For My Dream

11 XI - Apesar das condições...


Notas iniciais
Heeey! õ/
Hoje vocês não vão precisar me colocar na guilhotina UHUUL (Neko me ensinou o nome, mó linda ela)
Mas ainda assim, vocês vão querer me odiar depois desse cap ='D Acho.
Enfim, enjoy!

A ruiva estava deitada, dessa vez em sua própria cama, enrolada no enorme edredom azul com a mente em total desordem. Jellal havia saído novamente alegando que traria algo para ela comer. Foi um pouco tenso depois que cessaram o beijo. Ela não sabia o que dizer nem fazer. Era algo novo para ela. Vários pensamentos vieram em uma incrível velocidade à sua mente e agora, tentavam arduamente se ajeitar em sua cabeça. Levou dois dedos aos lábios tocando-os levemente. Não conseguia acreditar. Os lábios dele foram em encontro aos seus de forma tão inexplicável. Sem que notasse já estava sorrindo, assim como o azulado fizera quando se separaram. Ela não entendeu muito bem o sorriso, mas foi maravilhoso vê-lo. Era um sinal de que o beijo tinha sido bom. Nunca tinha beijado antes, nem mesmo esperava que aquilo acontecesse assim, de uma hora para outra, então era ótimo para ela saber que não havia feito besteira. Bateu em sua própria testa com os pensamentos. Ela não poderia estar pensando naquilo.

A questão que mais lhe atormentava era: Jellal realmente gostava dela da mesma maneira? Ainda que sim, a situação era complicada. Não sabia se era possível para eles manter um relacionamento em um local como aquele. Agarrou o edredom cobrindo o sorriso infantil que se fizera em seu rosto ao pensar o quão divino seria se seu primeiro amor correspondesse aos seus sentimentos. O sorriso logo se desfez ao imaginar que uma das possibilidades era Jellal tê-la beijado só por beijar como é normal nesses tempos. Sabia que ele não era o tipo de pessoa que brincava com os sentimentos dos outros, mas ele não sabia como ela se sentia sobre o mesmo, talvez o beijo realmente não tivesse tido tanta importância assim para o azulado.

Cobriu-se por inteiro tentando pensar em outra coisa, mas absolutamente tudo a fazia lembrar-se dele. Rangeu os dentes culpando o garoto enquanto buscava saber o que diabos ela vira nele. Tudo. Essa era a resposta. Tudo nele era perfeito, não conseguia encontrar defeitos. Ela sempre se rendia daquele jeito. Mas nem mesmo o conhecia tão bem, não sabia como conseguia ter tanta certeza e confiança naquele homem. As imagens de seu sonho vieram novamente à sua mente fazendo-a estremecer. Jellal não faria aquilo. Podia não saber tudo sobre sua vida, mas confiava em cada uma das palavras que saíam de sua boca. Era tudo tão confuso para ela. Queria saber o que se passava na cabeça dele também. Fechou os olhos respirando fundo na tentativa de não se exaltar. Nem poderia ficar pensando naquilo. Tinha outras coisas para se preocupar no momento.

Seus olhos abriram ao escutar o barulho da chave girando no trinco. Ele havia chegado. Fechou-os novamente ainda coberta por inteiro. Não queria falar com ele, não naquele momento. Não estava preparada mentalmente. Ele poderia beijá-la novamente, ou fazer perguntas, ou ignorá-la... Ou se declarar. Aquele era o menos provável. Escutou o rangido da porta e o barulho dela encostando e novamente o barulhinho da chave.

— Erza, eu trouxe... – ele parou de falar ao ver que a ruiva não fizera nenhum movimento – Erza? – chamou se aproximando da cama – Não está com fome? – permaneceu sem resposta.

Deixou o prato de comida coberto por outro prato em cima de uma mesinha perto da cama da ruiva. Sentou-se na beirada de sua cama e puxou delicadamente o edredom vendo a garota virada para a parede de olhos fechados e com as mãos próximas ao rosto. Sorriu com a adorável imagem acariciando levemente sua face. Olhou em direção a sua cama. Ali parecia tão solitário. Dormira duas noites com Erza e aquilo fora como estar no céu. Não era bom se acostumar com aquilo, mas seria muito empenho sair do conforto que lhe era proporcionado. Puxou o edredom mais um pouco, o suficiente para que ele não deitasse em cima. Deitou de frente para a ruiva e se cobriu. Puxou a garota mansamente para si. Dormiriam de conchinha naquela noite.

