Forasteira
56 Reencontrando Yago...
Notas iniciais
Reviews estão minguando, mas fazer o que? Eu amo Luryl, não consigo fazer como alguns autores que colocam a fic em Hiatus porque não há reviews. :(
Capítulo morninho. Mas na sequência vem um bem emocionante! E vou postar ainda HOJE!!!!
Beijos enormes para minhas leitoras habituais que nunca me abandonam!
Beijos enormes da Amora
O mundo tinha acabado. Verdade! Luna nunca imaginou que estaria viva para presenciar o apocalipse. Já era doloroso o suficiente, mas agora... Algo mais havia sido arrancado dela. Algo além de seus entes queridos. Sua virgindade! A promessa que seu pai fizera a Santa Sara Kali em nome de sua sobrevivência no dia em que Luna nasceu praticamente morta, como os outros sete bebês que sua mãe pariu sem vida, estava irremediavelmente danificada.
Ela não queria abrir os olhos e encarar a verdade, viver mais um dia. Porém não aguentava mais... Precisava dar um jeito naquela dor louca que sufocava seu peito. E dormir já não estava mais funcionando. Desejou morrer durante os vários pesadelos que tivera à noite, com um arqueiro de olhos demoníacos em cima dela, possuindo-a com violência e raiva. Em outro sonho horrível, ela estava bem mais jovem e um homem sem rosto a atirava no chão, próximo a um sofá, cobria seu corpo com o dele, rasgava suas roupas e lentamente entrava dentro dela sem se importar com seus gritos de dor. O demônio arquejava e investia os quadris contra os dela, exigindo passagem dentro do seu corpo, arfando de prazer, enquanto Luna se desmanchava em lágrimas e rezava para aquilo acabar logo.
O que a despertou foram o toque de mãos gentis sobre sua testa, já molhada de suor.
– Luna, meu amor... – alguém murmurava em seu ouvido, trazendo-a de volta para a realidade que não era tão melhor do que os pesadelos bizarros.
Ela arregalou os olhos verdes e ousou olhar para o lado: Yago. Os dois haviam tido suas diferenças, sempre discutindo e discordando quanto algumas decisões referentes ao acampamento ou mesmo com relação a promessa do pai de Luna, verdade. Porém, o cigano nunca escondeu de ninguém que desejava desposar Luna, para quem se declarou quando completou 18 anos.
Nas noites em que desejava viver o sonho de formar uma família, Luna pedia silenciosamente em suas orações que acordasse apaixonada por Yago. Assim tudo seria tão mais fácil. Quem sabe seu pai fizesse gosto daquela união e a liberasse para se casar...? Mas nunca aconteceu. Luna nunca sentiu nada pelo belo cigano que a cortejava insistentemente. No entanto, naquele instante, tê-lo tão próximo, consolando-a, era acalentador.
– Minha bela Luna... Me perdoe por não ter conseguido... – Yago parou de falar quando Luna pousou os dedos sobre seus lábios, exigindo que ficasse em silêncio.
– O Governador me contou que você lutou para me salvar. Obrigada, Yago!
– Lutei, sim. E teria lutado até a morte. Agora vamos ficar bem! Só precisamos resgatar Yanka...
– Yanka! Precisamos busca-la, Yago! O que será que aqueles animais podem estar fazendo a ela...? – Yago abriu a boca! Luna realmente não se recordava de como acompanhou os Dixon por livre e espontânea vontade até a prisão de Rick e do quanto gostava do arqueiro. E, seja lá o que o Governador tivesse lhe dito sobre sua passagem pela prisão, tinha funcionado direitinho. Luna estava louca de raiva.
– Vamos resgatá-la. Eu prometo que vamos! – ele lhe acalmou, afagando seus cabelos e trazendo o rosto da cigana até seu peito. Ela suspirou e Yago sentiu seu corpo tremer de desejo pela garota que estava em seus braços. Ah, quantas e quantas vezes imaginou tê-la assim, tão perto e tão entregue? O cigano perdera a conta de quantas vezes a pediu em casamento, de quantas vezes se declarou. Então o mundo precisou realmente acabar para que ele conseguisse um mínimo de contato com o grande amor da sua vida... Era quase poético, se não fosse trágico. A sensação gostosa durou pouco, pois ele a sentiu soluçar e logo suas lágrimas molhavam a camisa de Yago.
