For My Dream
34 Epílogo - Casamento e uma doce notícia.
Notas iniciais
– Erza, você está suando! Deste jeito vai borrar a maquiagem! – Lucy disse para a amiga, cruzando os braços.
– D-Desculpa Lucy, é que eu estou muito nervosa... – Erza respondeu, secando suas mãos suadas antes de colocar as luvas que completavam seu vestido.
Era o grande dia. Cinco anos depois daquela luta que confirmou a presença dela no Exército, Erza estava pronta para cumprir o que a muito tinha prometido com Jellal, eles iriam se casar. A ruiva nunca esteve tão ansiosa na vida antes, talvez nem o dia que botara os pés no Exército disfarçada de garoto supere a ansiedade que ela sentia naquele momento. Não estava tão ansiosa apenas pelo fato de que finalmente se casaria com o seu grande amor, havia algo a mais que a deixava feliz e nervosa, e que a fazia se sentir completa. Combinaram de se casar naquele tempo que eles tinham de folga no fim do ano.
Lucy estava maravilhosa naquele dia. Como ela seria a madrinha de Erza junto com Natsu, a loira vestia um vestido de cetim longo e vermelho, tomara que caia e que faziam seus seios parecerem ainda maiores, juntamente com o salto preto. O tecido vermelho parecia realçar os fios dourados de sua amiga. Os padrinhos de Jellal seriam seu irmão gêmeo Mystogan e a namorada dele que Erza não conhecia até hoje. Nunca que convidaria Gray que costumava ser o seu melhor amigo. Mesmo assim, haviam convidado o moreno para o casamento, queriam mostrar a ele que não eram baixos como ele era.
Falando em Gray, acontecera algo que Erza nem podia imaginar. Ele havia se casado com Ultear não fazia muito tempo, e isso para ela com certeza foi uma surpresa. As duas pessoas que sempre tentaram estragar o romance da ruiva com Jellal estavam juntos agora. Isso era realmente muito bom, os dois se mereciam. O fato dele ter se casado com Ultear fez com que Erza e Jellal decidissem convidá-lo para aquele dia especial, pois se não fosse assim, ele com certeza seria excluído da festa. Não queriam nem pensar nele estragando aquela data tão aguardada e especial.
Erza fitava o chão, seu coração estava batendo muito depressa. Mil e uma coisas se passavam pela cabeça da ruiva naquele momento. E se ela tropeçasse enquanto estava entrando na igreja? E se Jellal não estivesse lá à hora que ela chegasse? E se ele falasse não? Erza estava ficando louca! Algumas semanas antes do casamento ela quase que não dormira a noite de tanto nervo que estava passando. Mas não desistiria. Não que ela quisesse fazer isso, mas ela tinha certeza que teria vontade de enfiar sua cabeça num buraco no momento que a música começasse a tocar e fosse à hora dela entrar.
O vestido de Erza era lindo. Branco como todos os vestidos de noiva, tomara que caia e com uma saia um tanto bufante, com detalhes que pareciam flores. O véu transparente caia sobre os fios escarlates, os destacando ainda mais. Estava devidamente pronta agora, só faltava o buquê de rosas vermelhas que estava nas mãos de Lucy. A loira deixou o buquê em cima da cama de Erza e segurou seu rosto com ambas as mãos, olhando profundamente em seus olhos.
– Se acalme Erza – Lucy disse – Vai dar tudo certo! Não precisa ficar tendo pensamentos negativos! Além do mais, metade do Exército vai estar naquela igreja, o que eles pensariam ao ver que a poderosa Coronel Erza Scarlet está nervosa? Seria bem estranho não? –
Sim, finalmente o sonho de Erza estava realizado. Tinha alcançado seu avô e se tornado Coronel. Gildarts havia se aposentado, e Laxus ficara muito bravo quando Erza roubou a patente de General que ele tinha. Gildarts e Erza haviam se tornado bem próximos após a luta, e nele, Erza encontrou o pai que ela nunca teve. Seu pai se recusou a comparecer a seu casamento, eles tiveram uma briga feia quando ele soube que Erza iria se casar com alguém do Exército e que não era tão rico assim. A ruiva chorou muito por conta disso, e Gildarts se ofereceu para entrar na igreja com ela. Ele realmente era um homem incrível e a ruiva confiava plenamente nele. Sua mãe e seu avô estariam na cerimônia com certeza, enquanto seu pai ela não fazia ideia de onde estaria.
