Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 36

[Capítulo Anterior]

“Bella, eu só quero conversar com você...”.

“Não me chame de Bella, pra você é Isabella! Agora eu não vou falar de novo... SAI!” ordenou.

Ao ver o nervosismo da filha, Charlie resolveu que deveria voltar quando ela estivesse mais calma, sendo assim ele olhou novamente para Bella e assentiu com a cabeça concordando.

Ângela percebeu que ele começou a se afastar derrotado com a situação. Ela como uma telespectadora da discussão podia sentir o quanto o maior estava acabado com tudo aquilo.

“Venha Charlie, eu te acompanho até a porta.”

Ângela passou por ele com passos rápidos para alcançar a maçaneta da porta do apartamento e a abriu esperando com que ele saísse. Mas antes que Charlie pudesse atravessar a saída, ele mais uma vez ele voltou a olhar para Bella e ela estava de costas, mas era perceptível que chorava.

“Perdoa-me.”

Foi a última palavra que Isabella ouviu antes que a porta fosse fechada.

[FIM DO CAPÍTULO ANTERIOR]

Capítulo 36

“Ângela, por favor, agora não!” – Bella cortou a amiga antes mesmo que ela começasse a falar.

Isabella ainda estava abalada pela visita inesperada do pai, ela não imaginava que aquilo poderia acontecer tão cedo. De qualquer forma, ela não imaginava se quer que Charlie algum dia poderia querer conversar com ela depois de todos os fatos que ocorreram entre eles.

Ela tentava entender o que estava acontecendo, mas parecia impossível. Eram muitas perguntas sem respostas e ela sentia medo do que poderia estar por trás de todas aquelas perguntas.

“Bella, uma hora ou outra vocês teriam que conversar. Amiga, Por favor, me perdoe. Eu juro que não fiz por mal.” – Ângela tentava se justificar – “Eu sei que errei feio em não ter contado que ele havia me procurado, mas eu juro que iria te contar isso. Droga! Charlie jurou que não iria fazer nada e agora me aparece assim...”.

Isabella andava de um lado para o outro no meio da sala espaçosa do apartamento, mas ficar ali ouvindo as lamentações de Ângela estava fazendo com que sua cabeça ficasse fervilhando mais do que antes.

“Chega! Chega Ângela!” – Gritou.

Aquela era a primeira vez que Bella aumentava a voz para a amiga e se arrependeu na mesma hora por ter feito aquilo, mas ela precisava de um momento e Ângela parecia não perceber seu desespero. – Com vergonha, ela passou por Ângela e seguiu para o único lugar que no momento seria seu canto de paz, o quarto da sua filha.

Ângela ainda permaneceu parada no mesmo lugar na sala.
Claro que ela estava em choque pela a alteração da amiga, mas não ficou chateada.

Ângela tinha o conhecimento que tinha feito algo grave, mas essa não era sua intenção e outra vez amaldiçoou Charlie por ter a enganado tão bem quando foi procurá-la na empresa com desculpas esfarrapadas. Lembrava-se perfeitamente do dia e como ficou ao saber que Charlie Swan estava procurando-a, o pai da sua amiga, amiga essa que ele mesmo renegou ajuda quando contou que estava grávida e a humilhou.

O que Ângela tentava entender era como ele soube da sua existência.

Essa e outras perguntas também rondavam a cabeça de Bella:

“Como Charlie conseguiu chegar até Ângela?”

“Porque ele resolveu fazer isso agora?”

“Teria o dedo de Edward nisso?”

“Meu Deus, o que eu fiz pra passar por todo esse inferno.” – Sussurrou e uma lágrima escorreu pelo seu rosto enquanto filmes do passado passavam por sua mente.

Bella permaneceu ajoelhada ao lado do berço da pequena Nessie alisando o rostinho da filha com a ponta dos dedos.

Alice não disfarçava nem um pouco a insatisfação sobre a decisão que seu futuro marido tinha tomado, e pior, tomou a decisão sem ao menos a consultar antes.
Quando Jasper deu a noticia na frente da família Cullen, ela não sabia qual reação ter, seu único pensamento era em como matar o futuro marido.

Agora estavam ali, parados no meio da sala da casa de ambos e discutindo sobre o assunto que havia pegado todos de surpresa.

“Eu ainda não posso acreditar que você fez aquilo, Jasper.”

“E porque não? Ele é meu amigo.”

“E a Bella é minha amiga” – exclamou nervosa, mas em nenhum momento levantando a voz. – “Jasper, será que você não consegue ver onde isso tudo vai dar? Nosso casamento vai ser um fracasso.”.