– O que foi, Luna?
– Yago, preciso lhe contar uma coisa... – ela não aguentava mais carregar aquele segredo sozinha. Precisava partilhar sua desgraça com alguém que leh amava. E agora Yago era sua única opção.
– Pode falar, confie em mim! Diga o que está lhe afligindo...
– O homem que me sequestrou... O arqueiro...
– Daryl Dixon. Sei. O que tem ele? – Yago se preocupou. Seá que ela tinha lembrado que antes de chegar a Woodbury ela tinha gostado desesperadamente do caçador? Talvez até o amado?
– Sim, este mesmo... Eu não sei por onde começar a contar pra você, mas ele... – ela fungou mais uma vez e tentou se conter. – Ele fez coisas comigo e eu não sei mais se...
– O que ele fez com você?
– Ele me estuprou, Yago! Me estuprou! – e Luna caiu em prantos definitivamente.
Yago a amparou.
– Você acha que ainda sirvo para alguma coisa agora que não sou mais pura?
– Luna, lógico que sim! Você serve, sim! Santa Sara sabe que você não desejou isso. Que você foi obrigada. Não fique assim... Shhhhh, Shhhhh! – ele a embalava em seu colo. Por dentro morto de raiva.
Então, Daryl tinha conseguido o que queria. Tinha se deitado com Luna e tirado sua virgindade. Filho de uma mãe. Teoricamente pelas leis ciganas, Luna e ele se tornaram um só. Precisariam casar para que a moça não ficasse em desgraça eterna. A menos, claro, que fosse um estupro. Yago sabia que Luna não tinha sido forçada, provavelmente. Ela estava apaixonada pelo caçador. Porém, se recordou das palavras do Governador: “Ela é ingênua, inocente. Se a convenceu a se deitar com ele, então isso não deixa de ser uma violência. Quase um estupro de incapaz...”. Sim, um estupro era tratado de forma diferente pelos ciganos. Era algo abominável. Luna não era obrigada a se casar com seu estuprador. Por outro lado, se ele odiava o fato de Daryl a ter deflorado, também tinha alguma vantagem nisso: talvez agora Luna se sentisse mais inclinada a aceitar sua proposta de casamento. Sim, para uma cigana não-virgem, conseguir um casamento era praticamente um milagre. Certamente, uma benção! Era o que ele iria lhe propor. No entanto, pelas contas de Yago, eles estavam próximos de uma data especial: o 25º aniversário de Luna. No dia em que fizesse 25 anos, ele sabia, ela cobriria a cabeça, para completar a promessa de seu pai. E, por mais que o cigano planejasse convencê-la a abandonar o propósito de nunca se casar e se unir a ele, sentia que era certo que a garota ao menos cumprisse este ritual.
– Eu juro pra você, Luna, que assim que colocar minhas mãos neste desgraçado vou cortar a garganta dele sem dó para vingar sua desgraça, eu juro por nossos pais que agora estão no céu. Agora, não fique mais assim! Deus sabe que você tentou. Mas o mundo é escuro e temos de reaprender a viver neste lugar chamado Terra. – ele a consolava. – Além disso, sabe que mês do ano é?
Luna fez que não com a cabeça... Ela tinha de fato perdido toda a memória recente.
– Estamos em maio. Já no fim do mês. Lembra-se de alguma data especial...? – ele arriscou.
Luna ergueu o queixo para encará-lo nos olhos.
– Meu aniversário...?
– Exato. E quantos anos você fará?
– Meu Deus... Vinte e cinco anos! – ela tinha se esquecido... Havia passado tao rápido. O seu aniversário de ¼ de século marcava a data em que ela cobriria a cabeça, conforme a promessa de seu pai, Arturo. Um nó se formou em sua garganta... – Yago, acha que tenho alguma dignidade para seguir adiante e completar a promessa agora que não sou mais virgem? – ela perguntou, envergonhada.
– Luna, claro! Você é pura aqui dentro. – disse apontando para o coração da garota. – Santa Sara Kalí sabe e Deus também que você não planejou essa desgraça. Que você não teve culpa nenhuma. Precisa honrar a promessa de seu pai. E mais: precisamos comemorar que estamos vivos e que você poderá, finalmente, completar o propósito de Arturo. Em nome de sua memória, não acha? – ele quis saber.
