Notas iniciais
Olá, queria saber se alguém está acompanhando a história aqui pelo Nyah! Se alguém estiver, deixa um comentário para mim saber se devo continuar postando ou não ♥

Eu já estava nervosa, e aquela sala era silenciosa o bastante para que eu não ousasse nem respirar, pois qualquer singelo som parecia ser proibido ali. Só que então, iniciaram-se os cochichos.

— Quero entrar junto! — ela pediu.

— Ah! Mas não vai mesmo! — retruquei no mais baixo tom possível.

— Mas porque? — ela perguntou.

— Acha que não te conheço?

— Não entendo o problema — ela cruzou os braços.

— Com certeza não entende, você só vê diversão — acusei.

— Mentira! Eu preciso saber dessas coisas também — se defendeu.

— Espera sua vez então!

— Prefiro chegar na minha vez sabendo o que me espera.

— E eu tenho que me ferrar e de brinde aguentar você depois!?

— Não seja chata!

— Não seja insuportável!

— Chega as duas! — mamãe se pudesse nos dava um tapa, seu cochicho com os dentes cerrados mostravam isso — May vai entrar junto, ela não pode ficar sozinha aqui.

— Claro que pode! — sussurrei o mais alto que podia.

— Não, não posso, alguém pode me sequestrar, não é mãe? — May veste sua skin de vítima.

— Não — mamãe negou e eu segurei o riso pela cara dela cair no chão — você tem que entrar porque não é permitido menores de idade sozinhos aqui.

— Então porque trouxe ela!? — perguntei incrédula.

Cá estamos eu, minha mãe e minha querida irmã May, na sala de espera do consultório especializado em vaginas. Isso não podia ser mais constrangedor.

Estamos aguardando eu ser chamada para minha consulta, e tenho que dizer que essa espera, parece eterna. A sala onde estamos é extremamente silenciosa, apenas uma secretária escondida atrás de um alto balcão fica infernizando meus ouvidos com o tec tec do teclado.

Recebi duas cotoveladas de minha mãe por eu não parar de balançar minha perna e torcer os dedos. Estou nervosa, é uma consulta muito íntima com um completo desconhecido, e de brinde, dois seres, um que adora me repreender e outro que ama tirar sarro da minha cara. O que me espera atrás daquela porta branca que tem um belo sobrenome alemão impronunciável estampado nela, ninguém sabe.

— May vai na casa da amiguinha depois daqui, assim poupamos duas viagens.

— Hmm… na casa da amiguinha… — olhei para May desconfiada — sei… — segurei o riso quando minha irmã estalou os olhos implorando para que eu ficasse quieta.

Ela mentiu, claramente mentiu. Ela vai na casa do Henri.

May é esperta, esperta demais para o meu gosto. E então como um clique, pensar nas circunstâncias me fez entender o porquê dela insistir tanto em vir junto e participar da consulta. Há um tempo ela já havia me perguntado como é ir mais além no relacionamento. Gelei com a lembrança. Ela não pode estar aqui pelo que imagino, May não está planejando isso.

— O que pensa que vai fazer!? — a questionei, tentando com muito esforço fazer com que nossa mãe não ouvisse.

— O que? — ela se fez de desentendida.

— Eu entendi tudo mocinha. O que está pensando!? — May começou a ficar vermelha.

— Cala a boca, a mamãe vai ouvir!

— May! Não acredito! — exclamei baixo. — Não faça isso! — disse segurando sua mão. — Por Deus, você é muito nova!

— E você muito velha!

— May…

— Senhorita Singer — a porta se entreabriu e um homem maduro apareceu. Engoli em seco — Pode me acompanhar — ele escancarou a porta estendendo o braço — senhora Singer, como vai?

— Muito bem doutor, é muito bom revê-lo — disse minha mãe passando por ele. Na minha vez, eu encarei o médico e o sorriso dele era assustador.