Uma pitada de desespero tomou conta da ruiva assim que esta sentiu o cheiro embriagante do azulado ir se intensificando cada vez mais. Ele estava deitando com ela de novo. Ela desejava afastá-lo, mas ao mesmo tempo desejava virar e puxá-lo para outro beijo. “Não... Vai pra sua cama, droga!” era aquilo o que se passava em sua mente e o que ela queria dizer. Precisava de um espaço para pensar, seria mais difícil ainda com ele grudado consigo. Não podia se mexer muito, assim mostraria que estava acordada e teria que falar com ele, coisa que não queria fazer naquele momento. Suas costas doíam por estarem encurvadas demais, estava um tanto desconfortável. Remexeu-se bem de leve, o bastante para que pudesse esticar um pouco mais as costas. Sentiu o braço forte puxar-lhe ainda mais fazendo com que suas costas colidissem com o peitoral do garoto. O azulado apoiou o rosto no pescoço da garota aspirando seu cheiro e em seguida depositando um beijo demorado ali mesmo. Ele foi subindo fazendo uma trilha até a orelha onde deu uma leve mordida. Erza sentia arrepios correr-lhe pela espinha a cada toque. Não saberia lidar com aquilo, estava nervosa, totalmente travada e já começava a suar. Almejava saber o que ele queria no fim das contas.

—Perdão... –começou num tom baixo – Não consigo me controlar perto de você, não mais. Eu sei que você está acordada. – disse rindo. Por fim, depositou um beijo na bochecha dela e se levantou da cama – Boa noite.

Erza não sabia o que fazer novamente. Nem mesmo se mexera, estava na mesma posição. Sentiu os músculos suavizarem. Respirou fundo agarrando-se mais ao edredom. Seu coração já estava a mil assim como sua mente.

O azulado mirava seu reflexo no espelho. Estava assim há um tempinho. Suspirou finalmente desviando o olhar. Abriu a torneira e se encurvou pegando o pouco que dera da água fria no rosto. Levantou-se voltando a se olhar, dessa vez com desprezo. Bateu a mão na própria testa. Estava se achando um idiota. Não era como se não quisesse tê-la beijado, mas não deveria ter feito aquilo. Só faria com que ela se afastasse dele e no momento, era o que menos queria que acontecesse. Ela correspondeu e muito bem, nem mesmo o deixou parar de beijá-la, mas era possível que aquilo fora apenas no calor do momento. Assim que deitou com a mesma sentiu que estava tensa e sabia que ela não estava dormindo e só fingia para não ter de enfrenta-lo. Mordeu o lábio inferior segurando-se para não dar um sacode em si mesmo. Erza era uma pessoa tão maravilhosa, a amava tanto e por causa de um deslize corria o risco de perdê-la.

Saiu do banheiro olhando para a ruiva que estava do mesmo jeito. Suspirou novamente caminhando até sua cama agarrando o travesseiro numa tentativa falha de substituir a linda garota que dormira em seus braços durante duas noites seguidas.

O azulado estava um pouco distante da ruiva desde quando acordaram. Mal tinham se falado naquele dia. Ele não queria estar certo, mas infelizmente era aquilo. Ela estava se afastando. Não poderia deixar que isso acontecesse, não queria vê-la tão afastada e excluída como antes. Precisava ficar ao lado dela, para o seu próprio bem e para o bem da garota que amava. Não podia ficar sozinha ainda mais com o Gray querendo aprontar. Pensando bem, não estava arrependido do beijo. Ele gostou e ela também. Mesmo com a confusão dos sentimentos vinda de ambas as partes, se tivesse a oportunidade faria de novo.

O sinal que indicava o fim dos treinos soou. Caminhou lentamente até a ruiva que estava parada num canto bebendo água. Todos já estavam começando a sair, seria melhor falar com ela a sós. Tocou levemente seu ombro fazendo-a virar encarando-o também.

