O senhor então se aproximou e deu um beijo na testa da cigana que teve o ímpeto de se afastar. Depois teria que explicar à todos que ela não podia simplesmente ser tocada por outros homnes. Com certeza, seu tio Valentin não tinha tido tempo para fazer isso por ela. Assim esperava...

- Vamos, querida. Qual seu nome? – Louise perguntou.

- Luna... – ela respondeu baixinho.

- Que lindo nome! Vamos, Luna. Vamos tomar um banho quente e gostoso...

QUENTE? BANHO QUENTE? Isso ainda existia após o apocalipse. Ao ver a cara de espanto da cigana, Louise foi logo explicando:

- Woodbury é uma cidade resistente. Temos placas para produção de energia por meio dos raios solares. Então aqui ainda há energia elétrica. E banho quente. Precisamos racionar, mas tenho certeza que você não entra num chuveiro morno há meses.

Sim! Louise estava certa. Desde que Luna e seu bando se viram obrigados a partir do Texas, onde tinham acampamento fixo e toda a infraestrutura moderna, eles eram obrigados a esquentar água na fogueira se quisessem um banho quente. Nem sempre tinham lenha o suficiente, então, muitas vezes o banho era de gelar os ossos.

Louise a levou para dentro do que parecia ser uma grande casa. Havia porta-retratos com gente sorrindo nas fotografias, mas Luna não reconhecia ninguém. Elas subiram uma escada e enveredaram por um corredor à direita. Entraram numa suíte e Louise ajudou Luna a se despir. A senhora reparou que a garota tinha um belo corpo. Muito diferente dos das americanas. Formas curvilíneas, como a de um violão. A pele estava suja, mas era macia e impecável. Não havia manchas, exceto por uma grande cicatriz ainda avermelhada em suas costas.

- Onde conseguiu esta cicatriz, meu anjo? – Louise perguntou enquanto tomava as roupas de Luna para lavar.

- Que cicatriz? –Luna se assustou.

- Esta que você tem nas costas... É bem grande.

Luna sentiu a espinha gelar. Não se lembrava de ter nenhuma cicatriz grande nas costas. Ela correu para frente do espelho e lá estava. Um traço grande avermelhado. Fez força para tentar se lembrar como aquilo fora parar ali. Nada!

- E-Eu não tenho ideia como consegui esta cicatriz... – disse ainda hipnotizada diante do espelho.

- Pobrezinha! Deve ter sido horrível ser prisioneira daquele animal selvagem que tomou conta da prisão...

Agora sim, Luna estava preocupada. Ela fora prisioneira? Estava numa espécie de prisão? Como assim? Como fora parar lá? E porque seu tio não tinha feito nada à respeito? Nem Yago que sempre se dizia tão apaixonado tinha tentando salvá-la?

- Desculpe, Louise, não é? – a senhora assentiu, já levando-a para a banheira.

- Entre ai, querida. – instruiu.

- Devo me sentar? Nunca usei uma banheira antes.. – Luna disse.

- Nunca? – a senhora riu de leve. – Então acho que ninguém pensará mal de você se tiver esta experiência em Woodbury. Sente-se vou encher a banheira para você. – Louise tapou o ralo e abriu as torneiras.

Luna sentiu a água quentinha tomar conta de todo o seu corpo e as dores que sentia em cada músculo pareceram se dissipar. Até uma incômoda sensação no estômago estava melhorando agora.

- Louise, eu estava numa prisão? – Luna perguntou enquanto a senhora lhe entregava uma esponja e sabonete.

- Não se recorda disso? – Luna fez que não com a cabeça. – Ah, a ignorância é uma benção, doce criança! Não queira saber de nada de antes da sua chegada a Woodbury.

- Por quê? O que me aconteceu foi tão ruim assim?

Louise apenas fechou a cara e recusou-se a responder.

