For My Dream

12 XII - Tudo estava indo bem demais.


Notas iniciais
E AEW POVO LIMD *3* ?
Neko-chan lendja e gostosa (SQNUNCA) trazendo mais um capítulo pra vceis :'D
Mor triste esse cap, aff ;3;
Boa leitura :'D

Natsu engoliu com pressa seu almoço e saiu de mansinho do refeitório. Gajeel perguntou aonde ele ia, e o rosado nem respondeu O moreno provavelmente iria perguntar depois aonde ele ficou o intervalo todo, mas até lá ele tinha algum tempo para inventar uma desculpa.

O destino de Natsu era o consultório da doutora Heartfilia. O rosado tinha a necessidade de vê-la. Desde o dia do treinamento especial ele não conseguia tirar a loira da cabeça, não, mentira, desde o momento que a viu Natsu não consegue esquecer aqueles olhos de chocolate. Como ele disse aquele dia, parece que era amor à primeira vista. A loira o chamou de idiota, e ele riu da reação dela. Ela era fascinante, simples assim.

Quando chegou a porta do consultório, abriu a porta de mansinho, encontrando a loira sentada em sua cadeira, lendo alguma coisa. Ela estava tão concentrada que nem percebeu a presença do rosado ali. Natsu se perdeu no sorriso singelo que a loira tinha desenhado nos lábios, ela era linda. Chacoalhou a cabeça para sair de seu transe e cruzou os braços.

- Esse livro é mesmo mais importante do que eu, doutora Heartfilia? – perguntou Natsu, fazendo Lucy tomar um pequeno susto antes de fitar seu rosto.

- Natsu? O que quer aqui? – perguntou a loira, colocando um marca páginas no livro e o fechando.

- Só queria ver a minha loirinha preferida! – o rosado aproximou-se da mesa da doutora, colocando as mãos sobre essa para olhar a garota mais de perto.

- Loirinha preferida? O que? – Lucy estava confusa. Desde quando ela é a “loirinha preferida” dele? – Quer que eu chame o Snot-chan para você de novo?

- Não! Aquela geleia azul me dá medo!

- Então volte para o seu intervalo e me deixe quieta com o meu!

-Você não gosta da minha presença doutora? – o rosado era abusado, colocou uma das mãos no queixo dela, fitando seus olhos. Eram de um tom tão bonito, Natsu ficava perdido perto dela.

- Se você não fosse tão idiota eu poderia até gostar um pouco mais de você! – Lucy olhava profundamente nos orbes de ônix do rosado. Ele era bem bonito, não tinha reparado nisso ainda.

- A, então você gosta um pouquinho! – Natsu abriu um grande sorriso. Lucy corou um pouco com aquele sorriso.

- O que você quer hein Dragneel? Você é muito chato!

- Chata é você! Mas sabe Lucy, tenho que admitir que tem algo em você que me atrai. Além da beleza é claro!

- Suas cantadas me dão nojo! Aprenda umas boas cantadas primeiro sim? Depois conversamos! – Lucy levantou-se de sua cadeira e começou a empurrar Natsu para fora do consultório – Agora tchau, já encheu minha paciência demais por hoje!

- Nossa Lucy, eu sou tão chato assim?

- Sim, você é! E é doutora Heartfilia pra você! – quando estavam próximos a porta, o rosado num rápido movimento colocou a médica contra a parede, e a loira estalou a língua com isso – Sai meu!

- Calma, você está nervosinha demais! Quer que eu te acalme?

- O que? – Lucy balançou a cabeça negativamente e o fitou. Nunca tinha visto Natsu tão de perto, ele era realmente muito bonito. A proximidade fez o rosto de Lucy ruborizar mais.

- Você fica muito bonitinha assim sabia? Principalmente quando esse rosto vermelho é culpa minha!

- Você anda tendo sonhos molhados comigo Natsu?

- Sonhos molhados? Por que pergunta?

- Porque você nunca apareceu aqui! O que você anda sonhando comigo, hein?

- Não é nada disso Lu-chan, é só vontade de te ver mesmo!

- Lu-chan?! Agora foi a gota d’água, sai daqui!

- Eu saio, mas antes... – o rosado rapidamente roubou um selinho da doutora, que nada fez. Natsu fez uma trilha de beijos pela bochecha da loira até seu ouvido, onde deu uma assoprada e uma leve mordida – Pense com carinho em mim, tá? – o rosado afastou-se, sorridente, e saiu pela porta.