Alice jogou a bolsa sobre uma das poltronas da sala, logo em seguida deixou com que o peso do corpo caísse sobre o outro sofá do ambiente.
Jasper permanecia parado e mantinha sua calma de sempre.

“Eu fiz o que achei correto. Isabella e Edward são nossos amigos.”

“Bella é minha amiga, o Edward não.” – Corrigiu.

“Eu prometo que vou conversar com a Bella e tudo vai sair perfeitamente, meu amor não precisa ficar exaltada.”

“Eu não estou exaltada!” – Alice o encarou. – “Eu só não quero que nada de errado aconteça nesse dia.”

Jasper se aproximou e a abraçou, fazendo com que Alice bufasse.

Era sempre assim, quando eles começavam a discutir o jeito calmo de Jasper a fazia ir acalmando também. – Alice de qualquer forma, já sabia que não conseguiria fazer com que o futuro marido mudasse de ideia.

“De qualquer forma, eu ainda me recuso a acreditar que você convidou Edward Cullen para ser seu padrinho de casamento. EDWARD CULLEN, JASPER?” – Alice maneou – “Você acha que Bella vai aceitar isso?” – Agora o encarou com curiosidade.

“Eu tenho certeza.”

“E o que te faz ter toda essa certeza?”

“Se Bella for nossa amiga de verdade, creio que não vai se importar com esse simples fato. E outra, ela não irá querer nenhum de nós decepcionado justo no dia do nosso casamento.”

Alice concordou o abraçando.
Ela não queria continuar com aquela discussão boba.

“Assim espero Jasper. Assim espero.” – Sussurrou.

Se as coisas tivessem sido diferentes no passado e Bella não tivesse sofrido tanto, talvez... Somente uma pequena parte do talvez, a decisão de Jasper pudesse ser a sua, fazendo com que Edward e Bella fossem os seus padrinhos e não Emmett e Rosalie. Mas como o destino é brincalhão, parece que ele mesmo deu o jeito com que os padrinhos fossem aqueles que ela havia pensado desde o principio, mesmo que de formas diferentes.

A decisão já estava tomada. Nada poderia fazer com que Jasper voltasse atrás, a não ser que madrinha escolhida não aceitasse o convite do futuro marido...

“Edward Cullen? Justo ele? Isso era até mesmo sacanagem com a igreja.” – Alice riu internamente com os pensamentos.

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“Acho que está na hora de irmos embora ursinha.” – Emmett tocou os braços da esposa com carinho. Rosalie começava a organizar sua bolsa enquanto conversava com a mãe.

“Vai ficar Edward?” – Perguntou para o cunhado que estava um pouco mais afastado dos três presentes ali.

“Não, eu também já vou indo.” – Respondeu.

Edward foi até onde Esme estava e a abraçou.

“Obrigado pela tarde maravilhosa. É ótimo relembrar esses momentos em família, mesmo que ela não esteja completa.” – Edward soltou a mãe do abraço e sorriu fracamente para a mesma.

Esme ainda permaneceu segurando as mãos do filho e retribuiu o sorriso do mesmo. Ela sabia que aquele sorriso não era verdadeiro, podia sentir que ele não chegava aos seus olhos. Ela era mãe e podia sentir que o filho estava sofrendo com toda aquela situação que ele mesmo havia se colocado.

“Você tenta, mas não consegue esconder de mim quando está triste. Oh meu filho, não fique assim...” – Esme passou as mãos pelo cabelo do filho tentando arrumá-lo, coisa que seria muito difícil. – “Quero que você pense bem na nossa conversa de mais cedo e não faça nenhuma idiotice daqui pra frente. Você verá que logo tudo isso vai se resolver e você terá sua filha de volta.” – Finalizou segurando as mãos do filho e olhando dentro dos seus olhos verdes, assim com os dela.

“De volta eu a teria se alguma vez ela tivesse estado comigo. Mas espero que a senhora tenha razão e tudo volte ao seu lugar. Mais uma vez obrigado, por tudo.” – Ele completou beijando as mãos da mãe.

“Eu fiz o que tinha que ser feito meu filho, não esqueça a nossa conversa.”.

Edward concordou e se despediu da mãe.

Emmett voltou a chamar a atenção de todos e logo eles foram para a entrada central.

“Precisa de carona, cara?” – Gritou Emmett, enquanto o mesmo abria a porta do carro para que a esposa pudesse entrar.

