Forasteira
50 Daryl quer um... bebê.
Notas iniciais
Espero que tenham ficado tão chocadas com a revelação do capítulo anterior quanto eu mesma fiquei quando a ideia me veio à cabeça.
Acho que agora entenderam o encantamento do Governador ao ver a foto da sua antiga aluna, a menina de 15 anos por quem ele se apaixonou quando a esposa AINDA estava grávida de Penny.
O que posso adiantar é que Philipe fará de tudo para escravizar Luna e, finalmente, terminar o que começou a quase 10 anos, em sua sala no antigo colégio de Charleston.
E quanto tempo falta para isso ocorrer? Bem pouco... Vem nova bomba ai.
O bafo do momento é: Daryl quer um bebe. O que vocês acham? Por favor, comentem, comentem e comentem. Espero que gostem!
beijos enormes da Amora
- Philipe... Não vou esquecer este nome.
- Ele deve estar morto já...
- Não posso dizer que sinto por ele. — Daryl disse acariciando o rosto da cigana.
Luna se moveu e se aconchegou no peito de Daryl, encolhendo-se entre os braços dele. O caçador a envolveu e se balançou devagar, como se estivesse embalando uma criança assustada.
- Você ainda é minha, Luna?
- Sempre fui, caçador...
Ele beijou a cabeça dela.
- Ainda me quer? Depois disso? – ela perguntou baixinho.
- Quero você dez vezes mais do que antes. Devia saber... – Daryl sustentou a nuca dela e a puxou para um beijo. Ele sabia que talvez não fosse o melhor a se fazer mas não conseguia evitar. Já fazia mais de uma hora que ele não a beijava. Precisava senti-la. Já. Agora. Imediatamente. Sua língua abriu passagem entre os lábios da cigana e a invadiram urgentes. O rapaz só se preocupava em sugar todo o néctar que a boca de Luna produzia.
- Você é doce. Adoro beijá-la. Acho que estou vicia, desculpe. – murmurou pertinho da orelha dela, no segundo em que precisou respirar e teve que se desgrudar dela.
- Daryl... As coisas que você me diz me deixam tão nervosa. Tenho medo de decepcioná-lo.
- De que jeito?
- De todos os jeitos possíveis.
Novo período de silêncio.
- E se estudássemos na mesma escola? – ela quis saber.
- Como assim?
- Se você tivesse me conhecido mais nova.
- Então, provavelmente eu iria querer você, como eu quero agora.
- Não me acharia esquisita?
- Eu a acharia linda, como eu acho agora.
Ele a ajudou a se erguer e caminharam até o quarto. Luna sentou-se na cama e Daryl sentou-se ao seu lado. A cabeça do rapaz ainda girava em torno da confissão chocante que a cigana lhe havia feito minutos atrás. Algumas imagens de uma versão mais nova dela, estirada no chão com um bastardo por cima de seu corpo tentando força-la a qualquer coisa por vezes invadia sua mente e deixavam sua respiração agitada. Tinha vontade de espancar o filho da mãe até a morte lenta e dolorosa.
- No que está pensando? – a moça perguntou, olhando-o com suas profundezas verdes tão escuras.
- Só em você, cigana. – respondeu ameaçando sorrir de canto.
- Acha que se fossem vivos, seus pais aprovariam um relacionamento comigo? – ela perguntou.
Daryl sabia que seus pais sequer se importariam. Na verdade, o velho tarado talvez sentisse vontade de comer Luna. Se bobear na mesma cama em que ele e sua mãe o fabricaram e fabricaram Merle também.
- Meu pai com certeza te acharia maravilhosa. E ficaria babando pelos cantos quando a visse. – respondeu, tentando não mentir e, ao mesmo tempo, não falar a verdade.
- E Merle?
- Que é que tem ele?
- O que ele acha de mim.
- Acha que você é uma gostosa.
- Daryl! – ela repreendeu.
- Ué, é a verdade...
- E Rick?
- Ele não é da minha família.
- Mas parece se importar com você como um irmão. – Sim. Luna estava correta.
- Rick a adora. Sabe disso.