Lucy, que estava com o rosto bem vermelho, recostou a cabeça na parede parasse acalmar. Seu corpo ainda estava arrepiado com o toque dele. Ele era carinhoso, e bonito também. Só que ele era idiota. Lucy sorriu. Será que ele voltaria a procura-la daqui a alguns dias? Tomara que sim.

(...)

Erza não conseguia nem mesmo copiar a lição da lousa. Estava perturbada, triste, sem saber o que fazer. A voz do professor Freed soava longínqua, mas ela sabia que ele falava algo sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. Ela já estudara isso na oitava série, por que falar disso? Se bem que os estudos ali eram bem mais aprofundados. E ela também não conseguia fazer nada sentindo o olhar de Gray sobre si. Ela sabia que ele a olhava, que ele esperava uma resposta sobre a “condição” que ele lhe dera. Ela não podia desistir, tinha que ser forte, por seu sonho, por ela mesma, e por Jellal também. Ele mesmo disse que ninguém roubaria seu sonho, muito menos Gray. Gray era uma pessoa baixa, tinha praticamente pedido para que ela fosse sua prostituta, que teria que dar pra ele quando ele quisesse. Ela não entendia nada disso, era uma pessoa super inocente. Já havia completado dezoito anos, e não entendia nada da vida. Ela só não imaginava que precisaria aprender isso justo naquele lugar. E ela sentia nojo só de pensar em Gray a tocando, ela iria se rebaixar tanto assim só por causa de seu sonho?

- Recruta Scarlet? – ouviu a voz do professor lhe chamando.

- S-Sim? – perguntou Erza, saindo de seus pensamentos.

- Não esta se sentindo bem de novo?

- N-Não, eu estou bem!

- Então preste atenção na aula, por favor, antes que eu precise chamar o General!

- Desculpe senhor! – Erza abaixou a cabeça, com vontade de chorar de novo. Mas engoliu o choro, sentindo uma sensação ruim na garganta com isso.

Para Jellal, ver sua amada tão abatida era o fim. E ele sabia que parte disso também era culpa dele. Não devia ter feito o que fez, não devia! Mas ele simplesmente não conseguia se controlar. Era mais forte do que ele. Erza lhe causava um desejo insano, e ele fazia de tudo para se segurar. Ela era tão inocente, não podia assustá-la, mas se ele pudesse continuar as carícias que começou ontem quando estava deitado com ela de conchinha, ele continuaria. Só não foi além por causa de sua consciência.

Jellal devia ganhar um prêmio por saber se controlar tanto. Queria matar Gray, queria mesmo. Nunca quis o mal dos outros, por mais ordinários que sejam, mas mexer com a garota que ele ama é outro nível. Ainda mais falando que ele a usaria. Queria socar a cara de Gray dizendo que ela era só dele. Jellal descobriu que era extremamente ciumento. Mas não podia deixar isso assim, deveria fazer algo para impedir isso. Por enquanto confiaria em Erza, confiaria que ela não aceitaria isso. Só de pensar em Gray a tocando da maneira que ele queria tocar... Não, Jellal não suportaria isso, já não suportava ver Erza, que sempre foi tão prestativo nos treinos e tão alegre com ele, triste e confusa.

Na mente do azulado, Gray já estava morto e enterrado a luz de velas pretas. Ele virou-se para olhar o moreno, que o olhou com o mesmo sorriso sínico de ontem, os olhos de Jellal se escureceram de puro ódio. Nunca sentiu um ódio tão profundo antes, ainda mais vendo aquele sorriso falso do moreno. Gray era um de seus melhores amigos, como ele pode ser tão falso? Ele sempre pareceu ser uma boa pessoa, e Jellal descobriu da pior maneira possível que Gray era uma das pessoas mais frias e baixas que existiam nessa Terra. O azulado, depois de bastante tempo fitando profundamente os olhos negros de Gray, sentiu algo tocar seu ombro. Era Erza, que o olhava com um olhar preocupado. Os olhos da ruiva brilhavam, e imediatamente os orbes verdes do garoto voltaram a ter brilho também. Ele corou e sorriu, sentindo seu coração esquecer-se um pouco do ódio que estava o dominando, voltando a bater ao ritmo do sentimento quente que nutria por ela. Erza, ao ver a expressão de gentileza voltar ao rosto do amado, sorriu também. Tinha ficado assustada ao ver o olhar tão escurecido que ele lançava a Gray. Não podia envolver Jellal nisso, mas sabia que ele não a deixaria sozinha. Confiava totalmente nele.