- Vamos lavar estes belos cabelos, Luna. Nunca vi tão longos e belos como os seus! – E Louise começou uma massagem em sua cabeça que fez Luna relaxar e adormecer.

...

- Ela está aqui, Yago! – Philipe dava a notícia da chegada de Luna ao cigano em seu escritório.

Yago se encheu de alegria.

- Onde? Quero vê-la? Está bem?

- É... Digamos que tivemos de apaga-la para trazê-la inteira, mas está bem. Louise está tomando conta dela. – ele respondeu, passando a mal em seu próprio queixo.

- Certo eu quero vê-la. Quanto antes melhor. Ela sabe que estou aqui?

- Ah, sabe! Claro que sabe. Mas precisava descansar um pouco. Então, vamos deixar este emocionante reencontro para mais tarde. Agora temos algo mais importante para conversar.

- O que foi? Eu já lhe contei tudo o que sabia sobre Rick Grimes e a prisão...

- Não se trata disso... – Philipe adiantou, fazendo um sinal com a mão para Yago sentar-se na cadeira diante de sua mesa.

- Luna perdeu completamente a memória do tempo que passou na prisão.

- Esqueceu de tudo? – Yago mal podia acreditar que estava ouvindo aquilo.

- Tudinho!

- Até daquele filho da puta do Daryl Dixon?

- O irmão de Merle? – Philipe estava curioso agora.

- Isso.

- Porque ela deveria esquecê-lo? – quis saber.

- Porque Daryl se apaixonou por Luna e a estava cercando. Queria transformá-la em sua mulher a todo custo. E eu jurei que ia acabar com a vida do desgraçado antes disso ocorrer. – bradou Yago.

- E sabe se ele conseguiu...?

- Conseguiu o que?

- Se tornar o homem dela...? Você sabe... Ele se deitou com ela? – uma ira tomava conta de toda a alma de Philipe. Não podia ser verdade. Ele tinha encontrado Luna antes de todos. Ele tinha visto seu potencial e sua beleza antes do que todos os babacas que o rodeavam. Ele se apaixonou por ela antes. Então, nada mais justo do que ele ser o homem que tiraria sua virgindade....

- Até o momento em que estava lá, não...

- Mas hpa uma chance disso ter ocorrido de lá para cá.

Embora doesse admitir, Yago tinha que ser verdadeiro. Aquela possibilidade era real e existia. Ele assentiu com a cabeça.

- Certo! Vou pedir para Louise examiná-la e assim poderemos saber se o tal Daryl Dixon a violentou.

- Pode ser que ele não a tenha violentado... Luna também estava apaixonada por ele. Nunca a vi tão desestabilizada quanto quando estava com o caçador.

Au! Aquilo tinha sido outro golpe na alma de Philipe. Como ela ousava a amar outro homem que não ele? COMO?

- Bem, Yago... Ela é uma garota inocente. Ingênua... Daryl pode tê-la convencido a se deitar com ele. O que, na minha cabeça, não deixa de ser uma violência, certo? Quase um estupro de incapaz...

- Certo! – Os olhos de Yago brilhavam de raiva e sede de vingança. Vendo por aquele ângulo, as coisas mudavam de figura. A culpa era toda de Daryl Dixon. E o cigano mal via a hora de atacar a prisão e cortar a garganta do caçadorzinho de uma figa. Um projeto medíocre de estuprador.

Philipe pegou o telefone, apertou três números e Louise atendeu na suíte onde já ajudava Luna a colocar uma roupa limpa.

- Alô?

- Louise, sou eu. Preciso que, além de cuidar os ferimentos de Luna, faça um exame ginecológico nela.

- Como assim? Por que isso?

- Bem, Yago me contou que a moça não era casada. Por tanto, se Rick Grimes e seu bando se comportaram como homens decentes, ela deve ser virgem ainda. Estou torcendo muito para que isso seja verdade, mas não tenho muitas esperanças... – Philipe contou, mortificado.

