For My Dream
22 XXII - A casa de alguém especial.
Notas iniciais
Gente, cdê vceis hein u.u ? Sabe, é broxante quando o número de reviews cai ;3; vocês estão enjoando da história? Tá acabando já povos, se acalmem ;3; qn
Esse capítulo ta mei chatin, mai acho que vocês irão gostar do final *O*
Boa leitura então XD
- Ainda fico impressionada de como ninguém te descobriu naquele quartel Erza! – disse a mãe da ruiva, encostada na parede do quarto da filha vendo a mesma arrumar suas coisas.
- Sim, também fico! – mentiu a ruiva. Claro que haviam pessoa que a descobriram, mas ela preferia deixar sua mãe sem saber dessa parte. Erza retirou toda a roupa do Exército, logo colocando um moletom bem quentinho. Estava muito perto do Natal, então já nevava um pouco do lado de fora, e a temperatura estava bem baixa. Era tão bom saber que ela não iria precisar se vestir de Enzo até o fim do ano – Mãe... O pai, ele... Estava com um olhar medonho. – a mulher morena suspirou profundamente.
- Você vai falar com ele?
- Tenho que falar mãe, não podemos ficar com esse clima ruim para sempre! Eu sei que o pai deve estar me odiando pelo o que eu fiz, mas eu só estou correndo atrás do meu sonho! – Erza sentou-se em sua cama sentindo vontade de chorar.
- Eu devo admitir que fiquei bem brava com você quando você fugiu, mas eu te entendo filha! – a mãe da ruiva sentou-se na cama da filha e pegou suas duas mãos – Eu estou com você!
- Obrigada, mãe... – Erza jogou-se nos braços da mulher a sua frente, e esta acariciou os cabelos vermelhos da filha. Sentia tanta falta dela, aquela casa ficava tão vazia sem ela. Aproveitaria cada momento que sua filha estivesse ali – Eu não quero falar com o pai hoje... Falarei amanhã, prometo! – a mãe da garota confirmou com a cabeça.
- Faça como achar melhor Erza! Você está com fome?
- Um pouco... – ao dizer isso, o estômago da ruiva roncou bem alto, o que fez Erza corar levemente. A mãe riu discretamente.
- Sabe o que temos?
- O que?
- Bolo de morango! – ao dizer isso, a mãe pôde ver os olhos de sua filha brilharem – Você quer?
- SIM, EU QUERO MUITO! – a ruiva respondeu super animada.
- Vou trazer um pedaço para você então! – a morena levantou-se sorrindo e saiu do quarto da filha, indo até a cozinha pegar o alimento que a ruiva mais gostava. Voltou ao quarto com um grande pedaço de bolo de morango, e os olhos de Erza que já brilhavam, brilharam ainda mais.
Erza pegou o prato e devorou o bolo sem demora alguma. Nem se lembrava de como aquilo era gostoso. O morango, o glacê, a geleia de morango que fica no meio, tudo ficava tão perfeito junto! Isso fez a ruiva esquecer de todos os seus problemas.
- Satisfeita? – a mãe perguntou depois que a filha terminou de comer, o queixo dela se encontrava todo sujo de glacê.
- Sim, muito! Obrigada mãe!
- Então, você já vai dormir? – Erza fitou o relógio de coração que ficava sobre sua cabeceira. Ela nem mesmo lembrava daquele objeto. O relógio marcava dez da noite.
- Sim, já vou! Nós dormimos cedo no quartel, então estou acostumada!
- Ótimo, então eu vou te dar licença! – a mulher foi até Erza e depositou um beijo em sua testa – Boa noite, Erza!
- Boa noite mãe! Amanhã conversamos melhor!
- Claro! Até! – a mulher beijou novamente sua filha e saiu do quarto dela, fechando a porta. Erza terminou de ajeitar suas coisas, tomou um banho rápido, escovou os dentes e se enfiou debaixo das cobertas.
Era tão nostálgico dormir em sua cama depois de tanto tempo. Seu quarto estava exatamente da maneira que ela deixou antes de ir para o Exército. Ficou pensando se ela iria mesmo voltar para lá depois do fim do ano, já tinha sofrido demais lá dentro. Mas claro que ela não podia esquecer os bons momentos que teve.
