Forasteira
54 Depois do ataque de Rick
Notas iniciais
De toda forma, a história vai virar de ponta-cabeça agora. Espero que apreciem!
Beijos enormes da Amora
- Você está bem, Luna? – Daryl segurava o rosto da cigana entre suas duas mãos. E vasculhava por algum vestígio de dor dentro daqueles olhos verdes escuros, tão cheios de mistério... Sim, ela tinha dor. Ele sabia.
- Tá... Eu só preciso recuperar o fôlego! – Ufa.... – Luna enxugava as lágrimas com as costas das mãos. – Não sei o que deu nele. Eu não o beijei, Daryl. Precisa acreditar em mim!
- Ei, ei! Eu sei. Eu vi que você estava lutando contra... Oque não quer dizer que eu não tenha morrido de ciúmes... – completou baixinho.
- Desculpa, não queria que tivesse que passar por isso. Eu sei como é, sabe?
- Como é o que?
- Quando vimos a pessoa de quem a gente gosta presa à outra... Quando Carol me contou que vocês dois tinham... Você sabe! Eu me senti mal assim. Muito mal! Desculpa por isso...
- Eu vou trucidar o Grimes! – Daryl rosnou.
- Daryl, acho que Rick está fora de controle. Ele está meio alucinado... Ele parecia hipnotizado. – Luna tentou argumentar.
- E porque não estaria hipnotizado? Você é tão bonita e sexy... – disse aplicando um beijo em seu pescoço.
- Estou falando sério... Precisamos prestar atenção! Ele não está nada bem! – lembrou-lhe.
- Acha que ele enlouqueceu?
- Não sei. Creio que não... Mas está tão diferente! Tenho realmente muita dó de Rick. Perder a mulher e uma filha de uma tacada só. E agora Carl doente... Não sei o que faria ou o que estaria sentindo se estivesse na pele dele... – Luna ponderou...- Nossa, ai! Céus que dor é essa? – Luna fazia uma careta de dor e colocou a mão sobre o estômago.
- O que foi? O que aconteceu? – Daryl perguntou desesperado.
- Uma dor no estômago louca... Desde o dia em que Carol me deu aquele soco, vira e mexe, sinto dores no estômago fortíssimas.
- Devia ter terminado de estrangular aquela maldita... – Daryl vociferou.
- Ela está grávida, Daryl... Não fala isso! – Luna repreendeu ainda com dor.
- Quer que eu chame o Hershel?
- Não precisa vou ficar bem! Carl precisa de mim. Vou ficar aqui com ele.
- Então vou dormir com você. Quero garantir que o Grimes não vai dar uma de maluco de novo...
- Daryl, Daryl...
- Que foi?
- Está me saindo um ciumento de primeira... – Luna lembrou.
- Não consigo ficar nua boa sabendo que você anda sendo agarrada por ai... Ainda sou um cara e quero que respeitem a garota que está comigoi. Será que é pedir muito?
- Não ando sendo agarrada por ai... Você sabe muito bem que não é verdade! Isso foi um episódio isolado.
- Que seja! Não interessa... Vou me sentir mais tranquilo se eu ficar aqui vigiando.
- Certo, ciumento! – Luna riu de leve e passou a mão pelo cabelo de Daryl. Os fios eram tão macios e finos. Estavam compridos agora e caiam sobre seus olhos numa franja lateral que era tão... Não sabia como classificar exatamente. Só sabia que ela poderia passar o resto dos seus dias acariciando seus cabelos. Daryl era um homem tão bonito. “O que este homem tão lindo viu em mim?”. A pergunta não lhe saia da cabeça. Por mais que fizesse esforço.
O caçador agarrou o braço de Luna e levou o pulso até o nariz. Inalou profundamente o perfume da pele dela. Estava ficando verdadeiramente viciado em seu cheiro. E queria poder provar o gosto doce do seu mel novamente, como no último dia em que ficaram no hotel. Só de pensar seu corpo dava sinal de vida. “Diabos! Estou virando um maníaco sexual!”, pensou assim que sentiu seu jeans incomodá-lo bem ali, onde seu membro agora latejava, duro, pronto para ela.
- Cigana, queria que o mundo voltasse ao normal amanhã mesmo, sabia?
- Todos nós desejamos isso, Caçador! Se tivesse qualquer coisa que eu pudesse fazer para que acontecesse, eu faria... – ela devaneava.