— Um homem! Não podia ser ao menos uma mulher!? — ainda aos sussurros falei com a maior braveza que minha voz permitia.

— Ele é meu médico a anos, não tenho o que reclamar — ela justificou.

— Bem, o que as trazem aqui? — o médico perguntou sentando-se na cadeira enquanto ajeitava seu jaleco.

— Bom… minha menina, é… — finalmente achei algo que minha mãe não consegue falar.

— Você…? — o médico me encarou, esperando que eu respondesse o que minha mãe não tinha coragem.

— Eu… — percebi que também não tinha coragem.

— Ela abriu as pernas para o namorado — será que a May não tem vergonha de nada!?

— Ah! Sim — o médico riu. — começou a se relacionar a muito tempo?

— Não — essa foi fácil.

— Seu parceiro usou preservativo em todas as vezes? — Na maior parte do tempo, sim. Mas eu não diria isso.

— Sim.

— Você toma algum anticoncepcional?

— Não.

— Sua primeira vez foi tranquila? — eu tive esperança… tive esperança que não precisaria falar sobre isso.

— Foi — sorri de nervoso, pois a simpatia passou longe.

— Teve algum sangramento?

— Não sei, acho que não — porra! Eu estava transando! Eu lá ia me preocupar com sangue!?

— Nas outras vezes que se relacionaram sentiu algum desconforto?

— Pelo jeito que ela gritava acho que sim.

— MAY! — ruborizei e lhe dei um tapa no braço.

— Que é? — fez como nada aquela infeliz, minha mãe tinha a cara enterrada nas mãos, não disse nada! — Doutor, foi muito constrangedor ouvir sei lá se aquilo eram os gemidos da minha irmã, se puder receitar algo para não acontecer novamente, eu vou ficar muito agradecida — o médico se contorceu na cadeira segurando a droga do riso. Eu queria esquartejar essa garota.

— Eu vou matar você! — ameacei. Eu sabia, sabia que ela faria o que pudesse para ferrar comigo.

— Bom, creio que não há muito a se fazer em relação a… gemidos… — eu já estava caçando um solo macio para cavar e me enterrar. Cacete moço, me ajuda caramba! — mas a como evitar as possíveis consequências que o sexo trás.

Ele podia evitar sinônimos de transar, não podia? Não combina nem um pouco citar essa palavra no mesmo ambiente que minha mãe.

— É por isso que estamos aqui doutor, queremos que receite uma pílula — comentou dona Magda querendo tornar nossa visita breve.

— Quais seriam as possíveis consequências? — pergunta May aparentemente mega interessada, cortando o médico que estava para dar suas instruções. Mamãe olhou incrédula para ela.

— Gravidez é a principal — o médico respondeu sorrindo, como se fosse legal ouvir isso — mas acho que a senhorita não tem que se preocupar com isso ainda, não é? — May sorriu, mas seu sorriso é falso. — Que tal antes darmos uma olhada para ver se está tudo bem? — gelei ao perceber que ele se dirigia a mim.

— Isso é mesmo necessário? — perguntei secando o suor das mãos.

— Se ele não pedisse não seria America — se eu pudesse, mandava minha mãe calar a boca.

Olhei para May, implorando para que ela fingisse um ataque de asma, pânico, burrice, o que fosse para me salvar de deixar outra pessoa que não fosse o Maxon olhar o meio das minhas pernas. No entanto, ela me deu apenas um tchauzinho quando o médico fechou as cortinas e me pediu para abaixar a calça.

[...]

— Aquela foi a pior experiência da minha vida, mais que ser flagrada transando pelo meu irmão — comentei para depois comer um amendoim.

— Sua mãe não te ama, que mãe faz a filha passar por isso? — disse Celeste sentada no chão da sala.

— Seu irmão flagrou vocês? — perguntou Marlee sem acreditar assim que virou sua lata de suco.

