Forasteira
10 Delirando...?
Notas iniciais
Bônus: a foto de Yanka para vocês verem :)
beijos da Amora
– Daryl, a Praguinha está com fome. – Merle avisava, apontando para Yanka.
– Ela tem nome! – Luna protestou.
– O que vou dar pra você comer hein, Praguinha? – Merle levantava Yanka com uma mão só e ela gargalhava.
– Daryl, na mochila que eu trouxe tem algumas barras de cereais e água potável.
– Onde você conseguiu isso? – ele perguntou.
– Durante minhas andanças encontrei uma barraca perdida no meio da mata. O dono estava lá dentro. Podre já! Peguei o que pude do seu equipamento. Sempre deixei esta mochila preparada para o caso de sermos atacados no meio da noite ou... – a lembrança do acampamento fez com que ela abaixasse a cabeça tentando controlar as lágrimas.
– Ok, eu entendi. Esperto da sua parte. Merle, vem aqui. Temos alguma comida.
Todos comeram algumas barras e beberam a água que Luna trazia na mochila. Daryl pode ver também que ali havia roupas, lanterna, pilhas, um pente e a imagem de uma santa. Devia ser a tal Santa Sara. Porra, nem no meio do apocalipse zumbi Luna esquecia dessa santa. Ele não conseguiu não achar graça.
– Vamos! Estamos pertinho da ponte já...
– O Rick vai me chutar pra fora daquela prisão. Você sabe disso!
– Não, ele não vai! Fiz muito por aquele grupo. Quase morri para mantê-los a salvo. Ele me deve uma e vai me ouvir!
– Quem é Rick? – Luna perguntou.
– É meio que o líder do nosso grupo. A mulher dele morreu dando à luz um filho que o Rick não sabe se é dele ou se é dum outro cara que vivia conosco e que agora tá morto. Ele tá meio arisco por esse motivo.
– Nossa! Pera ai: mas a mulher dele não deveria estar grávida... dele?
– Cigana, o mundo não é tão simples como costumava acontecer no seu acampamento. Nem sempre as esposas estão grávidas dos maridos. — Luna ouviu alarmada. Seu queixo só faltava arrastar no chão. Aquela história era, no mínimo, surreal.
– O jeito é deixar a menina crescer e ver se vai herdar a napa do Shane. – Merle emendou arrancando um meio sorriso de Daryl.
– Daryl, e se este tal de Rick não nos aceitar? A mim e Yanka?
– Lógico que ele vai aceitar! Eu farei com que aceite. Confie em mim.
Luna, normalmente, aproveitaria o tempo que restava de caminhada para pensar num plano B. Detestava depender do fator sorte ou dos outros. Mas por algum motivo vem estranho ela realmente confiava em Daryl Dixon. Enquanto andava, apoiada no caçador, olhou rapidamente seu rosto. Ele tinha um perfil bem atraente. Nariz bonito, cabelos lisos, a barba tinha um tom avermelhado, ainda por fazer e aqueles olhos puxados e tão azuis como o céu num dia de primavera. Ele era rústico? Sim, sem dúvida. Mas também transbordava bondade. Ela admirava homens assim. Lembravam-na seu pai, Arturo.
– Porque está me olhando – Daryl perguntou, desconfiadíssimo.
– Nada!
– Fala logo. Sou tão feio assim, é?
– Longe disso. Você lembra meu pai.
– Que excitante de ouvir! – disse e Luna riu de leve.
– Não, não. É o seu olhar que me lembra ele... Eu o amava tanto! — Daryl engoliu em seco. O verbo "amar" sendo conjugado por Luna deixou o rapaz ligeiramente atordoado.
Finalmente a ponte. Da extremidade em que estavam já avistavam as cercas da prisão e a torre de vigília. Daryl sentiu um calor no peito. Ele estava de volta a casa. Era uma casa mórbida, mas ele se sentia à vontade. Algumas das pessoas em que mais confiavam estavam ali: Rick, Glenn, Carol... Puta que pariu! Carol! Ele tinha se esquecido dela. Só a lembrança do que quase tinham vivido pouco antes da partida de Daryl já parecia acordar seu corpo.
DELÍRIO ON
– Oi, tá acordado? – Daryl se virou e na porta da torre de vigília estava Carol.
– Claro. É minha noite de vigília.
– Posso entrar?
– Já entrou...
Ele a sentiu se aproximar e parar ao seu lado, mas em uma distância perigosamente curta.
– Você nunca dorme?
– Só o necessário.
– Precisa descansar melhor ou vai ter um treco, sabia? – Carol disse ajeitando os fios rebeldes de Daryl atrás de sua orelha. Ele fez menção de se afastar, mas ficou imóvel. Era um contato bom aquele.
– Eu me garanto. – se limitou a responder olhando-a nos olhos agora.
– Eu não duvido, Daryl... – ela lhe sorria de volta. Era um sorriso doce, mas também sacana. Ele achou que estava vendo coisas e decidiu ficar na dele. Mas, meu Deus, como seria bom fazer sexo agora! Ele tinha tanta tensão acumulada dentro de si que tinha medo de arrebentar ao meio a pobre coitada que se aventurasse a tirar a roupa para ele. E não queria espantar Carol com seus instintos selvagens. Ela já tinha sofrido o suficiente com Ed e depois com a morte trágica de Sophia.
– Gosto de conversar de noite.
– Ah é? E posso saber por quê?
– Você fica manso. É mais fácil, sabe? Dá até para tocá-lo sem levar uma flechada no meio da testa! – os dois riram juntos.