Os dois interromperam o contato visual, para voltarem a prestar atenção na aula. Jellal teve vontade de beijá-la ali mesmo, mas aprenderia a ter mais controle de seus atos diante dela, e claro, diante de Gray.

(...)

Ao fim da aula, Erza esperou todos se afastarem para falar com Gray. Pediu que Jellal se afastasse também, mas ele não ia nem amarrado. Deixou-o ficar. O azulado acreditava que Erza iria recusar, e Gray precisaria pensar em uma condição menos baixa. Ele sabia que ela não iria se rebaixar assim.

- Então Er-chan, o que deseja falar comigo? – Gray sorriu daquela forma sínica que eles já conheciam.

- Gray... – começou Erza. Fechou os olhos e cerrou os punhos antes de dizer – Eu aceito suas condições!

Gray sorriu ainda mais largo, enquanto os olhos de Jellal ficaram do tamanho de pratos. O que? Não, não podia ser. Por que? Erza amava tanto assim seu sonho a ponto de ser a putinha de Gray? Não, ele deve ter ouvido errado. Sua Erza era inocente, ele não queria que ela conhecesse as coisas assim. Desejava ser ele a ensinar esse tipo de coisa a ela.

- Erza, você não... – dizia Jellal. Ele não conseguia nem falar direito.

- Não diga nada Jellal! Isso é entre mim e o Gray!

- Tá certa Er-chan! Você irá ver que eu tenho tudo o que esse azulado esquisito tem!

- Ora seu...! – Jellal foi para socar a cara do moreno, mas sentiu o aperto de titânio da ruiva apertar seu braço. O azulado a fitou confuso, e logo começou a ficar bravo – Erza...

- A, então é esse o seu nome moranguinho? Erza? Que nomezinho mais fofo! – o moreno afastou Jellal e abraçou a ruiva, que fez uma expressão de nojo. Devia ter deixado Jellal socar a cara dele, mas isso acabaria com tudo, Gray a entregaria – Mas continuarei te chamando de Er-chan! Acho mais bonitinho! – o moreno a soltou e olhou nos olhos castanhos avermelhados – Bem Er-chan, o primeiro passo do nosso acordo é: Eu quero te ver de verdade, entendeu?

- De verdade? – Erza perguntou. Ele não queria vê-la nua, né?

- É, Er-chan, ver como você é de verdade, sem essa roupa escrota de Enzo! Não precisa ser hoje, deixarei você pensar um pouco em como vai me satisfazer! Viu como eu sou carinhoso? – Erza queria cuspir na cara dele – E quanto ao paspalho ai – ele apontou o azulado, que tinha novamente o olhar escurecido – Nem pense em tentar interferir no meu romance com a Er-chan! – Gray se aproximou de Jellal – Ela é minha, entendeu?

Jellal rosnou de raiva. Ele estava trêmulo, tenso e queria cortar a garganta de Gray fora. Ele respirava alto. Gray deu uma risadinha e voltou a dar atenção a Erza.

- Vou para meu quarto agora! Avise quando for me mostrar a “Erza” entendeu senhor Enzo?

- C-Claro... – disse a garota num tom baixo.

- Ai como ela é obediente! – o moreno depositou um beijo na bochecha da ruiva – Até mais, minha Er-chan! – e o moreno seguiu seu caminho dando pulinhos.

Erza olhou para Jellal um tempo, e ele continuava trêmulo. Ela preferiu nem perguntar nada, seguiu seu caminho até o quarto também. Chegando lá, ela sentou em sua cama e ficou a pensar. O que Jellal deve estar pensando agora? Deve estar com ódio, muito ódio. Se até mesmo ela estava com raiva, querendo dizer a Gray que era Jellal quem ela amava, imagine ele? Se bem que ele nem sabia o que ele sentia de verdade. Lembrou-se do beijo. Foi algo tão bom para ela que ela nem mesmo sabia explicar. Só de lembrar-se daquele momento seu coração já dispara dentro do peito e um sorriso bobo e apaixonado surge em seus lábios. Ele era seu primeiro amor, e provavelmente o único que ela teria.

O som do trinco da porta é ouvido, revelando um Jellal com os olhos cobertos pela franja. Erza imediatamente se arrepiou. Tinha medo, muito medo do que ele estaria pensando agora. Engoliu seco antes de chama-lo.

- J-Jellal?

- O que você quer? – perguntou ele seco, finalmente a olhando. Erza engoliu seco novamente, ele estava assustador.

