For My Dream
31 XXVII - Retorno à ruína.
Notas iniciais
Mavis estava triste naquela manhã. O motivo, seu querido filho Jellal estava indo embora de novo para mais um ano no Exército, e, consequentemente, a namorada do garoto também iria embora, sua casa ficaria vazia novamente. Os dois voltaram de viagem na noite anterior, e na manhã seguinte partiriam, vieram passar o ultimo dia das férias de Jellal com eles. Mavis estava preparando o almoço, faria o prato preferido de Jellal, lasanha.
Enquanto isso, Jellal e Erza estavam no sofá da sala, assistindo qualquer coisa. Jellal estava com os pés sobre a mesa de centro e Erza deitada com a cabeça encostada em seu peito, e a garota olhava timidamente para a aliança em seu dedo. Ficava boba pensando que ele realmente pedira para casar com ela. Quando isso irá acontecer, ela não sabia, mas não havia problema, poderia demorar o tempo que fosse, ela iria aguardar ansiosamente, porque era tudo o que ela mais queria.
Erza estava assustada, amanhã eles teriam que voltar para o Exército. Não queria ver Gray, não queria ver Ultear. Mas em parte isso era bom, iria voltar a ver Lucy. Se não fosse pela loira, ela nem estaria usando essa aliança no dedo agora. Pensava em como a usaria no Exército. A usaria por debaixo da luva cinza que acompanhava a farda, mas mesmo assim ela tinha medo de quebrar aquele pequeno objeto que representava seu laço com Jellal, não que um objeto os liguem mais do que o sentimento que sentem um pelo outro, mas mesmo assim não queria estraga-la, Jellal deve ter pagado muito caro nela.
Sentiu o azulado beijar seus cabelos, e Erza ergueu a cabeça para olhá-lo. Ele lhe observava com um sorriso, queria saber o que ele pensava.
– O que foi? – ela perguntou.
– O que tanto pensa?
– Nada... Estava pensando que amanhã voltaremos para o Exército... – ela falou essa frase quase num sussurro apenas para Jellal ouvir. Não queria que ninguém ali ficasse sabendo quem ela era de verdade.
– Não se preocupe, nada mais poderá nos separar, nós vamos nos casar, não é? – ele disse sorrindo, o que fez Erza sorrir também e seu peito se aliviou. Ela se sentou para ver melhor seu rosto.
– Sim, claro que vamos! Não vejo a hora desse dia chegar!
– Também não vejo! Fico imaginando você de vestido branco entrando na igreja e eu no altar esperando, acho que eu não aguentaria de ansiedade! – Erza corou com o comentário de seu namorado, ela já imaginou essa cena várias vezes também, e sempre sorria como boba pensando nisso.
– Eu ficaria bem mais ansiosa, a noiva sempre fica mais ansiosa!
– Não, eu que ficaria! – ele fez um biquinho e cruzou os braços. Erza não resistiu a dar um leve selinho em seus lábios.
– Tudo bem, você ficará mais ansioso! – ela disse rindo, e Jellal a puxou para si, a fazendo cair deitada em suas pernas, acariciando seu rosto em seguida. Erza adorava quando ele fazia isso. Sentiu-o beijando sua bochecha, fazendo uma trilha até chegar a seus lábios, dando início a um beijo profundo, e Erza segurou a nuca do azulado. Perderam a noção de quanto tempo ficaram ali naquele toque, foi algo bem longo.
– Err... Será que vocês poderiam ir se pegar no quarto? – ouviram uma voz idêntica a de Jellal dizer. Os dois se separaram bruscamente, vendo Mystogan na porta da sala com uma expressão constrangida, e Wendy estava com ele, tapando seu rosto que estava bem vermelho. Erza voltou a se sentar, bastante envergonhada.
– Você poderia ter passado reto Myst, precisava interromper? – disse Jellal um tanto irritado.
– Tá, só que vai que vocês começam com um fogo maior e se empolgam né? Mais seguro que já estejam no quarto! – Mystogan disse, fazendo Erza corar dos pés a cabeça. A lembrança de sua primeira vez com Jellal invadiu sua mente. Não que ela não tivesse gostado daquilo, mas ela ainda se envergonhava ao tocar no assunto – Aliás, eu estou com a Wendy, e ela não tem idade para ver essas coisas!
– Que nada Myst-nii-san, eu já tenho doze anos! – a azuladinha pôs as mãos na cintura – Embora isso seja nojento!
– Eu também achava esse tipo de coisa nojento na sua idade Wendy! – Jellal disse – Mas agora é uma das melhores coisas da vida!