“Não Emmett, valeu. Vim com meu próprio carro.”

“Tudo bem, então até amanhã chefe.” — O casal acenou já acomodado dentro do veículo, em seguida deram partida e sumindo das vistas de Esme e Edward.

“Está na hora de ir. Deixe um abraço para Carlisle... Isso é, se ele aceitar.” – Edward revirou os olhos.

Aquele gesto não passou despercebido por Esme que sorriu divertida.

“Vocês são muito parecidos, eu fico abismada como não conseguem se dar bem, mas isso ainda vai acontecer, pode anotar. E eu darei o seu cumprimento a ele, tenho certeza que não irá rejeitar.”

Edward não sabia se as palavras da mãe aconteceriam tão cedo.
Desde que era criança, ele não conseguia lembrar de sequer uma vez em que Carlisle tivesse sido um pai de verdade com ele. – Isso fez com que Edward pensasse enquanto ia em direção ao volvo prateado estacionado do outro lado da rua. – Talvez Esme tivesse razão e ele fosse realmente parecido com o Carlisle. Uma pena que foi justo na parte péssima do pai.

Edward deu partida no carro e acenou pela última vez pela janela e logo em seguida a fechando.

Ele não queria ir embora.
Não queria ter que chegar naquela casa enorme e enfrentar a solidão que vinha sentindo há algum tempo. Não queria, porém, era obrigação dele voltar pra própria casa.

“Casa...” – Pensou— “Como se aquele lugar pudesse ser chamado de casa.”— Riu sarcasticamente enquanto dirigia pela estrada que já era conhecida por ele.

Não demorou que já estivesse estacionando o volto na garagem e em seguida entrando na mansão.
A primeira coisa que fazia ao entrar em casa era acender as luzes.
Apesar de já ser um homem feito, a escuridão era algo que Edward não gostava muito. Era algo que lhe dava aflição, como se alguma coisa já tivesse acontecido e o traumatizado. Ele não acreditava muito que algo poderia ter acontecido, pois se tivesse mesmo acontecido alguma coisa em seu passado ou até mesmo quando era criança, ele teria que se lembrar.

Edward caminhou até o meio da sala e jogou as chaves do carro na pequena mesa de vidro.

Tudo estava da mesma maneira que havia deixado mais cedo.
Olhou em volta e depois se jogou sobre o sofá.

“Está na hora de outra mudança Edward Cullen.” – Sussurrou consigo mesmo.

Enquanto Edward olhava para o teto fixamente, a conversa que teve mais cedo com Dona Esme veio em sua mente.

[Flashback On]

“Posso saber o que está fazendo aqui sozinho?” – A voz de Dona Esme surgiu atrás de si.

“Pensando.” – Respondeu vagamente.

“Em Isabella ou em Renesmee?” – Mostrou-se curiosa.

Edward sorriu.

“Está tão na cara assim?” – Edward agora havia se movido para ficar de frente com a mãe, deixando a paisagem da piscina atrás de si.

“Pra mim está.”

“O passado é uma coisa terrível, mãe. E querendo ou não, em algum momento ele volta para nos pegar.”

“E porque você não o deixa pra trás e constrói um futuro? É bem melhor do que ficar olhando para trás.” – Esme sentou-se ao lado dele na borda da grande piscina da casa.

“Eu não tenho ideia do que fazer. Renesmee me odeia e Isabella mais ainda.”

“Elas tem motivos para isso. Mas porque você não começa se livrando daquilo que provavelmente mais a machucou?” – Sugeriu – “Creio que seja a melhor opção e um grande passo.” – Sorriu calmamente.

Edward pensou por alguns segundos sobre aquilo que a mãe havia sugerido.
Mas o que teria mais machucado sua esposa? – Essa era sua dúvida. Ele havia cometido tantos erros no passado, erros leves, outros graves e alguns até imperdoáveis...

“A casa...” – Murmurou para que só ele ouvisse, mas isso não passou despercebido pela mãe.

“O que disse?” – Esme perguntou encarando-o com curiosidade.

Edward pensou se aquele seria um assunto para que a mãe ficasse sabendo. Por um instante achou melhor tentar desviar o assunto, porém se ela não ficasse sabendo por ele, talvez ficaria sabendo por outra pessoa e isso complicaria as coisas ainda mais. – Ele suspirou voltando a falar.

“A casa! Irei vendê-la.” – Explicou – “Vou me livrar dela pra começar.”.