—Erza... Precisamos conversar. – disse num tom de suspense.

Era aquilo que ela temia. O evitou a manhã inteira, mas sabia que a hora de esclarecerem as coisas chegaria.

—Sobre? – se fez de desentendida.

—Ontem eu... Bem... – ele coçava a nuca. Assim como ela não sabia o que dizer, mas sabia que tinha que dizer. Não pensou que travaria na hora.

—Jellal, sobre o beijo... Eu gostaria de me desculpar. – disparou fazendo os olhos dele se duplicarem de tamanho – Não foi certo fazermos aquilo, tenho certeza que você fez por impulso, eu entendo.

—N-não... Erza... Aquilo não... – foi impedido de continuar.

—Você não precisa dizer nada! Não significamos nada um pro outro, certo? Além de amigos, é claro. Acho... – agora ela quem foi interrompida.

Foi tudo tão rápido e não exigiu pensamento vindo dele. O azulado já tinha puxado a ruiva para si e colado os lábios novamente. Aquela sensação... Não era a mesma do dia anterior para nenhum dos dois. Os sentimentos continuavam os mesmos, os corações batiam totalmente descompassados novamente, mas dessa vez a ruiva não dava brecha, não correspondia ao beijo, parecia não querê-lo. Ela o empurrou num movimento involuntário olhando para o chão.

Jellal não entendeu nada. Ela tinha correspondido muito bem no dia anterior e agora estava o rejeitando? Sentiu algo apertar em seu peito e algo pesar em sua consciência. Sentiu-se o pior do mundo ao perceber que estava tentando força-la a algo. Como poderia controlar-se agora? Já havia sentido o seu cheiro, o gosto de seus lábios, seus toques... Seria horrível ter de se afastar dela.

—Me perdoe. – disse desviando o olhar também.

Agora foi a vez de Erza sentir-se mal. Não sabia o porquê de ter dito tudo aquilo. Eram coisas totalmente sem sentido, nem mesmo pensara antes de falar. Também não queria tê-lo interrompido ou ter recusado seu beijo. Apenas ficou com medo de ouvir o que ele tinha a dizer. Seu egoísmo tomou sua frente fazendo-a dizer aquelas coisas com medo de que o azulado a machucasse. E pelo visto, ela se machucara mais ainda e o pior, o machucara também. Levantou a cabeça vendo Gray encostado em um dos equipamentos bem próximos a eles. O moreno sorria debochadamente, de novo. Não acreditava em como alguém poderia ser tão falso.

—Que fora, hein Jellal! – disse rindo.

O azulado virou-se no mesmo instante assustado. Não tinha percebido a presença do mago de gelo ali. Cerrou os dentes e os punhos. Seu olhar já mudara um pouco ficando meio escuro.

—O que você quer? – indagou ríspido.

—Ora, não seja mal. Vocês estão tão preocupados com esse “relacionamento” que já se esqueceram de mim? – disse fazendo aspas com os dedos.

—Eu perguntei o que você quer. – sua voz ficava cada vez mais sombria.

—Calma cara! Eu te disse ontem. Não tenho intensão nenhuma de fazer mal à ruivinha, mas isso com condições. Fiquem tranquilos, não é nada de mais. – deu um passo para se aproximar de Erza, mas foi impedido pelo azulado que entrara em sua frente.

—Saia daqui. – disse Jellal.

—Se eu sair vocês sabem para onde eu vou, certo?

Aquilo fez ambos gelarem. O moreno fez um sinal para que Jellal se afastasse da ruiva e mesmo com relutância o azulado obedeceu. Gray ficou de frente com Erza segurando delicadamente seu rosto enquanto sorria.

—Você tem um rosto tão bonitinho. Eu já tinha percebido. – falou gargalhando novamente.

—Fale logo o que você quer que façamos e caia fora! – disse Jellal se segurando para não voar no pescoço do garoto.

—“Façamos”? Isso não tem nada a ver com você. É entre mim e a Er-chan, apenas. – esclareceu olhando com desprezo para o azulado. Deslizou a mão pela pele alva da ruiva que já demonstrava medo. – Fique calma, eu tenho certeza que vai ser algo bom pra você também. – disse sorrindo falsamente – Tudo o que você vai ter que fazer é me alimentar.