- Eu ia botar você e Yanka naquela moto e íamos partir para alguma cidade do interior, tomar posse de alguma fazenda cheia de bichos e árvores...
- Podíamos ter uma horta também... – ela completava o sonho.
- Sim, Sra Dixon. Podíamos ter uma horta só pra você. Com certeza. – ele sorriu, se encostando na parede.
- Teríamos que levar Merle. – Luna lembrou.
- Por quê? Ele não ia querer, pode ter certeza...
- Eu sei. Mas Yanka quer ficar perto do seu irmão. Ela realmente parece amá-lo! Só espero que ele a ame também... – a garota se acomodava ao lado de Daryl e pegava uma das mãos de Carl para segurar. Queria que o menino soubesse que ela estava lá o tempo todo.
- Nunca vi Merle assim com criança alguma. Aliás, Merle costuma detestar crianças. Mas agora ele caça para alimentar sua sobrinha e a ensina a matar zumbis... Realmente não entendo o que está rolando com ele.
- Talvez o fim do mundo esteja amolecendo o coração do Dixon mais velho, não?
- Os Dixons estão amolecendo. E tudo por culpa de vocês, ciganas! – Daryl aplicou um beijo na outra mão da cigana.
Eles riram e depois de jogar u pouco de papo fora, adormeceram assim.
...
- Daryl? Posso falar com você u instante? – Rick chamava o caçador que estava próximo à cerca, de vigia. Luna estava lá dentro cuidando de Carl e das outras crianças.
- Diga, Grimes!
- Cara, não sei nem como começar isso...
- Comece pelo começo!
- O que eu fiz ontem com Luna...
- Foi uma puta de uma sacanagem! Ficou louco? Você pulou em cima dela, Rick! Estava a beijando à força! E, PORRA, ELA É MINHA GAROTA! Não esperava isso de você... – Daryl disse e cuspiu no chão.
- Eu sei. Quero pedir desculpas pra você. Não sei o que me deu. Eu pensei em Lori. Ela estava ali com Carl e aliança de Lori... Eu estou ficando maluco. Vejo Lori pelos cantos desta prisão o tempo todo...
Daryl ficou assustado com aquela confissão repentina. Então, Luna estava certa: Rick estava pirando. Precisavam tomar cuidado.
- Como assim você vê Lori? Lori está morta, Grimes. Morta! Não pode surtar agora. Seu filho de 13 anos precisa de você! – ele esperava que o argumento “Carl” o trouxesse à realidade.
- Eu sei. Estou tentando me manter firme. Mas é difícil. Só estamos perdendo gente e amanhã será o dia da negociação com o Governador. Teremos que decidir o que fazer. Andrea, Yago e a Michonne estão em jogo também...
- Você não pode estar pensando em entregar a minha mulher, a minha esposa para aquele estuprador filho de uma puta, né? Eu juro que eu espero que você não tenha cogitado a ideia imbecil de Carol de entregarmos Luna e Yanka. – Daryl estava tão puto da vida que poderia matar uma horda de errantes sozinho naquele momento.
- Lógico que não, Daryl! Eu não sou um bastardo como o Shane...
- E por falar em Shane, por favor, vê se não de uma de traira. Não beije mais a minha mulher. Não foi legal de ver!
- Eu sei. Já pedi desculpas. Não vai mais acontecer e vou conversar com Luna. Prometo. Foi uma fraqueza momentânea. Não vai rolar de novo. Prometo – Rick falava olhando nos olhos de Daryl e o caçador podia estar sendo ingênuo mas acreditou na palavra do xerife.
- Então... O que vamos fazer amanhã neste encontro.
- Pensei em oferecer outra coisa que o Governador talvez queira mais que Luna...
- O quê?
- A própria prisão!
- Rick... Cara, sério! Pára com isso ou vou achar que você realmente pirou de vez!
- Daryl, é nosso único trunfo.
- E vamos voltar para estrada? Olha quantos perdemos só no caminho da fazenda de Hershel até aqui. Sem contar que agora temos outra grávida no grupo, outra mulher e mais uma criança! – disse se referindo à Carol, Luna e Yanka, respectivamente.
- Eu sei! Mas ao menos teríamos uma chance... Se o Governador resolver nos atacar, talvez as baixas sejam bem maiores.
- Temos de pensar num plano melhor... Entregar a prisão é suicídio.