Esme ainda o encarava sem saber o motivo daquela decisão.
Surpresa. Era essa a expressão da mãe. Ela não sabia tudo que havia acontecido entre o casal, mas a pergunta que ela fazia a si mesma era: “O que a mansão que o filho tanto adorava tinha haver com tudo aquilo.”.

“Eu não estou conseguindo te acompanhar, então você tem que me explicar. O que a casa tem haver com isso Edward?” – Perguntou por fim. – “Você sempre foi louco por aquela mansão. Desde seus 13 anos de idade você sempre quis morar naquela casa.”.

“Não importa mãe, nada mais importa! Aquele lugar está um pesadelo. Uma completa solidão. Sem contar que...” – Edward interrompeu a fala ficando sério de repente.

“Sem contar o que Edward?” – Esme observou o filho engolir em seco.

Foi naquele momento que ela percebeu que as coisas não eram como ela pensava. Na realidade, ela agora estava tendo até medo do que poderia ouvir como resposta.

“Anda! Eu ainda estou esperando uma resposta.” – Exigiu.

Edward abaixou a cabeça mirando os próprios pés, morrendo de vergonha pelo que iria falar a seguir.

“Eu traí Isabella naquela casa. Na nossa casa.” – As palavras saíram da sua boca como um sussurro.

O arrependimento pelas ações era evidente na expressão do filho, mas nada mudaria o que ele havia feito.

Vergonha. Muita vergonha era o que ele estava sentindo naquele momento.
Vergonha por estar naquela situação e se abrindo completamente para a mulher que o colocou no mundo, que o criou e que infelizmente tinha que ouvir aquilo sair de sua boca.

Esme ainda permanecia estática no mesmo lugar, sem mover ou expressar qualquer coisa.

“Eu ainda estou tentando acreditar que você não foi tão sujo a esse ponto Edward. Filho, essa não foi a educação que lhe dei, como pôde fazer isso?”

“Por favor, mãe, já está sendo difícil demais eu suportar tudo isso, por favor, não me odeie.” – suplicou. – Esme negou com a cabeça.

“Eu não vou odiá-lo porque acima de tudo você ainda é meu filho. Devo dizer que minha vontade é de lhe dar bons tapas, mas essa não seria a solução. Eu estou muito decepcionada com você, isso eu não posso mentir.” – Edward não teve qualquer reação sobre as palavras de rancor da mãe, era normal que ela quisesse fazer aquilo mesmo. E não se importaria se caso ela viesse a fazer, porém ele sabia que a mãe nunca levantaria a mão para agredí-lo. Esme nunca havia feito aquilo quando ele e a irmã eram crianças, não seria agora que ela faria.

Edward levantou-se e deu alguns passos a frente, ficando de costa para Esme.
Ele permaneceu assim por alguns segundos até sentir a proximidade dela novamente, agora já de pé.

“Por qual motivo fez isso Edward? Porque fez tanto mal a essa garota?”

“E-Eu... Desculpa mãe, mas eu não quero falar disso.” – Edward tentou no começo, mas a mãe não era uma boa pessoa para aquilo. Se abrir com ela sobre toda a história que envolvia o acidente de Kate não parecia uma boa ideia.
Esme não era a pessoa ideal para compartilhar aquela parte dele.

“É por causa da outra garota?” – Perguntou Esme.

Edward ainda permanecia de costas para a mãe.
Quando a pergunta surgiu, Edward ficou tão surpreso e gelado que seus músculos tencionaram. Por um momento ele achou que ela já sabia sobre aquilo, mas queria ter a certeza antes de fazer qualquer besteira.

“Que garota?” – Retrucou.

Sua mente transbordava ao imaginar que ela poderia mesmo saber sobre Kate.

“A tal Irina. Você gosta dela?”

Edward soltou a respiração e relaxou.
Então era de Irina que ela falava e não de Kate.
Ele não pode conter o riso alto causado pela pergunta da mãe.

“Irina? Claro que não. Pelo amor de Deus! Seu filho pode ser tudo, menos louco.” – Edward agora estava de frente para a mãe e a encarava com o semblante mais leve.

“Aquela ali não passa de uma vad...” – Foi cortando antes mesmo de completar palavra.

“Calado! Sem palavras escrotas na minha frente.” – Repreendeu.

“Tudo bem, me desculpe. Mas mãe, Irina pra mim não foi e não é absolutamente NADA. Além do mais, eu não estaria falando sobre como trazer minha esposa e filha de volta se esse absurdo que a senhora falou fosse verdade, não acha?” – sorriu.