Estamos no apartamento de Celeste, marcamos uma noite de filme e pizza junto com os meninos, que estão vindo do treino trazendo nossa comida. No momento estamos conversando, Celeste com as pernas cruzadas no chão e Marlee e eu esticadas no sofá, cada uma em uma ponta.

Foi um convite muito aleatório de Celeste, mas sei que é apenas para ela não se sentir sozinha. Desde que recebeu a notícia do divorsio dos pais, Celeste tem andado mais ansiosa e estressada. Por sorte, o Aspen apareceu na vida dela para compensar o sofrimento, no entanto, para nós seus amigos, está claro como água a dor que ela sente pela sua família se desfazer.

Mesmo assim, é ótimo passarmos um tempo juntos. Sinto-me em casa com todos reunidos. Eles são como minha segunda família, cada um com suas particularidades.

— De verdade, prefiro não dar detalhes desse dia — disse petiscando outro amendoim — e se tem alguém que estou duvidando se me ama, é minha irmã. May têm testado minha paciência. Toda hora está fazendo gracinhas, principalmente para me fazer passar vergonha.

— Adoro a pequena Singer — disse Celeste chacoalhando os cabelos.

— Ela deve sentir ciúmes — sugeriu Marlee.

— Ciúmes? — questionei.

— Sim. Você é mais velha, vocês fisicamente são bem parecidas… devem ser comparadas o tempo inteiro, e como ela é meio doida e você, entre aspas, mais certinha… — Celeste soltou uma gargalhada maléfica.

— Se ela é certinha eu sou uma santa — a morena sorriu maliciosa para depois pegar no ar o amendoim que jogou mirando dentro da boca.

— Quer parar de me lembrar do que você viu! — a repreendi. Ela me fazia voltar na lembrança do banheiro do colégio a cada segundo.

— Nunca! — ela riu.

— Quem vê você nunca transou no banheiro de um avião cheio de passageiros — Marlee acusou e Celeste aceitou a ofensa de cabeça erguida.

— Ele era gostoso… e eu nunca mais o veria na vida — a morena deu de ombros — aff… aquele italiano era um deus! — disse mordendo o lábio.

— Você é uma pervertida — disse jogando um amendoim nela.

— Sou uma alma liberta que aproveita a vida, me julgue se quiser, não ligo — Celeste ergueu o queixo orgulhosa.

— Uma alma compromissada — corrigiu Marlee.

— Mas compromissada com um mestre do sexo mega gostoso — ri e taquei outro amendoim nela. Celeste é maluca.

— Falando em sexo — respirei fundo antes de dizer — May estava planejando perder a virgindade dela, aliás, ja deve ter perdido.

— Essa garota é esperta — disse Celeste.

— Acho que ela deveria ser sua irmã, não minha.

— Você é que perdeu tempo, se sua irmã é ligeira… deixa ela… vai ser pior segurar, mais ela vai querer provar do proibido — a morena argumentou.

— Eu também acho May muito nova — falou Marlee.

— Quando você deu pela primeira vez, era apenas um ano mais velha que a pequena Singer, cala a boca Lee — Celeste acusou e Marlee mostrou-lhe a língua.

— Fica tranquila Meri, sua irmã não é burra, ela deve saber se cuidar — o que Marlee disse é a verdade. May apesar de jovem, sabe o que faz muito mais que alguns adultos por aí.

Mas não é confortável saber que sua irmã mais nova está dando esse passo. Meu instinto de certa forma insiste em protegê-la, tenho medo por ela, das consequencias caso ela seja imprudente, ou do garoto ser um idiota e fazê-la sofrer. Claro que não posso protegê-la dela mesma, afinal, quem segura aquela garota?

— Eles estão demorando, né? — perguntei depois do silêncio que se formou.

— Eles sempre atrasam quando tem treino — bufou Marlee.

Mas foi ela terminar de falar para a campainha tocar repetidas e irritantes vezes sem parar. Celeste levantou chamando todos os santos do inferno por se irritar com o barulho estridente.