– Verdade... – Erza respondeu a Lucy – A Coronel deve impor respeito! – dito isso, a ruiva suspirou profundamente. A porta do quarto se abriu, revelando a mãe de Erza, que vestia um vestido longo e azul-escuro, dando um contraste muito bonito com os olhos azuis-claros que ela possuía. Os olhos da mulher brilharam ao ver sua filha tão maravilhosa assim.
– Erza! – ela disse – Como você está linda filha! – ela foi até a ruiva e segurou ambas suas mãos. Erza pôde ver lágrimas se juntando no canto dos olhos de sua mãe.
– Mãe! Está chorando? – Erza perguntou. Alicia rapidamente secou as lágrimas e sorriu.
– Estou muito emocionada! Toda mãe sonha em ver sua filha vestida de branco assim!
– N-Não é pra tanto... Meu vestido é tão simples...
– Mas é lindo! Pare de negar sua beleza em pleno dia de seu casamento! Vamos, dê um sorriso para a mamãe! – Erza abriu um sorriso de orelha a orelha, e isso só fez a mãe se emocionar mais – Você cresceu tão rápido Erza...
– Desculpe mãe... Sei que não sou a filha que você sempre sonhou em ter...
– Hey! Pare com isso! Eu te amo filha, embora você seja fujona e não tenha interesse em cuidar dos negócios da família eu te admiro muito por você ter sido tão forte e por ter mudado a história do Exército! Graças a você as mulheres podem mostrar sua real força agora! – Erza deu um sorrisinho envergonhado. Era verdade, após a luta dela com Gildarts, o Exército se encheu de garotas, mas nenhuma era tão forte como ela.
– Obrigada mãe, a senhora é a melhor! – então, a ruiva puxou a mulher para um abraço apertado. Sentiu seus olhos e seu nariz arderem, mas não choraria, deixaria para chorar depois. Se afastaram e a mãe de Erza bateu duas palmas.
– Agora vamos! Gildarts e seu avô já estão prontos para ir a igreja, eles e Natsu estão impacientes esperando lá na sala!
– Hunf! Já expliquei para o Natsu que uma mulher se demora para arrumar, ainda mais sendo uma noiva! – Lucy disse.
– Mãe... O pai... Ele não vai mesmo não é? – Erza perguntou, e sua mãe abaixou a cabeça.
– Desculpe Erza, ele viajou antes de ontem apenas para não precisar ir ao seu casamento! – Erza até mesmo entreabriu os lábios. Por que seu pai tinha que ser tão rude assim com ela? A ruiva sentiu seu peito murchando. A mãe foi até sua filha e lhe beijou a bochecha – Não fique assim, seu um pai um dia há de entender que você não foi feita para os negócios, você foi feita para lutar! Quem é a Coronel mais linda do mundo? – Erza se sentiu ruborizando com o comentário.
– Ai mãe, eu fico com vergonha assim! – Erza escondeu seu rosto com as duas mãos, e Lucy e a mãe gargalharam, deixando a ruiva com mais vergonha ainda.
– Vamos logo! – a mãe disse, pegando o buquê em cima da cama e o entregando a Erza – Aqui, segure! – a garota o fez, então as três foram sair do quarto, mas antes, Erza deu uma última olhada naquele quarto que era tão nostálgico para a ruiva. Passava a maior parte do ano no Exército, então aquele quarto a trazia uma paz enorme. Sentiria saudades daquele lugar, ainda mais agora que ela e Jellal viveriam em outra casa. Sorriu uma última vez para o cômodo e fechou a porta, descendo as escadas.
Chegando à sala, Natsu, Gildarts e seu avô ficaram boquiabertos. Ela estava realmente linda. Erza era perfeita. Porém, essa perfeição toda já possuía um dono, um dono muito ansioso e que estava afoito na igreja esperando por sua noiva.
(...)