Luna assentiu com um meio-sorriso. Certamente esta comemoração seria bem diferente do que sempre imaginara. Ela achava que teria uma grande festa em torno da fogueira, com muitos clãs ciganos sendo convidados, seus familiares estariam ao seu lado... Seria uma cerimônia impecável. E agora, o que restara daquele sonho? Somente cinzas, só o pó... Ela não se sentia realmente inspirada para seus 25 anos. Mas Yago tinha razão: devia isso ao seu velho pai.
– Você acha que permitiriam isso aqui, nesta cidade?
– Claro que sim. Vou falar com o Governador. Combinado?
Ela assentiu novamente com a cabeça e deitou no peito de Yago. Só queria se sentir cigana novamente e ele era toda a família que lhe restara.
..................
– Ela está em Woodbury! – Daryl gritava.
– Como pode ter certeza disso? – Rick questionou.
– O desgraçado colocou as mãos nela para não precisar fazer a troca. E quando eu pegar Yago, ele vai implorar para não ter nascido... – Daryl estava fora de controle. Para ele, a situação era bem clara. Woodbury desistia da troca porque já tinham Luna em mãos. E era sua mulher que queriam. Yanka apenas havia sido inclusa na negociação por desencargo de consciência. E isso lhe dava mais ódio ainda.
– Rick, acho que Daryl tem razão. Faz todo o sentido do mundo. Além disso, sabemos que os homens do Governador fazem rondas de tempos em tempos na floresta. – T Dog argumentava.
– e são profissionais. Silenciosos como um gato... Eu também apostaria uma mão, se ainda a tivesse, como o Governador encomendou este rapto. – Merle comentou olhando para o irmão ainda desnorteado pela falta de sua mulher.
– Certo e o que vamos fazer a respeito? – Maggie perguntou.
– Eu não sei vocês, mas vou lá buscar a minha mulher. – Daryl, preparava sua aljava. Fodam-se todos eles. Na hora de ir buscar a porra da erva para salvar a vida do Coreano, Luna se jogou sem medo. Agora que ela precisava do grupo, ficavam como retardados debatendo há mais de um dia se deviam ou não invadir Woodbury para salvá-la. Fala sério.
– Calma, Daryl! – Rick o segurou-o pelo braço. – Também quero resgatar Luna. Nós temos uma grande dívida de gratidão para com ela e consideramos uma de nós. Mas precisamos planejar tudo muito bem ou então estaremos colocando em risco a vida de todos. E quando digo todos, estou incluindo a própria Luna no rolo. Ou você acha que o Governador já não notou que ela é importante para nós? Certamente ele não pensaria duas vezes antes de ameaça-la ou até atirá-la aos errantes eu cria naquele fosso.
Um calafrio percorreu a espinha de Daryl só de pensar em Luna acuada num fosse cheio de mordedores. Filho da puta! Ele jurou eu mataria o Governador com requintes de crueldade.
– Ok! E o que fazemos, então? – o caçador questionou.
– Vamos dar um jeito de espiar Woodbury. Precisamos saber como estão os turnos de vigília para saber qual o melhor momento para agirmos. Teremos que usar toda a munição possível. Vamos recolher tudo o que encontrarmos na prisão, na sala de armas do presídio, entenderam? – todos concordaram imediatamente.
– Merle? Tio Daryl...? – a voz da criança ecoou na antessala que dava acesso a ala de celas. Todos se viraram para ver uma Yanka amada, apoiada na parede.
– Praga? Achei que estivesse dormindo... – Merle foi até ela e meio que verificou para saber se ela estava bem, inteira... Aquilo tinha se tornado quase sua obsessão e quase não conseguia esconder mais que praticamente adotara Yanka como sua protegida, para não dizer filha.
– Tá tudo bem, Yanka... Não precisa ter medo. Pode voltar a dormir, ok? – Daryl agora se ajoelhava também diante da garota.
Mas a ciganinha se apoiou sobre os ombros do caçador e fez uma concha com a pequena mãozinha e cochichou no ouvido dele:
– O aniversário dela... – disse.
– Como assim? Aniversário? Não entendi... – ele percebeu que Yanka queria cochichar de novo e se aproximou da menina.
– Tia Luna... Faz aniversário daqui a dois dias. Pode trazer ela de volta pra mim? – disse choramingando baixinho.