— Está para nascer alguém mais irritante que você Carter — a morena disse a ele que não parava de tocar o campainha.

— Para com essa merda cara, isso está me dando nos nervos — escutei a voz de Aspen.

Estava com o pescoço virado para trás em direção da porta, mas de lá, não se tinha visão de quem estava do lado de fora, e eu estava ansiosa para ver meu loiro lindo e maravilhoso, pois eu sabia que ele estava lá. Pode parecer besteira, mas é como se eu sentisse quando ele está perto, eu sinto a vibração dele e isso me arrepia.

— Oi gata — Aspen entrou primeiro tascando um belo beijo em Celeste.

— A comida chegou garotas — anunciou Carter passando pela porta carregando três caixas de pizza — mas estou falando da pizza, não de mim — ele sempre nos tira risadas, menos de Celeste que revira os olhos.

— Oi meninas — Aspen cumprimentou da cozinha.

Eu não respondi, não estava interessada em mais nada além do loiro cativante passando pela porta. Eu jamais me acostumarei em vê-lo chegar, sempre vou morder meu lábio, sempre meu ar vai faltar e sempre meus olhos vão deixar de piscar. Pois aquele garoto lindo, é digno de toda minha atenção. Suspirei quando ele me encontrou e abriu aquele sorriso. Aquele sorriso que me derrete e me faz questionar como é possível alguém mexer tanto assim comigo.

Seu cabelo estava um pouco úmido, e uma mecha rebelde insistia em cair pela sua testa, o que fazia Maxon ter que ajustá-la a cada tempo, mas esse desgraçado nem imagina que até nos mínimos movimentos, ele fica extremamente atraente. E não é para menos, afinal, tudo nele é atraente.

— A baba está escorrendo querida — disse Marlee passando o dedo no canto da minha boca, lhe dei um tapa e ela saiu rindo para abraçar o Carter.

— Oi, minha fada maravilhosa — Carter segurou Marlee no colo e a encheu de beijos.

Nem eu sei explicar como é bom estarmos juntos. Acabei rindo com a lembrança que acabo de ter: a um pouco mais de um mês, eu estava chorando no meu quarto, triste por ir embora de Carolina, de deixar minha casa, minha rotina, minha vida. Estava com medo da mudança, mas olha só o que tudo me trouxe… eu ganhei os melhores amigos que alguém poderia ter, e o melhor de tudo, encontrei o meu par perfeito. Acaso ou destino? Não importa.

— Você está linda, minha linda — a voz dele é como um chamado, sai do meu devaneio e fiquei em pé num instante. Precisava aproveitar do seu abraço e do seu calor, pois nunca estive tão grata por tê-lo.

— Eu amo você — murmurei entre seus braços.

— Eu também amo você meu amor.

Sorri feliz no meio do nosso abraço apertado, feliz por ser amada por alguém como Maxon, e minha felicidade aumentou quando comecei a rir por conta dos beijinhos que ele passou a distribuir no meu pescoço fazendo-me cócegas, ele foi me torturando traçando um caminho até os meus lábios, até que nos beijamos entre risos, agarradinhos um no outro.

— Eu tenho um quarto de hóspedes, mas como sei que preferem banheiros posso liberar o da minha suíte — Celeste sugeriu maldosamente.

— Vai a merda — Maxon e eu a praguejamos juntos.

— Como foi o treino? — perguntei a ele andando abraçados até o pessoal na cozinha. Maxon bufou, penso que coisa boa, não deve ter acontecido.

— Aspen, eu disse sem azeitonas — Celeste reclamou chamando nossa atenção.

— Mas eu pedi sem — ele se defendeu.

— Então o que é isso aqui? — ela enfiou a azeitona inteira na boca de Aspen.

— Deixa de ser chata, é só tirar — comentou Marlee pegando uma fatia e sentando em cima do próprio pé.