Jellal mantinha ambas as mãos atrás das costas e batia um dos pés freneticamente no chão. Ele sentia que estava suando mesmo naquele frio de inverno. O azulado nunca se sentira tão ansioso e nervoso na vida antes. Olhava para o relógio da igreja, cada minuto que se passava parecia torturar o azulado. Ele ajeitava a gravata, que parecia apertar seu pescoço e mordia o lábio, logo este começaria a sangrar. E se ela tivesse desistido e não quisesse mais se casar? Ele iria ficar esperando ali para sempre?
Olhava para a igreja lotada, a maioria do Exército estava lá. Gray e Ultear não apareceram ainda, o que lá no fundo, Jellal agradecia. Imagine se eles resolvem querer estragar aquele dia? Ele não iria os perdoar.
– Jellal, se acalme mano! – ouviu a voz de seu irmão gêmeo dizer. Virou o rosto para ele, ele estava de braços dados com sua namorada. Mystogan era bizarro, havia arrumado uma namorada parecidíssima com Erza, porém ela tinha o cabelo curto, e apesar dele sempre se gabar por ser o gêmeo mais velho, não planejava se casar ainda.
– Estou calmo Myst, é que... – Jellal foi responder, mas sua mãe interrompeu.
– Você está tudo Jelly, menos calmo! – Mavis riu do próprio comentário, e Zeref pediu para que ela não risse, ou ele ficaria ainda mais nervoso. Jellal engoliu seco e voltou a fitar a porta da igreja. Seu peito pareceu encher de alegria quando ele viu a mãe de Erza, Lucy e Natsu entrando pelo canto e subindo no altar. A mãe da ruiva foi até o azulado.
– Ela chegou! – a mulher disse, fazendo um sinal positivo com ambas as mãos. Jellal seu um enorme suspiro e ajeitou novamente a gravata em volta de seu pescoço, enquanto todos na igreja se levantavam e a música começava a tocar.
Jellal nem mesmo piscava. Erza estava radiante naquele vestido, caminhando lentamente ao lado de Gildarts e com Wendy na frente dos dois jogando flores. Ele não conseguia olhar para mais nada. Como ela podia ser tão linda assim? Ele estava totalmente hipnotizado. Engraçado, ele já havia sonhado várias vezes com aquele dia, e todos seus sonhos eram iguais, e estava exatamente como em seus sonhos. Erza estava corada, e parecia só ter olhos para ele também.
Quando ela finalmente chegou ao altar, Gildarts fez uma reverencia e entregou Erza para ele, indo para o lado da mãe de Erza em seguida. Wendy entregou as alianças ao azulado e depois foi para o lado de Mavis. Jellal segurou as duas mãos de sua noiva e a olhou nos olhos, ambos tinham um sorriso bobo estampado no rosto e seus olhos brilhavam intensamente. Nem estavam acreditando que aquele momento havia chegado. Depois de tantas barreiras a superar e tantas dificuldades, eles estavam naquele altar prontos para trocar as alianças e fazerem votos de união eterna.
Foram até a frente do padre e ajoelharam, fitando o homem vestido de branco e com certa calvície. Ele fez o sinal da cruz com uma das mãos e começou a se pronunciar. Depois de um enorme falatório de começo de casamento, veio a parte que realmente lhes interessava.
– Jellal Fernandes, aceita Erza Scarlet como sua legítima esposa? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida, até que a morte os separe? – o padre perguntou para Jellal. O azulado virou-se para Erza e sorriu.
– Claro que sim! – ele respondeu. Erza sentiu um alívio enorme. Agora seria a vez dela. O padre virou-se para Erza.
– Erza Scarlet, aceita Jellal Fernandes como seu legítimo esposo? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida, até que a morte os separe? – a ruiva se virou para Jellal. Ele tinha um brilho impressionante naqueles olhos verdes. Ela abriu um sorriso e respondeu.
– Sim, é claro que eu aceito! – Jellal corou muito com a resposta, nem tinha entendido o motivo dele ter corado tanto, mas era bom com certeza. Os padrinhos bateram palmas baixinho, menos a namorada de Mystogan que tinha um leve sorriso e era estranhamente parecida com Erza.
