For My Dream

33 XXIX - Uma batalha perdida, ou quase isso.


Notas iniciais
Hey, Nekosa do kokoro de vocês aqui *U* PUTA Q ME PARIL, NUNCA ESCREVI UM NEGOÇO TÃO GRANDE HAUSHAUSHAUSH' sério meu, escrever quase 6.000 palavras acaba com a gente, fiquei praticamente o dia todo escrevendo esse capítulo dels q HAUSHAUSHAUSHU' Então, finalmente o último capítulo de For My Dream. Não vou começar com nheimnheimnheim de despedida ainda pq ainda teremos um epílogo super kawai *U* Alguns dirão que será clichê, mas quem não ama um clichê né não XD ? Capítulo sangrento com treta fail, ao contrário da coelha, eu não sirvo pra escrever cenas de luta, mas espero que vocês gostem, dei o meu melhor nesse capítulo Õ/ Boa leitura então, espero que aguentem ler tudo isso aqui XD

TEMOS UMA PUTA INFILTRADA NO EXÉRCITO!!! – Laxus berrou para depois bater com força as duas mãos em sua mesa, assustando os recrutas ali presentes e o Professor Freed – COMO VOCÊS NÃO SABIAM DISSO? HEIN?! – berrou mais uma vez para os recrutas. Os garotos que faziam parte da equipe de Erza foram chamados na sala, Laxus queria falar em particular com os cinco. Rogue estava presente também.

Natsu, Gajeel e Lyon estavam pasmos, bem que notavam que aquele Enzo era estranho demais, mas nunca lhes passou por suas cabeças que ele poderia ser uma mulher. Rogue não ficava de fora, também não acreditava no que tinha visto, e aquela garota estava ali desde o ano passado, estava se sentindo horrível por ter feito o que fez. Gray se sentia extasiado, aconteceu o que ele sempre quis, sempre quis ver Erza se ferrando e Jellal se remoía por dentro. Com certeza não a deixariam ficar ali depois disso, ela iria embora, e se descobrissem que ele a apoiou durante todo esse tempo, iriam expulsá-lo também. Se bem que ele não se importava de ser chutado para fora. Tinha medo mesmo do que eles poderiam fazer com Erza, o General estava furioso e com certeza isso o assustava.

– NÃO FIQUEM ME OLHANDO COM ESSAS CARAS! – o loiro voltou a berrar – COMO AQUELA PUTA FICOU UM ANO INTEIRO AQUI E NINGUÉM SABIA DE NADA?

– Eu juro General, não sei de nada! – Natsu disso um tanto trêmulo – E-Eu tinha percebido que o Enzo Scarlet era esquisito, mas nunca me passou pela cabeça que essa poderia ser a razão...

– Laxus, peço que você se acalme! – Freed disse – E pare de chamar a garota de puta, ela não precisa ser ofendida dessa maneira! – Jellal agradeceu o professor mentalmente, estava com vontade de voar no pescoço de Laxus por ele estar chamando sua Erza daquela maneira.

– Não me diga o que fazer professor... – Laxus retrucou. O loiro massageou as têmporas – Algum de vocês vá e chame a garota, quero falar com ela!

Todos olharam para Jellal, menos Gray que se esforçava para não rir. Se ele pudesse, ele mesmo iria lá chamar Erza, só para rir um pouco da cara dela. Jellal olhou para os companheiros, achou bom que eles tivessem jogado essa responsabilidade para ele, Erza não receberia ninguém no momento que não fosse ele. O azulado pôs a mão direita fechada sobre o peito e saiu da sala. Correu pelos corredores, nem tivera tempo de falar com Erza quando aconteceu, ela saiu correndo antes que o General pudesse se aproximar dela. Se arrepiava só de pensar no estado deplorável que sua namorada deve estar.

No quarto, Erza estava entregue as trevas. Trancou a porta e não deixou ninguém entrar, nem mesmo as doutoras que queriam consola-la, nem mesmo Lucy. Não queria ver nem mesmo Jellal naquele momento, queria apenas ficar sozinha e pensar no quão imbecil era. Nunca, em toda a sua vida, ela desejou tanto ter ficado nas aulas de violino que seu pai contratava para ela ao invés de ir estudar magia, de ficar no colo de seu avô enquanto ele lhe falava sobre o Exército, de ir com ele até o quartel e ver aqueles homens tão esforçados. Nunca quis tanto ter obedecido sua mãe e ter aceitado o noivo que ela arrumara para si. Se fosse assim, ela não estaria à beira de um abismo sem fim agora. Era esse o destino dela, ser infeliz. Ela iria embora dali, nunca mais voltaria, iria para sua casa, seu pai a bateria de novo assim como vez quando ela voltara para o Natal, ele iria novamente tentar casá-la com Sting, e ela iria aceitar como uma filha obediente.