– Myst, Wendy, que bom que chegaram! – Mavis disse chegando na sala – Agora podemos começar a comer!
– O pai não vem almoçar? – o gêmeo de Jellal perguntou.
– Não, ele vai ficar o dia todo no trabalho hoje! Mas sem problema, vamos comer mesmo assim! Afinal será nosso último almoço com o Jelly em casa!
– Eu vou sentir falta do Jelly-nii-san e da Erza-chii... – Wendy disse com uma voz chorosa. Jellal levantou do sofá e abraçou a irmã.
– Não se preocupe Wendy, Natal que vem o nii-san está de volta! – o azulado disse.
– Mas vai levar muito tempo! – Wendy bateu os pés no chão e cruzou os braços emburrada. Erza foi até a garotinha e lhe beijou a testa.
– Ele voltará para todos nós, eu te prometo! – Erza disse, e Jellal olhou para ela com um olhar confuso. O que ela exatamente quis dizer?
– Se a Erza-chii promete então eu fico mais feliz! Vamos comer? Estou morta de fome! – Wendy correu para a cozinha, e Mystogan e Mavis foram atrás. Erza foi também, mas antes Jellal segurou seu braço.
– O que foi? – Erza perguntou.
– O que você exatamente quis dizer para a Wendy?
– Eu quis dizer que vou te proteger para que você volte para sua família, e para nós nos casarmos também! – Erza respondeu. Jellal sorriu e deu um beijo breve em sua namorada.
– Você é a melhor! – a ruiva coçou sua nuca envergonhada. Então lembrou-se de algo que queria dizer a ele.
– Hey Jellal! Antes de nós voltarmos amanhã para o Exército, eu queria muito ver minha mãe e meu avô! Estou com saudades deles!
– Você quer ir à sua casa? – Erza confirmou com a cabeça – Mas e seu pai?
– Não se preocupe com ele, com certeza ele não vai nem ficar sabendo que estive ali! E é só uma visita breve, só para eu me despedir deles mesmo!
– Claro! Depois do almoço eu te levo lá então, pode ser?
– Sim! – Erza sentiu seu estômago roncar com o cheiro de lasanha que lhe invadiu as narinas – Sua mãe fez lasanha!
– Lasanha? – o azulado perguntou afobado.
– É seu prato preferido?
– Sim, lasanha é o poder! – Jellal disse quase babando – Vamos comer! – e ele puxou a ruiva pelo braço. O prato preferido de Erza não era lasanha, mas ela entendeu que quando eles se casarem, o prato que ela mais irá preparar era lasanha.
(...)
A ruiva e o azulado estavam no portão da grande casa de Erza. A garota sentia suas pernas bambas, e se seu pai a visse? Ela com certeza perguntaria quem era Jellal e se ela respondesse, seu pai iria ofendê-lo, e era tudo o que ela menos queria. A ruiva pegou suas chaves em sua bolsa, respirou fundo e abriu o portão, entrando junto com Jellal no jardim. O azulado apenas olhava por todos os lados, estava admirado com o tamanho da casa da amada. Erza com certeza era bem de vida, e poderia ter uma condição de vida muito melhor do que sofrer no Exército, se bem que se não fosse por isso, eles não teriam se conhecido, ou teriam de outra maneira, pois eles estavam ligados, ele sentia que sim.
Andaram um caminho um tanto comprido até chegar a porta de madeira enorme também, e Erza girou a maçaneta, entrando na sala. Jellal se sentia tímido, nunca se imaginou frente a frente com a sogra, como ela seria? Segundo Erza, ela era um doce de pessoa. Não havia ninguém na sala. Era uma sala grande, toda pintada de branco, com uma TV de aproximadamente cinquenta polegadas em cima do hack, e havia um home theater também, um DVD e um rádio. O sofá aparentemente bem macio numa com bege escuro, quase marrom, e uma mesa de centro com um vaso, dentro do vaso tinham rosas robustas e vermelhas, provavelmente colhidas há pouco tempo. Erza segurou sua mão e eles seguiram para a cozinha, e lá ele viu uma mulher com longos cabelos negros de costas para eles, mexendo em algo na pia. Viu sua namorada sorrir ao vê-la, ela deveria ser sua sogra.
– Mãe! – Erza disse, e a mulher virou-se para os dois, e Jellal pôde ver que ela tinha olhou azuis-escuros também. A mãe de sua namorada era realmente uma mulher bonita, estava explicado de onde ela puxara tanta beleza.
