Forasteira

17 Coração liquefeito


Notas iniciais
Estou exausta. Eu vivi este capítulo junto com a Luna. E um dia eu conto para vocês o porquê! Espero que aproveitem! Beijos enormes da Amora!

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PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! QUATRO RECOMENDAÇÕES? QUATRO???? É MUITO MAIS DO QUE EU SONHEI PARA MINHA FIC!!!

Estou tão feliz pelas minhas recomendações, tão emocionada... Vocês não tem ideia do meu choque quando vi! Obrigada Criss e Geovanna, pelas palavras tão doces. Espero jamais decepcionar nenhuma das minhas leitoras lindas. Beijos gigantes da Amora ♥

– Onde você tá indo? – Rick perguntou ao ver Daryl passar como um pé de vento por ele e Carl.



– Vou buscar a Luna. Ela está entrando na ala comprometida da prisão. Ela não sabe... – o caçador respondeu sem parar para dar maiores explicações.



– Puta que pariu! Vou pegar minha arma. Me espera Daryl – Glenn gritou.



– Vou também – Carl disse.



– Você não. Fique aqui – Rick rebateu. – Deixa isso comigo! Maggie fique de olho em tudo aqui fora, por favor. – a garota assentiu.



Glenn, Daryl e Rick entraram ao corredor que dava acesso à outra ala da prisão. Ainda era escuro e ainda fedia a podre.



– O que deu nela para vir justamente pra cá? – Glenn sussurrou



Daryl não sabia o que responder.



– Ela não sabia... Eu não tive tempo de contar.



– A Maggie disse que a viu discutindo com Carol numa das celas... – o coreano disse.



– Eu sei. Também vi.



Eles continuaram andando e sussurravam o nome de Luna. Ouviram o barulho de algo caindo e se quebrando. Resolveram seguir o som. Entraram por uma porta que dava para uma sala maior. Rick iluminou o caminho com uma lanterna. Um zumbi estava escorado na parede, preso por um carrinho de metal. Daryl meteu-lhe uma flecha na cabeça sem pensar duas vezes. Eles inspecionaram a sala. Estava limpo. Nem sinal de Luna.



– Olha, acho que o melhor é que a gente se divida. Ela está desarmada e corre bastante perigo. – Que benção, Rick, como sempre, conseguia raciocinar bem neste tipo de situação-limite.



Eles saíram e se dividiram no corredor. Cada um cobriria um conjunto de salas.



Glenn seguiu por uma porta à direita que dava para uma área externa. Ficou na dúvida se devia sair. Ele olhou pela janelinha e viu cinco ou seis zumbis vagando. Decidiu arriscar. Para o seu desespero, Luna estava agachada em um canto, presa entre o portão e a horda de errantes. Glenn atirou no primeiro, que estava mais próximo e ia atirando no segundo...



– Não atire mais! – Luna havia se levantado e tinha um punhal em cada mão. Ela atirou o primeiro num walker que a cercava pela esquerda e o segundo no que vinha logo atrás. Correu, retirou o primeiro punhal da cabeça de um dos errantes a tempo de enterrá-lo no cérebro de um terceiro que já se inclinava para mordê-la Glenn deu uma coronhada na cabeça do último zumbi. Ele estava tremendo. Luna também parecia mais pálida que o de costume.



– Achei que você estava desarmada, Luna – Glenn disse ofegante.



– Nunca estou, Glenn. – tomou fôlego – Eu defendia meu bando!



– Vocês não tinham homens por lá pra fazer o trabalho sujo, não?



– Os homens foram morrendo com o tempo... – E de toda forma, eu sempre tive obrigações mais masculinas no meu clã mesmo...



– Como assim?



– Longa história. Mas basicamente meu pai me ensinou tudo o que ele teria ensinado se tivesse tido um filho em vez de uma garota em casa...



– Cara, que sorte pra gente! Você é ótima com essas coisas na mão... Uma máquina mortífera... Você podia lutar kung-fu, sabia? Eles usam esses punhais ai...



– Eu podia lutar o quê?



Glenn riu! Estava tentando falar de kung fu com uma cigana. Fim dos tempos mesmo.



– Porque você veio pra essa ala? Aqui está infestado...



– Eu não sabia. Desculpa dar trabalho...



– Maggie disse que te viu chorando e brigando com Carol. Você tá bem?



– Ah, deixa pra lá... – as lágrimas já se formavam em seus olhos de novo. Chorar era uma droga mesmo. Ainda mais na frente de outras pessoas.



– Luna?



– Hum?



– Carol é meio obcecada pelo Daryl. Acho bom te avisar.



– Obrigada pelo aviso Glenn. Vou tomar cuidado – disse controlando o pranto.



– E ele gosta de você, o Daryl...



– Melhor a gente ir indo, né?