- O que você... Está pensando?

- Eu não significo nada para você não é? – perguntou ele, cerrando os dentes e voltando a ter os olhos brilhantes. Erza se sentiu muito mal com aquela pergunta. Claro que ele significava algo.

- N-Não diga isso Jellal, é claro que você significa algo pra mim! – Erza levantou-se para dizer isso.

- Então por que você aceitou a proposta do Gray? – Jellal segurou Erza pelos ombros – Hein?

- Para que ele não me entregue, oras!

- Seu sonho é mesmo mais importante do que eu? – Jellal fitou o chão perguntando isso. Erza sentiu seu coração pesado, não sabia o que responder. E por que ele estava perguntando isso também?

- O que você quer hein Jellal? Por que tantas perguntas estranhas? Pare de me confundir!

- Aquele beijo não significou nada para você Erza? – a ruiva não sabia responder aquelas perguntas – Você correspondeu meu beijo por que?

- Para Jellal, para! – Erza colocou ambas as mãos do lado da cabeça, tentando se acalmar – Me deixe correr atrás do meu sonho. Se isso é necessário, eu farei!

- Você só liga para o seu sonho! – disse ele, com a voz carregada de irritação e tristeza. Sabia da importância que ela dava para aquilo, só não gostava de saber que ele era menos importante – Você que se vire com o Gray, eu não me importo mais! – Jellal sentou em sua cama olhando para a parede, e Erza o olhava, esperando que ele faça algo. Jellal não disse nada, então a ruiva se dirigiu a porta – Aonde vai?

- Não te interessa!

- Interessa sim! – o azulado quase gritou dizendo isso.

- Não interessa não! – Erza sim gritou – Vou dar uma volta, para me acalmar! Não venha me procurar! – ela saiu pela porta a batendo com força.

Jellal estalou a língua e sentiu seus olhos marejar. Ótimo, agora ele tinha brigado com ela. Como que de um dia para o outro tudo mudou da água para o vinho? Ele e Erza estavam tão próximos, tão unidos, e agora eles tinham brigado. Lágrimas escorreram pelo rosto do azulado, estava triste, abalado e magoado. Não gostava de acreditar que Erza dava mais importância a seu sonho do que a ele. Ele limpou as lágrimas, mas elas não paravam de cair.

- Eu só queria que você entendesse que eu te amo droga! – disse ele, suspirando logo em seguida.

Erza correu até a floresta que cercava o quartel. Ao chegar num lugar não muito longe, ela soltou seu cabelo, retirou sua farda a jogando em qualquer lugar da floresta e pôs a mão por dentro da camisa, soltando as ataduras de seus seios. Como não estava usando nada por baixo, seus seios ficaram perfeitamente visíveis por trás da camisa branca, mas ela não estava se importando com isso agora. Ninguém apareceria ali.

A garota sentou-se encostada numa árvore, trazendo as pernas para perto do peito e apoiando os braços em seus joelhos. Ela começou a chorar de novo, já fazia tempo que ela queria chorar, e achou um momento perfeito para isso. Estava com raiva de Jellal, muita raiva, e queria entender que possessão era essa. Ela não queria nem um pouco ser a escrava sexual de Gray, mas era necessário. Faria tudo e mais um pouco por seu sonho. Não sabia o que responder sobre a pergunta do que era mais importante, ele ou seu sonho. Ambos eram tão importantes para ela. Erza seria mesmo capaz de desistir do sonho de sua vida por causa de Jellal?

- Por que eu tenho que te amar tanto seu maldito? – perguntou ela, afundando a cabeça em seus joelhos.

Ficou um bom tempo ali, chorando e pensando em várias coisas. Não iria voltar para aquele quarto, não queria falar com Jellal, dormiria naquela floresta se necessário. Ergueu a cabeça de novo para limpar um pouco das lágrimas e se deparou com o par de orbes verdes que tanto lhe encantam e a fazem se render. Que inferno, o que ele queria agora?

- O que você quer? – perguntou Erza, logo recebendo um beijo na testa daquele garoto que tanto a tira do sério.

Notas finais
Momentin Nalu no começo pq sim u.u HAUSHAUSHAUSH'
Ain, eles brigaram xenti ;3; e deixei um ar de continua no final pq o próximo cap ta do caralho, née Bunny u.u ? HAUSHAUSHAUSHAUSH'
Cara, como eu toh amando escrever esse Gray estilo Félix *333333*
Bem, esperando reviews gente *U* Até domingo com a Bunny Õ/