– E-Erza! – a mulher andou a passos largos até sua filha, abraçando-a fortemente. Depois de alguns segundos abraçadas, elas se separaram – O que faz aqui filha?
– Amanhã eu irei voltar para o quartel, então vim me despedir da senhora e do vô!
– Entendo, que bom que veio filha, estávamos com tantas saudades! – a mulher direcionou seu olhar a Jellal, que ficou um pouco acanhado – E quem é o belo rapaz? – ela perguntou num tom malicioso, já desconfiada de quem era ele.
– Ah, mãe, esse é meu namorado Jellal! Jellal, essa é a sua sogra, Alicia! – Erza os apresentou e os dois se cumprimentaram. Alicia olhou o azulado dos pés a cabeça.
– Devo confessar em filha, você tem um gosto muito bom! – Jellal coçou a nuca envergonhado.
– É-É bondade da senhora, dona Alicia! – Jellal disse.
– Não me chame de dona, parece que você esta me chamando de velha! – a mãe de Erza disse com as mãos na cintura.
– N-Não foi isso que eu quis dizer, foi só um sinal de respeito! – o azulado tentou se justificar, e Alicia riu.
– Tudo bem rapaz, não precisa se acanhar!
– Cadê o vô? – Erza perguntou.
– Seu avô está no jardim dos fundos, colhendo flores. Parece que ele adivinhou que você viria aqui hoje, ele sabe que você adora flores recém-colhidas, até mesmo trocou as flores do vaso da sala!
– Ah sim claro! Vou lá ver ele então! Vem Jellal! – Erza puxou o azulado pela mão até a porta dos fundos da cozinha, saindo em outro jardim, dessa vez com mais flores que o da entrada. Tinham margaridas, rosas, violetas, e até mesmo algumas pequenas árvores frutíferas. A família de Erza gostava muito dessas coisas. Andaram um pouco, logo vendo um velho de cabelos brancos parado em frente a uma roseira. O velho tinha uns poucos cabelos vermelhos sobrando na cabeça. Eles andaram até o velho e a ruiva cutucou seu ombro. Assustado, o senhor virou-se para eles, arregalando seus olhos castanhos ao ver a neta.
– Erza! – o velho abraçou a garota, se afastando dela um tempo depois – Como você foge de casa desse jeito menina?
– Ah vô, fugir de casa é minha especialidade! – Erza disse meio corada, e o senhor sorriu de canto – Jellal, esse é meu avô! Ele era ex-Coronel do Exército, e ele foi quem mais me incentivou a seguir a carreira! – Jellal apertou a mão do avô de Erza, que o olhava confuso.
– Obrigado por ter feito ela entrar no Exército senhor! – Jellal disse.
– De nada... – o senhor respondeu – E você é quem, bom jovem?
– Ah, desculpe minha falta de educação! Sou Jellal, namorado de sua neta! – ele disse, e o avô se assustou um pouco.
– Namorado da minha Erza? – ele perguntou meio ciumento.
– S-Sim... Eu sou do Exército também, e uso magia estelar! – o azulado disse, sentindo o ciúmes que o senhor sentia.
– Entendo... Me diga rapaz, como a minha neta se sai no Exército?
– Ah, sua neta é perfeita, muito melhor do que qualquer um de nós homens! – Erza corou, aquele garoto adorava inflar seu ego – Ela é minha inspiração! – ele disse num tom apaixonado, e Erza corou mais ainda. O avô da garota sorriu, eles formavam um casal bonito.
– Hunf, estou de olho em você rapaz! – o velho disse.
– Não se preocupe senhor, sua neta é a pessoa que mais amo em minha vida, nunca deixarei nada de mal acontecer a ela! – disse o azulado sorrindo.
– Espero que sim! E ai, quando irei ter bisnetinhos? – Erza corou ainda mais com a pergunta de seu avô.
– Logo que possível senhor, logo que possível! – Jellal respondeu, e Erza pôs a mão sobre o rosto, sentindo-o bem quente.
Os três voltaram para a cozinha, e um cheiro gostoso de bolo invadiu as narinas deles. Erza olhou para sua mãe, que fervia água para preparar um chá.
– Você poderia ter nos avisado que viria nos visitar hoje Erza, eu teria preparado algo para vocês! Bati um bolo simples e estou assando, espero que não se incomode de esperar rapaz! – ela disse para Jellal. O azulado fez um sinal negativo com a cabeça, indicando que não havia problema.