Ela era uma idiota, tinha brigado com a única pessoa que lhe faria voltar para aquele quartel. Mas Erza não conseguiu raciocinar naquele momento, não conseguiu pensar em mais nada vendo Jellal e Ultear se beijando, claro que para ela ele estava a traindo. Queria tanto pedir desculpas a ele, enchê-lo de beijos, tocá-lo, sentir seus toques, e dizer que ela o amava e que foi uma tola por não ter acreditado nele. Mas agora ela não podia fazer nada. E se ele arrumasse outra garota durante esse tempo? Ela não podia impedi-lo, afinal ele deve estar extremamente magoado com ela por ela ter sido tão ignorante. Só o tempo poderá dizer o que será do futuro do amor deles.
Esse era o fim de ano mais longo de sua vida.
(...)
Erza, depois de um café da manhã animado com seu avô e sua mãe, estava na hora de encarar a realidade. A ruiva se encontrava em frente à porta do escritório de seu pai, com seu coração batendo como louco. A ruiva suava frio. Queria correr para longe e nunca mais voltar. Seu fim do ano estava cheio de infelicidades, não era justo.
A garota respirou fundo e girou a maçaneta, entrando na sala. Seu pai lia um livro em sua mesa, tomando uma xícara de café. Nem mesmo notou sua presença ali. Erza fechou os olhos e criou coragem.
- Pai! – pôde ver o homem ruivo tomar um sustinho, antes de subir seu olhar e direcioná-lo a Erza. A ruiva mantinha seu olhar cerrado, mostrando a ele que não estava com medo.
- Erza... Ou você prefere que eu te chame pelo nome pelo qual é chamada no Exército? – foi o que o homem disse, e Erza engoliu seco, logo abaixando a cabeça. Não adiantava, seu pai tinha autoridade sobre ela.
- O senhor não está nem um pouco feliz em me ver depois de tanto tempo? – ela perguntou, e o pai levantou da cadeira, andando até a garota. Erza foi surpreendida, seu pai havia a acolhido num abraço.
- Claro que sim! Afinal eu sou seu pai, claro que eu me preocupo com você! – Erza sentiu um alívio enorme em seu coração, seu pai não estava tão bravo assim. Quando ela foi corresponder o abraço do homem, foi surpreendida novamente. Dessa vez com um tapa no rosto tão forte que a fez cair no chão. A ruiva arregalou os olhos, pousando sua mão sobre o local do tapa. Olhou novamente para seu pai, que tinha os olhos escurecidos.
- Pai, o que o senhor...
- COMO VOCÊ FAZ UMA COISA DESSAS ERZA?!? – Erza sentiu seu coração apertar com o berro dado por seu pai – Você estragou tudo! Seu casamento com Sting Eucliffe seria um sucesso, era um casamento beneficiador tanto para nossa família como para a dele! Nossas empresas iriam se unir, e seriámos ainda mais ricos! Mas não, você quis seguir o caminho medíocre do meu pai! Eu ainda não sei como eu não expulsei aquele velho babão dessa casa, a culpa desse desastre é toda dele! Por que sua mãe foi me dar uma filha tão problemática meu Deus?!? Desde criança você não é uma pessoa normal! Nunca se interessou pelos negócios da família, sempre ficando atrás do vovô querido para entrar na porra do Exército! Você iria se tornar uma dama da sociedade Erza, uma lady, e você acaba com tudo! Sabe qual foi a repercussão entre as outras famílias quando souberam que minha única filha não quer saber dos negócios? Foi horrível para mim, eu tenho vergonha Erza, vergonha! Onde foi que sua mãe e eu erramos em você? Isso é desgosto demais para mim, eu não mereço isso...
- CALE A SUA MALDITA BOCA!!! – foi a vez de Erza berrar. O homem a olhou, sua filha chorava muito, e sua expressão era de pura raiva – Primeiramente pai, lave essa sua boca imunda antes de falar da minha mãe ou de meu avô, e segundo, eu não tenho obrigação nenhuma de cuidar dos negócios da família. O senhor é um homem péssimo, nunca me deu atenção! O senhor só pensa em si mesmo!
- Me respeite Erza Scarlet! Eu sou seu pai e mereço respeito, eu sempre fiz tudo por você!
- O senhor nunca pensou na minha felicidade, sempre me viu como um objeto! É um covarde! – Erza levantou-se do chão – Eu vou sumir dessa casa, o senhor nunca mais irá me ver!
- Não seja louca de fazer isso Erza! Nem que eu tenha que te amarrar, você nunca mais irá voltar para aquele quartel!