- Rick, Daryl! – Maggie alcançava os dois rapidamente com uma cara de preocupação enorme que não conseguia esconder.
- Que foi Maggie? Tá tudo bem? – Rick foi logo perguntando.
- Não! É o Glenn.... Ele está com febre e começou a vomitar... – Maggie não conseguiu conter as lágrimas. – Acho que está com malária também.
- Mas que Diabos! – Daryl se irritou. Ele gostava do coreano também muito mais do que os outros pensavam.
- Bom, teremos que buscar mais dessa planta que Luna trouxe. – Rick lembrou.
- Não sobrou nada? – Maggie perguntou incrédula.
- Não. O que sobrou usamos para plantar. Precisamos de mais.
- Eu vou com Luna buscar... – Daryl disse já se dirigindo ao interior da prisão para pegar sua cigana.
- Daryl, deixe T Dog ir com Luna desta vez. Preciso de você aqui para determinarmos o que fazer quanto a proposta do Governador. É amanhã.
- Nem pensar, Grimes. Não vou deixar minha mulher se embrenhar mata adentro com o T Dog na cola dela.
- Daryl, T Dog é muito confiável! Precisamos de você aqui. Pelo amor de Deus, seja coerente.
- Não. Sem chance! Se for assim, ela não sai daqui. – o caçador estava irredutível.
- Daryl, Glenn vai morrer! – Maggie implorou.
Puta que pariu! O coreano precisava do medicamento e só Luna podia encontrar a tal planta. Ele estava preso ali porque o filho da mãe do Governador viria para negociar o futuro deles todos e daquele desgraçado do Yago. O que fazer? Daryl não se sentia seguro em deixar Luna ir desacompanhada....
- Certo. T Dog pode ir com ela, mas Merle deve ir junto. E fim de papo. – disse se retirando.
Rick e Maggie concordaram.
Daryl precisava bater um papo com o irmão. Queria ter certeza de que Merle seria capaz de proteger Luna como ele esperava.
- Merle? – chamou.
Encontrou o irmão dormindo numa cela. Yanka dormia escorada nele. Aquilo estava ficando cada vez mais surreal e Merle estava se parecendo com o pai da garota de verdade.
- Não se pode nem tirar um cochilo? – Merle se levantou tomando cuidado para não esbarrar na ciganinha e acordá-la também.
- Fala, Daryl. O que você quier?
- O Glenn pegou malária também.
- E daí? Que se foda.
- E daí o caralho! Luna vai precisar voltar ao acampamento para buscar mais dessas ervas que ela usou para curar o Carl. Quero que você vá junto para protegê-la...
- E porque você mesmo não vai cuidar da sua esposinha? Era o que me faltava! Agora tenho o ônus de ter uma mulher na família, mas o bônus que é bom (e Merle fez um sinal com as mãos simulando o ato sexual), nada. Muito esperto você!
- Merle, eu iria. Mas tenho que ficar aqui e tentar pensar com o Rick o que podemos fazer para evitar que o Gvernador trucide a gente. Além disso, você só vai como reforço. T Dog estará junto...
- Aquele macaco vai também? Era o que me faltava. Você se lembra o que aconteceu da última vez que saímos juntos para uma expedição? – E Merle sacudiu o cotoco na frente de Daryl, se referindo ao fato de que precisara amputar a própria mão para escapar do telhado, em Atlanta.
- Primeiro: não chame o T Dog assim. Ele é a porra de um cara legal. Você quase fodeu tudo naquela expedição em Atlanta. E caralho, o cara fez de tudo para garantir que você ficasse seguro. Podia simplesmente ter deixado você lá, como isca de zumbi. Mas, não. O “macaco” voltou e trancou a porta que dava acesso ao telhado. De certa forma, você deve sua vida à ele. Então, para de ser um verme ingrato! – Daryl bufava. Ele não se lembrava a última vez que tinha tido coragem de encarar seu irmão desta maneira. Mas agora as coisas eram diferentes e Merle teria de amadurecer se quisesse ficar no grupo.
- Ah, que se foda! Vou nesta porra de expedição. Onde tá sua esposinha deliciosa?
Daryl deu um chute na canela de Merle.
- Não a chame assim. Respeite-a! Luna é minha mulher.
- Au! Eu só tava brincando, seu desgraçado... – Merle falou entredentes, ainda sentindo a dor.
Mal acabaram de ter aquele diálogo louco e viram Luna e T Dog se aproximando.