- Oh, meu Deus! Pobre criança... Ela, por uma benção d Deus, não se recorda de nada, Governador!

- Eu sei Louise, mas precisamos ajudá-la a se lembrar. Ela precisa saber que tem de ficar longe daqueles monstros que tomaram a prisão. Vamos dar todo o apoio possível para ela. Faça o exame e depois me diga o resultado.

- Certo. Deus nos abençoe nestes dias de escuridão...

- Amém, Louise, Amém!

...

- Luna, meu anjo, vamos examiná-la em suas partes íntimas... Já fez isso antes, não?

Luna assentiu. Sua mãe a levara a uma ginecologista e ela achou tudo tão desconfortável que pegou trauma. Graças a Deus seria Louise a examiná-la pois, caso contrário, estaria pronta a se negar a realizar o exame.

-Porque isso é necessário, Louise?

- Apenas exames de rotina, minha querida. As mulheres são mais suscetíveis a infecções e problemas genitais. Somos mais delicadas. Então, assim que uma chega a Woodbury fazemos logo uma bateria de exames para saber se precisam de algum remédio ou tratamento. Fique tranquila. – Louise mentia descaradamente. Estava com o coração apertado e torcendo mundo para encontrar o hímen da cigana intacto.

- Certo, apoie as pernas, uma em cada um desses suportes.

Luna fez e se sentiu tão exposta e invadida quanto da primeira vez em que estivera num consultório ginecológico.

- Não vou usar nenhum tipo de aparelho, nada. Só quero ver se está tudo bem. – Louise avisou e com uma lanterna iluminou a intimidade da cigana por debaixo do lençol.

Rapidamente viu o que precisava.

- Pronto minha querida. Foi rápido, não é? – disse com uma cara péssima.

- Sim! Está tudo bem?

- Está tudo ok com sua saúde. Pode se vestir. Vou dar uma ligada e já volto.

Louise estava estraçalhada por dentro. Porque, mesmo com o fim do mundo, os homens insistiam em violentar e abusar de mulheres indefesas? “Que Deus tenha piedade de todos nós!”.

- Alô, Governador? Sou eu, Louise.

- Sim...

- Terminei o exame de Luna...

- E então? – o coração de Philipe parou por um segundo.

- Você estava certo! Ela não é mais virgem. Certamente foi estuprada naquela prisão. Céus isso me dá ânsias de vômito! – Louise estava indignada. – Governador? Ainda está na linha?

- Sim, Louise... Estou. – ele queria empalar o irmão de Merle por ter lhe roubado o grande momento, a honra de ser o homem que tiraria a virgindade de Luna. Sua Luna, a garota que ele protegeu e por quem se apaixonou quando ela nem tinha todo este corpo tão bem formado. – Bom, teremos a inglória tarefa de contar à ela.

- Ah e tem mais uma coisa...

- O quê, Louise?

- Enquanto ela tirava a roupa para tomar banho notei que usava uma aliança na mão esquerda. Eu pedi o anel e adivinha só o que está escrito nele?

- O quê?

- O nome Richard Grimes...

- Rick! O líder do grupo da prisão.

- Então ele é o estuprador de Luna? – Louise quis saber.

- Pode ser que ele tenha se aproveitado dela também. Mas o irmão de Merle é meu principal suspeito.

- Oh, não Governador... Acha que ela sofreu um estupro coletivo?

- Pode ser, Louise... Nem gosto de pensar nisso.

- Muito menos eu, Governador. Bem, vou tratar dos outros ferimentos.

- Claro! Assim que acabar, por favor, traga-a aqui para meu escritório.

- Ok. – E Louise desligou e se preparou para terminar o serviço com Luna.

...

O Governador ouviu três toques na porta do seu escritório e abriu. Ali estava Luna...