Pensar em Jellal fez seu peito doer ainda mais. Não usava mais a farda, havia a tirado e colocado seu pijama mesmo. Olhou para sua mão com o anel e pensou no que seria do futuro dos dois agora. Não queria força-lo a abandonar tudo por causa dela, mas ao mesmo tempo queria, queria arrastá-lo junto de si. Sua mãe gostou muito dele, iria deixa-los casar, mas com certeza seu pai não iria concordar, a família dele não era rica como a dela. Começou a chorar, coisa que não tinha feito ainda. Claro, por enquanto ela só pensava que iriam expulsá-la do Exército. Pensar em perder Jellal para sempre doía ainda mais nela, depois de tudo o que passaram, agora que tinham se acertado... Não, não podia ser.

Alguém começou a bater insistentemente na porta. Erza olhou para a porta, não iria abri-la, não queria ver ninguém, não queria que ninguém visse seu estado. Mas a pessoa era persistente. Erza continuava sem mover um músculo sequer, quando ouviu seu namorado chamando. Era ele. A ruiva mesmo sem querer ver ninguém, levantou-se da cama e foi até a porta, destrancando-a e encontrando o azulado, que tinha um olhar apreensivo. Abraçou a ruiva assim que ela abriu a porta, e Erza o abraçou também. Ficaram assim por um tempo, então o azulado a puxou para dentro do quarto, fechando a porta novamente e segurando suas duas mãos. Jellal a olhava, enquanto ela apenas fitava o chão.

– Erza...

– Eles vão me matar não vão? – ela perguntou, então ouviu ela fungando. Largou as mãos da ruiva e as colocou dos dois lados de seu rosto, fazendo ela o olhar. Beijou sua testa e olhou seus olhos.

– Eu nunca permitiria isso! – o azulado disso com veemência – Erza, o General quer te ver... – os olhos de Erza triplicaram de tamanho, e ela começou a mover a cabeça freneticamente de uma forma negativa. Aquela Erza assustada fez o azulado se lembrar do dia em que trocaram o primeiro beijo. Tinha que fazer ela se acalmar – Calma Erza, ele só quer conversar...

– N-Não! Ele... Ele vai mandar cortarem minha cabeça fora e...

– Erza!! – ele sacudiu a garota, que se acalmou um pouco, mas continuava totalmente nervosa – Ele não vai fazer nada com você, até porque se ele tentar, eu não irei permitir!

– E-Eu estou com medo, eles vão nos separar Jellal! – a ruiva abraçou o azulado, agarrando a farda dele.

– Não, eles não vão! Se eles te expulsarem, eu vou embora com você!

– Eu não quero que você abandone seus sonhos por minha causa...

– Eu te amo muito mais do que amo o Exército, você sabe disso! Nós vamos nos casar, lembra? – ouvir isso fez Erza se acalmar muito mais. Não importava a dificuldade, se ele estava com ela, parecia que nada importava. Jellal afastou Erza do abraço e olhou em seus olhos – Vamos, o General me mandou aqui para te levar até ele! Agora você precisará ser forte como sempre foi, ser aquele Enzo que eu conheci no primeiro dia do Exército! Promete para mim que será forte?

– Prometo! – ela disse – Mas antes... Me dá um beijo? Eu vou ser muito mais forte depois disso! – o azulado sorriu, não poderia negar isso. Uniu os lábios, dando um beijo rápido na ruiva, que imediatamente correspondeu. Depois de se separarem, eles entrelaçaram os dedos de uma das mãos e seguiram até a sala do General. “Agora você precisará ser forte como sempre foi” Tentaria cumprir com o prometido, mas a verdade era que Erza nunca esteve tão assustada.

Laxus já estava impaciente. Tamborilava os dedos na mesa enquanto esperava a garota e o outro recruta. Foi então que a porta se abriu, revelando o recruta de cabelos azuis e uma garota de cabelos compridos e ruivos. Ela usava um pijama. Viu que os dois estavam de mãos dadas, sentindo logo uma raiva do recruta. Será que ele sabia de tudo? A garota largou a mão do azulado e pôs a mão esquerda nas costas e a direita fechada sobre o peito. Ela era abusava, mesmo sabendo que daria um fora dali ela ainda tinha a audácia de fazer aquela pose na frente dele.

– Muito bem, garota, primeiramente quero saber o seu verdadeiro nome. Com certeza você não se chama Enzo! – o General disse calmamente. A garota era muito bonita de qualquer maneira, não podia berrar com ela como faz com os recrutas, se bem que ela esteve no meio dos recrutas durante um ano inteiro.

– Meu nome é Erza Scarlet, senhor! – ela disse com firmeza. Podia ver que ela não estava assustada.

– Quero saber como foi que você conseguiu se passar por homem durante um ano sem ninguém perceber! Você merecia um prêmio por todo esse empenho garota! Eu até gritaria com você, mas você é tão bonita que eu até broxo!