“É, você tem razão, fui uma tonta.” – Ela sorriu se dando conta da bobagem que havia dito.

O silêncio se instalou entre eles. – Esme ainda tinha uma pergunta, e esperava que o filho pudesse responder.

“Filho, você já deixou as coisas claras para essa outra moça? Já disse para ela que acabou?”

“Claro.” – Respondeu calmamente.

“E ela compreendeu isso?” – perguntou receosa.

“Eu espero que sim.”

“É, eu também espero que sim, ou do contrário, você terá grandes dores de cabeça.”

“Pode ficar tranquila Senhora Cullen. Nada irá causar mais problemas na nossa família, já chega os que temos.”

“Tudo bem.” – Esme virou-se para sair do jardim, porém, antes de entrar novamente na casa ela virou-se para ele.

“Estarei ao seu lado em qualquer decisão que tomar. Alias, ninguém precisa de tanto exagero como aquele lugar é, tenho certeza que você encontrará um lugar melhor e que lhe trará a paz e a felicidade que merece.” – Ao finalizar, ela se virou e sumiu para dentro da mansão.

Edward ainda permaneceu ali naquele lugar até sua distração ser tirada pelo cunhado e a irmã que se juntaram a eles.

[Flashback Off]

Agora ele tinha a certeza que aquela seria sim uma boa decisão a tomar.
A mãe tinha razão, aquela era a casa que ele havia sonhado em morar desde os seus 13 anos de idade, mas aqueles planos mudaram. Agora ele não era mais uma criança e sim um adulto.
Um adulto que havia cometido erros e que iria fazer de tudo para consertá-los.

Aquele não era o único lugar no mundo e muito em breve ele poderia encontrar outro lugar onde, de acordo com a mãe, iria poder encontrar a paz e felicidade que ele tanto esperava. E ele esperava que nessa paz e felicidade Isabella e Nessie estivessem incluídas.

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O dia havia amanhecido e o movimento da segunda-feira era evidente.

Ângela tinha saído antes que Bella acordasse. Não foi proposital, a amiga não estava correndo dela, porém todas as segundas-feiras eram de agitação na empresa.

Bella se sentiu culpada pelo episódio ocorrido anteriormente.
Ela teria que se desculpar com a amiga, e também teria que dar um jeito de fazer com que Ângela soltasse tudo que sabia sobre Charlie.

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Do outro lado da cidade, Edward acabava de sair do banho e escolhia um terno para ir para a empresa. Aquele dia iria ser longo, era nele que começariam a abertura do processo que Jasper faz tanta questão que ele e Emmett estivessem presentes.

Estava curioso para saber sobre o que seria aquele trabalho do amigo, Jasper nunca tinha sido o tipo de homem que fazia as coisas às escondidas da esposa. Ficou até surpreso quando o próprio chamou a ele e Emmett para ajudá-lo no tal caso, o que mais intrigava era que ninguém sabia o que era, só iriam saber hoje.

“Bom dia, Marie!” – Cumprimentou a governanta ao descer as escadas.

“Bom dia. Estamos animados hoje? Que bicho te mordeu?” – A senhora perguntou curiosa, porém estava feliz por vê-lo daquela maneira.
Marie odiava ver “seu menino” tão pra baixo como andava vendo. "Parecia que as coisas tinham melhorado e que ele estava animado como há tempos não estava.”

Edward passou por ela e pegou sua pasta na poltrona.

“Coisas boas irão acontecer em breve, eu estou sentindo isso. Agora tenho que ir antes que me atrase. E ah! Antes que me esqueça, eu preciso conversar com você.” – Edward alertou a senhora e a beijou na bochecha. Coisa que muito dificilmente fazia. Aquela atitude fez com que a senhorinha risse feliz por vê-lo feliz.

“Deus te ouça meu filho. Deus te ouça” – Marie disse enquanto Edward atravessava a porta de saída.

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“Bom dia, bom dia, bom dia.” – Cumprimentou, passando rapidamente entre as pessoas do salão do edifício até o elevador.

Emmett também estava no mesmo elevador e olhou para Edward sem saber o que estava acontecendo com o cunhado, aquele não parecia ele.

“Que bicho te mordeu?” – Resolveu perguntar.

“Você é a segunda pessoa que me pergunta isso hoje.” – Edward riu.

“Então creio que foi um bicho bem poderoso já que não fui o único a notar.” – Brincou.

“Nenhum bicho me mordeu. Não posso mais ser Edward com as pessoas?”