Seu coração parou por um instante. Como ela podia ser tão bonita mesmo depois de quase dez anos... Ela tinha agora quase a mesma idade que sua mulher, quando eles se casaram. E Philipe lembrava bem que tinha deixado de acha-la atraente mais ou menos naquela época. Fazer Penny foi quase um sacrifício para ele. Sua esposa não o excitava há tempos. E depois que vira aquela aluna de traços tão exóticos, corpo quase de mulher e olhos verdes adentrar sua sala no antigo colégio, em Charleston, ele teve certeza de que não era a mãe de Penny que queria. Seu corpo e sua alma desejavam-na: Luna. E, depois de tanto tempo, ali estava o objeto de seus sonhos eróticos mais fervorosos, de sua obsessão louca.

- Olá, Louise disse que o senhor gostaria de me ver... – Luna percebia agora que enxergava com mais clareza que o senhor usava um tapa-olho. O que teria lhe acontecido?

- Sim, meu bem. Venha. Vamos nos sentar! – puxou-a pela s mãos e lhe indicou uma cadeira. Luna sentou. Por algum motivo, apesar de estar sendo muito atencioso, o homem lhe dava arrepios.

- Gostaria de beber algo? Café, chá?

- Chá, por favor. – ela pediu.

Philipe começou a preparar a bebida em uma xícara e assim que ficou pronta entregou-lhe, gentilmente.

- Creio que ainda não recuperou sua memória...

- Eu a perdi em algum momento? – Luna engasgou com o líquido que descia por sua garganta.

- Ah, minha doce Luna. Sim. Você não se recorda de como o seu acampamento foi atacado por um grupo de sobreviventes muito perigosos...? – Luna, chocada, balançou a cabeça negativamente. – Céus! Como gostaria de não ser eu a lhe refrescar as lembranças...

- Por favor, senhor. Conte-me tudo.... Luna sentia as pesadas e quentes lágrimas transbordarem de seus olhos.

- Não há muito para contar, Luna . Apenas que este bando é liderado por um cara que um dia foi

um policial. Então, daí você pode imaginar que eles estão fortemente armados e tem treinamento especializado. – Luna prestava atenção a cada palavra. – Bem, eles encontraram seu acampamento e para tomar as armas que vocês tinham, atacaram e acabaram, infelizmente, dizimando praticamente todos vocês. Encontramos Yago e o trouxemos para cá.

- Meu Deus... Eles mataram até as crianças? – Luna soluçava agora loucamente.

- Infelizmente, meu bem. Porém, por algum motivo que não sabemos determinar, o grupo do xerife Rick Grimes seuqetsraram você e uma menina de nome Yanka... Foi o que Yago nos disse quando chegou aqui.

- Yago está bem, então?

- Sim! Sem dúvida! Está seguro aqui, em Woodbury, agora.

- E Yanka? Onde está?

- Infelizmente ainda está nas mãos do grupo que as sequestraram.

- Monstros! Como puderam fazer isso? Nosso bando estava reduzido a cinco homens e um monte de mulheres, crianças e alguns idosos. Como tiveram coragem de nos atacar pelas poucas armas que tínhamos? – ela abaixou a cabça e deixou o pranto rolar solto. A indignação crescia dentro dela. Ela já havia perdido seus pais e agora seu tio Valentin, Magdala, Sumaya, todos os outros estavam mortos. Assassinados pelas mãos deste tal Rick Grimes. Como ela queria apenas dois segundo com este cara numa sala fechada. O ódio a consumia por dentro.

- Aqui, meu bem. Deixe eu limpar estas lágrimas... – Philipe se aproximou com um lenço e gentilmente secou os olhos de Luna, que agora estavam ainda mais verdes. – Seus olhos são tão bonitos... Alguém já lhe disse isso, cigana? – Philipe elogiou-a.

“Cigana... alguém mais se refere assim á mim. Quem é?”. Por mais que se esforçasse para lembrar quem a chamava de “cigana”, não conseguia. Suas memórias pareciam um arquivo com defeito. Como se houvesse um grande lapso entre os acontecimentos. Estava muito confusa.