— Obrigado Marlee — pobre Aspen, fazia careta enquanto se obrigava a mastigar e engolir.

— Não vai me responder? — me dirigi a Maxon assim que nos sentamos à mesa com os outros e nos servimos. Seria engraçado o fato de termos ido juntos na mesma fatia de calabresa, se ele não tivesse me deixado preocupada.

— Aí Maxon! Vai uma cerveja? — gritou Carter da geladeira, interrompendo a resposta dele, meu namorado apenas fez um afirmativo.

— Eu também quero! — exclamou Aspen com a boca cheia — bem gelada.

— Amor me trás uma água! — pediu Marlee.

— E então… como foi o treino? — dessa vez quem perguntou foi Celeste. Maxon e Aspen se entreolharam e levantaram a sobrancelha bufando.

— Mas que coisa! — bati na mesa irritada pelo suspense — o que aconteceu?

— Meninas, vocês não sabem a dor de cabeça que as esperam — Carter distribuía as bebidas na mesa enquanto falava, eu e minhas amigas nos entreolhamos e o encaramos curiosas.

— O que é agora? — esbravejou Marlee.

— Elise — todas estremecemos só de ouvir Aspen citar essa maldição.

— O que tem ela? — perguntei aflita, esperando que o problema seria principalmente comigo.

— Ela vai entrar no grupo das líderes — respondeu Maxon preocupado com minha reação.

— Ah, mas não vai mesmo — falei convicta mordendo minha fatia. Elise que sonhe apenas, pois a depender de mim, ela vai entrar na casa do capeta, mas não no meu grupo.

— Não bastou apanhar? Ela ainda quer encher mais a porra do nosso saco? — Celeste comia com talheres, irritada com aquela besta. Sentia pena do seu prato, ela mesmo já tendo cortado com a faca o pedaço de pizza, continuava roçando o metal na porcelana. — Ela que chupe o dedo e se engasgue com aquelas unhas.

— Lamento garotas, mas… — Carter franziu a cara, como se realmente sentisse muito — ela já está no grupo.

— Impossível — esbravejei — sou eu quem decido isso, e não autorizei a participação dela.

— Acontece que ela armou um escândalo com a coordenação, ameaçou dizendo que o pai dela tem poder de fechar o colégio caso queira, e ao que parece, tem mesmo. Então cederam o pedido dela… — quando Aspen terminou de explicar, só houve o som estridente dos talheres de Celeste batendo no prato.

— Não é possível! — exclamei indignada.

— Perdi até a merda da fome — Celeste se recostou na cadeira de braços cruzados.

— Essa garota mal chegou e já está dando problema — Marlee, que aparentemente também perdeu a fome, tirou as palavras da minha boca.

— Não fica assim amor — Maxon tentou me consolar, mas eu estava impassível.

Seria um inferno ter essa garota no grupo, já é um martírio lidar com a Kriss, agora imagina com uma pessoa presunçosa e ordinária como ela.

— Eu lamento por vocês — Carter abraçou sua namorada.

— Mas quem sabe vocês apenas começaram com o pé esquerdo? Ela pode ser uma garota legal — Aspen definitivamente, não tem amor pela própria vida.

— Sabe o que eu vou falar para você? Meu bem… — Celeste segurou as bochechas de Aspen entre as mãos, eu tapei minha boca, evitando a risada — nada. Não vou dizer nada. Se não, você já era.

— Já foi definido o campeonato deste ano — Maxon abriu a boca antes que Aspen respondesse a morena. — Comecem a ensaiar, daqui três meses começa.

— Esse ano promete — Carter esfregou uma mão na outra empolgado.

Podemos dizer que esse assunto bastou por hora para esquecermos o assunto da Elise. Maxon explicou que será um mês inteiro de jogos contra outros colégios de Illéa, e que a sede será aqui mesmo em Angeles, por ser a capital. A ideia é inter-relacionar os colégios e diferentes regiões, mas no fim o que importa é o troféu. Os meninos estão eufóricos e com sangue no olho para vencer.