– Então podem trocar alianças! – Jellal pegou o pequeno cesto que Wendy havia lhe entregado com duas alianças de ouro. Pegou uma delas e a colocou no dedo anelar da mão direita de Erza. Beijou a mão da ruiva e em seguida, ela pegou a outra aliança e fez o mesmo com Jellal – Agora o noivo pode beijar a noiva! – sem demorar, o azulado pôs a mão na nuca de Erza e a trouxe para um beijo que fora imediatamente correspondido. Erza não queria que o beijo fosse tão intenso por causa das várias pessoas presentes ali, mas Jellal parecia não se importar com isso, então ela passou o braço pelo pescoço dele e aprofundou ainda mais aquilo. Quem via assoviava.
Ao faltar o ar, eles finalmente se separaram, se levantando em seguida e entrelaçando os dedos de uma das mãos. Caminharam pela igreja e saíram desta, e lá fora pessoas começaram a jogar arroz nos dois. Erza nunca entendera bem este negócio de jogar arroz nos noivos, mas diziam que era para dar sorte. Os dois entraram na limusine que estava parada em frente a igreja e se sentaram no banco de couro. Vários carros viriam atrás deles buzinando agora, como era feito em todos os casamentos.
Os dois continuavam com as mãos dadas, mas não se falavam. Estranhamente estavam com vergonha de se olharem, era algo tão novo. Erza estava se sentindo incomodada com aquele silêncio e resolveu se manifestar.
– Eu pensei que... Você iria dizer não... – ela disse, então Jellal virou-se para ela.
– E por que eu diria não? – ele perguntou.
– Eu não sei, apenas intuição minha! – Jellal segurou o seu queixo e a beijou, um beijo mais calmo do que aquele que trocaram na igreja, e a Erza o correspondeu no mesmo ritmo molhado e quente. Ele puxou seu lábio inferior com os dentes ao se separarem.
– Eu já disse que te amo hoje? – Jellal perguntou olhando em seus olhos. Erza sorriu.
– Não! Diga que me ama!
– Eu te amo, te amo muito! – ele disse – Agora diga que me ama!
– Eu também te amo, seu bobo! – ela respondeu, roçando seus lábios nos dele – Jellal, eu tenho uma novidade para te contar!
– Uma novidade? – ele perguntou arqueando a sobrancelha.
– Sim... Mas não direi agora, direi quando chegarmos a nossa nova casa e estivermos sozinhos no quarto, está bem?
– Assim eu fico curioso! – ele disse com os olhos um tanto arregalados. Erza fez um sinal negativo com o dedo indicador.
– Só depois! – então a ruiva se deitou no colo dele. Era meio complicado deitar com aquele vestido. Jellal ficou fitando o nada, com uma cara de bobo, pensando no que Erza teria para lhe contar. Ela não era de fazer mistério para ele quando tinha algum segredo.
Estava mais ansioso do que nunca agora.
(...)
Com certeza dificuldade, o azulado adentrou a porta do apartamento que viveria com Erza agora. Quero dizer, não bem viveria, pois eles passam quase o ano todo no Exército, mas agora aquela seria a casa deles. Entrou na sala com a ruiva nos braços, fez questão de entrar a carregando. Era um apartamento bem grande. Ele seguiu com ela até o quarto, onde tinha uma enorme cama de casal com um lençol branco e várias pétalas de rosa jogadas pela cama, e o cômodo estava com um delicioso aroma de morangos. Depois da festa que tiveram, tudo o que queriam era aquela cama. Mas eles não planejavam descansar ainda.
Jellal colocou delicadamente a ruiva sobre a cama e logo subiu por cima da mesma, a olhando com malícia. Tomou seus lábios num beijo ardente e cheio de desejo, tudo o que queriam agora era desfrutar daquele silêncio e inaugurar aquela cama tão macia.
Não demorou muito para ambos estarem nus e entregues a aquela loucura toda. Erza gemia a cada toque dele sobre sua pele, não queria ficar mais se segurando como era obrigada a fazer no Exército ou na casa dela. Não havia mais ninguém na casa além dos dois, isso era só mais um motivo para aproveitarem muito bem aquela noite. O dia de ambos fora maravilhoso e agora a noite estava sendo uma mistura de amor e excitação. Erza já não era inocente como fora a primeira vez que se entregou para ele, então ela também o fazia gemer. Não importava quantas vezes isto tenha acontecido, a sensação de tê-lo deslizando dentro de si era sempre incrível, e naquela noite estava particularmente ainda melhor, agora eram dois adultos casados que podiam fazer tudo o que queriam.