- Não, eu não sabia.
- Tanto a adora que nos deu isso de presente. – disse exibindo a aliança no dedo anelar esquerdo.
- Ele nos deu? – ela ficou chocada. – E onde encontrou?
- Eram dele e de Lori.
- Céus! Da mulher que ele perdeu?!?!
- Exato.
- Sei que nunca perguntei, mas como aconteceu. Você sabe?
- Durante um ataque do grupo do Governador. Eu e Merle tínhamos ido embora. Durante a madrugada houve um conflito. Lori tinha dado à luz uma menininha. Parece que ouviu os gritos de Carl do lado de fora e correu para ver o que o filho estava fazendo ali. Ela odiava a ideia do garoto lutar ao lado do grupo, de saber manejar armas e tal... Enfim. Ela levou um tiro. E a bala atravessou o corpo do bebê e o seu, matando as duas ao mesmo tempo. – Daryl silenciou. Não podia imaginar o quanto Rick e Carl tinham sofrido. E ele nem estava ali para ajudá-los.
- Ele é um homem tão digno. – Luna tirou a aliança do dedo e leu “Richard Grimes” gravado no interior do anel.
- O mais digno que conheci... – Daryl deixou escapar num sussurro. – Entende agora porque não quero que faça a troca? Esse filho da mãe do Governador é um tremendo babaca. Um porco asqueroso. Ele quase estuprou Maggie...
O queixo de Luna caiu.
- Maggie?
- Sim! E o coitado do Coreia teve que ouvir tudo na sala ao lado. Foi uma barra para os dois. – Daryl estendeu a mão e segurou a mão de Luna, que estava gelada. – Você está tão fria...
- Preciso ser aquecida, então.
- Posso? – Daryl perguntou no seu habitual tom de voz rouco que arrepiava a coluna da cigana.
Ela permitiu sua aproximação.
Daryl então puxou um cobertor do armário e o arrastou até onde Luna estava. A garota escorregou e se deitou de lado, deixando o caçador acomodar-se atrás de si, em posição de conchinha, e cobri-los com a manta.
Sentiu seu pescoço ser beijado e um dos braços de Daryl envolvê-la pela cintura, puxando-a contra seu corpo másculo e quente. O rapaz ainda estava sem camisa, mas sua pele pegava fogo, apesar da noite de vento gelado.
Ela girou e ficou frente a frente com o caçador, fitando seus olhos cristalinos. Esticou a mão e deixou seus dedos finos e longos percorrerem as feições perfeitas daquele homem maravilhoso, bem a sua frente. Como era lindo! O que ele vira nela ainda era uma enorme incógnita para Luna.
- Teria coragem de gerar um filho comigo? – as palavras podiam perfeitamente ter sido proferidas pelos lábios da garota. Mas não. Tinham vindo dele.
- Não fala assim! – ela implorou, pousando o indicador sobre a boca de Daryl. – Sempre sonhei em ter um bebê. Poder ter um com você seria demais para o meu coração dilacerado. Eu me sentiria honrada e provavelmente morreria de felicidade se acontecesse.
- Então, não tome o remédio que trouxe para você. Deixe a natureza decidir... – suplicou. O que ele estava fazendo? Estava pedindo a uma mulher para engravidar dele em pleno apocalipse zumbi? Só podia estar completamente fora do seu juízo normal. Ou então, estava louco de amor, o que era mais provável naquelas circunstâncias.
- Oh, Daryl... – os olhos de Luna se encheram de lágrimas. – Eu já o tomei.
Uma dor alucinante apunhalou o peito do rapaz. Parecia que Luna acabara de lhe dizer que tivera um aborto, que perdera um filho já existente, quando na verdade era apenas uma possibilidade. Não entendia o porquê de estar tão decepcionado.
- Desculpa. Achei que não fosse querer um filho agora... – ela disse num tom de voz baixo.
- Não se desculpe. Eu também não sabia que fazer você engravidar se tornaria minha nova obsessão. Só queria formar uma família com você. Eu, você e nosso bebê.
Luna sorriu. Ela o amava ainda mais por saber que ele queria ter um filho com ela.