– Não precisa ser gentil comigo, afinal o senhor nunca foi gentil com os recrutas!

– Olha, ela acha que vai continuar aqui! – Laxus deu uma leve risada – Lamento garota, mas terei que mandar que arrume suas coisa e suma daqui! Você deve saber que Exército não é lugar para mulheres!

– Eu acho injusto! – Jellal se intrometeu. Erza olhou apreensiva para ele, e Laxus arqueou uma sobrancelha.

– Que eu saiba, a conversa não fez curva ainda recruta Fernandes! – olhou para os outros garotas, que se mantinham calados – A minha conversa é apenas com a senhorita Scarlet, peço que se junte a seus companheiros e cale a boca!

– Não, eu ficarei aqui! – o azulado disse fechando o punho. Laxus estreitou o olhar. Com certeza aquele infeliz sabia de tudo, ele chegou de mãos dadas com a garota e agora estava a defendendo – Erza sempre foi forte, por que ela não pode ficar?

– Recruta, você sabe bem que Exército não é lugar para mulheres! Nunca na história uma alma feminina deu as caras por aqui, as únicas mulheres daqui são as médicas e as enfermeiras. Tenho que dizer o que já sabe, recruta?

– Não, mas não acho certo que expulse alguém tão forte! Não pensa no quanto o Exército pode perder assim?

– Seu moleque... Você sabia de tudo não é? – Laxus resolveu perguntar o que já sabia. Olhava o recruta nos olhos, estava totalmente enfurecido.

– Eu sabia sim! – foi ai que os olhos de Laxus se arregalaram de vez – Não vou permitir que faça mal a Erza! – Laxus não aguentou, raios começaram a sair de todo seu corpo, e com uma das mãos, atacou raios no recruta de cabelos azuis, que berrou assim que seus trovões o acertaram, agonizando enquanto sentia seu corpo queimando com o poder e o ódio de seu superior. Quando parou, o garoto se estatelou no chão todo chamuscado. Ele iria continuar se não fosse Freed que entrou na frente dos dois. A garota ruiva foi até o azulado e o tomou nos braços.

– SAIA DA MINHA FRENTE FREED, ESSE GAROTO É CUMPLICE DESSA PUTA, QUERO OS DOIS MORTOS!! – o loiro voltou a berrar.

– FIQUE CALMO LAXUS! – Freed gritou, e Laxus se assustou. O esverdeado nunca falou daquela maneira com ele antes.

– Professor, não deixe que ele faça mal ao Jellal, o assunto dele é comigo! – Erza disse.

– Não se preocupe garota, o General não vai fazer nada injusto! – o esverdeado disse – Laxus, eu sugiro que chamemos o Coronel, isso é assunto para ele, você é muito nervoso! – Erza gelou novamente.

– O Coronel? – Laxus gargalhou – Acha que ele vai permitir que essa garota fique aqui? Nunca Freed!

– Ele é mais compreensivo que você pelo menos! – Freed suspirou – Vou chama-lo, não perca a cabeça Laxus, sabe bem que um membro do Exército matar um companheiro é uma vergonha! – o esverdeado foi até a porta e saiu, e Laxus se jogou em sua poltrona novamente, voltando a massagear as têmporas. Ainda não sabia o porque de ter um assistente como aquele verdinho maldito.

Erza ajudou Jellal a se levantar e o levou até o outro sofá que tinha na sala no General. Seus companheiros e Rogue foram ver como ele estava também. Evitavam falar, ninguém queria apanhar do General.

Minutos depois, o Professor Freed voltou a sala, dessa vez acompanhado do Coronel Gildarts. Ao verem o Coronel, todos os recrutas, o General e até mesmo Erza colocaram a mão sobre o peito. Gildarts analisou a sala, e logo seu olhar parou em Erza. Claro que já estava ciente sobre o que tinha acontecido, só não imaginava que a garota podia ser tão bonita. O que alguém como ela fazia no meio daqueles marmanjos?

– Então você é a garota de quem falaram esse dia todo? – Erza se sentiu um pouco melhor com ele, ele parecia ser mais compreensivo que o General – Qual é o seu nome?

– E-Erza, senhor...

– Erza, um nome bonito para uma garota muito bonita! – Erza se permitiu sorrir, ele não estava berrando como o loiro, isso é bom – E porque você está todo chamuscado assim, recruta? – ele perguntou a Jellal.

– Ele sabia o tempo todo dessa garota e não denunciou Coronel, achei que ele merecia uma punição pela desobediência! – Laxus disse, e Gildarts olhou para ele com olhar de repreensão.

– Você sempre idiota Laxus! Muito bem, e o que você acha que devemos fazer com a garota?

– Claro que expulsá-la! Onde já se viu uma mulher no Exército? Isso vai contra tudo o que o Exército já construiu!