– Vou trazer, pequena. Juro que vou trazer Luna de volta para nós dois, certo? – ele a abraçou ainda aturdido.
O aniversário de 25 anos de Luna estava chegando. Ele se lembrou de Valentin explicando por que aquela data seria tão especial: a garota iria receber o véu com o qual cobriria a cabeça para o resto dos seus dias. Mas será que aquilo ainda era válido depois deles terem feito amor e se tornado marido e mulher? Não sabia dizer. Pelo sim, pelo não precisava resgatar sua amada antes que o Governador aprontasse com ela.
...
– Então, deixa eu entender: quer fazer uma festa de aniversário para Luna em Woodbury?- Philipe perguntou.
– Sim, senhor. – Yago respondeu firme
– Uhmmm... Certo! E pelo o que disse, isso envolve um festejo tipicamente cigano, não é? – Yago assentiu com a cabeça. – Mas como faremos isso? Não tenho ideia de como organizar este tipo de festa...?
– Eu mesmo posso organizar. Não precisamos de muito. Apenas de pão e vinho para oferecer a Santa Sara Kalí, a protetora de Luna e padroeira dos ciganos, uma fogueira, música e o véu para ela cobrir a cabeça...
– Mas ela é tão bela assim, com os cabelos soltos... – Philipe deixou escapar e se arrependeu um segundo depois.
– Eu bem sei! Luna é uma das mulheres mais bonitas que já vi. E olha que já vi muita coisa nesta vida. Porém o lenço não prenderá seu cabelo. Ele apenas ficará por cia dos fios soltos. Como Santa Sara costumava usar, quando era viva. – o rapaz explicou.
– Ok! Bem, neste caso, tenho que concordar que uma festa não seria nada mal. Woodbury precisa de um pouco de diversão e será um prazer ajudar Luna a sentir um pouco de felicidade novamente.
– Certo! Só preciso de sua autorização para ir à cidade buscar um lenço para o cabelo dela.
– Não temos nada disso por aqui?
– Perguntei para Louise e ela disse que não... Acho que a ocasião pede um lenço especial. Posso e ir e voltar sozinho...
– Não, seria arriscado demais. Bem, normalmente eu não concordaria com isso. Mas como é para nossa querida Luna, vou pedir que alguns de meus homens o acompanhem até a cidade. Mas seja breve, por favor. Vamos organizar esta festa para nossa querida cigana! – Philipe sorriu e Yago sentiu um frio na epsinha. Aquele cara não lhe era estranho. Só não conseguia se lembrar de ter conhecido alguém com um tapa-olho alguma vez na vida... Devia ser coisa da sua cabeça.
– Certo! Então vou me preparar para partir.
– Ok.
...
– Luna, meu bem? – O Governador entrou na ala hospitalar onde a cigana estava deitada.
– Ah, olá... – ela disse, se levantando.
– yago me disse que seu aniversário se aproxima... Verdade?
– Sim. Meu 25º aniversário. – respondeu baixinho e um tanto pensativa.
– Não se preocupe, meu doce. Sabemos o quanto significa para você e vamos festejar. Com uma pequena fogueira, para não atrair os errantes. Mas será uma belíssima festa. Tem vontade de receber seu véu ainda?
Luna se sentia muito estranha com a proximidade do Governador e toda vez que ele a chamava de “meu bem” ou “meu doce” seu estômago dava uma cambalhota. Não de um jeito bom. Mas de medo. Ela só não sabia direito porquê. Aquele homem a salvara do cara que a vinha estuprando sabe-se lá há quanto tempo. Devia ser no mínimo grata. E estava tentando.
– Sim, senhor. Quero receber meu véu... Se for possível, agradeceria. – disse sucintamente.
– Vamos fazer com que seja. Yago foi buscar o que precisamos... – ele viu a cigana fazer uma cara de preocupação.
– Não fique assim. Ele está escoltado por meus homens. Além disso a cidade é aqui pertinho. Vai dar tudo certo. Você o ama, Luna? – o Governador perguntou assim, na lata, sentando na beirada da cama que ela ocupava.
– Sim, eu o amo. – respondeu.
– Mas o ama de que maneira? Como um irmão ou como... Amaria a um companheiro? – o olho de Philipe que não estava com o tapa-olho cintilava em sua direção.
– Bem, eu o amo como a um irmão. Como amei todos do meu bando.... – Luna estranhou o tom da pergunta. Mas tentou parecer relaxada.