- Tente me amarrar! Quero ver se o senhor consegue! – a ruiva disse num tom desafiador – Lembre-se, eu sei magia! Eu sei que o senhor também sabe, mas não pratica, claro que eu sou muito mais forte! Vamos pai, me desafie! – a ruiva bateu em seu peito, e o pai cerrou ainda mais os olhos.
- Você só me trás desgosto Erza! Suma da minha frente! Eu tenho vontade de te deserdar para sempre!
- Deserde! Não me importo com essas coisas e o senhor sabe disso! – a ruiva foi até a porta do escritório – O senhor irá se arrepender disso pai, um dia o senhor irá precisar de mim! E eu irei lhe ajudar, afinal o senhor é meu pai e eu ainda te amo! – Erza suspirou – Até algum dia pai! – então, a ruiva saiu da sala batendo a porta com força, apenas ouvindo o estrondo de seu pai batendo com força em sua mesa. Erza correu para seu quarto e se jogou em sua cama, chorando feito criança.
Erza era uma mal amada. Nada estava dando certo para ela ultimamente. Não sabia que essa briga com seu pai – que ela já estava preparada para tal – fosse doer tanto em seu peito. Ele disse que tinha vergonha dela. Isso a machucou demais, se é que era possível seu coração estar mais partido. Ela queria tanto um abraço sincero dele, aquele abraço que ele lhe dera fora tão frio, tão sem sentimento...
Ela tinha que sumir daquela casa. Não queria, queria ficar mais tempo ao lado de sua mãe e avô, e ao lado de seu pai também, por mais cretino que ele seja. Devia ter algum lugar para ela ir, seria horrível ficar ali com seu pai a observando tão friamente. Mas que lugar. De repente, uma lembrança invadiu sua mente, uma lembrança que poderia lhe servir.
-Flashback ON –
- É nessa zona que eu moro! – disse Erza sorrindo.
- Nossa, você deve ser bem rica Erza! – Jellal disse, impressionado – Minha casa é na Zona Leste, é meio meia boca, mas é bonitinha! Tenho saudades da minha casa, ainda falta bastante tempo para o Natal! Queria morar na Zona Sul como você!
- Não queira, é horrível! Aquele povo fica pensando que você é obrigada é ser alguém “da sociedade” digamos assim! Meu pai mesmo deve estar me odiando nesse exato momento, mas eu não me importo!
- Meu pai não deve estar nada feliz comigo também, ele odeia o Exército, e queria que eu fosse médico igual ao meu irmão! Mas nem!
- Você tem irmãos? – o azulado confirmou com a cabeça – Que legal! Eu não tenho, queria saber como é isso!
- Eu tenho dois, pode ficar com um pra você se quiser! – Erza riu do comentário.
- Não Jellal, muito obrigada! – Jellal riu também, e assim os dois continuaram conversando até a hora de dormir, como sempre costumavam fazer.
- Flashback OFF –
Nessa época era tudo tão diferente, Erza e Jellal eram apenas amigos, nada além disso. Não, acho que pelo menos para ela não era assim. Talvez ela já esteja apaixonada por ele desde o momento que o viu, mas não sabia. Ele lhe trazia tanta paz, ainda não acreditava que estava brigada com ele.
Erza sentou na cama decidida, era para a casa dele que ela iria. Não iria aguentar ficar em sua própria casa, fora que ela não conseguia ficar afastada de Jellal, estava estranhando demais esse dia sem a presença dele. Quem sabe ela conseguisse se desculpar com ele. Seria estranho ficar em meio a família desconhecida dele, mas era o que ela faria, teria que matar a saudade de sua mãe e avô outra hora.
Quando a mãe de Erza entrou no quarto, viu a filha com sua roupa de inverno e arrumando uma mala. A mulher estranhou, onde é que ela pensa que vai?
- Erza? – a ruiva se arrepiou. Droga, não queria que ninguém a visse saindo.
- Mãe... – Erza virou para a mulher.
- Aonde vai? Por que esta fazendo uma mala? – Erza abaixou a cabeça, não teria jeito.
- Eu não vou passar o fim de ano aqui mãe, me perdoe! – a mãe foi até a ruiva e segurou suas mãos.
- Como assim Erza? Você mal chegou! Não pode ir embora assim!
- Me desculpe mãe, mas o pai e eu, a gente discutiu feio! Não quero mais ficar aqui, não me sinto confortável, peço que me perdoe!