- Gostaria de ter um menino ou uma menina? – perguntou a moça. Ela sabia que não faria bem aos dois ficar planejando aquilo, pensando sobre um futuro que muito provavelmente não aconteceria.
- Qualquer um dos dois... – ele respondeu. – Bom, na real? Eu gostaria de uma menininha. Imagina ter uma miniatura sua me chamando de “pai”? Acho que nesse dia eu teria um enfarto, com certeza. – ele abriu um sorriso como há muito Luna não o vira fazer.
- Não sabia que seu instinto paternal era tão forte, Daryl Dixon.
- Não faça isso.
- Isso o quê?
- Não me chame de Daryl Dixon.
- Ué, não é o seu nome?
- É. Mas você me deixa maluco de tesão quando me chama pelo nome completo e não quero te atacar de novo, entendeu?
Luna corou.
- Também não faça mais isso, Luna.
- O que foi agora? – ela perguntou espantada.
- Não fique corando toda vez. Também me deixa com vontade de agarrá-la. Quero tentar me conter. Então, me dá uma força!
- Certo... Vou tentar, mas não sei se quero.
- Repete, por favor? – ele pediu com um sorriso malicioso no rosto.
Luna corou fortemente de novo e tentou esconder o rosto com as mãos.
- Não diga que não foi avisada sobre isso cigana – disse Daryl subindo por cima de Luna. Ela gargalhou um pouco, achando graça da provocação dele. Quando terminou, ela viu que Daryl a olhava com aquele jeito ameaçador de lobo lambendo o focinho, pronto para saborear a presa recém-caçada.
- Mas que droga hein, cigana? – disse Daryl alisando suas curvas com as mãos grosseiras.
- O que tem de errado? – ela se assustou.
- Você está vestida. Vou ter que tirar tudo de novo. – disse, se atirando sobre o pescoço dela e a beijando de um jeito que fez seu corpo arquear de prazer. Luna fechou os olhos e decidiu não pensar em mais nada. Nem conseguiria naquele momento. O atrito da barba do caçador contra sua pele parecia atear fogo em suas entranhas. Como era possível ficar tão entregue assim a um homem?
Ela flexionou novamente os joelhos, facilitando o encaixe de seus corpos. Suas mãos passeavam pelas costas largas de Daryl. Ela ia até o limite do cós da calça e escorregava pela lateral, sentindo a cova formada pelo oblíquo levemente marcado do rapaz. Achou aquele detalhe da anatomia de Daryl muito gracioso e repetiu o toque, sentindo o caçador prender a respiração. Certamente, ele também tinha algumas cócegas ali, mas fazia o tipo durão e jamais admitiria tal coisa para Luna.
A garota sentiu as mãos dele escalarem sua blusa branca e tatearem em busca dos botões. Quando os encontrou, parou de súbito.
- Posso? – questionou, ofegante.
Ela assentiu e ele gemeu baixo de satisfação.
Em poucos segundos, estava sem blusa novamente. Desta vez ele não tentou tirar seu sutiã branco. Não. Ele beijou sua barriga, deixando um rastro de saliva quente em seu ventre. E quando uma rajada de ar frio entrava no quarto, Luna sentia seu corpo arrepiar inteiro. Daryl ajoelhou-se entre suas pernas e se livrou da calça jeans surrada, ficando apenas com a boxer novamente. Depois, girou o corpo de Luna, deixando-a de bruços e, enquanto mordiscava sua nuca, abria o colchete e descia o zíper da sua saia. Aquilo era um déjavu dos mais maravilhosos. Ele deslizou a peça laranja pelas pernas da cigana e começou a massagear suas costas, seus ombros... Reparou como das costelas até o início da lombar suas formavas afinavam bastante, dando origem àquela cintura de boneca que ela tinha. Outra coisa que notou foi na curva que sua coluna fazia, deixando o bumbum perfeito da garota ligeiramente empinado.
- Seu corpo é maravilhoso, Luna. O sonho de qualquer homem... Juro! — anunciou sem parar a massagem.
(CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO)
Notas finais
Beijos enormes da Amora
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