– É bolo de morango, mãe? – Erza perguntou com os olhos brilhando – Comer um bolo de morango antes de voltar ao Exército seria um máximo!
– Eu disse bolo simples, mas eu posso rechear com geleia depois! – a ruiva deu um pulinho. Se Jellal soubesse que ela gostava tanto assim de bolo de morango teria feito um para ela enquanto estavam em sua casa.
– Enquanto não fica pronto, vou te mostrar meu quarto Jellal! – e mais uma vez, ele foi puxado pela ruiva. Os dois subiram a escada até um corredor, chegando depois a uma porta branca com uma pequena plaquinha escrito “Erza”. A ruiva abriu a porta, e as coisas estavam exatamente como ela deixara quando fugiu para a casa do namorado. Jellal observou o quarto de sua garota, ele tinha um ar de inocência, com várias bonecas e bichos de pelúcia, e algumas fotos no mural.
Jellal aproximou-se do mural, vendo várias fotos da garota. Fotos dela com seus pais – o pai de Erza era quase tão ruivo quanto ela – com seu avô e com a escola. Haviam poucas fotos dela adolescente. Viu sua namorada procurar algo em sua bolsa, logo achando o que queria. Era mais uma foto, a mesma que ela dera a ele num porta-retratos como presente de Natal. Colocou a foto em sua mural junto com as outras, sorrindo para o azulado em seguida.
– É para eu nunca mais me esquecer de você! – ela disse.
– E quem disse que a gente vai se separar? – ele perguntou a abraçando por trás e depositando um beijo em seu pescoço.
– Nós não vamos, mas eu quero ter uma foto sua também!
– Nessas fotos, você parece se dar tão bem com seu pai! – Erza abaixou a cabeça.
– Ele começou a se tornar estúpido comigo depois que eu comecei a falar do Exército, meu pai sempre odiou o Exército, embora ele também saiba magia! Mas ele irá ver só, eu irei me formar Coronel e ele vai se arrepender de tudo o que me disse!
– Adoro esse seu jeito marrento sabia?
– É? Por que?
– Te deixa mais sexy! – Erza deu um sorrisinho malicioso e virou-se para ele, capturando seus lábios num beijo que foi imediatamente correspondido. As mãos de Erza estavam na nuca do garoto, enquanto as dele uma estava em sua cintura e a outra desceu para seu traseiro dando apertadas e tapas quase gentis, a ruiva ria entre o beijo com isso. Eles foram andando ainda grudados, e Jellal sentiu suas pernas colidirem com a cama da garota, e ambos caíram deitados nela. Erza abandonou os lábios do azulado e foi descendo até o pescoço, mordiscando levemente cada local que passava, e quando chegou bem na curva do pescoço dele, ela lhe surpreendeu com um chupão. Erza estava ficando mais abusada a cada dia que se passava, e Jellal adorava isso.
Erza começou a fazer cócegas em seu namorado, que ria com a brincadeira dela. Mas ele não queria deixar apenas ela brincar, começou a fazer cócegas no pescoço da ruiva, que acabou dando uma brecha para que o azulado trocasse as posições, ficando por cima dessa vez. Logo, voltaram a se beijar e se acariciarem. Talvez eles aproveitem um pouco mais enquanto o bolo da mãe da ruiva não ficava pronto, e eles precisavam aproveitar ao máximo aquele último dia de sossego.
(...)
Era tão estranho depois de tanto tempo sentir novamente aquelas sensações, aquele desconforto de ter seu cabelo fortemente preso e seus seios esmagados. Olhou no espelho, vendo novamente seu velho amigo Enzo. Jellal terminava de vestir sua farda. Estavam novamente naquele pequeno quarto com suas camas e uma única janela, ele era um tanto úmido também, mas aquele quarto lhe causava nostalgia. Iriam para o pátio, o General Laxus iria dar as boas vindas novamente aos soldados e anunciar um evento. O azulado ajeitou sua gravata em volta do pescoço e olhou para Erza, a garota estava nervosa, com o coração batendo rapidamente. Estava bem menos nervosa do que no primeiro dia, mas ainda sim estava trêmula. Jellal pôs ambos as mãos em seu ombro, dando um selinho longo em seus lábios.
– Não se preocupe, vai dar tudo certo, você vai ver! Será igual ao ano passado!
– Se for igual ao ano passado esta horrível! Eu não quero mais o Gray ou a Ultear interferindo no nosso amor, nós vamos nos casar Jellal!
– Sim, claro que vamos! Fique calma, ninguém mais vai conseguir nos impedir de ficarmos juntos, ok?