Qualquer resquício de más energias se mandou depois de um tempo. Nós comemos, conversamos e agora estamos todos aninhados no enorme sofá da Celeste discutindo qual será o filme da vez. Eu estou tão perfeitamente encaixada no corpo do Maxon que não me importo com o filme que vai rodar na TV, provavelmente eu irei dormir.

Foi necessário usar a sorte para decidir a droga do filme, visto que os meninos queriam algo envolvendo suspense e terror. Eu sinceramente odeio essa categoria e minhas amigas não pensam diferente, por isso permitimos qualquer outra coisa que eles quisessem, mas os infelizes insistiram, Marlee e Carter fizeram o pedra, papel e tesoura.

E eles venceram.

Estamos de conchinha aquecendo um ao outro, pois Celeste fez questão de ligar o ar condicionado em uma temperatura baixa, pois ela diz que clima bom para filme, é o frio. Marlee e Carter estão no meio, Aspen e Celeste na outra ponta do sofá. Cada casal embolado em uma coberta, o que permitiu a Maxon, passagem livre para sua mão a locais proibidos.

— Pare com isso! — sussurrei quando o personagem começou a gritar. Maxon insistia em entrar com sua mão dentro da minha calça.

— Não — ele murmurou baixinho no meu ouvido, e riu suavemente ao me ver arrepia.

Estávamos em uma batalha com nossas pernas, eu insistia em manter ela bem fechada. Ali não era lugar para ele me atiçar, mas Maxon insistia em abri-la e mantê-la presa para dar espaço a sua mão atrevida. E ele conseguiu. Então eu só desisti e fiquei tomando conta para nossos amigos não perceberem o que ele estava fazendo.

E a pergunta da vez é: porque no proibido é mais gostoso?

Maxon é um safado, não perde uma oportunidade, e parece que ele não aprende. Já fomos pegos de surpresa duas vezes, e uma dessas vezes, foi a algumas horas atrás. Aparentemente isso não é relevante.

Eu estava ofegante, e de vez em quando me contorcia por seus dedos serem assertivos. Maxon estava amando me ver tão vulnerável daquela forma, e isso eu acho muito injusto. Como estava de costas para ele, não consegui ver sua reação assim que apertei com força seu pau com minha mão. Só senti que ele ofegou, e engoliu apenas o ar, pois sua boca estava seca.

— Não judia — ele rosnou baixinho quando eu o aticei.

Claro que isso foi um incentivo para enterrar minha mão dentro da sua bermuda para lhe acariciar. Maxon me puxou mais para ele, ambos agora dando prazer um ao outro, enquanto uma trilha sonora macabra era emitida pela TV. Eu sentia o quanto estava molhada pela forma como os dedos de Maxon escorregaram livres pela minha intimidade.

Eu jurava que iria dormir, mas não, não me permitiram. Agora eu estava prestes a ter um puta orgasmo, e o pior, deixei de cuidar se nossos amigos perceberiam algo faz um tempo. Fiquei tranquila quando vi Celeste dormindo e Marlee roendo a unha assustada, Carter e Aspen abraçavam suas namoradas de costas para nós. Então estava tudo bem, ninguém viu nem veria nada.

— Goza pra mim linda — só ouvi seu pedido por ele estar com a boca grudada no meu ouvido, pois sua voz era quase inaudível.

Assenti com um leve movimento da cabeça porque realmente eu já estava lá. Maxon enterrou seu rosto na curva do meu pescoço, e rosnou bem baixinho, ele ia gozar também. Deus do céu! Que absurdo que estamos fazendo!