- E você vai pra onde? – a ruiva corou com a pergunta, e depois sorriu de um jeito bem bobo e apaixonado.
- Vou para a casa de alguém muito especial para mim! – ela disse, sorrindo. A mãe percebeu logo do que se tratava, sorrindo também.
- Acho que entendi! – ela falou com um tom de malícia na voz – Quem é ele? – Erza corou ainda mais com a pergunta.
- Como assim ele mãe, não tem ele nenhum! V-Vou para a casa de uma amiga! – Erza se sentiu idiota, sua mãe a conhecia melhor do que ninguém, ela perceberia rápido do que se tratava.
- Não adianta enganar sua mãe Erza Scarlet! Ele é do quartel?
- Tá bom mãe, a senhora venceu! Sim, ele é do quartel!
- E você tinha dito que ninguém tinha descoberto sua identidade né? – Erza sorriu envergonhada – Mentir para a mãe é feio Erza! Bom, já que você vai para a casa do namorado...
- Ele não é meu namorado! – Erza estava tão vermelha quanto seus cabelos.
- A sim, claro que não! – ironizou a mãe – Então tá, já que você vai para a casa desse certo alguém especial, não ficarei brava! – a morena acolheu a filha em um abraço – Se cuida Erza!
- Desculpe por isso mãe, é que eu realmente não vou conseguir ficar aqui... E peça desculpas ao vô por mim também!
- Claro, não se preocupe! Darei um jeito no seu pai, ele não tem o direito de fazer isso com você!
- Não quero que vocês briguem por minha causa!
- Esta tudo bem Erza, sua mãe manterá tudo sob controle! Agora vá atrás de seu amor!
- Ai mãe, eu fico com vergonha assim! – a ruiva bateu os pés no chão, muito envergonhada. A mãe riu da reação da menina.
- Fica bem Erza! – a mãe beijou a bochecha de sua filha, a ruiva fez o mesmo em sua mãe e assim ela pegou suas coisas e pulou a janela de seu quarto, exatamente como fez no dia em que fugiu para o quartel. Deu um último tchau a mulher na janela e correu, torcendo para descobrir logo onde ficava a casa de Jellal. Não sabia se ele iria recebe-la, mas não custava nada tentar. Ela precisava dele afinal.
(...)
A ruiva se encontrava exausta. Tinha andado muito até chegar a Zona Leste de sua cidade. E ela continuava andando e perguntando a várias pessoas onde ficava a casa da família Fernandes. A neve aumentava e o frio também, logo as roupas de Erza não seriam o suficiente para esquentá-la. E já estava anoitecendo, ela passou o dia todo andando pela cidade para encontrar o bendito do local.
Chegou a uma casa que, segundo um senhor que encontrou na rua, era a casa de Jellal. Foi até a porta, a casa era muito bonita. Tocou a campainha, torcendo para que aquela seja a casa certa. Ela batia o pé impacientemente no chão, estava bem nervosa. Ela olhava ao redor e sua impaciência só aumentava. Tocou a campainha novamente, e conseguiu ouvir vozes dentro da casa, indicando que havia gente.
Logo a porta se abriu, revelando a única pessoa que conseguia fazer seu coração bater mais rápido e seu rosto esquentar apenas com um olhar. Os orbes verdes demonstraram confusão ao vê-la, a Erza não pôde deixar de sorrir. Sentia tanta falta dele.
- Erza? – ouvi-lo dizer seu nome a arrepiou. Amava aquela voz dele.
- S-Sera que... Eu posso ficar aqui? – foi só o que ela perguntou.
- Jellal! – ouviu uma mulher dizer dentro da casa, era uma mulher loira. A loira estranhou ver aquela estranha aparecer tão tarde em sua casa – Quem é ela?
- Mãe... – então ela era a mãe dele? Mas ela parecia ser tão jovem... – Ela é... Minha namorada.
Notas finais
Sim, a Erza vai passar o Natal na casa do Jellyin *O* Altas tretas rolarão, fiquem ligads qn
O pai da Erza é mor cuzão nér '-' ? se bem que se não fosse por ele, a Erza não iria passar o Natal com o geleia gostosa :v
Ninguém engana a mãe da Erza ù_u HAUSHAUSHAS' se bem que ela não sabe nem disfarça, tão bobinha qn
Deixem seus reviews, para a alegria de nós duas u.u
É isso então, até domingo com a Bunny-linda Õ/
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