- Daryl, estamos prontos. – T Dog falou e colocou a mão sobre o ombro de Luna.
- Tá. Maravilha! Mas vai tirando essa mão do ombro dela, vai... Sem intimidades. – Daryl disse arrancando uma gargalhada de T.
- Não sabia que era tão ciumento assim, Daryl. Não era você o cara que não ligava para nada nem ninguém?
- Também não sabia que era ciumento. Mas foda-se. Não quero você colocando as patas na minha mulher! – retrucou.
- Daryl, menos! Não precisa de tudo isso.
- Precisa sim! Eu não vou estar lá com você, Luna! – ele a segurou pelos dois braços, olhando firme dentro dos seus olhos. – Quero que prometa que será breve. Vai agir com rapidez e vai matar qualquer coisa que se mexer. Mesmo que seja um zumbi do seu bando. Prometa pra mim! – ele disse chacoalhando-a.
Luna se demorou um pouco. A lembrança de Magdala transformada naquele monstro invadiu seu cérebro, anestesiando-a. Aquilo era algo horrível e Luna realmente não sabia dizer se teria tido coragem de atirar, como Daryl fez.
- Luna, prometa pra mim! – Daryl insistiu.
- Tá. Eu prometo, caçador! – ela disse, finalmente.
- Ótimo.
T Dog, Merle e Luna caminharam em direção à pick-up que usariam para ir até o acampamento. Luna foi no banco de trás, enquanto T dirigia e Merle o acompanhava no banco do carona.
A cigana abriu a janela um pouco e viu Daryl praticamente enfiar meio corpo janela adentro e segurar seu rosto.
- Volta inteira pra mim, cigana! – ele sussurrou no seu ouvido. – Nem consigo imaginar uma vida sem você agora, entende?
Ela assentiu e o abraçou de volta.
- Eu te amo, Daryl Dixon. – murmurou também no sue ouvido e viu o rapaz sorrir o sorriso mais lindo do planeta.
- Também amo você. — disse aplicando-lhe um beijo nos lábios.
Como era difícil deixá-la ir. Toda vez que Luna se afastava sem ele, era uma tortura. Uma verdadeira prova de resistência. Aquela mulher tinha virado sua cabeça, mudado toda a sua vida. Seu corpo, seu espírito e tudo o que lhe pertencia agora eram dela. Somente dela. Estava um verdadeiro babaca apaixonado. O que podia fazer? Era um sentimento que não cabia no peito. Daryl não conseguia mais disfarçar tão bem quanto antes, embora tentasse. E muito. Outra coisa que o apavorava era a tal troca proposta pelo Governador. Ele jamais entregaria sua mulher de bandeja. Não sem lutar. Não sem antes montar na moto de Merle e fugir com ela e Yanka para sempre. Esta era uma das alternativas que passaram pela cabeça do caçador enquanto ruminava o assunto. Precisava estar preparado para deixar o grupo, se disso dependessem as vidas de Luna e Yanka.
...
Luna ia ensinando o caminho para T Dog. E eles conversavam pouco. Todos pareciam tensos. O dia seguinte seria decisivo para o grupo da prisão. E agora Glenn estava doente. Um saco!
Assim que chegaram e viram os trailers do antigo acampamento cigano, Luna disse:
- Vou correr até a horta. Mas desta vez quero pegar algumas sementes de outras plantas medicinais.
- Tá, mas você não vai a lugar algum que não seja nesta horta que o Daryl mencionou, né? — T Dog perguntou.
- T, eu preciso pegar algumas raízes e ervas que nascem um pouco mais para a frente da horta...
- Nem pensar, cunhada. Você não vai fazer nenhuma cagada comigo aqui. Entendeu?
- Merle, o que é melhor: termos todo tipo de produtos medicinais à disposição na prisão ou termos que ficar vindo aqui buscar toda vez que alguém está doente? – Luna queria que eles raciocinassem o óbvio.
- Pode atpe ser, mas se voltarmos sem você, se algo acontecer o Daryl vai mandar uma flecha em nossos traseiros... Então, colabora, Luna! – T Dog reclamou, enquanto preparara as ramas para escolta-la.
- Não se preocupem. Eu não vou me distanciar tanto assim. Além disso, também sei me defender. Vai ser coisa rápida. Prometo!