– S-Sim...
– Então respire fundo e seja aquele Enzo que você sempre foi! – Erza fez o que seu namorado disse, respirou bem fundo e ficou séria, assim como Enzo. Jellal sorriu, mesmo não gostando muito de “Enzo”, era bom tê-lo de volta, ele era a armadura que impedia sua amada que desabar.
Pegou na mão de Erza e entrelaçou os dedos, sentindo o anel por debaixo da luva dela. Logo soltou e ele foi andando à frente, não podia sair pelo quartel de mãos dadas. Erza foi até o pátio com a cabeça baixa, e lá estava seu grupo em fila, Natsu, Lyon, Gajeel e quem ela mais temia ver, Gray. Não pôde evitar engolir seco ao vê-lo, mas seria forte e mostraria a ele que ele não podia fazer o que bem entendia. Jellal parou atrás de Lyon e Erza parou atrás de Jellal. Viu todos os soldados em fila, até que sentia falta daquilo. Viu as doutoras no outro canto, direcionando seu olhar a Lucy, que olhou para ela também. A loira sorriu, acenando discretamente para Erza, e ela a correspondeu. Logo, o General Laxus apareceu com o Cabo Macao e o Professor Freed à seu lado. Aquele loiro a assustava. Ele ligou o megafone e começou a falar.
– INFANTES! – todos os soldados pararam na posição do Exército da Magia, com a mão esquerda nas costas e a direita fechada sobre o peito – SEJAM BEM-VINDOS DE VOLTA AO INFERNO! – Erza engoliu seco novamente – BEM, COMO EU SEI QUE VOCÊS NÃO TREINARAM MERDA NENHUMA NESSAS FÉRIAS, ORGANIZEI UM TREINO DE RETORNO, ONDE VOCÊS IRÃO SE ENFRENTAR ENTRE SI! – a ruiva se arrepiou. E se ela tivesse de enfrentar Gray? Ou até mesmo enfrentar Jellal? – O TREINO COMEÇARÁ AMANHÃ, E SERÁ COMO UM CAMPEONATO ENTRE VOCÊS! MORTES NÃO ESTÃO PERMITIDAS, QUANDO UM DOS OPONENTES DESMAIAR, A LUTA SE ENCERRARÁ, ENTENDERAM?
– SIM! – a voz dos soldados ecoou pelo pátio.
– MUITO BEM, ERA ESSE O EVENTO QUE QUERIA DIZER! NÃO ACEITO MEDROSOS, AFINAL NÃO PODEMOS TER MEDROSOS POR AQUI! TODOS IRÃO LUTAR, HONREM A PATENTE DE VOCÊS! – o General disse, e mais uma vez a voz dos soldados ecoou pelo pátio num “Sim, senhor!”
Depois de mais algumas palavras do General, os soldados foram liberados para o almoço. Estranhamente, Gray não veio mexer com ela. Talvez ele tenha pensado melhor nas férias e visto que ele era um babaca. Viu os novos recrutas, e algo lhe chamou a atenção. Um loiro e um moreno conversavam, e o moreno tinha uma katana na cintura. Então ele era um espadachim também? Nunca tinha visto nenhum outro espadachim ali no Exército, se sentiu estranhamente feliz, e ansiosa para ver a magia dele. Será que era de reequipar como a dela?
– O que tanto olha Erza? – ouviu Jellal perguntando, assustando um pouco a ruiva.
– Veja Jellal, aquele recruta é um espadachim! Será que ele reequipa também? – Erza perguntou.
– Não sei, veremos nesse treino! Espero não precisar te enfrentar, eu não consigo te bater!
– Jellal, namorados são namorados, o Exército é a parte! Se nós precisarmos nos enfrentar, eu quero que você use toda sua força, não me subestime! – Erza disse olhando fundo em seus olhos. Jellal não iria negar isso.
– Claro! Irei com tudo! Mas, vamos torcer para que isso não aconteça certo?
– Tudo bem, eu não quero te enfrentar também! Vamos almoçar? Estou faminta, não comi direito hoje de manhã lá na sua casa!
– Sim, estou com fome também! – e os dois seguiram para o refeitório. Depois do almoço, Erza pretende passar no consultório de Lucy, estava com saudades da doutora, da melhor amiga que ela poderia sonhar em ter. Olhou uma última vez para o estranho espadachim, que seguia para o refeitório com o loiro com quem conversou a manhã inteira.
Mal ela sabia, mas esse misterioso espadachim seria o causador de sua ruína.
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