- Bem, Luna. Este grupo a levou para uma antiga prisão. Ali eles montaram uma espécie d acampamento. Eles tentaram roubar armas nossas por diversas vezes. Atacaram esta cidade e, durante os conflitos, fizemos duas prisioneiras. Mas, para você ter uma ideia de como o grupo do xerife Rick Grimes é um horror, as duas não quiseram mais sair de Woodbury!

Luna estava com a boca meio aberta... Aquilo era, no mínimo, chocante. Quem eram aqueles monstros e o que estavam fazendo com Yanka neste exato momento?

- Questionei Yago sobre o porquê deles terem querido leva-la, junto com Yanka... E aí é que vem a parte muito difícil para você, meu bem... – Philipe ajoelhou-se e segurou as duas mãos de Luna entre as dele.

- Pode contar! Sou forte... – disse, tentando se recompor.

- Bem, Yago me contou que durante o ataque ao seu acampamento, um dos membros do grupo de Rick, um cara que carrega uma besta, uma espécie de arco mecânico, a avistou lutando. E gritou que ninguém encostasse em você, que não a matassem, porque ele a queria viva. Ele a queria para si! – Luna soluçou e sentiu uma dor lancinante na cabeça... Estava tendo um AVC? Talvez!

– Yago, coitado, tentou lutar o quanto pode. Mas ele era apenas um contra muitos. Ele disse que a viu lutar bravamente contra o arqueiro quando ele caminhou em sua direção. Mas o rapaz acertou uma flecha em suas costas e a colocou no ombro, levando-a consigo. – Luna apenas chorava sem parar, em silêncio. Estava mortificada com a própria má-sorte. – Yanka começou a segui-lo, gritando e implorando que a soltassem, Luna. E então, eles raptaram a pequena também.

- Monstros... – Luna murmurou em meio ao seu pranto.

- Sim... Nós conseguimos resgatá-la enquanto eles faziam uma expedição na mata. Foi muita, muita sorte tê-la encontrado. Louise disse que você está em boas condições, mas...

- Mas??? – ela queria saber. Tinha algo que aquele senhor escondia e ela dsejava saber.

- Yago me contou sobre sua promessa e que você devia permanecer casta e pura. Aliás, linda história. Gostaria de ter conhecido seu pai. Um grande homem! – Philipe podia ter ganhado um Oscar naquele momento. – Por isso, pedi a Louise uma bateria de exames. Ela deve ter falado com você sobre os exames ginecológicos, não?

- Ela fez os exames, mas disse que minha saúde estava boa... – Luna não entendia mais nada naquele ponto.

- Sim, meu bem. Sua saúde está boa, Graças a Deus! Porém, o que eu e Yago temíamos, se comprovou...

- O quê? Diga logo... Por favor! – a garota implorou.

- Luna... O arqueiro que a raptou, o tal de Daryl Dixon, a estuprou. Você não é mais virgem! Sinto muito, meu bem... – os olhos de Philipe se encheram de lágrimas e ele segurou mais forte as mãos da cigana.

Luna sentiu sua respiração falhar, levou as mãos atpe o peito... A dor da violação era tão grande que ela não aguentou... “O arqueiro que a raptou, Daryl Dixon, a estuprou”. Estas palavras ecoaram em seu cérebro segundos antes de Luna cair desmaiada.

Notas finais
E agora, meu povo? Imaginem só quando o Daryl encontrar Luna, porque ele vai atrás dela, vocês sabem - ela vai achar que está frente a frente com o cara que a estuprou e a desgraçou para sempre.

Imaginem o que vai acontecer? Imaginem o tamanho da dor que ele vai sentir por ela pensar isso? Meu peito dói só de imaginar....

Como vocês acham que será a reação do nosso querido caçador?

Contem tudo para mim, sim?

beijos enormes da Amora (ansiosa por receber mais reviews... eeee!)