– Sim Laxus, mas... Ela é forte, não acha que teremos uma baixa muito grande se a expulsarmos assim? – Erza não estava acreditando, o Coronel estava mesmo a apoiando? Alguém com a mesma patente que seu avô tinha antes de se aposentar não estava querendo que ela fosse embora? Erza não conseguiu evitar o sorriso. Ouviu o General estalando a língua.

– E o que o senhor pretende fazer? Vai deixar uma mulher no Exército assim sem mais nem menos? – Laxus perguntou.

– Não, não! – Gildarts negou, olhando para Erza em seguida que possuía um olhar carregado de nervosismo – Garota, tenho uma proposta para você! – Erza sentiu medo no mesmo momento, começando a lembrar tudo de ruim que Gray já fizera para ela. Ela voltou a morder o lábio com força, sentindo o gosto metálico do sangue em sua boca, e fechou os punhos.

– E o que seria, senhor? – ela perguntou tentando não transparecer o nervosismo em sua voz.

– Você era o Enzo Scarlet, certo? – Erza confirmou com a cabeça – Sempre ouvi falar que Enzo Scarlet era um recruta muito forte, o mais forte de seu grupo junto com o azulado ali – ele disse olhando para Jellal – Eu pensei no seguinte, não seria legal perdermos um recruta tão forte assim – Gildarts deu uma leve risada – Pensar que um de nossos recrutas mais fortes era uma mulher disfarçada... Talvez pensemos errados sobre nossas damas... Muito bem, vamos direto ao assunto. Senhorita, eu lhe desafio a lutar comigo!

Foi ai que Erza sentiu seus dentes cravarem em seu lábio inferior, sentindo ainda mais gosto de sangue. Ela... Lutar contra o General? Só podia ser brincadeira.

– E-Eu, lutar contra o senhor? – Erza perguntou num tom um tanto alto – Como assim?

– Se você me vencer, permitirei que fique, e minha palavra é unânime!

– E o que acontece se eu perder?

– Ai garota, pedirei que arrume suas malas e volte para a casa! – Erza entreabriu os lábios em puro pavor.

– Ei, Coronel! – Laxus interferiu – Se você quer expulsar a garota, que faça isso logo! Você acha mesmo que uma garota como ela é capaz de te vencer? Nem eu mesmo consigo fazê-lo!

– Calado Laxus! – o loiro abaixou a cabeça – Garota, eu sei que tem potência para isso! Mas não fique animada, não pense que irei deixá-la vencer! Quero que me mostre sua força, quero que prove que você merece ficar aqui, que uma mulher também é forte o suficiente para saber magia e defender sua nação dentro do Exército! – ele pôs as mãos nos ombros de Erza – Aceita o meu desafio? – ele perguntou olhando nos olhos da ruiva. Erza viu a vida passar diante de seus olhos neste momento. Não iria fraquejar, aceitaria e, mesmo que perca, não perderia sua honra, o que era mais importante para ela no momento.

– Eu aceito! – ela disse, e sua voz ecoou por toda a sala do General Laxus.

Natsu estava com uma pitada de inveja dentro de si, se perguntava como aquela garota podia ser tão espetacular, e assim Lyon pensava também. Gajeel sorriu de um jeito ansioso, queria muito ver como seria isso. Gray sorria daquela maneira sarcástica, pensando no quanto seria legal se o Coronel batesse tanto nela a ponto de aleijá-la. E Jellal sentia-se trêmulo, mas orgulhoso. Essa era sua noiva, essa era a sua Erza. Forte, corajosa e maravilhosa. Mostraria a todos daquele quartel que ela era capaz. Mas mesmo assim sentia medo, o Coronel Gildarts era extremamente poderoso, será que Erza conseguiria? Viu o Coronel sorrindo.

– Ótimo. Amanhã eu te espero no pátio para realizarmos nossa batalha, e quero que todos estejam lá, ou para presenciar sua glória, ou para presenciar sua queda, garota ruiva! – Erza confirmou com a cabeça, e o Coronel saiu da sala. Erza respirou fundo e caiu de joelhos no chão. Jellal, com muita dificuldade pois ainda estava bem dolorido do golpe que recebera do General, foi até sua noiva e a abraçou, beijando seus cabelos, não se importando com os outros ali presentes. Erza segurou a mão chamuscada do azulado. Precisava levar ele à enfermaria.

(...)

Era a hora. Finalmente a hora decisiva na vida de Erza, ou ela ficava no Exército ou iria embora naquele dia. Estava sentada na cama, apenas esperando Lucy vir chamá-la para descerem até o pátio. Pediu para Jellal descer no pátio também, precisava ficar um pouco sozinha. Ela mexia os dedos de uma maneira nervosa, seu coração batia tão rapidamente e ela podia sentir o suor escorrendo por seu rosto. Talvez só ficara nervosa assim quando tivera sua primeira vez com seu noivo. Pensava como seria se ela perdesse essa batalha, se Jellal realmente iria embora com ela. A possibilidade de perdê-lo para sempre era o que mais a assustava, não queria se afastar dele, eles iriam casar!