Assim que todos concordaram, começaram a adentrar o acampamento. Os esqueletos descarnados estavam por todo lugar e Luna fez força para ignorá-los. Não queria ser tomada pelo luto de novo, pois sabia que a tristeza a impediria de seguir adiante e voltar para a prisão com os medicamentos de que o grupo precisava. Além disso, tinha Daryl... E ele agora era seu marido. Estavam juntos e ela queria viver cada segundo da sua vida ao lado daquele caçador maravilhoso que a fazia se sentir tão bem. Sem contar que ele tinha revelado que queria um bebê. Que a queria grávida. A chance de poder formar uma família aquecia sua alma, fazia com que sentisse vontade de lutar por algo melhor.
Luna se virou e apontou para o lado da horta, como que avisando T Dog e Merle onde ela estaria.
Assim que avistou a plantação, se ajoelhou, abriu a mochila e, com cuidado, foi retirando as plantas sem danificar suas raízes. A ideia era poder replantá-las na prisão. Tomou especial cuidado com a Cinchona. Glenn e, pelo visto, muitos outros precisariam que ela continuasse a crescer tão bem quanto ali, no acampamento. Quando terminou, Luna adentrou a mata logo atrás da horta. Seu alvo principal eram os cogumelos roxos que cresciam aos pés de algumas árvores. Ela sabia que eles poderiam ajudar Carol na hora do parto. Os cogumelos eram dilatadores e isso dava uma boa aliviada na hora do bebe passar pelo canal vaginal, o momento de maior dor para a mãe.
Luna se agachou e começou a examinar os cogumelos que estavam bons para uso. Com certeza aquilo era algo que não conseguiria fazer brotar na prisão. Colocava os últimos cogumelos na mochila quando tudo a sua volta se apagou.
...
- Luna? Já terminou por ai? – T perguntou se aproximando da horta.
Nenhuma resposta. Ele e Merle decidiram se aproximar mais. A horta estava depenada. Obviamente Luna havia passado por ali, mas onde estava?
- Luna, onde você se meteu? – Merle vociferou, já entrando na mata.
- Ela disse que precisava de algumas plantas extras que nasciam atrás da horta. Talvez esteja aqui. – T disse trocendo para que estivesse certo.
Porém ele e Merle só avistaram de longe a mochila vermelha da cigana. Estava caída debaixo de uma grande árvore.
T Dog correu até lá e verificou seu interior. As plantas, raízes e cogumelos estavam lá. Incluindo a Cinchona. Mas e a cigana?
Ele começou entrar em desespero e Merle ficou fora do ar por uns segundos imaginando o que seu irmão faria quando soubesse do desaparecimentro da mulher. Ele surtaria, entraria em pânico... Merle não sabia dizer se Drayl sequer resistiria àquele golpe.
- Merle tem sangue aqui! – T chamou a atenção.
- Deixa eu ver! – Merle se agachou e viu uma pequena poça de sangue fresco.
- Acha que ela foi pega por errantes?
- Só se os errantes aprenderam a sequestrar... Luna foi levada por alguém. E Daryl vai surtar quando souber.
- O que fazemos então, cara?
- Precisamos rastrear. Mas você não sabe fazer isso! Vou precisar do meu irmão... Teremos que voltar e contar á ele. – Merle abaixou a cabeça.
- Merle... – T Dog falou com algumas lágrimas nos olhos por Luna, que ele adorava. – Estamos realmente fodidos.
Era a mais pura verdade.
...
A pick-up adentrou o portão da prisão e T Dog viu Daryl correr em direção ao carro. Ele se preparou para a surra que levariam. O caçador ia surtar. Ele saltou do carro e entregou a mochila vermelha para Maggie, mostrando onde estava a Cinchona.
- Daryl, cara...
- Onde ela está? – o caçador empurrou T Dog e entrou no carro em busca de sua cigana. Nada.
- Onde está Luna, Merle? – ele gritou. E viu o irmão abaixar a cabeça.
- NÃO, NÃO! – Daryl andou em círculos, desesperado e as lágrimas escorrendo pelo rosto com barba por fazer e sujo de terra. – Não digam que ela foi atacada... Minha mulher, não! – Ele se dobrou e apoiou as mãos nos joelhos, tentando recuperar o ar que tinha evaporado dos seus pulmões. Não sabia se chorava ou se metia logo uma bala na própria cabeça. A vida sem Luna era um grande vazio. E ele não queria viver daquela maneira. Não era justo que ele tivesse conhecido o amor para perdê-lo tão pouco tempo depois. Deus só podia estar mesmo de sacanagem com ele! Como se não bastasse a família fodida que ele teve que aguentar por anos a fio. Uma mãe alcoólatra que botou fogo no próprio colchão e um pai violento que só sabia espanca-lo e foder com garçonetes e putas baratas em casa sem se preocupar em fechar a porta do quarto. Será que ele, Daryl, não podia ter um mínimo de paz e tranquilidade, caralho?