Luna recolheu seus punhais e os limpou nos trapos que um dos zumbis, agora morto, usava. Voltaram para o corredor principal daquela ala. Rick e Daryl já os esperavam.



– Luna, você está bem?



– Foi por pouco. Glenn me ajudou. – disse forçando um sorriso para o coreano e desviando olhar de Daryl.



– Ficamos preocupados. Até Carl queria vir...



– Nem pensar... Definitivamente isso não é lugar para criança.... – ela começou a caminhar com eles rumo à saída.



Quando chegaram a parte externa, Luna agradeceu e se retirou... Mas Rick a tomou pelo braço...



– Acho que seus pontos abriram... – ele disse passando a mão em suas costas e mostrando-as cobertas do sangue da cigana.



– Não! Não vou aguentar ser costurada de novo... Meu Deus.



– Carl, vá chamar o Hershel. Venha, Luna... Vamos lá. Precisa ver o que aconteceu.



A cigana o acompanhou, desgostosa. Era o que faltava além da decepção com Daryl, teria que passar pela dor de ser costurada a seco novamente!



Na cela, Hershel ergueu sua blusa um pouco e constatou que os pontos só tinha laceado, machucando a pele.



– Vai lá, tome um banho e passe muito sabão. Os pontos cederam um pouco, precisa manter tudo limpo para não infeccionar. Vamos tentar não costura-la de novo, ok?



Luna concordou.



– Carol, não quer ajudá-la de novo?



– NÃO! – Luna gritou antes que pudesse se conter. Tentou normalizar o tom de sua voz para continuar – Não precisa Hershel. Chega de dar trabalho para os outros. Dessa vez consigo me virar.



– Tem certeza?



– Claro.



Ela pegou uma toalha que Beth havia lhe estendido, sua mochila e passou por Daryl que estava na entrada da cela sem sequer olhar em seu rosto. Seguiu direto para o vestiário.



– Tem certeza que não precisamos refazer os pontos, Hershel? – ele perguntou



– Temo que ela não aguentasse outra sessão desta tortura. Vamos dar uma chance. Ela está tomando antibióticos e está desinfetando bem os pontos.



– Certo. – o caçador concordou.



Carol passou pela cela no exato momento em que Daryl tinha pensado em sair para procura-la. Agarrou-a pelo braço e começou arrastá-la para o lado de fora da prisão.



– Daryl, você está me machucando!



– Isso não é nada perto do que estou com vontade de fazer com você. Porque foi falar para ela sobre a noite que tivemos?



As bochechas de Carol queimavam.



– Só disse a verdade!



– Que verdade? Do jeito que você falou até parece que temos algo...



– Achei que você tivesse algum interesse mesmo...



– E de onde você tirou isso?



– Dos olhares que costumávamos a trocar, do seu amor por Sophia, da flor que você me trouxe quando ela estava desaparecida... Vai dizer que eu inventei tudo isso?



Fato. Carol não estava delirando. Ele mesmo admitia que tivera sim um interesse latente pela mulher antes de encontrar Merle e cair na estrada novamente.



– Mas isso foi antes. ANTES, entendeu?



– Antes do que?



– Antes dela. Antes de Luna!



Carol ficou em silêncio por um tempo. Seu rosto não conseguia esconder a expressão de choque.



– Ela o mudou tanto assim?



– Não. Ela não mudou nada em mim.



– Vocês fizeram...



– Sexo? Tá de brincadeira, né? Você acha que eu não consigo controlar o eu tenho no meio das pernas?



– Você não se controlou comigo...



– Estava com raiva dela. Uma raiva sem motivo. Você me fez acreditar em um bando de mentiras. E eu nem consegui aproveitar o que fizemos direito...



– Porque estava pensando nela...?



Daryl ficou calado. Qualquer resposta para aquela pergunta seria muito humilhante para ambos.



– Como aquela garota que parece ter chegado de outro planeta conseguiu coloca-lo de joelhos assim?



– Ótima pergunta, Carol. Mas me faz um favor? Deixa que eu mesmo penso nisso, porra! E para de foder a minha vida.



– E o que você pensa que vai conseguir com Luna? Ela está agarrada aos costumes dela com toda a força



– Não sei. Talvez ela vomite três dias seguidos pensando no fato de que acabamos trepando... . E ai depois que ela botar tudo pra fora, quem sabe eu não consiga fazer com que ela ao menos me dê bom dia!



– Daryl, eu realmente me envolvi com você. Acho que deveria saber disso...



Ele sentiu um pouco de culpa, porque antes de tudo isso rolar ele também estava envolvido com Carol. Ou achava que estava... A busca por Sophia não ajudou em nada. Ele não teve tempo de pensar exatamente o que sentia. Talvez se Luna nunca tivesse aparecido, quem sabe... Mas ela apareceu e a verdade é que ela deu um belo chute em suas bolas porque Carol tinha razão: ele estava de joelhos pela cigana.