Chacoalhou a cabeça. Não era egoísmo, o fato era que não dava para ficar pensando nele agora. O amava com todo o coração e iria se casar com ele, mas precisava se concentrar na luta de daqui a pouco. Estava um tanto feliz até, finalmente depois de tanto tempo ela usaria suas armaduras. Nunca mais as usou desde que chegou no Exército por elas serem femininas demais, os trajes eram meio curtos e valorizavam bem suas pernas e seios, não podia usá-las ali dentro de jeito nenhum. Mas agora que todos sabia a verdade, ela poderia mostrar sua verdadeira força, já que sem suas armaduras, seu poder fica reduzido quase pela metade.

Vestiria sua farda, mostraria que honra o Exército. Porém não esmagaria seus seios com as ataduras e só prenderia seu cabelo num rabo de cavalo alto. Não tinha mais nada a esconder. Então levantou-se, despindo a roupa que vestia e colocando a farda. Foi meio difícil abotoá-la por causa de seus seios. Penteou seu cabelo e o prendeu num rabo de cavalo, colocando sua katana na cintura como sempre faz. Olhar para uma katana fez com que ela se lembrasse de Rogue. Amaldiçoava ele mentalmente, se não fosse por ele... Se bem que não podia culpá-lo, ele só fez o que deveria ser feito.

Viu a porta se abrir, revelando uma Lucy apreensiva. A loira entrou no quarto e segurou as mãos da amiga, abraçando-a em seguida. A loira pensou que ela ficava muito mais bonita sem parecer um menino. As duas deram as mãos e saíram do quarto, descendo até o pátio. Lucy soltou a mão de Erza e foi junto das outras doutoras. Erza ficou apreensiva, todo o Exército estava ali, estava bem parecido com o dia em que Rogue cortara sua roupa. Olhou para o General, que estava em seu lugar de sempre com os braços cruzados. Olhou para seu grupo, todos a olhavam com um olhar de “Estou torcendo por você”. Nem imaginaria que aqueles garotos iriam apoiá-la. Menos Gray que sorria daquela maneira que lhe dava nojo. E por último, olhou nos olhos de Jellal, vendo o quanto ele estava nervoso. “Eu preciso vencer, pelo meu sonho e principalmente por ele!” ela pensou consigo, apertando a katana em sua cintura.

Não demorou muito e o Coronel finalmente chegou ao pátio, ficando em frente a ela. O Professor Freed estava um pouco mais afastado, seria o juiz da batalha.

– TEMOS AQUI A RECRUTA QUE ERA CONHECIDA COMO ENZO SCARLET E O CORONEL GILDARTS! – o professor disse no megafone – COMO JÁ SABEM, MULHERES NÃO SÃO PERMITIDAS NO CAMPO DE BATALHA, MAS ERZA É MUITO PODEROSA, E MANDÁ-LA EMBORA SERIA UMA BAIXA MUITO GRANDE. POR ISSO, O CORONEL PROPÔS QUE SE ENFRENTASSEM! SE ERZA VENCER, ELA PODERÁ FICAR E SERÁ TRATADA COMO TODOS OS HOMENS AQUI PRESENTES, SE PERDER, ELA DARÁ ADEUS A VIDA DE MILITAR! VEREMOS AGORA QUEM SERÁ O VENCEDOR! – o professor desligou o megafone e começou a andar até eles. Erza ouviu cochichos entre os militares do tipo “Até parece que ela vai vencer” ou “Essa daí já está morta”. Ouvir esses comentários fez ela apertar ainda mais sua katana. O professor chegou perto de Erza e do Coronel e disse – Quando um dos dois estiver desacordado ou sem poder mágico, a luta irá acabar! Boa sorte aos dois! – e ele voltou ao lugar que estava, ligando o megafone mais uma vez – COMECEM!

Freed mal terminou de falar e Gildarts já sumiu de suas vistas. Erza olhou para todos os cantos a procura dele, que apareceu atrás dela e lhe desferiu um soco bem no ombro, que fez Erza grunhir e ir um pouco para a frente. A ruiva se afastou e olhou para ele com os dentes cerrados, e ele sorria. Ele não estava brincando. Erza se levantou e abriu os braços, e um brilho começou a sair dela, até que ninguém mais pôde vê-la devido a esse estranho brilho. Logo, ela reapareceu vestida de uma maneira totalmente diferente. Seu cabelo estava solto, e ela vestia uma armadura com uma grande saia branca e asas atrás. Era uma das armaduras que mais gostava e uma das mais poderosas também, a The Knight. Gildarts olhou surpreso para ela, e grande parte dos militares grunhiram algo como “ÓOOO”.