O orgasmo veio intenso, e ambos soltaram um gemido alto e longo. Ofegaram antes de deitarem de lado, um virado para o outro. Ficaram se fitando por aquele tempo, não eram necessárias palavras, apenas aquele momento refletia tudo o que sentiam. Se amavam perdidamente, e esse amor só se tornaria mais e mais forte. Jellal acariciava o cabelo das costas de Erza quando se lembrou de algo.
– Erza, o que disse que iria me contar hoje na limusine? – ele perguntou. A ruiva arregalou os olhos e sorriu de canto. Chegou a hora, ela nem mesmo sabia como contar isso a ele, com certeza era uma notícia que viraria a vida dos dois de cabeça para baixo. Ele suspirou profundamente.
– Bem Jellal, eu... – ela aproximou a boca do ouvido do azulado, então sussurrou baixinho – Eu estou grávida!
Erza se afastou, ainda sorridente. Jellal estava sem reação, apenas com os olhos verdes de um tamanho triplicado. Ela... Havia dito que estava grávida?
Ele se sentou na cama, fitando a parede, tentando processar as informações. Erza olhou para ele, estranhando ele não ter tido reação alguma a aquela notícia. Ela se sentou também, segurando seus ombros.
– O-O que foi? N-Não gostou disso? – ele continuou sem responder. Erza deu uma leve risadinha– Hey! Olhe para mim! – lentamente, ele virou a cabeça a lhe fitou os olhos – O que tem a dizer sobre isso?
Sem ela nem ver, ele a derrubou na cama e direcionou os lábios até a região de seu ventre, depositando vários beijos por aquela área. Erza começou a gargalhar, aquilo causava cócegas nela. Sentiu algo molhado contra sua pele, então segurou a cabeça dele e a levantou, vendo que ele chorava. Voltou a rir.
– Está chorando por que? – ela perguntou – Não há motivos para chorar!
– E-E-Eu... Eu vou ser pai! – ele disse quase gritando, fazendo Erza se sentar novamente e a abraçou apertado – Eu nem acredito que vou ser pai! – Erza se afastou do abraço e secou as lágrimas dele com as costas das mãos, sorrindo para ele – Por que não me contou isso antes?
– Faz uma semana que eu descobri, estava me sentindo muito estranha e tendo enjoos demais! Deixei para te contar hoje!
– Eu não acredito... É sério mesmo?
– Claro que sim seu bobo, acha que eu brincaria com uma coisa dessas! – ela deu um peteleco na testa de Jellal – Nós vamos ter um bebê!
Jellal não sabia se ria ou se chorava. Mas suas lágrimas não eram de tristeza de forma alguma. Seria uma tarefa complicada cuidar de uma criança sendo que eles viviam o tempo todo no Exército, mas eles dariam um jeito, eles sempre dão um jeito. Estariam ligados para sempre agora, por mais que tentem os separar, esta criança que iria nascer criaria um vínculo eterno entre eles. Ele até começou a imaginar ele e Erza cuidando de um bebê, seja ele menino ou menina, Jellal já amava completamente aquele filho. Assim como Erza o amava também. No momento que descobrira sua gravidez, ela se desesperou, pensando em como eles cuidariam de uma criança na situação que vivem. Mas depois, ela sentiu um calor imenso, era um filho dela, um filho dela com Jellal. Nem que precisasse dar a vida por isso, seu filho nasceria e eles cuidariam dele de alguma forma.
Voltaram a se deitar na cama, e Jellal não parava de acariciar o ventre de Erza. Estava ansioso para dar essa notícia a sua família. A mãe e o avô de Erza já sabiam, e ela não viu necessidade de contar a seu pai, quando sua barriga estivesse enorme ele saberia.
E assim foi a história deles. Uma história que ainda tinha muita coisa para contar, agora que nasceria o fruto daquele amor tão puro e bonito que nasceu entre eles naquele lugar inusitado. Esta criança era a prova de que nada era impossível.
Não importava a dificuldade, os sonhos e o amor sempre podem se realizar. Bastava acreditar. E Erza aprendera isso da forma mais bonita possível.
Fim
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