—O-o que? – a ruiva não entendera assim como Jellal que olhava confuso com medo da resposta.

—Vou ter mesmo que dizer de forma tão explícita? Que vergonhoso... – ironizou colocando a mão na boca. Um sorriso insano tomou conta de seus lábios – É simples, você vai ter que me deixar usar você como quiser e quando quiser, entendeu? Sabe o quanto é difícil ficar sem mulheres? Você não deve saber, está cercada de homens, o idiota do seu companheiro de quarto também não deve saber, mas também, com uma gostosa dessa perto o tempo inteiro, quem sente falta de outras? – disse sorrindo para o azulado enquanto puxava a ruiva para si deixando os corpos rentes um com o outro – Mas não se preocupe... – voltou a falar colocando a cabeça no ombro da garota – Vou ser carinhoso com você até que você se acostume, tá? Bem, isso é tudo. Tomem cuidado com os atos, eu posso muito bem decidir ser malvado. – dito isso beijou o canto da boca da ruiva – Até depois moranguinho! Apelido bonitinho né? – terminou sorrindo e se afastando deixando o local com um sorriso satisfeito no rosto.

Erza estava totalmente sem reação. Estava assustada. Suas pernas que estavam bambas com a presença do moreno, agora, simplesmente não aguentaram o peso de seu corpo. Colocou a mão no rosto ainda tremendo.

Olhou de esguelha para Jellal que possuía o olhar totalmente escuro e também tremia. Mas ele parecia diferente, aquilo que o tomava não era o medo e sim a raiva. Queria capar Gray, queria mata-lo, literalmente. Nunca quisera fazer mal a ninguém desse jeito. Ele estava errado sobre si mesmo. Não era o pior do mundo. E pensar que havia pessoas que faziam coisas como esta, e pensar que considerava uma delas o seu melhor amigo.

Olhou para a ruiva que possuía o olhar fixo no chão, estava acabada. Andou até ela e se ajoelhou ao seu lado segurando sua mão apertando-a fortemente.

—Erza... Você vai desistir? – perguntou já sabendo a resposta.

A ruiva levantou o olhar fixando-o nas orbes verdes do azulado que ansiavam por uma resposta.

—Eu não posso Jellal. Você mesmo disse que ninguém poderia tirar o meu sonho de mim. – um sorriso fraco se abrira.

Ele não acreditou no que vira. A ruiva estava com os olhos marejados, mas ainda assim, não deixara nenhuma lágrima cair e ainda por cima estava sorrindo, mesmo que fosse fracamente, havia um sorriso em seus lábios. Ela era realmente incrível e forte. Queria abraça-la e dizer que tudo ficaria bem assim como já se acostumara a fazer. Não. O que ele realmente queria era beijá-la e dizer que era só sua e que ninguém mais além dele lhe tocaria. A distância entre as bocas era o que mais lhe incomodava. Mas não podia fazer aquilo, não no momento. Acariciou os cabelos ruivos e beijou sua testa. Levantou-se ainda sem soltar a mão da ruiva. Mesmo com tudo isso, ele não sairia do lado dela. Não era Gray que a faria desistir, nada iria fazê-la voltar atrás e absolutamente nada iria fazê-lo deixa-la sozinha.

Notas finais
Falem aew se a Erza não é foda/doida por aceitar isso? u3u
Defina o Gray em uma palavra q Ele é mó cheroso e eu a Neko estamos fazendo ele fedido nessa fic que cu q HAUSHUASH'
Man, por enquanto eu to escrevendo só as tristezas ='D Quero escrever pegações logo q Ainda bem que tão chegando =3=
E não, eu não gosto de GrayZa tá gentis? Só coloquei aqui pra odiar mais.
Eu ia colocar NaLu, mas eu tava com preguiça e sem inspiração vinda do kokoro.
E tem uma coisa que me deixa sad que eu reparei já ;3; Que tem gente que só aparece quando uma coisa tipo "UUUH" acontece T^T Y U NOM comentam gentis? ;3;
Enfim, obrigada se tu leu até aqui, deixe seu review e... That's it o3o
Kissus (/o3o)/ ~ ♥