Várias espadas surgiram ao redor da ruiva, e elas começaram a girar. Erza já sabia a magia que tinha em mente, usaria a Circle Sword contra ele. E então, ela gritou o nome da magia, e todas as espadas foram arremessadas em direção ao Coronel, que não conseguiu desviar de todas elas. Erza ofegou, e Gildarts havia ganhado cortes na bochecha e sua roupa estava parcialmente destruída. Se livrou da parte de cima da farda, e Erza viu que ele possuía várias cicatrizes na região do peitoral e abdome, perguntando o que poderia ter acontecido com ele.

O homem de cabelos alaranjados correu até ela, e começou a desferir vários socos que ela defendia com sua espada. Parecia que ele era mais fã de luta corpo a corpo. Com um soco mais forte, ele partiu a espada da ruiva ao meio, acertando em cheio seu rosto em seguida, a fazendo voar até cair no chão. Sangue escorreu de seus lábios, e sua armadura se foi, e ela ficou apenas com uma camisa branca e uma saia azul. Ofegou mais uma vez, reequiparia outra armadura, a The Knight exigia muito poder mágico dela. Começou a brilhar mais uma vez, até estar com uma armadura que mais parecia uma roupa de oncinha. Pôde ouvir os recrutas assoviando para ela, não era para menos já que aquela armadura mostrava boa parte de seus seios e pernas. Tinha vergonha de usa-la na frente de tanto homens, mas era a melhor para aquele momento já que ele gostava de luta corpo-a-corpo, ela a ajudava a esquivar melhor. Era sua Flight Armor. Voltou a reequipar uma espada e foi até seu oponente mais uma vez.

Correu até ele, e quando estava bem próxima, deu um grande salto. Aquela armadura fazia com que ela planasse, então deu algumas piruetas no ar e caiu na direção de Gildarts, acertando em cheio o ombro dele, fazendo a espada atravessar. O homem gritou, e as pessoas que viram se impressionaram também. Sangue jorrou por todos os lados, pingando no chão e até mesmo um pouco no rosto de Erza. Retirou a espada do ombro do Coronel e voltou para o lugar de onde saiu, com sua espada banhada daquele líquido espesso e vermelho. O alaranjado pôs a mão no ombro, e sangue escorreu por seus dedos.

– Sua garota malcriada! – sem Erza nem perceber, ele lhe deu uma joelhada na barriga. Agora ele tinha se irritado. Erza cuspiu sangue, mas ele não acabou por ai, deu-lhe uma cotovelada na cabeça, a fazendo dar de cara no chão. Suas mãos ficaram trêmulas, aquilo doera demais. Sua armadura sumiu sozinha novamente, sempre que ela levava um golpe brusco demais era assim. Ambos já estavam em estados deploráveis.

Com dificuldade, Erza se levantou, pensando em qual armadura reequipar agora. Não sabia se era uma boa ideia aquela armadura, mas ela a reequipou. Vestiu uma armadura branca, seu cabelo todo ficou trançado e ela agora tinha uma espécie de cajado em mãos, era uma Lightning Empress Armor. Gildarts ficava pensando quantas mais armaduras aquela garota poderia ter. Erza girou o cajado nas mãos e o apontou para Gildarts, desferindo uma onda de trovão em sua direção, bem parecida com a que o General desferira em Jellal no dia anterior, mas os trovões dela eram azuis, enquanto os de Laxus eram amarelos. Mas claro que os trovões dela não se comparavam ao do General, então o Coronel os recebeu sem nem mesmo ficar chamuscado, aquilo não era nada para ele. Erza decidiu parar o ataque, não estava fazendo efeito. Apenas sua espada era capaz de machucá-lo, visto que o sangue de seu ombro escorria sem parar.

Aquela armadura não funcionaria no momento como pensara. Reequipou outra, sua armadura mais poderosa e a mais assustadora também. Era uma armadura toda negra, deixando seu cabelo solto e um tanto jogado pelo rosto, a deixando medonha. Era a Purgatory Armor. Ela tinha em mãos uma enorme espada negra. Pulou mais uma vez na direção dele, e sua espada acertou em cheio o chão. Erza não desistiu, golpeando mais uma vez e dessa vez tendo sucesso, acertando o lado direito do corpo do Coronel, que rolou pelo chão. Era sua chance de acabar com aquilo, ninguém aguenta a mais de dois golpes daquela espada, mas quando foi atacá-lo, ele segurou com as duas mãos sua espada, e ela começou a se partir em pequenos pedaços. Era a magia Crash de Gildarts em ação, que conseguia quebrar tudo o que havia pela frente. A espada em Erza ficou em pedacinhos, ela não acreditou no que viu, e nem viu Gildarts se levantando e a segurando pelo braço, girando-a no ar e a jogando longe. Erza foi arremessada na parede do refeitório, quebrando-a totalmente e ficando por baixo dos escombros. Nenhum movimento veio dali durante um tempo, e o professor já estava pronto para parar a luta, quando um braço surgiu. Não, ela não desistiria ainda. Já estava vestida diferente de novo, porém agora não havia armadura alguma, apenas uma calça vermelha e seus seios estavam tapados por ataduras, e ela reequipou duas katanas.