– Isso é bom! – Philipe estendeu a mão e tirou e passou os dedos por uma mecha de seus longos e escuros fios, que caiam por sobre seus ombros.
– Desculpe-me, senhor...? – ela tinha sido pega de surpresa por aquela declaração repentina.
– Digo que é bom por conta da sua promessa, não? – ele tentou disfarçar, se contendo.
– Ah, claro! Sem dúvida...
– Você é uma menina muito, muito bonita, Luna. Sabia disso? – sua viz estava rouca agora e Luna sentiu o frio gelar seus ossos, embora o tempo estivesse quente. O verão estava começando e a temperatura subia bem rápido naquela época do ano.
– São seus olhos, senhor... – Luna disse e abaixou a cabeça.
O Governador segura seu queixo e a obriga a levantar a cabeça.
– Não... Deixe-me olhar para você mais um pouco... – ele se aproximou mais do corpo da cigana, que agora se escorava na parede onde sua cama estava encostada. – Não é uma ironia?
– Ironia...? Desculpa, não entendo. – Luna estava de fato apavorada agora. Não podia simplesmente se livrar daquele homem. Ela mal sabia onde estava. Para onde fugiria?
– Sim, uma ironia. É cômico como uma mulher tão atraente quanto você precise se manter afastada dos homens. E há tantos que a desejam, Luna... – a respiração de Philipe, quente e com cheiro de álcool, atingia o rosto de Luna agora.
– O senhor de certo deve estar enganado. Não sou desejável. – respondeu com toda a firmeza que lhe restara.
– Ah, você é sim! – as mãos de Philipe estavam agora em seu ombro. – Poderia aqui ficar fazendo uma lista: Yago, o arqueiro, Rick Grimes – o dono da prisão... – ele queria completar a frase se incluindo naquela lista, mas não. Todos aqueles caras eram os que apenas a desejavam. Philipe a teria. Sim, a teria só para ele!
– Não acho que isso tenha me ajudado muito. Afinal d contas, ser estuprada não deve ter sido a coisa mais bonita que aconteceu a mim... – ela vomitou as palavras antes que pudesse censurá-las.
– Você só precisa de alguém que a proteja. De um homem que lhe dê segurança e carinho. – ele estava praticamente colado nela, deixando suas intenções um tanto mais óbvias. – Se um dia achar que posso ser este homem...
– Luna...? – a voz de Yago se fazia ouvir do lado de fora da porta e Philipe se levantou de supetão. A cigana respirou aliviada quando o rapaz entrou.
– Oi, Yago.
– Olha o que eu lhe trouxe de presente! – disse estendendo um embrulho para ela.
Ela abriu e viu um lindo lenço vermelho. O lenço com o qual cobriria o cabelo.
– E também isso. – ele estendeu uma testeira cigana. Onde ele tinha conseguido aquilo? Era tão parecida com a de sua mãe, Lola... Ela ficou com os olhos vermelhos de tristeza.
– É lindo Yago. Obrigada.
– Vamos festejar como se deve... – Certo? – Luna assentiu. – Vou tocar sua música favorita para que dance em torno da fogueira.
Luna viu o Governador olhá-la de um jeito estranho. E sentiu medo.
Notas finais
1. Yago ainda não reconheceu Philipe. E acha que o cara quer ajudá-lo! Dá para acreditar nisso? Imagine quando ele se recordar?
2. Luna ainda não encontrou Michonne e Andrea. Mas irá! Encontrinho bombástico. Sabem porque? Andrea tem um acordo secreto com Carol, minha gente. Bafão! Vocês imaginam o que pode ser? E porque vai dar tanto rebu??? Deixem suas apostas pra mim? Por favorzinho?
3. Quanto tempo será que o Governador resistirá a Luna? Eu acho que ele vai querer ficar com ela e rápido! Vocês são a favor do Governador chegar às vias de fato com Luna? Pensei que se ele consumasse o estupro a fic ficaria mais eletrizante, mas me dá um dó... Farei o que vocês me disserem para fazer ♥
4. Sobre Santos Justiceiros - Dia de São Vito - Nada do Nyah criar a categoria pra mim. O que eu faço gente? Continuo postando aqui em Forasteira? Ou crio algo em originais, mesmo não sendo uma história Original? HELP!
Beijos enormes da Amora
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