Maxon agilizou os movimentos dele e eu os meus, sem me importar com a forte dor no braço. Mas então, me subiu aquele prazer imenso pelo corpo, ao mesmo tempo que senti algo quente escorrer pela minha mão. Comprimi os lábios e fechei os olhos com força, pois uma necessidade de gemer nada bem vinda no momento surgiu. Maxon me apertou ainda mais contra ele mordendo meu ombro. Nós chegamos ao ápice juntos, agora ofegando em silêncio para se recuperar.

— AAH! — um grito agudo.

— Puta que pariu! — exclamei pensando o quanto estava fodida por ser surpreendida mais uma vez. Mas não, Marlee tinha apenas se assustado com o filme.

— Você viu aquilo Meri? — Marlee perguntou com os olhos esbugalhados mirando a TV.

— Vi. Vi sim — disse após relaxar até minha alma. Escutei as baixas gargalhadas de Maxon. Fiquei irada por ele tirar sarro da situação e lhe dei um soco em suas preciosas joias.

— AAI — ele e Marlee gritaram ao mesmo tempo, mas por motivos diferentes.

— Que que houve? — Celeste perguntou sonolenta.

— Vocês não viram? — Marlee sentou e olhou ao redor — não acredito que apenas eu, a America e o Maxon estamos assistindo! — em meio a dor, Maxon riu de Marlee. — Carter! — ela estapeou o namorado.

— Hãn? — ele levantou a cabeça e olhou para os lados — que foi amor? — Carter praticamente a ignorou, abraçou a cintura dela e deitou sobre sua barriga.

— Abaixem o volume por favor — pediu Aspen virando-se para nós, se ajeitando na almofada e segurando a mão de Celeste que pousou em seu peito quando ela o abraçou por trás.

— Amor, preciso ir ao banheiro — Maxon levantou rapidinho, ele precisava com toda certeza se limpar. Celeste vai ter que me perdoar por ter limpado minha mão na coberta dela.

— Ah, vão a merda vocês — esbravejou Marlee após desligar a TV, chateada por apenas ela dar atenção ao filme — Carter! — ela chamou — Meu Deus, nem com o fim do mundo ele acorda — ela reclamou, tive que rir. Marlee o chacoalhava e era a mesma coisa que nada — CARTER! — seu berro despertou não só Carter como Aspen e Celeste também.

— Qual o seu problema Marlee? — Aspen repreendeu, estava morto de sono.

— Carter, vamos — a loira chamou.

— Vamos? Vão aonde? — meu coração se partiu ao ver o desespero de Celeste. Ela não queria ficar sozinha.

— Eu vou ficar amor — Aspen que também havia percebido a tranquilizou.

— Nos vemos amanhã no colégio Cel — ela sorriu com os olhos pesados e se agarrou a Aspen que tinha voltado a dormir.

— Vamos também? — Maxon saiu do corredor e olhei direto para suas partes baixas, o detalhe da bermuda ser preta disfarçou perfeitamente a área molhada.

— Vamos — peguei em sua mão e junto com Marlee e um Carter sonso de sono, descemos para o estacionamento.

Maxon e eu namoramos mais um pouco encostados no meu carro, cada um veio com o seu então ele não me levaria para casa. Lhe dei um sermão por inventar coisas indevidas em momentos inoportunos. Mas ele riu da minha cara e disse que só fazia porque sabia que eu adorava. Me condenei por não conseguir o contrariar, pois era verdade.

Já era tarde quando cheguei em casa, madrugada para ser mais precisa. Tomei um banho sem lavar o cabelo e vesti um pijama fresco. Quando sai do banheiro, escutei batidas frenéticas na minha porta, estranhei, pois isso não é normal de acontecer. Eu dei o primeiro passo a caminho da porta, mas então ela se abriu e a cena à minha frente me deixou angustiada.

— Ames! Me ajuda… por favor, me ajuda!

May chorava desesperada, seu rosto lavado de lágrimas e soluços.

Notas finais
Olaaá! Alguém está acompanhando a história aqui pelo Nyah? Quem estiver comenta aí para mim saber se devo continuar postando ou não ♥