– Não, Carol! Não me faça ter esta conversa com você. Você já perdeu Sophia... Não é dor suficiente? – tomou fôlego e conclui — Eu vou entrar.



Ele saiu e deixou Carol ali, estarrecida.



Apesar de não ter pensado exatamente o que iria fazer, os pés de Daryl o levavam instintivamente para um lugar. Ele iria esperar por Luna. De novo. Quantas vezes fossem necessárias.



Quando a porta do vestiário se abriu, a visão de Luna o fez se sentir mais fraco. Quando aquilo ia parar? Toda vez que ele a via com uma roupa diferente, sentia como se tivesse tomado um soco no estômago. Ficava sem ar. Ela era assim tão linda mesmo? A cigana parecia só melhorar na mesma proporção que o mundo se tornava uma grande merda. “De onde essa mulher saiu?”.



Ela usava uma saia longa azul, uma blusa de renda e um lenço de moedas tipicamente cigano amarrado na cintura.



(Luna: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=80351099&.locale=pt-br)


Os cabelos negros e molhados caindo sobre os ombros e aquele cheiro de incenso no ar. Era sua marca registrada. Daryl a reconheceria há quilômetros dali.


Ela fechou a porta e se escorou na parede do lado oposto de Daryl.



– O que você está fazendo aqui? – perguntou.



– Esperando você...



Silêncio mortal.



– Você está tão bonita... – talvez fosse algo estúpido de dizer para a garota que ele queria mas que tinha acabado de saber que ele andara trepando com outra na calada da noite. Mas mesmo assim, Daryl não conseguiu evitar. Era o que achava mesmo, do fundo do coração. Ela era uma miragem, uma visão...



Luna revirou os olhos...



– Você fala muito. Shuk tski khalipe la royasa. É um provérbio que minha mãe sempre repetia. Quer dizer “beleza não se come com colher”! De que adianta ser linda se você crava um punhal na minha garganta? Sabe? Prefiro que não me diga mais essas coisas... – Ela fez menção de ir embora, mas Daryl se colocou na frente, impedindo-a de passar.



– O que tive com Carol não foi nada... Não sei como fazê-la acreditar...



– Não gaste seu latim, caçador. Nunca me fará acreditar que não foi nada.



– Foi só sexo!



– “Só sexo”? Para o meu povo, quando duas pessoas estão fazendo “só sexo” suas almas estão fundidas numa só. Um só corpo. Uma só alma. É sagrado. Então, não me venha dizer que foi só sexo porque só está piorando sua situação, Daryl. Agora me deixa passar... Por favor!



– Não quis dizer que é só sexo desprezando o ato... Mas sim porque eu estou... Porque você é a pessoa que eu quero de verdade... Só você não vê isso, porra! – ele esbravejou porque tinha necessidade que ela entendesse.



– Este é o problema. Você diz que gosta de mim e que é comigo que quer ficar, mas você fez sexo com outa pessoa... Como quer que eu mude toda a minha vida por você se meu maior sacrifício, que seria abrir mão da minha pureza, você considera algo tão banal?



Daryl não sabia responder. Ele tinha errado e queria tentar explicar para ela como era ser um homem sem contato sexual nenhum há um ano. Mas então ele se lembrou de que a referência que ela tinha de homens era completamente diferente da dele.



– Luna...



– O que foi?



– Eu não vou conseguir fazer isso de outro jeito. Então, me perdoe por isso. E se você quiser me mandar ao inferno depois, eu vou entender...



– Do que você está falando?



– Estou falando disso aqui...



Daryl acabou com a distância que tinha entre eles, segurou seu rosto com as duas mãos e colou bua boca na dela. Luna se debateu, estribuchou... Ele nem se mexeu. Eles só estavam com os lábios grudados. Ela estava estática, sem respirar, com os olhos abertos, como se um bicho selvagem a tivesse atacado.



– Luna, relaxa... Deixa eu beijar você do jeito certo – ele sussurrou quase sem descolar sua boca da dele.



Ele a sentiu arfar e depois seus músculos descontraírem... Ela inspirou pela boca e Daryl conseguiu envolver sua língua com a dele. Luna desarmou imediatamente. Na verdade, enquanto o caçador se enroscava nela, ela deixou de sentir calor ou frio, seu coração – ela tinha certeza – estava se liquefazendo e o mundo ao seu redor se apagou. E não era só porque ela fechara os olhos. Luna cedeu e Daryl precisou segurá-la ou ela teria caído no chão frio da prisão. Estava desmaiada.



Notas finais
People, vocês tem alguma ideia do meu dilema interno para escrever as cenas de amor entre Luna e Daryl? Como vocês acham que isso deveria ser???? Deixem suas sugestões pra mim? beijos enormes ♥