- Irmão, ela não foi atacada por zumbis.... – Merle começou.
- Não? Então, onde está Luna? Vocês a perderam? – ele se levantou e pegou o irmão pelo colarinho, os olhos azuis cintilavam de dor e raiva. Ele tinha feito um único pedido à Merle: que protegesse Luna. Nunca pedira nada ao irmão e quando mais precisou dele, o filho da mãe tinha deixado Luna desaparecer...
- Alguém a sequestrou! Nos distanciamos dela por dois minutos e quando fomos busca-la, havia só sua mochila com um pouco de sangue fresco nas folhas do chão. – T Dog falou, já se preparando para levar porrada de Daryl.
- Então quer dizer que deixaram algum porco selvagem sequestrar minha mulher....? Vocês tem alguma mínima ideia do que um homem sem escrúpulos pode estar fazendo com ela neste exato momento? – Daryl lembrou de Luna tremendo enquanto lhe contava sobre como o antigo diretor de sua escola tentara estupra-la. Daryl se sentia um homem de merda agora. Devia ter mandado Rick a puta que pariu e ter ido com Luna pegar a porra da planta para Glenn. Ele poderia protege-la e evitar que passasse por isso.
- Temos de ir lá, Daryl. Está tudo fresco. Podemos rastrear o desgraçado. – Merle dizia.
Daryl tinha vontade de socar ele e todos os outros e atpe Glenn. Por que raios o Coreia tinha que ficar doente justo agora? Mas Merle estava certo. Se quisesse evitar que coisas piores ocorressem com sua cigana, o ideal era sair para rastrear seu sequestrador. Ele empunhou a besta e conferiu quantas flechas lhe restavam na aljava.
- Vamos! – disse para Merle, caminhando em direção à moto.
- Onde você vai Daryl? – Rick perguntou, segurando-o pelo braço.
- Vou atrás da minha mulher, Grimes. Algo contra...? – ele olhou e desafiou o xerife.
- Gente, olhem aquilo! – T Dog apontava para o outro lado da cerca. Ali, um jipe estacionava e um homem armado com o que parecia ser uma metralhadora prendia um envelope na cerca e se afastava rapidamente.
- Aquele jipe... – Merle disse aturdido. – É de Woodbury! O que querem aqui? Por que não atacaram? – ele estava incrédulo por terem ido embora sem disparar um tiro sequer.
- Deve ser algum recado do Governador. Vamos lá! Daryl, eu conto com você para me dar cobertura. Posso contar com você agora? – o xerife disse segurando o rosto do caçador forte.
Daryl assentiu e empunhou a besta, caminhando logo atrás de Rick.
Assim que Rick pegou o bilhete, o leu em voz alta:
“ACABARAM AS NEGOCIAÇÕES E O CESSAR FOGO. ENTREGUEM A PRISÃO. NÃO VAMOS MAIS ACEITAR A TROCA. DE NOVO: A TROCA PORPOSTA NO BILHETE ANTERIOR ESTÁ CANCELADA. WOODBURY NÃO TEM MAIS INTERESSE EM QUEM QUER QUE ESTEJA NESTE GRUPO.”
- Ele vai nos atacar! – Rick murmurou, atônito!
Notas finais
POR FAVORZINHO, MENINAS, DEIXEM MAIS REVIEWS!
Ah e para quem está acompanhado "Santos Justiceiros - Dia de São Vito", tenho um recadinho: vocês tem alguma noção d surto que Gabriela terá quando descobrir que Murphy e Connor mataram seu pai, um importante menbro da Vory Zarkone, a máfia russa? Eu estou tão triste escrevendo esta descoberta. Vocês acham que o amor de Bié é capaz de resistir a algo deste tipo? Sandendo que o cara de quem está a fim matou seu pai biológico. Ou melhor: o executou à queima-roupa???? Tenso, né? DEIXEM SEUS COMMENTS SOBRE ISSO PRA MIM TB, VIU?
Beijos enormes da Amora
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