“Claro que pode, mas esse...” – Emmett apontou as mãos para o corpo do cunhado e a moveu para cima e para baixo. “Esse cara não parece o Edward, ou melhor, meu chefe.” – explicou.

“Mas ele é!” – O elevador parou no andar e os dois saíram dele. – “Sou o seu chefe, portanto Sr. Emmett McCarty, vá trabalhar. Aproveite e passe na sala de Jasper e o chame.”.

Emmett não falou mais nada, somente bufou e saiu para o lado contrário que Edward caminhou.

“Bom dia Senhorita Denali.” – Sua voz era do tom normal, mas não deixando de ser o Edward simpático como havia sido com todos.

Tânya se assustou com a voz do chefe.

“Senhor Cullen?” – Perguntou ao olhá-lo.

Tânya ainda não acreditava que aquele era o Edward que ela conhecia.
Não o Edward seu chefe.

“Claro, esperava outro?” – Perguntou Edward com humor.

“Claro que não, me desculpe. Eu só... Deixa pra lá.”

“Tudo bem, tudo bem. Não precisa ir até minha sala, pode continuar fazendo o que estava fazendo, somente me passe a agenda pelo e-mail. E assim que Emmett e Jasper chegarem, pode liberar a entrada.” – Disse abrindo a porta da sala, mas parou voltando até a mesa da secretária. – “Já ia me esquecendo.”.

Edward mexeu em sua pasta elegante por alguns segundos a procura de dois cartões.
Logo em seguida ele os depositou sobre a mesa da secretária e passou as informações de cada um.

Primeiro cartão era negro com uns detalhes elegantes.

“Este primeiro cartão a senhorita vai ligar e pedir para que entregue flores no endereço que está logo atrás dele. Mande colocar um cartão com o que está escrito no verso dele e não coloque remetente.” – Edward virou o cartão mostrando do que falava e esperava que ela gravasse.

Em seguida ele pegou o segundo cartão e colocou em a frente dela de novo.

“Este segundo cartão é para você ligar e solicitar um corretor para avaliar minha casa. Quero-a no site de vendas antes de meia noite, estamos entendidos?” – Perguntou a olhando.

“A casa?” – Ela sussurrou tão baixo que talvez nem mesmo Edward poderia escutar, mas não foi o que aconteceu.

“Sim Tânia, a casa.” – Respondeu se virando e caminhando para o caminho que havia feito antes.

“Sim senhor.” – A moça concordou com vergonha pela sua atitude.

Antes mesmo que Edward atravessasse a porta da sua sala ele resolveu chamar a secretária novamente.

“E Tânya?”

“Sim, Sr. Cullen?” – Ela o encarava.

“Espero que se lembre de que certas coisas não saem daqui. Somente duas pessoas sabem sobre essa novidade, portanto, espero que possa manter a boca fechada.” – Edward disse para finalmente adentrar e fechar a porta atrás de si. – Riu consigo mesmo.

Ele até que podia ter acordado com o bom humor e tratado todos bem, porém ele não podia deixar o seu lado autoritário de lado. Ali agora ele era o chefe, tinha que assumir o lugar do pai e estar na frente para manter o lugar em ordem.

Seu pai...
Edward pensou e sorriu ao lembrar-se da animação da mãe ao saber que estava tudo pronto para a viagem dos dois. Carlisle já estava no Caribe há alguns dias, mas a mãe tinha embarcado naquela manhã para encontrá-lo. – Edward maneou a cabeça saindo de todos os pensamentos e começou a se concentrar no trabalho.
O dia estava apenas começando e a caminhada seria longa.

Notas finais
Ola! Eu acho que devo desculpas as minhas leitoras. Será que tem alguma ainda por aqui? Eu espero que sim. Eu andei sumida pois foi difícil os capítulos saírem da minha mente pra um papel, mas graças a Deus saiu e agora está tudo tranquilo e a fic já está quase concluída, agora só tenho que escreve-la no computador. Mas sem capítulo vocês não vão ficar! õ/ aeee. Pra quem acompanha "A Acompanhante de Luxo" eu já vou avisando que o roteiro já está criado e graças ao bom Deus eu também vou começar a postar por lá. Quando acontecer eu aviso aqui õ/ O capítulo de hoje deu 11 páginas do Word, então achei que ia ficar grande demais e até mesmo confuso se eu juntasse o outro capítulo que já tenho escrito, então achei melhor postar esse e depois postar o outro. Espero que gostem e comentem se quiserem ♥ Abraços.