Daryl se virou de novo para Carol e a olhava diretamente nos olhos. Há algum tempo evitava fazer isso porque ele sabia muito bem da tensão sexual que rolava entre eles, mas Carol tinha razão. De madrugada, ele deixava a guarda baixa. Ele deu um passo em direção à mulher. Levou o polegar à boca e roeu a unha. Roeu o que sobrou daquela unha. Precisava manter-se ocupado ou iria agarrá-la ali mesmo.
Então, Carol fez o impensável: pegou suas mãos ásperas e as colocou em torno da sua cintura. Ele ficou estático. Não tinha como sair daquilo sem se foder. Se tirasse as mãos bruscamente pareceria que ele a estava rejeitando e não era o caso, definitivamente. Então, já que estava ali, melhor fazer logo o que eles estavam adiando há meses.
Daryl acabou com o espaço entre eles. Tomou Carol nos braços e selou seus lábios. O beijo começou suave, mas logo se tornou selvagem. A língua de Daryl explorava cada centímetro quadrado da boca de Carol. Suas mãos estavam inquietas. Ele não conseguia se decidir se era melhor sentir seus seios, com os bicos já duros ou sua bunda.
Carol, por sua vez, tentava atrapalhadamente abrir a camisa do caçador. Com dificuldade, arrancou e atirou a peça em qualquer canto. Daryl também já tinha se livrado da blusa dela e desabotoava seu sutiã, liberando os seios fartos, que ele mordiscou e sugou com força.
Carol gemia gostoso em seu ouvido. “Quero você, Daryl Dixon. Quero você dentro de mim. Agora. Não me faça esperar mais!”. Aquelas palavras arrepiaram os pelos de seu braço. Ele estava com tanto tesão que pela primeira vez na vida teve medo de gozar antes da hora.
Daryl deitou Carol no chão da torre e beijou seus seios, sua barriga, descendo até o cós da sua calça. Ele queria ter brincado um pouco com a intimidade dela ainda coberta pela calcinha. Queria ter feito preliminares melhores, mas Deus, ele estava a ponto de enfartar. Então quando arrancou a calça não pensou duas vezes antes de tirar a calcinha da mulher junto.
Ela não pareceu se importar. Precisava dele. Tinha passado meses com fome de Daryl Dixon e agora estava a segundos de se sentir completa. De se sentir saciada. Olhou para baixo e viu o rapaz se livrar das próprias calças e também da cueca boxer azul marinho. E, Jesus, o destino só podia estar de brincadeira com ela. Daryl conseguia ser ainda mais delicioso nu. Seu membro, já ereto, era a perfeição. “Muito maior que Ed!”, comemorou mentalmente.
O caçador abriu espaço entre suas pernas, encaixando o pênis na entrada da sua cavidade sem demora. Ele levantou o rosto e olhou Carol nos olhos de novo, como que pedindo sua permissão. Com um aceno discreto de cabeça, Daryl mergulhou dentro do corpo dela numa estocada única e delirante. Sentiu Carol mover seus quadris contra os dele. Ela queria que ele a penetrasse mais fundo e ele obedeceu. O suor escorria do seu rosto e dos seus fios de cabelo liso. Tentava manter toda a concentração do mundo. Queria que ela chegasse lá antes dele. Mas Carol gemia seu nome e isso o estava deixando maluco.
– Daryl, ahhh.meu Deus, como você é gostoso! Daryl! – O rapaz enterrou seu nariz no pescoço de Carol, mantendo o ritmo das estocadas e segurando firme a bunda dela, que arranhava suas costas. Aquilo era demais.
– Daryl vou gozar! – Bem em tempo. Ele já estremecia num orgasmo intenso. Deitou-se por cima de Carol, sem sair de dentro do seu corpo. Eles arfavam juntos. Sentiu seus dedos brincando com seu cabelo.
– Daryl...
Ele ergueu a cabeça para olhá-la de novo. E viu... Luna. Seus longos cabelos castanhos e ondulados cobrindo o colo desnudo e aqueles olhos grandes de um verde tão escuro pareciam olhar dentro da sua alma. “Daryl”, ela falava baixinho...
– Que porra é essa?”
DELÍRIO OFF
– Ei, Daryl! Você está bem? Ainda está aqui? – Luna estalava os dedos diante do rapaz, como que o convocando a despertar daquele transe.
– Ah... Oi! – ele respondeu chacoalhando a cabeça – Tô aqui, sim. Desculpa. Estava viajando... Desculpa!
– Tudo bem! Você tá legal?
– Tô, sim. E você?
– Também... Mas dá uma olhada naquilo ali. – eles estavam no meio da ponte e, do outro lado, cercando a prisão, havia seis walkers rondando. – Como vamos espantá-los?
– Vamos ter que mata-los. Nçao tem jeito.
– Certo. Vou pegar meus punhais – disse já se virando para apanhar a mochila.
– Você, não! Você fica aqui com Yanka.
– Sei me defender.
– E eu sei disso. Mas você tá machucada. Eu e Merle podemos acabar com esses zumbis bem rápido e sem fazer barulho. – Luna acordou.
Merle e Daryl começaram a caminhar devagar e, aos poucos, deram cabo de cada um daqueles errantes. Daryl usava a besta e Merle o braço-faca.
Luna apenas acompanhava tudo de longe e mantinha Yanka com os olhos fechados. Ela queria tanto que a pequena tivesse a oportunidade de viver num mundo melhor... Aquele sonho estava cada vez mais distante.
Daryl revistou as imediações e fez um sinal para Luna e Yanka se aproximarem. Elas atravessaram o restante da ponte correndo.
– Chegamos! Agora vai ficar tudo bem. – Daryl dizia isso fitando Luna. Ele estava satisfeito. Tinham sobrevivido até ali.
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