Ela estava toda esfolada, muitos cortes sangravam com abundância, mas ela ainda tinha forças para ficar de pé. Gildarts a olhou com sarcasmo dessa vez, deveria estar pensando que ela era uma tola achando que o derrotaria apenas com roupas. Porém, aquela sempre fora sua armadura mais forte, a armadura que a permitia mostrar como ela era de verdade. Não tinha mais poder mágico algum, se não vencesse agora não venceria nunca mais. Correu na direção do homem, usando a Swordplay, dando vários golpes no oponente. Gildarts desviava de tudo o que podia, até fazer um enorme corte na barriga do Coronel. Ele pulou mais longe dele e pôs a mão no corte, sentindo mais sangue escorrer por seus dedos. Quando ela veio novamente, ele lhe agarrou o pescoço e a suspendeu pelo ar. Com a outra mão, usou o Crash para quebrar as outras katanas também. Erza viu suas katanas serem destruídas sentindo vontade de dormir. O ar começava a deixar seus pulmões à medida que ele apertava mais seu pescoço. Não iria aguentar, já estava ficando pálida por ter perdido muito sangue, e via que ele também não aguentaria mais muito tempo. Seus olhos foram se fechando, se fechando, até que ela finalmente os fechou, desmaiando e soltando a mão de Gildarts que estava a suspendendo. Tinha perdido.

Gildarts, ao ver que a garota desmaiara, a largou no chão, e ela caiu ali desfalecida. Olhou para a garota, e ele também foi de encontro ao chão, sentando-se totalmente exausto. Ela era realmente poderosa, tinha feito um grande estrago nele, tanto que ele não conseguia nem mais se manter em pé, e suas armaduras eram impressionantes.

– A LUTA ESTÁ ENCERRADA! – ouviu Freed dizer no megafone – O CORONELGILDARTS É O VENCEDOR! ERZA SCARLET ESTÁ FORA DO EXÉRCITO! – os recrutas reclamaram. Realmente tinham gostado daquela luta, e de Erza também, além de muito bonita ela era poderosa e mandá-la embora seria um grande prejuízo. Jellal, que já derramava lágrimas faz tempo, correu pelo pátio até a ruiva, tomando-a nos braços. Ela respirava, apenas estava desacordada, mas mesmo assim não estava feliz. Sua amada iria embora, e sem ela ali, ele também não tinha vontade alguma de ficar. Olhou para Gildarts, que parecia pensativo. As doutoras já traziam uma maca para levar Erza à enfermaria. A ruiva começou a voltar, acordando novamente, e Jellal a abraçou forte. Ela correspondeu, chorando também. Enquanto estava ali nos braços do amado, uma lembrança a invadiu, a primeira vez que ouvira falar de magia lhe passou pela cabeça.

– FLASHBACK –

– Magia? – Erza perguntou. Seu avô lia algo, e ela, muito curiosa, foi ver o que era, se deparando com aquela palavra que a fazia se lembrar de bruxas e feiticeiros.

– Sim Erza, magia! – o homem a disse – Você sabe o que é?

– Hum... – a pequenina garota de seis anos coçou o rosto – Não é aquele negócio que as brixas usam?

– Nos contos de fadas sim, mas a magia realmente existe! – seu avô disse, e Erza não pôde deixar de abrir um sorriso.

– O senhor sabe magia, vovô? – ela perguntou feliz.

– Claro que eu sei!

– Vovô, eu quero aprender magia! Eu quero ser uma bruxa! – Erza ergueu os bracinhos dizendo isso, e o sorriso de seu avô sumiu – O que foi vovô?

– Não é tão fácil assim Erza... – a ruivinha encheu as bochechas de ar. Então, ela pegou uma vassoura que estava ali perto e a pôs entre as pernas. O velho riu – O que está fazendo menina?

– Eu quero ser uma bruxa para voar pelos céus! – ela saltitou de um lado para o outro com a vassoura – Vou levar o senhor para voar também, vovô! – Erza abriu um sorriso tão largo que seu avô se contagiou também, pegando a neta no colo e a girando.

– Tenho certeza que voaremos juntos! O vovô te ensina magia, mas só quando tiver mais velha, está bem? – Erza voltou a ficar com as bochechas cheias de ar, e seu avô apertou seu nariz. Neste momento, um sonho nasceu no coração de Erza, o de aprender magia e ser igual o seu querido avô. Porém, ela ainda não imaginava que seus sonhos se tornariam ainda maiores.

– FIM DO FLASHBACK –

Lágrimas Começaram a escorrer pelo rosto de Erza. Essa lembrança já tinha doze anos, e estava tão viva em sua memória que parecera que foi ontem que ela viu a palavra magia pela primeira vez. E agora, graças a essa magia, ela estava à beira de uma ruína, com o corpo totalmente machucado, com poucas forças. A única coisa boa naquele momento era estar abraçada a seu namorado, a pessoa em quem ela sempre pôde confiar, e quem se tornou o grande amor de sua vida. Talvez seu destino seja mesmo sofrer, nunca mais o veria, sabia disso. O anel de noivado que ele lhe dera não estava em seu dedo no momento, mas ela nunca mais poderia colocá-lo ali, guardaria-o como uma lembrança da única lembrança boa que tem do Exército.

– NÃO! – ouviu Gildarts dizer. Ela se afastou de Jellal para olhá-lo. Com dificuldades, ele se levantou do chão – AINDA NÃO ACABOU!

– O que está dizendo Coronel? – Laxus perguntou do lugar onde estava – A garota perdeu, ela está fora do Exército, não era esse o combinado?

– Sim, ela perdeu, mas também fez um grande estrago em mim! – ele disse – Mal posso ficar de pé!

– Coronel, não me faça sofrer mais... – Erza disse, limpando suas lágrimas com suas mãos sojas e cheias de sangue – Vou arrumar minhas coisas e partir, como prometido...

– Me deixe terminar Erza! – Gildarts disse. Jellal passou o braço da garota por seu ombro e a ajudou a ficar de pé – EU ORDENO QUE ELA FIQUE! – neste momento os olhos de Erza triplicaram de tamanho. Ela tinha ouvido direito?

– Coronel, o que está dizendo? – Laxus perguntou – Esqueceu-se de suas próprias palavras?

– Não Laxus, não me esqueci! Porém até mesmo você terá que admitir que Erza é poderosa e seria muito bom ter alguém como ela por aqui! O QUE ME DIZEM SOLDADOS? – ele perguntou a todos ali presentes. Ouviram vários murmúrios do tipo “Concordo Coronel!” ou “Ela é ótima, merece ficar!”. Erza sentiu seus olhos marejarem novamente, não estava acreditando naquilo. Gildarts foi até ela e pôs a mão em seus ombros – Você fica Erza! Todos te querem por aqui! – nesse momento, ela abriu um sorriso enorme, e todos os soldados comemoraram – E tem mais, a partir de hoje, eu, Coronel Gildarts Clive, Coronel do Exército da Magia e Líder Absoluto do Exército dessa Região, permito que mulheres magas também possam lutar por nós! Erza é um ótimo exemplo que mulheres são poderosas e merecem ter suas forças valorizadas!

E os soldados comemoraram mais. Queriam mesmo algo como aquilo, não aguentavam ficar apenas entre homens o tempo todo. Mas ninguém estava tão feliz quanto Erza ou quanto Jellal. Ela poderia continuar com seu sonho, poderia continuar ao lado de seu amor, e isso para ela era o maior presente que ela poderia querer. Voltou a abraçar seu namorado, e sem se importar com as pessoas ali presentes, os dois se beijaram, um beijo caloroso que mostrava toda a felicidade que sentiam. Ouviram os soldados murmurar coisas como “Que cara sortudo!”. Se separaram e deram as mãos, sorrindo um para o outro.

O pesadelo acabou, Erza finalmente seria quem ela realmente é. Sem mais mentiras, sem mais frieza com os companheiros. Não havia chegado ainda onde queria, mas só isso, essa luta cheia de honra e garra, mesmo perdida, lhe dava uma sensação de dever cumprido.

Não havia mais barreiras entre ela e seu sonho.

Notas finais
Alguém vivo o3o ? HAUSHAUSHAUSH' Ain, digam que eu não caguei o último capítulo da fic pfvr >.< HAUSHAUS' to com medo de ter feito algo cagado pro final dessa fic que tanto eu como a Bunny amamos escrever :/ Como dito, não farei despedidas ainda, despedida é só no próximo u.u O que acharam da luta XD ? Graças a wikia eu consegui escrever, não sabia magia nenhuma da Erza nem do Gildarts, vsf meu q HAUSHAUSHAUSH' mas não vou mentir, foi lecal escrever, adoro coisas sangrentas e talz *---* Acho que ando lendo mtu Game Of Thrones q HAUSHAUSH' Enfim, é isso por hoje XD O próximo será um epílogo todo açucarado pra aliviar esse capítulo sangrento *¬* Acho q eu e a Bunny escreveremos juntas o epílogo tbm *--* Até lá então. E genten, genten, eu quero reviews, eu exigo reviews, pqp, eu não escrevo 6.000 palavras pras paredes nér '-' Queria saber uq aconteceu com os leitores do Nyah, parece q evaporaram tdo q Vou-me embora, até o epílogo gent Õ/ Kissus no kokoro /o3o/